Os jornalistas portugueses são os guardiões da manipulação. É isto que as elites querem; nós devemos recusar

“The masses have never thirsted after truth. They turn aside from evidence that is not to their taste, preferring to deify error, if error seduce them. Whoever can supply them with illusions is easily their master; whoever attempts to destroy their illusions is always their victim.”

~ Gustave Le Bon

No inicio, foi a revolução de 1974. Dai em diante, o trabalho dos jornalistas portugueses deveria ser o acto de fazer jornalismo livre e independente de censuras, quer  privadas, quer de controlos estatais, políticos e económicos, de assegurar o pluralismo da informação; assegurar que todas as opiniões (o maior numero possível…) seria veiculado para todos que quisessem  ou estivessem interessados em as escutar, comprar, adquirir, debater.

Após o inicio, inúmeros entusiastas neófitos a par com os meios de comunicação social já pré existentes e que vinham da ditadura onde existia censura ao que produziam; criaram novos meios de comunicação, especialmente jornais, já libertos de uma censura mantida pela ditadura que vigorou em Portugal até 1974.

Depois do inicio e em força desde 1985, especialmente os jornais, começaram a tornar-se “empresas de jornalismo” e com o licenciamento/abertura de canais privados de televisão e licenciamento de novas rádios, metamorfosearam-se em projectos empresariais que sobrepunham os interesses económicos (o lucro) aos interesses de fazer jornalismo, afastando para o lado todo o pouco pluralismo existente nesta sociedade.

Com a maturação de um sistema inicialmente pensado para todos e que gerava conhecimento e jornalismo para todos, passou-se a um sistema corporativo e fechado. Fusões de empresas de comunicação sucederam-se. Gerar empresas cada vez maiores era o objectivo, com mais lucros, mas menos jornalistas e nenhum pluralismo.

O comissário político/económico disfarçado de jornalista sobrepunha-se (sobrepôe-se) ao jornalista propriamente dito.

E chegámos ao “mercado” concentrado, não plural, oligopolizado e cartelizado, de qualidade hiper medíocre, em que os poucos jornalistas dissidentes que queiram mesmo fazer jornalismo são impedidos de o fazer, convidados a sair, colocados na posição de auto censura, ou arrumados numa prateleira para não perderem o emprego. Se o perderem,  estando no lugar ” x”, por dissensão de opinião, apenas existem mais dois ou 3 grupos  de meios de comunicação social onde poderiam trabalhar.

Este protótipo de jornalistas dissidentes acima descritos é ultra minoritário, uma pequena espécie autóctone.

O sistema foi armadilhado e funciona apenas para as elites (“Elites” entendidas no sentido mais depreciativo do temo que seja possível…).

Com os novos donos a ocupar o lugar os actuais bonecos de palha foram encarregados da aplicação das narrativas que beneficiam elites. Essa narrativa é ortodoxa e transformou as criaturas que nos são apresentadas como jornalistas nos  “guardiões da ortodoxia”.

Estes novos cortesãos servem diligentemente e com brio.

Contudo, debaixo de uma capa de sofisticação, são apenas instrumentos rombos, pintores de construção civil que colocam mau estuque manipulativo; aplicadores de camadas de cimento propagandístico que escondem a brutal realidade do neoliberalismo aplicado a esta sociedade, das enormes injustiças nela praticadas, que branqueiam e escondem os danos de um regime podre e decadente e que nenhum aspectos de democracia (tirando a fachada)  tem.

Na numismática exige-se patina às moedas. Neste ecossistema maligno trabalha-se em prol da colocação de uma patina de brilho sobre as figurinhas ridículas da instituições e (acessoriamente) exalta-se sempre que possível as virtudes da tribo da direita política.

(Em Portugal, existe a originalidade de só esta agremiação de cretinos da tribo da direita política ter direito a ser branqueada de forma permanente; já a tribo da esquerda politica é sempre vilipendiada excepto quando interessa branquear facções dentro da mesma. Surge o clássico “dividir para reinar” aplicado sobre a tribo da esquerda política, para a impedir de chegar ou manter o poder. Uns grupos são exaltados em detrimento dos outros e no próximo turno, a outra facção da tribo da esquerda política será branqueada no próximo ciclo politico. (Merecem-se todos uns aos outros…)

(As elites de poder que vivem nas sombras divertem-se a incentivar este jogo.)

