As elites decidiram contra atacar; chamam a quem as critica “populistas”…

Começando este este texto com uma nota de optimismo; estamos em Março de 2017 e os portugueses ainda existem.

Não só existem como muitos deles dedicam-se ao desporto radical da contemplação do horizonte. Fazendo-o, apreendem que em Portugal o regime está decadente, cheira a putrefacção e é bastante incomodativo à visão e ao olfacto.

Se estivéssemos em Março de 1974, e fossemos pessoas dedicadas ao desporto da contemplação do horizonte apreenderíamos que em Portugal o regime estava decadente, cheirava a putrefacção e era bastante incomodativo à visão e ao olfacto.

Acaso estivéssemos em Março de 1909 e fossemos pessoas dedicadas ao desporto da contemplação do horizonte descobriríamos que, nessa época que o regime estava decadente… etc…etc…etc…

Apesar de tudo o portugueses resistem…

2017-03-11 -elites portuguesas - um estado de espirito

As * elites portuguesas tem um problema urgente.

(*expressão entendida da forma mais depreciativa possível; verdadeiras elites nunca teriam deixado chegar “isto” ao estado em que está…).

O problema urgente das elites baseia-se na lógica psicológica distorcida de que sofrem.  Esta diz-lhes que são inexistentes quaisquer soluções que excluam a manutenção dos seus privilégios ilegítimos e que excluam o reforço de formas de injustiça e desigualdade entre a população e aplicadas sobre a população.

Só o reforço deste status quo e das suas cada vez menos subliminares formas de aplicação de injustiça constituem objectivos a cumprir para estas pessoas e para os interesses particulares que que se escondem por detrás. frase-o-que-chamamos-de-poder-politico-converteu-se-em-mero-comissario-politico-do-poder-jose-saramago-153566

O ethos é simples: ao topo ilegítimo da sociedade tudo se oferece, às bases e sectores intermédios tudo se tenta tirar.

Este totalitarismo social e político, que desemboca na desigualdade económica  é indistinto e independente do partido político que foi momentaneamente colocado no poder executivo.

Os nossos políticos profissionais, os micro cortesãos que os servem, as nossas oligarquias rafeiras e provincianas, os micro super plutocratas que manobram a gestão da situação e os “representantes” democráticos fantoches, continuam não só a ser moralmente, eticamente e de facto corruptos, como persistem em tratar problemas complexos aplicando soluções simplistas, numa fuga à realidade que parece quase ser copiada da natureza infantil das crianças.

Desde tempos imemoriais esta casta de parasitas nunca se importou com as criticas crescentes que se faziam ouvir. Ancorados num sistema viciado à partida, sentindo-se confortáveis, onde os vencedores de eleições eram alternadamente conhecidos à partida podiam ir fazendo  a micro gestão dos interesses ilegítimos sem problemas de maior e com lucros pessoais de maior.

Esta “gestão” à medida das conveniências corruptas (em favor de plutocratas e dos seus animais de estimação) falhou, está esgotada, terminou o prazo de validade.

Os resultados são apenas bons para quem já detinha vantagens – derivadas de herança ou legado ou adquiridas por adesão a corrupção de tipo mais recente.

A decepção social e o desencantamento pessoal e profissional substituíram a crença num sistema profundamente corroído. O resultado, analisando o comportamento da generalidade da população, oscila entre a apatia parva, o conformismo abrutalhado, ou a hubris consumista.

Devemos ficar satisfeitos por vivermos num país em que uma minoria instila numa maioria os sentimentos negativos da apatia, do conformismo e da hubris?

As doenças que as elites injectaram nas populações estão agora incubadas e começam a levantar a sua feia cabeça.

Demagogos de todas as espécies começam a sair da hibernação como pequenas gripes que ameaçam transformar-se em pneumonias.

Elites “normais” reagiriam à perfeita tempestade que se avizinha no horizonte e fariam reformas baseadas em justiça precisamente para evitar a perfeita tempestade que se aproxima. Em vez disso – cristalizadas, anquilosadas, decadentes, recusam auto corrigir-se e preferem matar os sinais. (matar o mensageiro…)

Harmony makes small things grow, lack of it makes great things decay.”
Sallust

E “matar o mensageiro” significa o seguinte.

