Como a opus dei chegou onde queria chegar (à Cgd) e os partidos políticos portugueses permitiram

Em Portugal, quem é colocado fora do acesso aos benefícios do sistema político, social e económico português tem uma identidade. Essa identidade económica, política e social e partilhada com todos os outros membros da sociedade que estão na mesma situação, quer pareçam ser pessoas colocadas num patamar económico acima, quer não o sejam efectivamente.

O desempregado branco dos subúrbios, o exilado rural que vive perto da indigência na província, o precário urbano que coexiste entre apelos pueris que o fazem pensar que é pós moderno e o desemprego de recibo verde mascarado de emprego dinâmico e moderno estão todos no mesmo barco.

A profissão liberal ou publica na área tecnica como o professor ou o médio quadro bancário estão todos no mesmo barco. O trabalhador emigrante indocumentado e o emigrante documentado oriundo de locais bizarros também está no mesmo barco.

Julgam que não, mas estão.

Importante: as elites de poder portuguesas investem muito tempo e dinheiro a mascarar e iludir estas pessoas e os problemas sociais políticos e económicos que existem.

Importante: uma certa forma peculiar de corrupção é mantida e aperfeiçoada pelas elites de poder portuguesas, que investem no controlo de muitas pessoas feito por um numero relativo de poucas pessoas.

Importante:  esta milícia de tipo casta é perigosa para todos e altamente corrosiva.

Importante: deve-se evitar deixar chegar estas pessoas a lugares de poder e responsabilidade, especialmente na esfera pública.

Na caixa geral de depósitos, banco 100% público os partidos políticos chamados PSD e CDS – meras extensões da oligarquia corrupta e decadente que queima lentamente Portugal, apostaram na política de terra queimada.

Lamentavelmente quem diz que se lhes opunha favoreceu isso.

Colocados perante a oportunidade de quebrar o controlo, nada fizeram.

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Quando no governo, (2011-2015) o PSD e o CDS permitiram que existisse uma política de desvalorização do banco, com o objectivo de:

a) baixar o preço para o potencial comprador;

b) justificar privatizar;

Quando comprasse, o potencial comprador herdaria o direito de cobrar os créditos que a Caixa tem sobre dividas de terceiros.

O Estado português tem mais de 100 mil milhões de euros em dividas à CGD.(*)

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( * dados da infografia correspondem ao ano de 2013. )

Quem comprasse, mal o fizesse iria exercer o seu direito a cobrar.

Um justificação perfeita para um governo em funções ( um governo PSD-CDS…) justificar cortes de despesa pública e aumentos de impostos.

Em 2015 a paisagem do cenário mudou (o cenário é o mesmo, infelizmente…) e uma nova experiência política começou a governar.

Esta definiu que:

a) era necessário recapitalizar a CGD;

b) sanear as contas do banco e admitir perdas;

c) racionalizar a gestão (despedir pessoas) e fazer com que o banco voltasse a financiar empresas e particulares, dado que a ” boa gestão” dos privados feita em anos passados nos seus próprios bancos resultou em estarem impossibilitados de fazer tal… actualmente…

Os representantes dos oligarcas (PSD-CDS) perceberam o perigo. E movimentam-se para impedir que a recapitalização da caixa (4 mil milhões de euros), que serviriam na sua grande parte para por dinheiro a circular e reactivar a economia especialmente nas pequenas e medias empresa fosse parada.

Sabem que se isso arranca, não voltam a chegar ao poder antes de 10,12 anos.

Isto é patriotismo de alto coturno.

Inicia-se o bloqueio, sobre a nova administração. Contando com a preciosa ajuda de todos os partidos incluindo o que está no governo.

Qual a solução, se a administração não fosse empossada como veio a suceder?

Uma nova administração inatacável.

E recusa-se ou não se sabe, arranjar uma administração inatacável.

Do outro lado, manipula-se através dos seus lacaios na imprensa para colocar na CGD, um membro da Opus dei.

Parece ser seguro afirmar que este candidato a administrador seria melhor do que aquele que foi actualmente escolhido para a Cgd..

Parece ser seguro afirmar que este candidato a administrador seria melhor do que aquele que foi actualmente escolhido para a CGD…

Com o novo candidato Paulo Macedo os velhos argumentos de que:

a) o ordenado do gestor principal da casa era demasiado alto

b) tinha destruído o SNS e feito um péssimo trabalho como director geral de impostos;

já não se aplicam.

