Moral, religião e milionários

Os leitores mais habituais irão provavelmente estranhar que se aborde este tema aqui mas há alturas em que temos mesmo que dizer alguma coisa sobre o que se passa. O tema é a religião e o acontecimento em debate é a atribuição do prémio “fé e liberdade” ao empresário Elíseo Alexandre Soares dos Santos (o sr. Pingo Doce para os mais distraídos). Obviamente que de um prémio atribuído pela Universidade Católica não se espera muito, a mesma repetição de reaccionarismo social combinado o mantra dos “mercados livres” (como se tal coisa pudesse existir), mas de qualquer forma às vezes pode-se ir demasiado longe, especialmente quando se tenta passar a ideia que este tipo de comportamento é compatível com qualquer tipo de princípio religioso. Vamos rever a situação: na opinião da Igreja Católica (através dos seus representantes universitários) a personalidade que melhor encarna os princípios de Cristo e da liberdade é um empresário famoso apenas pela sua enorme fortuna pessoal e o facto de apesar de ter feito a sua fortuna em Portugal ter escolhido pagar os seus impostos na Holanda. É de facto de ficar pasmo porque nem sabemos por onde começar a atacar este absurdo.

Não se pense que está em "má" companhia, a Holanda é um destino muito popular para os que se sentem... "desafiados"... pelos impostos nos seus países

Não se pense que está em “má” companhia, a Holanda é um destino muito popular para os que se sentem… “desafiados”… pelos impostos nos seus países

Comecemos pelo básico, a figura de Jesus. Que terá vindo a este mundo numa missão de reposição de esperança e de um sentido de justiça. Os oprimidos conhecerão a liberdade, os pobres saberão o que é a fartura e os excluídos serão glorificados – “E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir” [Lucas 6:20-21]. Como é que deste ponto se consegue passar à adoração de milionários sem grandes preocupações sociais aparentes? A resposta é: não se consegue! (“E outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus” [Mateus 19:24])

Money is the God of our time and Rothschild is his prophetOs leitores estarão certamente a pensar “Mas Harmódio, em boa verdade o Cristianismo sempre se portou desta forma, aliou-se ao poder e ao ouro até ser indistinguível destes”. Sim é verdade que o Cristianismo institucional se colou desde muito cedo aos poderes instituídos, não há como negar essa evidência. Mas, também é igualmente verdade que a história das instituições, e a doutrina por elas criada, não resume adequadamente a complexidade deste movimento religioso. A contestação desta versão oficial e institucional de um Cristianismo de poder tem-se feito ao longo dos séculos de forma local, com grande custo pessoal para os envolvidos, tendo muitas vezes sido suprimida. Ou seja, dentro deste movimento religioso tem-se desenrolado uma longa, e sangrenta, guerra civil. De um lado os pregadores oficiais que exaltam a união entre o secular e o espiritual de forma a proteger o seu prestígio, posição e afluência e do outro os que entendem que legitimação da opressão, injustiça, pobreza e exclusão são inadmissíveis numa religião, teoricamente, dedicada à sua erradicação.

"Embora percamos todos os bens, conservemos imaculada a honra. " - Walter Scott

“Embora percamos todos os bens, conservemos imaculada a honra. ” – Walter Scott

Não é chocante que esta atribuição já tenha criado algum mal-estar entre as hostes católicas que questionam que fé e que liberdade é que estão a ser premiadas aqui. Já vem tarde e é algo tímido mas, dado o conservadorismo e anacronismo do catolicismo português, talvez não seja de estranhar que seja apenas um meio protesto em vez de uma indignação plena. No coração desta disputa parece claro que mais uma vez temos uma oposição entre duas realidades muito diferentes e que raramente comunicam de forma aberta. De um lado as elites religiosas (da hierarquia ou laicas) e do outro a vivência popular da religião que sabiamente se alheia dos subterfúgios e eufemismos que o institucionalismo usa para poder sobreviver às suas próprias incoerências. Como alguém alheio à igreja católica não posso pronunciar-me de forma absoluta sobre a justiça desta nomeação. No entanto, enquanto observador atento do panorama religioso e cívico português, devo insistir que estas iniciativas deixem de ser apelidadas de cristãs já que não são em nada fiéis ao verdadeiro espirito. Mais que isso, estes eventos indicam-nos claramente que, ao contrário do que nos é dito desde 1926, o campo da produção religiosa é também ele palco de combates de uma determinada elite no sentido de dominar as interpretações a que as massas podem aceder.