As elites políticas, sociais, económicas portuguesas são extremamente limitadas.

A sua programação limitada interna contém apenas uma instrução dividida em duas partes.

(A) Só se deve defender os seus próprios interesses e os dos amigos.

(B) tudo o resto deve ser ignorado.

As consequências deste pensamento pobre e limitado são obvias.

Ignorando tudo o resto, resta-lhes apenas conseguir interagir umas com as outras (endogamia social oblige…). Como as instruções de programação não dão para mais, ficam sempre surpreendidas e espantadas com o nível de ressentimento, revolta e alheamento que a generalidade da população sente.

Escudados por zonas francas de bem estar, físico, psicológico e económico, quer nos locais selectos das periferias das cidades ou nos centros principais das duas maiores cidades, o resto da população só é autorizado a entrar se for lá para trabalhar nas limpezas da porcaria que esta gente produz diariamente ou para servir cafés.

Os seus núncios jornalistas comissários da propaganda tem instruções para ignorar, e/ou ocultar e/ou manipular percepções quer o problema ocorra a 15 km de distancia ou numa aldeia remota. Sucedendo algo,  os seus núncios comunicacionais televisivos regurgitam uma verborreia inchada de teorias peregrinas acerca do que aconteceu – um dia antes nem sequer faziam ideia ou tinham sequer ouvido falar do que aconteceu.

Se e quando existe algum pico de contestação mais sério, acalmam aqueles que consideram e tratam como inferiores (95% da população), recomendam paciência, calma, ponderação e responsabilidade, incentivam a que trabalhem muito e pedem que se demonstre confiança no sistema armadilhado e no regime que temos (um regime subvertido por neoliberais e por elementos da extrema direita que fazem turnos para ver quem faz mais estragos..) prometendo final a cereja no topo do bolo: que as coisas ficarão bem e serão resolvidos problemas.

Esta narrativa tem “tendências” cíclicas. Actualmente a narrativa para acalmar o ressentimento latente baseia-se nos discursos do  “culto do empreendedorismo”, na “ética do pluralismo político”, na “cultura do mérito” , na “ascensão social para todos”, na ” confiança nas instituições”.

Também se baseia em apelos constante à união: temos que nos unir, dizem-nos e chegar a “consensos”. (Consenso, neste contexto, significa  baixar a cabeça e fazer o que as elites de poder querem…)

Um produto inexistente é constantemente promovido através do uso de mantras, de spots publicitários, de repetição constante de falsidades.

A realidade é outra.

As elites portuguesas continuam a oferecer soluções estúpidas.

Como são estúpidas só conseguem isso.

Move along, nothing to see here…

Harmony makes small things grow, lack of it makes great things decay.”
Sallust

Como o sistema português é modelado a partir do sistema americano de corrupção percebe-se que as coisas funcionam como um clube.

Todos os membros do clube, “entram em consenso” acerca da escolha dos candidatos que irão ocupar os lugares institucionais, profissionais, das ” zonas de conforto”.

Todos juntos, todos amigos, todos incompetentes, todos a viver numa redoma. (Observe-se a escolha de todos os candidatos à eleição para a câmara municipal de Lisboa nas recentes eleições autárquicas… competindo todos entre si para correr mais depressa em direcção à mediocridade…)

Incrustada a essa redoma disposta como massa de vidraceiro que colou mal, e está lá dependurada á espera que o tipo das obras venha novamente reparar correctamente o vidro,  estão os jornalistas cortesãos portugueses.

Aconchegados junto dos círculos, triângulos e octógonos de poder ,“Embebidos”, os jornalistas atingem o orgasmo comunicacional que Marshall Mcluhan lhes prometeu quando afirmou que “o meio é a mensagem”.

Por viverem todos no mesmo  “ambiente”, dia após dia, ano após ano, jornalistas e políticos por exemplo tratam-se por tu… e após algum tempo todos adoptam inconscientemente (muitos fazem-no conscientemente que nesta profissão existe um enorme desejo e dedicação à prostituição intelectual…que paga bem… ) os mesmos conjuntos de valores.