Vários partidos políticos fizeram uma guerra sobre os rendimentos para afastarem o outro tipo e a solução é … Paulo Macedo…? A solução é  … a Opus dei…?

Um exemplo de uma estratégia negocial imbecil e um termo de comparação.

Mark Blith, economista escocês, deu uma entrevista em que criticava o SNP escocês, o partido que defende a independência da Escócia em relação ao Reino Unido.

Aquando dos resultados do brexit, o SNP queria demarcar-se politicamente dos resultados, porque eram contra os problemas eventuais que a saída da UE iria criar a Escócia pelo facto de a Inglaterra sair.

Mark Blith contrapunha e argumentava que a posição do SNP era “absurda” . Mas eles acham mesmo que ficam melhor com a austeridade do Sr Schauble?

Por contraposição à austeridade dos ingleses?

Um exemplo de uma estratégia negocial imbecil e um termo de comparação.

Fazer uma guerra acerca da nomeação de António Domingues para a CGD e obter a renunciai deste, para ser substituído por Paulo Macedo, membros da Opus dei é melhor…?

A apresentação de rendimentos e o alto ordenado do novo gestor da CGD já não constituem condição impeditiva para este ocupar o cargo…?

Mas eles acham mesmo que ficam melhor com o Sr Macedo na CGD….?

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Qual o significado real disto?

A maquinaria conhecida como “Geringonça” acabou, no momento em que esta sinistra personagem ocupou o cargo de gestor principal da CGD.

Com esta decisão?!?! o poder de controlar tudo na economia portuguesa foi dado de bandeja à pior organização de oligarcas à qual podia ter sido dada.

Esta decisão tem enormes repercussões e algumas delas são completamente invisíveis. O que o sector Opus dei sempre quis ter foi o controlo do dinheiro e o “controlo da informação” que lhes é providenciado pelo acesso ao que é a informação financeira que a CGD contém.

Mas o Sr Macedo vai congelar o investimento na CGD?

Em vez de congelar o investimento na CGD, o Sr Macedo vai fazer exactamente aquilo que o governo e o os partidos todos querem que seja feito.

Paralelamente vai adquirir toda a informação sobre o que a caixa é; a quem concedeu credito e onde se movimenta comercialmente. Essa informação será do conhecimento da Opus dei e dos seus amigos. Um fotocópia da economia e da sociedade será tirada. Isto virá a facilitar ainda mais o controlo de quem pode vir a ser rico ( os da cor…) e quem não pode.

Mais à frente, os que virão a ser excluídos serão quem é pobre ou quem  recusa alinhar com a corrupção.

Todos colaboraram com isto.  A Irmandade de Nemésis não e a Irmandade não perdoa nem esquece.

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Manifesto em defesa da banca portuguesa e do interesse nacional

2015-11-25 - rob riemen- 2012

Para que serve um banco?

Nas definições tradicionais plasmadas na economia dos manuais e nos manuais de economia, os bancos são entidades comerciais que emprestam dinheiro e cobram juros. Depois a economia desenvolve-se, (saber qual o conceito de desenvolvimento da economia que é aplicado e se é bom ou mau, parece não interessar… ) os cidadãos enchem-se de felicidade e passam a gostar muito do “regime político português” e continuam a apoiar “isto”.

Nas definições verdadeiras que (quase) todos nós sentimos no nosso dia a dia os bancos pagam impostos com taxas abaixo do legalmente autorizado para o cidadão comum (sendo que as taxas mais baixas de IRC para os bancos foram todas sancionadas favoravelmente pelo “ regime político português”…) e descontentes com tantas benesses (esquemas financeiros em offshores no que ao pagamento de impostos diz respeito) também facilitam conselhos sobre contas e como abri-las em paraísos fiscais para os clientes especiais ($) amigos e das famílias certas.

São os bancos democráticos?

São! Democraticamente colocam familiares, amigos, conhecidos, militantes com cartão de partido do “arco da governação” em lugares nos balcões, no “back office”, nos quadros intermédios, na gestão de topo.
Acaso existam esquecimentos ou falhas na colocação de algum filho família, ou jota partidário o generoso financiamento camuflado ou de forma cristalina e bem visível, das campanhas eleitorais dos partidos políticos assegura a supressão da falha. Subsequentemente, podem surgir, como flores na Primavera, lugares para conselhos de administração de políticos em fim de carreira ou em começo de carreira. Os assessores jornalistas amigos e demais espécies de ténias autóctones com quotas de lugares também ocorrem com frequência.