As nossas elites (e oligarquias por trás…), iniciaram a guerra contra quem as critica e começa a vê-las pelo que são. Um movimento agressivo, brutal e sistematizado, totalitário.

Como cidadãos queremos viver numa sociedade em que uma minoria hostil à generalidade da população, apenas procura destruir ganhos sociais e de cidadania, detém alavancas de poder – demasiadas – e as procura usar para esmagar a qualidade de vida da população e a democracia?

É preciso caracterizar estes movimentos agressivos.

Neste assunto as nossas elites culturais, políticas, económicas estão divididas em duas grandes correntes das quais emana a quase totalidade da porcaria que a população tem que aturar.

(1) A facção adiante designada por “A” é um “animal” que consiste nos que gostam de fazer criticas ao populismo.

A palavra “populismo“ é transformada numa gigantesca arca de Noé onde cabem todos os “animais” que são do interesse dos necrófagos da facção “A” que lá caibam.

Partidos de esquerda ou de extrema esquerda, de direita ou de extrema direita, de centro ou sem ser de centro, coleccionadores de selos, adolescentes tatuadas ou skaters surfistas, e mais as categorias de grupos sociais que estejam a passar na rua no momento em que a lista de demónios está a ser elaborada; são recrutados, ensacados, embalados e metidos à venda nas prateleiras de venda de memorandos de agendas político-mediáticas que dizem as pessoas o que elas devem pensar e sentir e como se devem comportar.

A tríade dos pés de microfone, dos junta letras, dos contadores de historias de embalar (também conhecidos por “jornalistas”, embora a expressão “comissários políticos a soldo de dinheiro ou cortesãos escorts sejam expressões mais apropriadas…) garante-nos (com garantia bancária caucionada e tudo…se for preciso…) que uma salada russa de “populistas” andam por ai, todos eles rotulados de extremamente perigosos, e apresentados como sendo o novo horror do momento.

Esta “estratégia“ de apresentação e demonização do que é populismo e do que não é populismo é inerentemente antidemocrática.

O objectivo é limitar o debate democrático na sociedade pré estabelecendo “regras aceitáveis” construídas pela elite social, económica e política podre.

Visa tentar destruir `partida qualquer movimento saudável (enfâse na palavra saudável, que neste contexto significa “democrática”) que pretenda remover a podridão dos lugares onde ela está neste momento.

É ilegítima porque pactua com movimentos sinistros que querem de facto impor o pior e remover o pouco de melhor que ainda existe.

Uma das razões para esta manobra estar a acontecer é a seguinte.

Quem se esconde por trás dos moralistas falsos da elite de tipo “A” é a classe dos mercadores. São capazes de vender a mãe se o preço for certo e a sua pátria é do dinheiro, não o país onde nasceram ou a população que nele vive.

Logo é-lhes indiferente quem diz que manda ou quem aparece na frente da fotografia designado como sendo quem manda.Quer sejam populistas verdadeiros de extrema direita e adeptos da pós verdade discursiva que querem criar uma ditadura chamada “democracia gerida”; quer sejam democratas genuínos. 

Aos mercadores, às oligarquias, ao conjunto de lacaios que os servem apenas interessa a folha de balanço positiva no fundo da página.

Queremos mesmo, enquanto sociedade, aceitar que tudo o que nos diz respeito seja organizado de acordo com esta mentalidade dos mercadores?

Merchants have no country. The mere spot they stand on does not constitute so strong an attachment as that from which they draw their gains.
Thomas Jefferson

Podemos encontrar espécimes desta facção tipo “A” nos principais jornais populares e populistas em Portugal, no comentariato profissional princípescamente pago e que enxameia a comunicação social, nos “especialistas” de assuntos, tudólogos académicos manipuladores e mentirosos que assombram a vida publica portuguesa, na classe dos comissários políticos ao serviço de dois partidos políticos (também conhecidos por jornalistas arregimentados ou “agências de comunicação”), no demais lacaios das artes, letras e cultura, que se babam e arrostam pelo chão em busca de sinecuras privadas corporativas ou públicas.

