Os jornalistas portugueses são os guardiões da manipulação. É isto que as elites querem; nós devemos recusar

“The masses have never thirsted after truth. They turn aside from evidence that is not to their taste, preferring to deify error, if error seduce them. Whoever can supply them with illusions is easily their master; whoever attempts to destroy their illusions is always their victim.”

~ Gustave Le Bon

No inicio, foi a revolução de 1974. Dai em diante, o trabalho dos jornalistas portugueses deveria ser o acto de fazer jornalismo livre e independente de censuras, quer  privadas, quer de controlos estatais, políticos e económicos, de assegurar o pluralismo da informação; assegurar que todas as opiniões (o maior numero possível…) seria veiculado para todos que quisessem  ou estivessem interessados em as escutar, comprar, adquirir, debater.

Após o inicio, inúmeros entusiastas neófitos a par com os meios de comunicação social já pré existentes e que vinham da ditadura onde existia censura ao que produziam; criaram novos meios de comunicação, especialmente jornais, já libertos de uma censura mantida pela ditadura que vigorou em Portugal até 1974.

Depois do inicio e em força desde 1985, especialmente os jornais, começaram a tornar-se “empresas de jornalismo” e com o licenciamento/abertura de canais privados de televisão e licenciamento de novas rádios, metamorfosearam-se em projectos empresariais que sobrepunham os interesses económicos (o lucro) aos interesses de fazer jornalismo, afastando para o lado todo o pouco pluralismo existente nesta sociedade.

Com a maturação de um sistema inicialmente pensado para todos e que gerava conhecimento e jornalismo para todos, passou-se a um sistema corporativo e fechado. Fusões de empresas de comunicação sucederam-se. Gerar empresas cada vez maiores era o objectivo, com mais lucros, mas menos jornalistas e nenhum pluralismo.

O comissário político/económico disfarçado de jornalista sobrepunha-se (sobrepôe-se) ao jornalista propriamente dito.

E chegámos ao “mercado” concentrado, não plural, oligopolizado e cartelizado, de qualidade hiper medíocre, em que os poucos jornalistas dissidentes que queiram mesmo fazer jornalismo são impedidos de o fazer, convidados a sair, colocados na posição de auto censura, ou arrumados numa prateleira para não perderem o emprego. Se o perderem,  estando no lugar ” x”, por dissensão de opinião, apenas existem mais dois ou 3 grupos  de meios de comunicação social onde poderiam trabalhar.

Este protótipo de jornalistas dissidentes acima descritos é ultra minoritário, uma pequena espécie autóctone.

O sistema foi armadilhado e funciona apenas para as elites (“Elites” entendidas no sentido mais depreciativo do temo que seja possível…).

Com os novos donos a ocupar o lugar os actuais bonecos de palha foram encarregados da aplicação das narrativas que beneficiam elites. Essa narrativa é ortodoxa e transformou as criaturas que nos são apresentadas como jornalistas nos  “guardiões da ortodoxia”.

Estes novos cortesãos servem diligentemente e com brio.

Contudo, debaixo de uma capa de sofisticação, são apenas instrumentos rombos, pintores de construção civil que colocam mau estuque manipulativo; aplicadores de camadas de cimento propagandístico que escondem a brutal realidade do neoliberalismo aplicado a esta sociedade, das enormes injustiças nela praticadas, que branqueiam e escondem os danos de um regime podre e decadente e que nenhum aspectos de democracia (tirando a fachada)  tem.

Na numismática exige-se patina às moedas. Neste ecossistema maligno trabalha-se em prol da colocação de uma patina de brilho sobre as figurinhas ridículas da instituições e (acessoriamente) exalta-se sempre que possível as virtudes da tribo da direita política.

(Em Portugal, existe a originalidade de só esta agremiação de cretinos da tribo da direita política ter direito a ser branqueada de forma permanente; já a tribo da esquerda politica é sempre vilipendiada excepto quando interessa branquear facções dentro da mesma. Surge o clássico “dividir para reinar” aplicado sobre a tribo da esquerda política, para a impedir de chegar ou manter o poder. Uns grupos são exaltados em detrimento dos outros e no próximo turno, a outra facção da tribo da esquerda política será branqueada no próximo ciclo politico. (Merecem-se todos uns aos outros…)

(As elites de poder que vivem nas sombras divertem-se a incentivar este jogo.)