A decoração bancária é importante comercialmente?

Muito importante! Lugares decorativos servem para políticos e demais fauna associada colocarem as namoradas curvilíneas, siliconadas e geralmente louras platinadas (Embora fêmeas morenas do género ” Milf” ou “Teen” ou faunos homossexuais também possam ter quota atribuída…) Também os jotas com um neurónio e sotaque de Viseu ou de Massamá/Cascais aterram nos balcões em quantidades impressionantes. (Nos últimos anos menos porque o brilhantismo visionário da gestão bancária levou a “imparidades”; uma palavra altamente técnica que significa que geraram a criação de enormes prejuízos devido aos “martelanços” feitos nos balanços conjugados com erros clamorosos de gestão.)

O aprimoramento da decoração bancária não deve fazer-nos esquecer os altos responsáveis do Estado que colocam filhos e enteados, que, desorientados pelos vastíssimos corredores que levam aos gabinetes precisam de indicações paternas e de uma mão amiga lá dentro para os orientar na vastidão das sedes bancárias e nos gabinetes de análise (Os tais gabinetes de análise que falharam todas as análises sobre que opções de gestão tomar para evitar que levassem a “imparidades”….). É daí que vem a expressão popular ”a solidão do Gabinete antes de ser encontrado pelo Jota das cunhas ou pela loura siliconada”.

As boas famílias, as que falam com sotaque e se tratam por “você”, mesmo quando praticam coito em posição de missionário,(apenas para fins reprodutivos), são financiadas com empregos e cargos, (social corruption oblige…) e informação privilegiada. Depois podem “empreender” regularmente na economia porque existe uma “safety net” à disposição baseada na informação premium e nas “ costas quentes” privilegiadas por estas redes de capitalismo comunista para os insiders. Acaso existam esquecimentos ou falhas na colocação, um qualquer alto cargo nomeado para a administração publica em lugar estratégico que sirva os interesses providenciará qualquer coisa gulosa e apetecível, mediante troca de favores a combinar.

O despacho favorável, a legislação a favor, a portaria oportunista com virgulas estratégicamente colocadas, em defesa dos seus próprios interesses são um dado adquirido para as oligarquias.

Dai serem democráticos e estéticos: facilitam tudo o que faz mal à população, à democracia e à sanidade mental geral e fazem-no com estilo decorativo (perverso, mas estilo).

2016-02-07 centros decisao portugal

Qual a conclusão a retirar?

Somos abençoados com a dialéctica simbólica bancária: os bancos do regime quando os partidos políticos chegam ao poder executivo ( ganham as eleições porque foram autorizados e pré escolhidos a chegar ao poder executivo…) são os generosos benfeitores da governação de quem esteja de turno.
Quer directamente, via doações obscuras para as campanhas eleitorais, quer indirectamente via concessão de “credito financeiro” aos governos que estão a ocupar o turno (comprar divida publica, isto é, emprestar dinheiro ao Estado sem que exista racional económico para o fazer insere-se nesta lógica de corrupção…e compra..e troca de favores…)

A dialética é simples: a população perde, os parasitas ganham.

Há mais centros de distribuição de migalhas sem ser os bancos?

Nesta primeira divisão de armas económicas os bancos e respectivas empresas associadas reinam. Nas restantes divisões surgem depois as empresas do regime, monopolistas, ou semi monopolistas ou oligopolistas ou comunistas chinesas que ofertam prebendas, via troca de favores não escritos aos partidos do arco da governação e a todos os parasitas que gravitam ao redor. Esteticamente, as portas giratórias por onde ex-políticos profissionais, amadores, em estágio, ou das juventudes partidárias circulam num fluxo continuo que quase nos parece ser um ballet Bolshoi político em movimento, são lindas.

São lindas para quem aprecia. Não é esse o caso da Irmandade de Némesis.

Quais as doutrinas a seguir?