Quem manobra toda esta gente são as oligarquias. Quem manobra toda esta gente para que produzam lixo intelectual que ataca os interesses da população são as oligarquias.

Mas os próprios não são isentos de culpa porque se venderam.

A restante população apenas tem que reparar que se venderam e tratar  esta gente como alguém que se vendeu.

A facção adiante designada por “ B” é um outro “animal”.

A facção designada por “B” são aqueles que se apresentam por si próprios como sendo “a verdadeira elite” – são os que gostam de fazer criticas à facção “A”.

A principal critica consiste em dizer que para aplacar as pressões e exigências dos populistas deve-se ceder e dar bastante do que os populistas querem (dar à população,supõe-se…). Esta facção “B” declara-se como sendo anti elites e adora criticar as chamadas elites da facção ” A”.

Após uma inspecção mais profunda, percebemos rapidamente que a generalidade destas pessoas tem um rendimento, uma posição social, uma impossibilidade de ser afectada por despedimentos secos e duros, de sofrer alterações na sua vida social e profissional que dificilmente qualificam estas pessoas como “população comum”.

São apenas “diletantes” sociais e profissionais, que querem chegar a cargos “melhores”.

Querem ser chefes no lugar dos chefes e como tal criticam as “elites” “oficiais”  para se auto promoverem junto da população (arraia miúda), e fazerem com que esta lute pelas causas de uma parte da elite que não está satisfeita com aquilo que julga ser o seu ” direito inaliável a ter privilégios totalmente desproporcionados em relação ao que vale.

Alguns [chefes] são considerados grandes porque lhes mediram também o pedestal.   Séneca

 Consequentemente, nesta elite de tipo ” B” mudar de lados é constante. Envergam camisolas com os dizeres “inverter 180 graus ao sabor do vento”.

Promovem-se para se venderem, mas depois protestam com o preço pelo qual foram adquiridas e exigem mais. Uma das formas de travar estas pessoas é recusar-lhes lugares e recusar-lhes importância.É precisamente por existir sempre quem atribui importância a estes diletantes que muitas coisas que deveriam ser evitadas politicamente não o são.

Quem é anti elites adora criticar as elites por serem cegas e estarem completamente a leste do resto da sociedade. Se estas “anti elites de tipo “B” estivessem no poder também não teriam preferências que divergissem grandemente das outras elites de tipo ” A”.

O que verdadeiramente arrepia estes dois tipos de elites é a população.

Estas elites podres percebem que após décadas de ofertas de uma escolha entre dois caminhos que extinguia a classe média, a democracia, a mobilidade social e o sentimento de justiça nesta sociedade, estão em perigo porque a população está a deixar de gostar disto.

O suicídio tecnocrático assistido e feito de forma suave, gentil e fofinho, que as tribos políticas de esquerda promovem tem concorrido com o neoliberalismo darwiniano de pseudo tendência social democrata conservadora baseado em jogos de soma nula em que o vencedor leva tudo; a versão que as tribos políticas da direita apoiam.

Por vezes ambas se mesclam em correntes de terceira via. (A confusão das populações aumenta e leva-as a começar a preferir escolher homens Providenciais…)

Então surge a rotulagem que serve para ensacar todos os inimigos desta podridão, todas as pessoas decentes que recusam ser esmagadas no altar do condicionamento e do totalitarismo social, económico e político.

São “populistas” (expressão que coloca toda a população que proteste dentro do rotulo, para condicionar todos) quer os que aspiram a melhorias sociais, quer os verdadeiros populistas – os lobos em pele de cordeiro que suspiram por regimes totalitários de direita.

As elites preferem destruir tudo (uma política de terra queimada), atacar todos, população inocente incluída e a deixarem proliferar os verdadeiros inimigos da democracia, a elas próprias mudarem.

Como cidadãos queremos mesmo ser emparedados entre duas filosofias que nos atacam?