Desistir de pensar

Socialmente existe uma hierarquia de valores não oficial que rege a esmagadora maioria das pessoas. É silenciosa. Não aparece num decreto ministerial a preto e branco. Não nos é sequer imposta no sentido clássico de termo – usando as definições de Isaiah Berlim a nossa “liberdade negativa” é respeitada, ou seja, estamos livres de coacção directa – isto vale o que vale, como o próprio Berlim demonstrou pela falta de escrúpulos que usou na supressão indirecta do trabalho de rivais académicos e pessoais. Mas é omnipresente. Na era do homo economicus não será com certeza de estranhar que essa hierarquia seja de natureza económica. No topo da hierarquia estão sem dúvidas as actividades que, pelo menos potencialmente, se traduzem num ganho. Algures entre o meio e o topo teremos aquelas que apesar de não se traduzirem num ganho monetário valorizam socialmente ou representam a procura de prazer. Na base encontraremos aquelas funções, tarefas e valores que se traduzem num esforço por parte do individuo mas que não lhe acrescentam nada ao seu património nem melhoram o seu status social. Entre este grupo estará sem dúvida a reflexão, o nexo das nossas escolhas éticas. Este é possivelmente um dos riscos mais subavaliados pelas nossas sociedades modernas. O desistir de pensar. O predomínio do pensamento de curto prazo e contabilístico exclui, com o passar do tempo, o acto de pensar de quase todas as esferas que antes eram naturalmente suas. As questões referentes ao trabalho passam a ser ou um jogo de somas ou, na maior parte dos casos, uma necessidade de submissão que embrutece o sujeito. As escolhas sociais que reflectem a forma como nos vemos uns aos outros (e por extensão natural como nos vemos a nós próprios) passam a obedecer a um estrito critério de utilidade ditado por uma ordem tecnocrática difusa a cujos parâmetros as pessoas inconscientemente foram aderindo, abandonando a hipótese de formularem elas próprias julgamentos livres e claros sobre a condição humana. Até as questões referentes às escolhas políticas passam mais uma vez também a ter como referencial único e exclusivo o económico ou monetário devido ao vício do pensamento e à incessante propaganda do que em tempos medievais seria denominado o topo do “Terceiro Estado”, aqueles que produzem.

"Multiplicaste os teus negociantes, mais do que as estrelas do céu; a locusta se espalhará, e voará" [Naúm 3:16 - Os delitos de Nínive: a sua ruína inevitável]

“Multiplicaste os teus negociantes, mais do que as estrelas do céu; a locusta se espalhará, e voará” [Naúm 3:16 – Os delitos de Nínive: a sua ruína inevitável]

Este pensamento que é perdido torna-nos a todos mais frágeis em termos humanos e intelectuais (e para os que estão predispostos a aceitar esse principio: até espiritualmente) à medida que o conjunto de ideias a que podemos recorrer, as combinações que somos capazes de estabelecer e as inovações que conseguimos acrescentar diminuem a pique. Até a própria filosofia se foi deformando sobre o seu efeito, ganhando falsa complexidade nos corredores da academia e perdendo significado até se transformar no que é no presente: quase uma relíquia académica cuja actividade consiste em dar algum apoio teórico à “técnica”. Caímos longe do amor ao conhecimento e da ideia que a filosofia é algo universal aplicável às nossas vidas. O quadro de referência predominante é um de ganho pessoal e produtividade e, ao longo de muitas décadas (ou mais se quisermos ser exactos séculos), foi-se expandindo ao ponto de não deixar quase uma única área fora da sua influência. Forma uma espécie de teoria unificadora do comportamento humano mas apenas por rejeitar todas as outras opções e não por conseguir englobar todas as possibilidades. De certa forma fomos levados uma espécie de “banalidade do mal”, como escreveu Hannah Arendt, mas por caminhos diferentes do totalitarismo fascista. A banalidade do mal define-se pela sua mediocridade, pela sua afirmação que pensar se tornou redundante, desnecessário e talvez até nocivo. Seguem-se ordens no caso fascista e no nosso caso consumista faz-se o que todos fazem ou que esperam que façamos. Em qualquer dos casos obedece-se, mais que tudo quer-se aceitação na ordem das coisas. De uma forma que só por descrita como irónica a sociedade da produção e do individualismo está a legar-nos um mundo crescentemente conformista e uniforme como as sociedades ditas soviéticas nunca esperaram alcançar nos seus dias mais ambiciosos. Esqueçam as roupas iguais teremos mentes iguais.