Não cabendo aqui discutir se o capitalismo é ou não um sistema válido a manter, deve-se referir que “este” capitalismo português é tudo menos válido. Aparentemente é um capitalismo de Estado tal como as facções neoliberais portuguesas pertencentes à tribo da direita política vomitam sem cessar, afirmando que deve ser terminado (e depois como é que essas facções ganhavam dinheiro fácil e adquiriam poder…alguém já explicou isto a estes pobrezinhos de espírito?), mas na realidade é um falso capitalismo.

É um capitalismo de marca branca e das péssimas fabricada em sweatshops do Bangladesh ou do vale do Ave, em que o capitalismo português/oligarcas e elites se tornaram parcialmente donos do Estado e apenas o usam em função dos seus próprios interesses.

realidade - coincidencia

E os clientes comuns da Banca , como são tratados?

São muito bem tratados! Quando os Bancos querem ganhar mais dinheiro de forma ilegítima e a-capitalista (para colmatarem os inúmeros erros de gestão e pagar as comissões aos parasitas oriundos das famílias amigas do costume…) abusam dos seus clientes criativamente inventando taxas, comissões, serviços a serem cobrados, preçários ultra elevados, portagens e restrição de direitos de acesso à compra de produtos, serviços ou negócios ,e/ou ameaçando e executando penhoras sem qualquer contemplação comportando-se em geral como um extorsionista de tipo mafioso.

E em matéria de concorrência comercial e regulação?

Pedem  Exigem ao Regulador servil, serventuário e geralmente rastejante (que já trabalhou na banca ou espera vir a trabalhar, ou tem amigos, filhos, parentes, fêmeas siliconadas aparte, a colocar, ou montes alentejanos debaixo de olho) que feche os olhos acaso exista alguma concorrência externa. Daí o mercado bancário ser objecto de constantes fusões entre players,sem veto dos reguladores…quando existem análises às posições de mercado dominantes é sempre aviado um “estudo técnico” que valida a fusão. O consumidor/cidadão perde a seguir.

Acaso o poder político de turno tenha um arroubo testicular momentâneo e decida aplicar regras mais duras e justas surge o acto de carpir.
Nas raras ocasiões em que isto acontece carpideiras do jornalismo e das empresas do regime num ritual retórico semelhante a uma missa irrompem pelas procissões de banqueiros que estão em movimento para irem carpir ao santuário mais próximo e numa união de facto todos se movem (uns fisicamente, outros a aviar propaganda na imprensa mainstream do regime…) em direcção ao sitio onde supostamente existirá um governo português. A expressão ”em defesa da manutenção em Portugal dos centros de decisão“ é sussurrada em uníssono, com fervor missionário.

Posteriormente, nada ilustres banqueiros com ar sério dirigem-se às massas ignaras em conferências de imprensa repletas de jotas do jornalismo ou louras siliconadas do jornalismo (também há quotas para morenas siliconadas e faunos homossexuais…mas em menor numero)  e explicam-lhes que os arroubos testiculares momentaneamente demonstrados pelo poder político são muito maus. Depois ameaçam com medo e insinuam que as contas dos particulares estão em perigo de serem saqueadas “por causa da perda dos centros de decisão nacional”. O resto das empresas de regime, nos dias e semanas seguintes, carpem a seguir, em uníssono, com fervor missionário “Em defesa da manutenção em Portugal dos centros de decisão”.

2016-02-08 centros decisao nacional- fim esta proximo

E fiscalmente?

Quando, no meio de tanta incompetência e má fé por parte dos bancos há erros fiscais que prejudicam os sacrossantos acionistas dos bancos (e os incompetentes ceo´s e equipas de gestão mais os seus bónus anuais generosos…) impedindo-os de ganhar 1000 e apenas fazendo ganhar 999, requerimentos chorosos são apresentadas nos lugares respectivos, e surgem despachos milagrosos que concedem isenções para, dessa forma, existir um regresso aos números dos lucros protegidos.

É a banca um sector protegido?

Obviamente! É artificialmente protegida da ira da população que é oprimida sistematicamente sobre este assunto, nada fazendo ou dizendo (até ficar sem dinheiro nas contas porque alguém da administração as mandou congelar roubar, para pagar os gigantescos erros de gestão dos ceo´s- são as imparidades…) e é protegida também pelo facto de os nossos políticos (quase todos no bolso de alguém ou apenas muito estúpidos – só há duas hipóteses aqui…) confundirem os interesses da banca com os interesses nacionais.