Como cidadãos queremos mesmo deixar que nos provoquem o caos nas nossas vidas pelo facto de se deixar que os inimigos da democracia floresçam nela impunemente?

Dos princípios de Némesis:

“Rejeitamos que haja qualquer solução possível no eixo de disfuncionalidade da sociedade e regime actuais. Não há promessa que possamos acreditar que vá ser cumprida. Não há valor que não seja visto como negociável ou princípio que não seja abandonável. A falta de honra do que existe torna a colaboração política um anátema que toda Irmandade respeitará.

Declaração de interesses: como existem sempre pessoas cuja remuneração depende de não perceberem o que está e é escrito, ou pura e simplesmente são imbecis, este texto não corresponde a qualquer defesa de ideias de extrema direita, ou de extrema esquerda ou pessoas (A irmandade) que pertencem às elites acima referidas. Não pertencemos a esta trupe acima descrita.nem ao lumpen proletariado neofascista-nazi.

Somos a nossa própria elite sem precisarmos ou querermos misturar-nos com toda a ralé que foi descrita acima.

Lidámos com Honra.

O Enclave é eterno!

A degradação da população portuguesa – 2/3

A missão:

As elites políticas, sociais e económicas portuguesas querem degradar a população e alterar os padrões do que é profissionalismo.

O que pretendem atingir:

Degradam o conceito de profissionalismo e subvertem a percepção colectiva relativamente ao que é e deve ser o conceito de profissionalismo e quais as exigências que a sociedade deve ter para com pessoas colocadas em lugares de topo.

Como o fazem:

O canal privilegiado usado para o fazer são as práticas das empresas privadas e o Estado subvertido que promove o abastardamento dos funcionários públicos equiparando estes a funcionários privados.

Qual é o conteúdo:

As regras profissionais são alteradas e as lógicas de funcionamento internas das empresas e do Estado são subvertidas. O sentido e o conteúdo do que é “competência” e “profissionalismo” é  alterado e competente/profissional passa a ser quem obedece e quem fecha os olhos ou quem ” optimiza” recursos.

Quem executa o trabalho sujo:

Os executantes deste legado negativo infligido sobre a população são os courtiers de serviço que o promovem, são os gestores “modernos”, são os arquitectos da legislação laboral e profissional e das suas mudanças que criam regras anti profissionalismo.

2015-06-24  a degradacao pop portuguesa cartaz 2

(1) As quebras de normas sociais e como estas são reclassificadas pelas elites para servirem os seus propósitos.
(2) A falta de profissionalismo generalizada.
(3) A ascensão dos interesses em sentido próprio nas profissões de topo na sociedade portuguesa.

HOJE: A falta de profissionalismo generalizada.

O sentido do que é profissionalismo na sociedade portuguesa foi reclassificado. Uma falta de profissionalismo generalizada das classes dirigentes é por estas escondida e ocultada, e a noção de culpa ” técnica” é enviada em exclusivo para a responsabilidade da população.  As classes sociais elitistas  que controlam a disseminação desta doença profissional auto isentam-se.

Isto é uma guerra “suja” baseada na criação de mecanismos de inferiorização psicológica…

O objectivo consiste em promover uma cultura de inferioridade psicológica aplicada directamente sobre os trabalhadores menos remunerados, e excluir de responsabilidades no actual estado das coisas a ” classe dirigente”.

A cultura da inferioridade psicológica, neste sentido, permite promover a cultura dos salários mais baixos que, por sua vez, é vendida como sendo uma relação directa que existe associada a essa falta de profissionalismo das classes mais baixas.

Surge a seguir o enaltecimento da suposta superioridade técnica das profissões de topo nos seus respectivos trabalhos que é depois apresentada como estando a ser “prejudicada” na sua eficiência pelo facto dos trabalhadores de qualificações inferiores serem considerados como “ maus profissionais”.

Analisando esta postura pelo valor facial que tem percebe-se que é um contra senso.

Em situações normais, dentro de empresas ou administração pública, tem sido as classes profissionais mais elevadas (que se tem posicionado ao longo de décadas para se protegerem umas as outras e colocam-se umas as outras em lugares…) que são as que gerem as actividades das empresas. E gerem as dos trabalhadores que fazem os trabalhos considerados inferiores ou menos bem pagos.