“The trouble with Eichmann was precisely that so many were like him, and that the many were neither perverted nor sadistic, that they were, and still are, terribly and terrifyingly normal. From the viewpoint of our legal institutions and of our moral standards of judgment, this normality was much more terrifying than all the atrocities put together.” - Hannah Arendt [Eichmann in Jerusalem: A Report on the Banality of Evil]

“The trouble with Eichmann was precisely that so many were like him, and that the many were neither perverted nor sadistic, that they were, and still are, terribly and terrifyingly normal. From the viewpoint of our legal institutions and of our moral standards of judgment, this normality was much more terrifying than all the atrocities put together.” – Hannah Arendt [Eichmann in Jerusalem: A Report on the Banality of Evil]

Não se levanta o espectro da banalidade do mal levianamente. Já que como Eichmann dizia apenas cumprir ordens e que o seu juramento de obediência quer às SS quer ao Fuhrer pressuponha que qualquer análise do conteúdo das suas ordens seria não só inútil como pernicioso também o burocrata moderno, público e privado, adoptou esta estranha forma de vida como modo de estar em sociedade. O cidadão que, como está na moda, “apenas vive o momento”, sem nunca considerar o porquê das suas escolhas. Quem estará ele a validar? A quem entrega o seu poder? Qual o preço do seu isolamento? A nada sabe responder, apenas age como é esperado, anseia apenas por cumprir as metas que outros definiram para si. O economista que atinge os números pretendidos ignorando os estragos humanos que causa usando apenas a expressão “não se pode fazer uma omelete sem partir ovos”. O executivo que aumenta a sua margem de lucro através da destruição de bens públicos, sabendo à partida estar a excluir um enorme número de pessoas de serviços básicos (“se nós não fizéssemos alguém o faria”). O político que se serve a si próprio deixando um rasto de devastação por onde passa (“todos se servem, é como as coisas funcionam”). Todos são o mal ao aceitarem de uma forma ou de outra o papel de carrascos de pessoas livres de qualquer culpa e sem possibilidade de defesa. Todos são medíocres na sua recusa em aceitarem que são sequer seres pensantes ou sequer na sua intenção de negarem seja o que for a outros. Na sua visão são apenas agentes, quase inanimados, que se regem por leis quase físicas que os obrigaram a comportar-se de determinada forma. Na sua mente isto exclui qualquer noção de culpabilidade e como tal permite manter uma noção de normalidade. Ao fim de um dia em que podem ser responsáveis por miséria, sofrimento e morte vão para casa, para com as famílias (que os glorificam pela sua posição social) ter serões normais sem nunca dispensar um segundo pensamento às suas vítimas.