Geograficamente, habitam nas mesmas zonas livres de pobres/classe média, próximos dos outros e frequentam os mesmos ambiente suburbanos e as mesmas festas sociais…

Afinal de contas, são todos da mesma “classe”

É a total perversão do que o jornalismo deveria ser. Toda a imprensa deveria posicionar-se “de fora”,  vigiando os de dentro e recusando identificar-se psicologicamente com os “círculos do poder”.

É uma ” experiência partilhada com os “insiders”, assim se auto justificam…para aplacar eventuais remorsos sentidos…

Surge um negócio paralelo narcisista-capitalista. Os novos jornalistas – cortesãos criam personalidades publicas, marketizam-se como celebridades, manufacturam emoções, as próprias e as dos terceiros que estão a promover.

A política e a sociedade são irrelevantes, somente as artes negras da propaganda irão ser usadas para influenciar o comportamento dos cidadãos e em quem votam.

Deixou de ser cidadania e passou a ser uma estratégia comercial. Os subprodutos são óbvios: quando se trabalha num tal ambiente inconscientemente/conscientemente estas pessoas tornam-se facilitadores de qualquer estratégia comercial, oriunda da elite de poder ou associados.

As ideias que podem ser debatidas pela sociedade são cuidadosamente seleccionadas, as que não devem ser questionadas são ocultadas ou remetidas para o esquecimento. Os jornalistas são os “guardiões da ortodoxia”, da nova ortodoxia. Criam um novo tipo de véu de tirania intelectual, social e política semelhante a que foi imposta no passado pelo fascismo e pelo comunismo.

É isto que as elites querem; nós devemos recusar.

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A Legitimidade e os cortesãos que a danificam em nome dos interesses da elite de poder

” No king can be without worthy courtiers with whom he may be at his ease and behave without restraint. ” -The Nizámu’l Mulk

2014-12-12 - 4 FORMAS DE LEGITIMIDADE - 1Numa sociedade existem 4 formas de legitimidade.

Um Deus fornece a legitimidade, um Rei fornece a legitimidade, um Grupo de interesses organiza-se e fornece a legitimidade, ou os Indivíduos fornecem a legitimidade.

3 formas de legitimidade são anti democráticas. Deus, Rei, ou grupos organizados de interesses legitimam-se por oposição à democracia, como sistema de escolha que os cidadãos podem ter.

Nestas 3 formas de legitimidade antidemocrática, os cidadãos são considerados como súbditos e estão colocados numa posição de dependência e subserviência em relação à legitimidade de quem está provisoriamente a comandar os destinos da sociedade.

A 4ª forma de legitimidade é a única que é democrática. O indivíduo junta-se a outros indivíduos e organizam-se, para exercer os seus direitos de cidadania, através da delegação do seu poder enquanto cidadãos aos órgãos representativos de governo, eleitos, e aos quais é conferida legitimidade democrática.

Um dos órgãos representativos dos cidadãos é o governo entendido na sua forma abstrata. Só o governo pode defender o interesse público, existe como um mecanismo democrático que defende o interesse publico.

Se os cidadãos abdicarem da defesa do interesse público, invariavelmente serão submetidos a outras forças mais poderosas. Torna-se óbvio que essas forças mais poderosas apenas se defenderão a si próprias e que apenas defenderão os seus próprios interesses.

O indivíduo vive em sociedade somente numa democracia, o único sitio onde é considerado um cidadão. Quando um Deus, ou um Rei ou um Grupo de indivíduos organizados para defender interesses, geralmente empresariais, conseguem obter proeminência na sociedade, lentamente, com o passar dos anos, os cidadãos vem ser diminuídos os seus direitos políticos e cívicos.

Em Portugal, estamos na fase em que os direitos políticos e civis dos cidadãos estão a ser diminuídos rapidamente.

2014-12-12 -4 FORMAS DE LEGITIMIDADE - 2As forças negras que estão por detrás das “ideias de Deus” a comandar a maneira como a sociedade se deve comportar, das ideias de “um Rei” como fonte de legitimidade na sociedade, como símbolo”, juntaram-se aos “defensores das ideias de grupos organizados para defender os interesses das empresas”, para ganharem músculo, escala, peso institucional, criarem a imagem simbólica de serem a maioria, e assim conseguirem atemorizar e  manipular almas, consciências, e maximizar fluxos financeiros e de poder. Quem atemoriza, manipula e obtém benefícios financeiros ilegítimos tem falta de legitimidade democrática, e sobra-lhe legitimidade não democrática.