Torna-se lógico afirmar que cada uma destas pessoas espelha outras e quem gere, se for incompetente a fazê-lo, terá a tendência a passar esses defeitos para os seus trabalhadores menos remunerados.

Os defeitos são inerentes a todas as classes e tipos de pessoas e quem é bom gestor de pessoas gerirá melhor a sua empresa/administração.

Em Portugal as elites políticas e económicas decretaram que isto é ao contrário.

HUBRIS - CEREBRO - HALTERESDo alto da sua hubris e da sua petulante arrogância praticam a arte do “self serving bullshit”.
Esta característica vincada produz uma narrativa designando a falta de profissionalismo ou o mau profissionalismo como apenas existente nas classes menos bem remuneradas.

As consequências disto são simples.

O significado de “profissional” desvaneceu-se.

Nos dias de hoje, em Portugal ser-se “ profissional” é ser-se bem comportado e manso, não ser competente a fazer as coisas, andar bem vestido e apresentar uma imagem de marca pessoal assente no “eu”, agradar ao chefe, mesmo que o chefe seja um incompetente perigoso cujas decisões põem em causa a viabilidade-económica financeira do sector onde se trabalha.

O trabalhador moderno é o “ eu” que se auto promove, a criança adulta a quem é dito para ser hedonista na sociedade e no trabalho, relegando para segundo plano o trabalho (e o sentido de ser-se profissional) propriamente dito.

Regra geral, em empresas existem conflitos de interesses.

 * Quem geria esses conflitos e como eles eram geridos constituía um factor poderoso de respeito profissional entre pessoas dentro da mesma empresa e servia como tabela de aferição de quem eram os profissionais e quem eram os outros.

Precisamente por isso certas profissões eram socialmente extremamente respeitadas.

Tais como médicos, contabilistas, advogados e gestores, quadros superiores da administração publica. Todos equilibravam de forma profissional os interesses dos seus clientes/doentes/trabalhadores com os interesses próprios como profissionais e com os interesses gerais da sociedade – o bem comum.

A expectativa que caia sobre um advogado era a que funcionasse como uma autoridade do sistema de justiça bem para lá do que era a sua simples condição de defensor do cliente.

A expectativa relativa a um médico baseava-se em que este colocasse a saúde publica à frente dos seus próprios interesses enquanto medico e a frente dos interesses dos doentes.

A expectativa que existia sobre a actividade de um contabilista era não só a de certificar contas mas também que defendesse a integridade dos sistemas financeiros, porque isso significava defender a sua própria profissão e o sector em que a mesma estava inserida.

Nos quadros superiores da administração pública as expectativas eram ainda maiores e mais certificadas com sendo sérias. O pressuposto era que os quadros da administração a servissem em vez de se servirem dela.
A ideia de se servirem os amigos privados com informação privilegiada ou favores para posteriores recompensas futuras a serem obtidas, era impensável.

Sobre os gestores de empresas as expectativas recaiam nas praticas de boa gestão, promoção do crescimento da empresa e no assumir de responsabilidades sociais, ao invés de se empurrarem as externalidades para o resto da sociedade numa atitude de “o ultimo a sair que feche a porta”.

Todos estes padrões tinham falhas e não eram sempre cumpridos, mas existia uma hegemonia na sociedade portuguesa quanto à promoção da defesa destes valores.

As elites políticas, sociais e económicas portuguesas,(a elite plutocrata) subverteram e destruiriam estes padrões.

Vivemos na anarquia neoliberal cleptocrata, com eleições para disfarçar de 4 em 4 anos.

    "We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”     Blaise Pascal

“We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”
Blaise Pascal

O que ocorreu na medicina, nas escolas, e nos sectores da justiça em Portugal mostra bem como a degradação chegou e produziu os seus estragos.

Um exemplo da medicina explica particularmente bem isto. A partir da década de 80 do século 20 os sectores da medicina em Portugal perceberam que podiam controlar o sistema publico de medicina e passarem de pessoas que viviam bem, para pessoas que viveriam quase milionárias.