Uma dor de cabeça artística

Apesar de todas as tentativas de a comercializar, banalizar e, acima de tudo, neutralizar toda e qualquer obra de conteúdo artístico parece que ainda é possível que a arte sirva para a)Criar uma impressão estética genuína e b)Fazer uma afirmação sobre o mundo onde vivemos. Foi o que aconteceu na Rússia quando o artista Konstantin Altunin revelou recentemente a sua obra, “Travesti”. Um quadro que retrata Vladimir Putin e o primeiro-ministro Dmitri Medvedev em lingerie. O Golpe é duplamente brilhante porque por um lado cria uma obra que claramente tem uma tonalidade homoerótica num país que persegue e usa a sua comunidade LGBT como bode expiatório. Na Rússia trata-se de um rótulo de perigo (ou de ainda mais perigo que o normal) a julgar pelos séculos de pogroms e exílios para campos de concentração – ou nas versões menos públicas os encerramentos compulsivos, sem ordem médica ou judicial credível e independente, em instituições psiquiátricas até que um infelizmente incidente ponha termo à vida do dissidente. Por outro lado morde ironicamente contra toda a propaganda do que é um regime totalitário e imagem híper máscula que Putin construiu para si – passeios a cavalo em tronco nu, actividades ao ar livre rotineiramente “noticiadas”, enfim um verdadeiro Rambo moscovita.

Numa nação que se sentiu orfã começamos a entender Freud: "I cannot think of any need in childhood as strong as the need for a father's protection"

Numa nação que se sentiu orfã começamos a entender Freud: “I cannot think of any need in childhood as strong as the need for a father’s protection”

De um ponto de vista de consequências é claro que a obra já foi confiscada pela polícia por ser “imoral”, segundo uma classificação da “isenta” Igreja Ortodoxa Russa (que está extasiada por voltar a ser  o segundo poder do estado e poder policiar a vida interior de todos), e que alguém no ocidente terá que dar asilo ao artista porque de desaparecer uns meses nas mãos do FSB provavelmente não se livraria – no mínimo uns interrogatórios “pesados”. E, dado o culto de personalidade que se criou junto à figura de Putin, provavelmente bem mais que isso. É que Altunin atacou a única vaca sagrada do regime. A fonte de toda a autoridade dos líderes políticos, locais, policiais, jornalísticos, comerciais, etc. O Presidente Putin. Qualquer outro poderia ser perdoado ou talvez afastado ou ligeiramente metido no background até o riso parar. Neste caso isto não é uma opção. Em linguagem política absolutista isto é um crime lesa-majestade e não tem perdão pois neste esquema político a imagem do monarca possui uma sacralidade inviolável confundida com a da própria nação – que haja uma legião de servos públicos e privados cuja posição depende da manutenção desta sacralidade ajuda imenso a perseguir qualquer dissidência por mais ligeira que seja – especialmente neste caso, em que foi feita com humor e inteligência, atacando satiricamente os pilares em que a imagem do líder foi fundada. Haveria algo a dizer sobre o sobrecompensação e o culto da hipermasculinidade mas penso ficará para outra ocasião, quando conseguir parar de rir e apreciar esta obra de arte.

"Beauty is a form of Genius--is higher, indeed, than Genius, as it needs no explanation. It is one of the great facts of the world, like sunlight, or springtime, or the reflection in the dark waters of that silver shell we call the moon. It cannot be questioned. It has divine right of sovereignty. It makes princes of those who have it"

“Beauty is a form of Genius–is higher, indeed, than Genius, as it needs no explanation. It is one of the great facts of the world, like sunlight, or springtime, or the reflection in the dark waters of that silver shell we call the moon. It cannot be questioned. It has divine right of sovereignty. It makes princes of those who have it”

Para os mais desatentos esta polémica que a o partido de Putin arrasta contra parte da sua própria população já tinha dado que falar aquando da organização dos Jogos Olímpicos de Inverno tendo sido discutido por muitas nações o boicote ao evento como protesto formal contra uma descriminação injusta sobre pessoas que não têm nem defesas nem a quem recorrer. Convém não esquecer que a Rússia será o país com leis mais draconianas no que toca a ONGs, especialmente aquelas que não servem de frente a organizações nacionalistas apoiadas pelo Kremlin. As acusações multiplicam-se: espionagem, lavagem de dinheiro, corrupção, tentativa de terrorismo cultural (seja lá o que isso for). Apanhando a linguagem dos comunicados de segurança dos EUA o governo russo aprendeu as palavras-chave que deve usar quando quer denegrir qualquer pessoa ou grupo e a primeira de todas é: “extremista”. Usando uma simples obra de arte libertadora da opressão monolítica do regime para insinuar algo vagamente insidioso que poderia atentar contra a segurança dos cidadãos russos.

