O manifesto em defesa dos interesses dos oligarcas de nacionalidade portuguesa

2015-11-25 - rob riemen- 2012

No dia 8 de fevereiro de 2016, a Irmandade de nemesis publicou um texto chamado “Manifesto em defesa da banca e do interesse nacional”.

Sem o sabermos, diligentes oligarcas portugueses estavam em estágio de preparação de um manifesto gongórico e patriota.

Nos dias que correm, andorinhas vindas de Paris anunciaram ao mundo português o nascimento da criança manifesto. Esta peça de prosa patriótica irá sair brevemente para os escaparates da imprensa alinhada e tem um objectivo.

Consiste na exortação fervorosa dos cidadãos portugueses para que estes, imbuídos de adrenalina lusa pura, dura e retinta sintam um enlevo extra e comecem a preocupar-se muito com a defesa da manutenção dos interesses nacionais em mãos nacionais num sector económico chamado banca comercial portuguesa (tradução: os interesses deste grupo de pessoas, dos seus amigos e correligionários e demais anexos acoplados a esta gente.. ) por oposição ao domínio espanhol nesta mesma banca.

Os oligarcas portugueses e os interesses anti patrióticos a eles associados perderam a batalha pelo controlo do bem estar ilegítimo e anti capitalista que detinham e agora exigem que a população lute por eles, para lhes reestabelecer o controlo e o poder sobre esse bem estar ilegítimo e por inerência sobre a população portuguesa.

Não, obrigado.

Invocam o superior interesse nacional (tradução: o interesse nacional exclusivo deles e não o interesse nacional da população e do país…) para que exista um “apelo às armas” contra os espanhóis.

“Isto”, vindo do mesmo conjunto de gente que já vendeu empresas a espanhóis no passado (a espanhóis e a quem mais aparecesse…), promove activamente uma política globalista que destrói qualquer ideia nacional ou de pátria, e que ocupa ilegitimamente lugares e posições económicas, sociais e políticas que são usadas como arma de arremesso para colocar todo o tipo de problemas à população portuguesa e mantê-la de joelhos e oprimida.

Cidadão português, por favor escolha. Prefere ser oprimido pelos oligarcas espanhóis ou pelos oligarcas portugueses?
Cidadão português, por favor escolha. Prefere ser oprimido pelos oligarcas espanhóis ou pelos oligarcas portugueses?

Estas pessoas que ousam falar em nome de todos os cidadãos portugueses, sem terem sido autorizadas para isso, sem terem legitimidade para isso, sem terem qualidade humana e moral para isso; aparentam estar preocupadas com a falta de perspectivas pessoais, de carreira pessoal e dos amigos e misturam o país com os seus interesses ilegítimos.

Anti democratas convictos, nunca podem falar em nome da população.

Anti portugueses convictos nunca podem falar em nome da população.

Anti patriotas que traem a população com as opções que tomam nunca podem falar em nome da população.

Pessoas e grupos de interesse que sempre apoiaram forças viradas contra a população nunca podem falar em nome da população nem tem qualquer legitimidade para isso, nem ela lhes é reconhecida pela população.

E certamente não pelos membros da Irmandade de Némesis.

Estes manifestantes profissionais dos manifestos a lançar em defesa dos interesses próprios das oligarquias e dos amigos que tem e das classes socioeconómicos a que pertencem são muito dados a religião e são muito religiosos.

A excepção a esta regra religiosa surge quando usam uma caneta laica para assinar despedimentos em massa de trabalhadores nas empresas que administram ou, quando convidados a servir “em serviço público”, assinam de forma distraída contratos ruinosos para o país que afirmam em servir.

Citemos Mateus 6:24

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

Cidadão português, por favor escolha. Prefere ser oprimido pelos oligarcas espanhóis ou pelos oligarcas portugueses?

A escolha é óbvia. Por nenhum!

Os oligarcas portugueses tem nacionalidade portuguesa, mas não são, nem nunca foram portugueses. A nacionalidade desta gente é o dinheiro que não tem pátria.

Este texto recusa ser um texto de apoio a forças de extrema direita ou similares de outras áreas.

A Elite de poder cheira a podre e está putrefacta, mas ninguém a quer mandar limpar do passeio…

SIMBOLO IRMANDADE DE NEMESISPara qualquer cidadão que não esteja morto em vida, torna-se dolorosamente obvio constatar que uma elite de poder com as características que a actual exala, produz mau cheiro e produz consequências.

São lixo, como poderiam não produzir mau cheiro?

Problemas do olfacto aparte, uma das consequências desagradáveis que a elite de poder produz é a seguinte: a elite de poder subverte tudo ao seu redor.

Qualquer cidadão que não esteja morto em vida deve evitar recusar compreender isto.

Enquanto recusarmos compreender este óbvio ululante, estaremos auto colocados num plano ético e moral de qualidade inferior.

Num plano estratégico e táctico estaremos colocados em inferioridade quando confrontados com a elite de poder.

A recusa em ver paga-se caro.

2014-07-24 SWOT Matrix - elite de poder.pdf -

Mas, o que separa fisicamente e simbolicamente a elite de poder, dos restantes cidadãos? E, separação essa, que lhes permite subverter?

Duas características são claras e definidas.

Tem mais dinheiro que a generalidade da população.

Tem planos de mudança do sistema social mais racionais na prossecuçao desse objectivo.

O resultado: tem uma visão mais definida dos objectivos psicopatas que querem atingir.

A desvantagem: visão mais clara e mais dinheiro não significa melhor ou mais ética.

Apesar dessas hipotéticas e ilusórias vantagens comparativas nada está perdido.Existe tudo a ganhar na luta pela preservação do que existe e reconquista de tudo o que foi feito perder-se.

Como se chegou a esta situação?

SIMBOLO ENCLAVEEstas duas consequências desagradáveis (dinheiro + mudança de sistema) derivam directamente da liberdade excessiva e desproporcionada que concedemos à elite de poder, por lhe permitirmos que se comporte com os maiores desvios éticos, sociais e económicos que se podem conceber.

Porque aconteceu isto?

A um cultivo junto da população de laxismo social e cívico (promovido e patrocinado pela elite de poder) corresponde da parte desta um abandalhamento e um deslustre pelos assuntos que lhe dizem respeito (uma consequência comportamental auto promovida e derivada da cultura de subserviência rasteira que a elite de poder patrocina… )

Esta é a grelha mental.

Nas situações concretas do dia a dia, a generalidade da população acha (ou nem quer saber… ) que este manso “deixa andar” é um valor comportamental a preservar e que exigir algo de fundamentalmente diferente e melhor deve ser evitado fazer-se).

Esta é a grelha concreta.

A destruição social e econômica é visível.  física e psicológica. A esperança tornou-se tenue ou inexistente.

A conta que é apresentada é demasiado elevada. Tem saido caro, quer do ponto de vista pessoal, quer coletivo.

Esta é a grelha dos resultados concretos e do preço a pagar.

O que se pode fazer? Como combate-los?

Perceber que esta seita nada tem que a população precise; eles é que precisam da população.

Combate-los dizendo não. A recusa de apoiar é algo que apavora profundamente esta clique de oligarcas.

A separação da podridão deve ser cultivada pela população de forma intensa.

Eles estão podres e estão a sujar o chão. Recusamos que nos sujem o chão.

O Enclave diz não.

A Irmandade de Némesis diz não.