Passaram a fazer otimização financeira do sistema (em beneficio próprio), aceitando subornos das companhias farmacêuticas, sobre utilizaram serviços, diagnosticaram para lá do mais razoável, intimidaram políticos e doentes escudando-se atrás do seu conhecimento técnico da profissão.Paralelamente atacaram com tácticas corporativas negando o acesso mais largo à profissão, forçando em paralelo o repudio de sistemas alternativos de medicina debaixo da capa do “perigo para a saúde pública” que concorrências de sistemas alternativos de saúde gerariam, entre muitas outras técnicas  semelhantes.

 * O anterior profissionalismo desta classe assente num reconhecimento e respeito social foi assim destruído. Proporcionando que as mesmas forças que ajudaram a fazer estas figuras tenham tirado o tapete actualmente aos médicos, retirando ou ameaçando retirar decisões medicas aos próprios, encharcando os médicos em burocracia, autorizando técnicos com menos treino (paramédicos) para fazerem aspectos do seu trabalho ou enviando parte dele para os enfermeiros e no futuro será a automatização do trabalho de médicos (telemedicina) a ser vendida como nova solução.

Esta dissolução do sentido do que é ser-se profissional está a criar uma ingovernabilidade sistémica e um tecido social semi anárquico.

Os sentimentos de injustiça latente irão explodir, quando os deserdados da terra verificarem que foram enviados para um limbo social onde levam sempre pancada.

As tribos políticas da esquerda e da direita convivem bem com este estado das coisas.

A Irmandade de Némesis não.

Os mentirosos são um exército internacional e Portugal tem a sua filial

Plunderers of the world, when nothing remains on the lands to which they have laid waste by wanton thievery, they search out across the seas. The wealth of another region excites their greed; and if it is weak, their lust for power as well.   Nothing from the rising to the setting of the sun is enough for them. Among all others only they are compelled to attack the poor as well as the rich. Robbery, rape, and slaughter they falsely call empire; and where they make a desert, they call it peace.”

Tacitus, Agricola

     "We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”     Blaise Pascal


“We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”
Blaise Pascal

Os mentirosos são um exército internacional.

A capacidade de internacionalizarem a mentira motiva-os para a promoção da expansão  das sucursais de mentirosos em vários países. Os ganhos de eficácia dessa opção permitem o alastrar da corrupção e da mentira financeira e económica e adicionalmente proporcionam  o enraizamento de alavancas regionais de poder.

Mesmo os pardieiros suburbanos periféricos europeus, como Portugal, são considerados como “aptos” a terem cá uma sucursal de pequenos mentirosos – a elite de pretores locais – que propaga a mentira, dissemina a injustiça, corrompe os pontos débeis do sistema político e social e destrói o valor destes.

Nos últimos 4 anos (2011-2015) a sucursal do pequeno exército de mentirosos de nacionalidade portuguesa, (mas só nisso tem nacionalidade portuguesa, dado que os chacais declinam nacionalidades) tem roubado ou promovido o roubo, destruído ou promovido a destruição, anarquizado este país de forma violenta e brutal.

Os custos estratégicos desta aventura neoliberal/neocleptocrata patrocinados localmente e directamente pela tribo da direita política e indirectamente pelas omissões constantes e “olhar para o lado” por parte da tribo da esquerda política são ainda maiores do que os custos sociais e económicos.

O pardieiro que dá pelo nome de Portugal foi declarado “no man´s land”, num qualquer laboratório de experiências sociais e económicas, e a política de terra queimada seguida tem mesmo como objectivo incapacitar de forma permanente este local.

É um “Trial run” oligárquico-internacional para verificar e monitorizar como se pode subverter e destruir um pequeno pardieiro periférico europeu e se isso gera reação oposta, de quem e de que tipo e por que meios.

Os aliados locais estrategicamente colocados no terreno, fazem o seu trabalho. Um conjunto geneticamente selecionado de traidores oriundos das classes sociais consideradas e declaradas como sendo as “certas” ajuda a promover esta agenda.