Corremos enormes perigos, pessoais, políticos e profissionais, se deixarmos esta aliança do Mal ganhar um “pé sólido” na sociedade, e mudar de forma definitiva a matriz do pais. Portugal tornar-se-a um sitio infecto e iníquo (mais ainda) se algum dia isto acontecer.

Este novo “movimento híbrido” de forças do mal que se escondem atrás das 3 falsas legitimidades, praticam o duplo discurso como forma de confundir e chegar à população.

 Doublespeak is language that deliberately disguises, distorts, or reverses the meaning of words. Doublespeak may take the form of euphemisms (e.g., “downsizing” for layoffs, “servicing the target” for bombing[1]), in which case it is primarily meant to make the truth sound more palatable. It may also refer to intentional ambiguity in language or to actual inversions of meaning (for example, naming a state of war “peace”). In such cases, doublespeak disguises the nature of the truth. Doublespeak is most closely associated with political language.[2][3]

Clamam por ordem, segurança, justiça, desenvolvimento, crescimento económico ao mesmo tempo que se apresentam como sendo um “projeto novo”, um modelo social alternativo, uma ” evolução do pensamento conservador da tribo da direita portuguesa. Na realidade são “tecno fascistas” modernaços que promovem um discurso “libertário” paralelamente assente no discurso da liberalização dos costumes, para assim “entrarem” no eleitorado tradicional da tribo da esquerda política.

Mas, o “novo poder”, isto é, o verdadeiro novo produto comercial – político que está a ser vendido é o da aceitação, por parte da população, da suposta legitimidade total dos grupos de interesses organizados, isto é, dos interesses das empresas privadas e associados acoplados, como sendo isso o ” futuro” e o total êxito a que devemos aspirar.

Como as empresas privadas apenas estão vocacionadas para a defesa dos seus próprios interesses e dos seus acionistas/donos, daqui resulta que qualquer defesa do bem comum, da sociedade como um todo é inexistente.

Que não haja ilusões sobre isto.

Os resultados de, enquanto cidadãos, termos aceite, por distração, comodismo ou empenho esta “venda simulada” de felicidade a granel proposta pelas forças do mal tecnocrático e autocrático é uma das explicações para os problemas que enfrentamos e para a ocupação das nossas vidas privadas e publicas pelos interesses das empresas.

Quem combate o Mal existente nos grupos de interesses organizados e que julgam e afirmam ser a legitimidade na sociedade?

A resposta é: politicamente, na política partidária, ninguém. Na suposta confrontação ideológica entre tribos, ninguém.

A tribo da direita política está na cama com estes interesses.

A tribo da esquerda política, que já desistiu há muito tempo de consistir e constituir qualquer alternativa política séria, aceita misturar-se com esta tropa híbrida tecno fascizante e profundamente reacionária cujo verniz estala quando devidamente confrontada com as políticas que defende.

Competiria à tribo da esquerda política a denuncia desta forma abjeta de organização ilegítima da sociedade mas prefere contemporizar. Uns vão para a cama com estes interesses, outros contemporizam.

Quem fica e recusa apoiar esta ilegitimidade social e política?

 In the humanist ideal, the mainstream is where interesting debate, the generating of new ideas and creativity take place. In rational society this mainstream is considered uncontrollable and is therefore made marginal. The centre ground is occupied instead by structures and courtiers. john ralston saul: "Mainstream"


In the humanist ideal, the mainstream is where interesting debate, the generating of new ideas and creativity take place. In rational society this mainstream is considered uncontrollable and is therefore made marginal. The centre ground is occupied instead by structures and courtiers.
John ralston saul: “Mainstream”

Se uns ajudam, institucionalmente e estruturalmente outros contemporizam. Os que ajudam são  recompensados com poder, influencia, dinheiro e espalham a corrupção ética na sociedade. Os que contemporizam com estes venenos ideológicos são, ou ineptos ou tentam ser corruptos como os que ajudam.

E o ” novo discurso” que emerge é o discurso do cortesão, umas vezes orientado para as prosas que são oriundas da tribo da esquerda política, outras vezes orientado para as prosas oriundas da tribo da direita política.

Estamos a ser, enquanto cidadãos, enganados pelas tribos.