Numa última nota mais linguística… há uns anos atrás perdemos outra palavra importante do nosso léxico: liberdade. De tanto sobre uso que foi feito (especialmente por pessoas que estavam interessadas em tudo menos nela) que mais ninguém a coloca em nenhum escrito seu se quiser preservar alguma credibilidade. Perdeu significação junto das pessoas. Gera apenas uma certa apatia emocional normal do discurso demagógico pré-fabricado. Agora é a vez de “extremista” e “terrorista”. A este ritmo corremos o risco de ter que abandonar a linguagem como meio de comunicar eficazmente já que poucas palavras parecem estar autorizadas a conversar o seu sentido original.

Do amor do dinheiro

O pobre comendador Berardo (apenas metaforicamente) vem a público (“no pun intended”) dar novas de uma horrível praga que assola a terra. Aparentemente os ricos estão a ser perseguidos. Segundo esta fonte fidedigna, haverá de facto uma horrível perseguição aos ricos neste país maldito que não reconhece o seu imenso valor social e imenso espírito caridoso. O empresário não é de meias palavras e ameaça mesmo seguir o conselho que o governo deu aos jovens desempregados licenciados e emigrar para paragens mais tolerantes para com os que padecem da infelicidade de serem pecuniariamente “pesados”. Só tenho três problemas com este raciocínio. Em primeiro lugar o comendador não é jovem, em segundo, que eu saiba, não é licenciado e, em terceiro, não está no fundo de desemprego. Tirando isso saúdo a comparação brilhante estabelecida por este visionário. Não haverá para aqui um Oskar Schindler para salvar esta gente das sevícias de que é vítima todos os dias nas melhores habitações, lojas e restaurantes que o mundo ocidental tem para oferecer?

Não sei se conseguiremos...

Não sei se conseguiremos…

É curioso que fale que alguém (não sabemos bem quem – “eles” à falta de melhor definição) que queira impor a visão que ser rico é pecado… eu, admitindo à partida que não pertenço a um corpo de investigação policial, penso ter uma leve ideia sobre quem pode ser o culpado, pois dei com um panfleto sedicioso que afirma a seguinte alarvidade “Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” (Timóteo 1:6:9). Será que uma colecção de arte privada avaliada em mais de 750 milhões de euros pode ser considerada uma “concupiscência louca e nociva”? Será que para evitar a perdição e ruína de que fala o texto o comendador sempre quis dividir o custo do “presente” com o resto dos portugueses?

Mas, os mesmos conspiradores anti-sociais, vão ainda mais longe…. “Porque o amor do dinheiro é raiz de toda a espécie de males…” (Timóteo 1:6:10). Não vão lá ver que não são mesmo fãs dos que amam a riqueza (sabem… os ricos…)!? Parece que se não é pecado anda lá perto. Estão descobertos os culpados. Parecem ser cerca de dois milénios de cultura cristã que até recentemente, apesar das suas muitas falhas, vícios e loucuras, ainda tinha mantido algum respeito pelo homem comum. As suas organizações podem estar, na sua maioria, moralmente falidas mas a mensagem parece que ainda tem ecos poderosos cá dentro. Talvez por grande parte dela apelar à nossa ética inata.

Não acontece muito mas há quem ainda tenha...

Não acontece muito mas há quem ainda tenha…

Caso não se queira travar batalhar contra tal “inimigo” o comendador e os restantes oprimidos poderão sempre emigrar (em primeira classe numa TAP já privada claro – isso do público é para perigosos dissidentes que lêem escritos judaicos de há 2000 anos). Em última análise a sua queixa é que pagam impostos pelo que qualquer resultado aceitável implicaria sempre não pagarem impostos. Nesse caso se de qualquer forma não pagam então não querem fazer parte do tecido social do país e devem realmente sair. E as suas empresas devem a partir desse momento ser tratadas como o que são, capital estrangeiro.