Isto é guerra de classe promovida contra a generalidade da população.

Existem enganos de apreciação sobre este assunto e condescendência nacional porreira sobre isto.

Os membros da Irmandade de Némesis recusam estar no negócio do nacional porreirismo e declinam a condescendência.

O leitor que ainda está ai, vive mesmo convencido que o radicalismo da linguagem deste texto e a dureza da mesma são desproporcionais em relação ao que se passa e passou nos últimos 4 anos?

Lamento escrever assim, mas está em negação. A seriedade da situação obriga a concluir que não vai ser o pensamento mágico dos mantras do crescimento exponencial prometido que virá a resolver problemas.

Apenas os conglomerados bancários verão os seus específicos problemas resolvidos, nunca a população.

A injustiça é irreparável dentro das regras deste sistema.

Pontos de não retorno foram quebrados.

O pequeno exercito de mentirosos locais formalmente de nacionalidade portuguesa tem apoiado tudo o que os overlords lhes prometem pagar em benefícios (imaginários) mais a frente.

Enquanto sociedade estaremos mesmo interessados em ajudar a promover interesses comerciais de conglomerados bancários aliados aos desejos gananciosos dos pequenos mentirosos das sucursais locais para nosso desfavor?

“One of the necessary accompaniments of capitalism in a democracy is political corruption.”

Upton Sinclair

realidade - coincidencia
As guerras à discrição e discricionárias promovidas pelas elites ocidentais são constantemente apoiadas de facto ou simbolicamente pelas elites de poder portuguesas, e pelos meios de comunicação social a soldo, sem que exista qualquer razão válida geo estratégica ou outra que o justifique. (a pequena sucursal de província, o pardieiro congelado no espaço e no tempo, segue acríticamente as ordens da sede mãe, até ao dia em que a sede mãe mandar fechar as portas da pequena sucursal de província…abandonando-a a sua sorte…)

Isto chama-se vassalagem.

A população nunca autorizou a que se falasse em seu nome para que esta aceitasse estes acordos de vassalagem. Estes ou outros.

Isto deve ser claramente afirmado!

Tratados secretos negociados em sítios escondidos por pessoas sem rosto são omitidos da discussão e debate públicos em Portugal, sem que as tribos políticas da esquerda e da direita se dignem a ficar incomodadas. (A situação é boa para ambas as partes, que assim podem brincar aos tratados de Tordesilhas tendo como objecto a dividir – a população portuguesa)

Compreende-se, se quisermos compreender…

Isto chama-se traição.

O acordo tácito é simples: será talvez melhor que não se fale destes assuntos, não vá dar-se o caso de a generalidade da população começar a perceber que está a ser traída da forma mais abjecta possível e verifique que os seus filhos e netos foram entregues para abate e venda no futuro mercado de gado para humanos…

 

Isto chama-se pulhice.

tratado tordesilhas - enclave

Duas correntes políticas supostamente opostas concordam com futuras formas de opressão a serem exercidas sobre a população e consideram que são donos da população e dos votos que esta deposita nas urnas.

Isto chama-se conluio para obter resultado pré determinado e favorável.

Bolhas gigantes especulativas assentes na criação artificial de papel moeda ou na manufacturação de bolhas especulativas nos mercados imobiliários e financeiros são saudadas como sendo “a recuperação da economia”, o “ crescimento” e a “criação de emprego”.

Hossanas na alturas. A bem da nação. Promulgue-se.

Nestas brincadeiras financeiras mascaradas de keynesinismo benigno são inexistentes quaisquer formas de crescimento verdadeiro, equiparado a crescimento real de coisas tangíveis, mas que importa?

O verdadeiro objectivo é manter a ilusão sobre os portugueses, que, de resto, vão atrás da onda e nem percebem que a onda está a formar uma nova tempestade maior que os vai afogar…

Basta reparar que, no mês de maio de 2015, a publicidade comercial oferecendo crédito ao consumo, ou crédito à habitação, ou a compra de novo carro está ai em força.