O ” bacon” desta corrupção ética e de discurso/pratica é que a defesa dos interesses de grupos organizados – as empresas – é agora comum aos dois (supostos lados) lados da contenda política e tem a mesma falta de legitimidade que os interesses que defendem um deus e um rei como legitimidade constitutiva da sociedade tinham.

E nada mais isto é que a operacionalização do discurso do  courtier_/cortesão. E é neste charco de lama que encontramos os cortesãos a funcionarem.

Como se comporta o cortesão?

Grande parte dos cortesãos agita-se na comunicação social. Cheios de ressentimento, amargura, cinismo e hipocrisia debitam inúmeras palavras que visem levá-los a comer as migalhas que saem da mesas onde almoçam, jantam e defecam os que tem o verdadeiro poder. Grande parte destas criaturas estará sempre na orbita do poder, mas estará sempre aparte – os lugares à mesa para a nossa nojenta elite de poder já estão pré definidos e são apenas para associados, familiares e criaturas subservientes especialmente escolhidas que em geral andem por ali.

Como os recursos a disponibilizar são escassos, os nossos courtiers barafustam exigindo um prato à mesa, lançando as culpas para o resto da sociedade.

2014-12-12 - EDITAL ANTI CORTESAO

Isto não corresponde aos manuais sobre como ser um courtier.  A elite política portuguesa nem sequer consegue ser “competente” a formar estas ” profissões” de lacaios que atacam a legitimidade da democracia. The Nizámu’l Mulk, explica…

 ” … The courtier should be essentially honourable and of excellent character, of cheerful disposition and irreproachable in respect of his religion, discreet and a clean liver. He should be able to tell a story and repeat a narrative either humorous or grave, and he should remember news. He should also be consistently a carrier of pleasant tidings and the announcer of felicitous happenings. He should also have acquaintance of backgammon and chess, and if he can play a musical instrument and can handle a weapon, it is all the better.

The courtier also must ever be in agreement with the king. Whatever he hears the king say, he must cry “Bravo!” or “Excellent!” and let him never play the pedagogue, saying “Do this,” or “Don’t do that,” or “Why did you do that?” or “This is a thing one should not do.” Such conduct will prove disagreeable to the king and may lead to dislike. However, when questions arise of wine or amusements, or of excursions out of doors, or of convivial gatherings, or of hunting or polo-playing and the like, it is permissible for courtiers to deal with them, for they are practised in these matters. …”

Como se percebe, o “cortesão é uma figura “histórica”. Nasceu nas sociedades de tipo monárquico ou feudal. (as tais que não tinham legitimidade democrática)
O cortesão frequentava as cortes ou os locais de reunião de figuras que eram consideradas poderosas ou que eram mesmo poderosas e  estes esperavam que o cortesão passasse imenso tempo em redor deles, apaparicando-os.

O pagamento que o cortesão obtinha era o “acesso a informação” e a prestígio, existia “ascendência no mérito”; baseada em quem era melhor cortesão; melhor apaparicador.

O cortesão representava ou deveria representar uma hierarquização social própria de sociedades antigas e obsoletas no seu processo político, sociedades baseadas na legitimidade não democrática e num sistema de sociedade primitivo e primário.

Como os cortesãos são relíquias de sociedades assentes na religião e na monarquia, formas obsoletas e autocráticas de governo, se estivermos numa sociedade moderna o mais natural é que as relíquias desapareçam.

Mas como as forças negras do totalitarismo já não conseguem vender monarquia e religião com a mesma capacidade comercial do antigamente, criaram os grupos organizados para defesa dos interesses desses grupos, as empresas, e como este “sistema é também autocrático, logo, faz ressurgir os cortesãos como figuras a existirem nesta sociedade.

As versões antigas originais dos courtiers são o equivalente moderno ao atual ambiente fétido, corrupto e putrefacto que circula ao redor, por cima, e por dentro da sociedade portuguesa e aos respetivos cortesãos recauchutados .

Os jornalistas, os políticos, os assessores,  da maioria dos professores universitários, dos meios de comunicação social e as relações de sexo oral de todos eles com o poder económico. Os leitores do Enclave perdoam por ter esquecido mais categorias profissionais. 5000 mil caracteres seriam poucos.

O Enclave é anti cortesãos.

O Enclave está com os cidadãos que recusem a subserviência.