O lento aumento (totalmente artificial) do preço de casas de habitação e terrenos, demonstram que o circo da bolha especulativa chegou de novo à cidade sem que existam quaisquer fundamentais económicos que demonstrem que há mercado (isto é, consumidores reais com poder de compra real) que possam entrar de novo neste carrossel com capacidade de pagarem.

Entretanto, o valor real dos bens é desvalorizado, permitindo a quem tem capital, adquirido a juro baixo ou inexistente (juro zero ou próximo) a aquisição de bens por preços artificialmente baixos.

O controlo que dai advém sobre a população é óbvio.

Isto chama-se pulhice financeira.

carta monopolio 3- enclave

Mercados financeiros ou outros armadilhados para que os mesmos que os armadilham (os insiders) sejam sempre os vencedores.

Nestas ocasiões as cartilhas retóricas das tribos da esquerda política e da direita política entram em menopausa sabática.

Responsabilidades sobre capitalistas que causaram danos ao sistema são inexistentes. O menu “a la carte” para atribuir culpas é utilizado mediante os princípios do momento.

Como disse alguém famoso: eu tenho princípios, mas se não gostar dos que tenho,  arranjo outros.

Isto chama-se compadrio consciente e deliberado para criar uma nova geração de vitimas financeiras de um sistema pré viciado.

E aumentar sempre a dependência da população.

Quando os problemas, por mero acaso ou HUBRIS - CEREBRO - HALTEREShubris, emergem ou já não podem ser mais escondidos, perdões de divida simpáticos desenhados por políticos ou juízes amigos para ilibar de problemas uma certa classe social e económica que parasita desde o inicio dos tempos surgem como coelhos da cartola de um qualquer mágico.

Se a percepção da população sobre os perdões de divida simpáticos for negativa; a população é atacada e condicionada na sua cidadania e na formação das suas opiniões.

Surge o discurso judaico –  cristão da penitencia e da culpa para a população e o discurso “ foi azar, os mercados não foram favoráveis ” para justificar os perdões de divida simpáticos para os amigos e protegidos.

Outra forma usada de penitencia sadomasoquista é a exigência feroz de austeridade “publica”, ad eternum, e paga pelo público…

Isto chama-se filosofia da expiação dos pecados próprios, dos outros e da Humanidade sem tempo temporalmente definido para terminar.

Isto chama-se “divida de gratidão eterna” nunca reembolsável e apenas existente para criar dependências entre uma maioria de pessoas para com uma minoria de pessoas.

Isto chama-se psicopatia e quanto mais cedo percebermos que há psicopatas em lugares de poder, melhor será, para assim nos livrarmos deles mais rápido.

Esta dependência é ilegítima. Para escrever o mínimo.

Venda de bens públicos para supostamente pagar dividas ilegítimas criadas com base num sistema demencial e ré subvertido e assim desarmar a população constituem outro ataque feroz à autonomia individual e colectiva do pardieiro local, patrocinada pela sucursal local dos exércitos de mentirosos.

Devemos deixar que traidores locais nos entreguem para abate,libertando-se a si próprios de culpas?

O leitor que ainda está ai, está mesmo convencido que o radicalismo da linguagem e a dureza da mesma são desproporcionais em relação ao que se passa e passou nos últimos 4 anos?

exercito mentirosos locais - enclave

O negócio dos cleptocratas oligáquicos, do exército de mentirosos, dos cortesãos associados é simples e é um ataque extremamente hostil contra a população portuguesa.

Quem é rico ou tem poder ou ambos, cria divida e não a paga.

Quem é pobre ou de classe média (a que ainda existe) paga a sua parte das dividas e a parte de quem é rico, num acordo imposto com base na chantagem social, na intimidação, na coaçcão a uma população que é traída e na sua grande maioria recusa perceber que foi traída.

Esta é a política económica da pilhagem e da transferência de riqueza de quem menos tem para quem mais tem.

Querem criar um deserto e chamar-lhe paz.

Nos cemitérios há paz.

A Irmandade de Némesis nunca morre!

“One of the necessary accompaniments of capitalism in a democracy is political corruption.”
― Upton Sinclair