As elites políticas, sociais, económicas portuguesas são extremamente limitadas.

A sua programação limitada interna contém apenas uma instrução dividida em duas partes.

(A) Só se deve defender os seus próprios interesses e os dos amigos.

(B) tudo o resto deve ser ignorado.

As consequências deste pensamento pobre e limitado são obvias.

Ignorando tudo o resto, resta-lhes apenas conseguir interagir umas com as outras (endogamia social oblige…). Como as instruções de programação não dão para mais, ficam sempre surpreendidas e espantadas com o nível de ressentimento, revolta e alheamento que a generalidade da população sente.

Escudados por zonas francas de bem estar, físico, psicológico e económico, quer nos locais selectos das periferias das cidades ou nos centros principais das duas maiores cidades, o resto da população só é autorizado a entrar se for lá para trabalhar nas limpezas da porcaria que esta gente produz diariamente ou para servir cafés.

Os seus núncios jornalistas comissários da propaganda tem instruções para ignorar, e/ou ocultar e/ou manipular percepções quer o problema ocorra a 15 km de distancia ou numa aldeia remota. Sucedendo algo,  os seus núncios comunicacionais televisivos regurgitam uma verborreia inchada de teorias peregrinas acerca do que aconteceu – um dia antes nem sequer faziam ideia ou tinham sequer ouvido falar do que aconteceu.

Se e quando existe algum pico de contestação mais sério, acalmam aqueles que consideram e tratam como inferiores (95% da população), recomendam paciência, calma, ponderação e responsabilidade, incentivam a que trabalhem muito e pedem que se demonstre confiança no sistema armadilhado e no regime que temos (um regime subvertido por neoliberais e por elementos da extrema direita que fazem turnos para ver quem faz mais estragos..) prometendo final a cereja no topo do bolo: que as coisas ficarão bem e serão resolvidos problemas.

Esta narrativa tem “tendências” cíclicas. Actualmente a narrativa para acalmar o ressentimento latente baseia-se nos discursos do  “culto do empreendedorismo”, na “ética do pluralismo político”, na “cultura do mérito” , na “ascensão social para todos”, na ” confiança nas instituições”.

Também se baseia em apelos constante à união: temos que nos unir, dizem-nos e chegar a “consensos”. (Consenso, neste contexto, significa  baixar a cabeça e fazer o que as elites de poder querem…)

Um produto inexistente é constantemente promovido através do uso de mantras, de spots publicitários, de repetição constante de falsidades.

A realidade é outra.

As elites portuguesas continuam a oferecer soluções estúpidas.

Como são estúpidas só conseguem isso.

Move along, nothing to see here…

Harmony makes small things grow, lack of it makes great things decay.”
Sallust

Como o sistema português é modelado a partir do sistema americano de corrupção percebe-se que as coisas funcionam como um clube.

Todos os membros do clube, “entram em consenso” acerca da escolha dos candidatos que irão ocupar os lugares institucionais, profissionais, das ” zonas de conforto”.

Todos juntos, todos amigos, todos incompetentes, todos a viver numa redoma. (Observe-se a escolha de todos os candidatos à eleição para a câmara municipal de Lisboa nas recentes eleições autárquicas… competindo todos entre si para correr mais depressa em direcção à mediocridade…)

Incrustada a essa redoma disposta como massa de vidraceiro que colou mal, e está lá dependurada á espera que o tipo das obras venha novamente reparar correctamente o vidro,  estão os jornalistas cortesãos portugueses.

Aconchegados junto dos círculos, triângulos e octógonos de poder ,“Embebidos”, os jornalistas atingem o orgasmo comunicacional que Marshall Mcluhan lhes prometeu quando afirmou que “o meio é a mensagem”.

Por viverem todos no mesmo  “ambiente”, dia após dia, ano após ano, jornalistas e políticos por exemplo tratam-se por tu… e após algum tempo todos adoptam inconscientemente (muitos fazem-no conscientemente que nesta profissão existe um enorme desejo e dedicação à prostituição intelectual…que paga bem… ) os mesmos conjuntos de valores.

Geograficamente, habitam nas mesmas zonas livres de pobres/classe média, próximos dos outros e frequentam os mesmos ambiente suburbanos e as mesmas festas sociais…

Afinal de contas, são todos da mesma “classe”

É a total perversão do que o jornalismo deveria ser. Toda a imprensa deveria posicionar-se “de fora”,  vigiando os de dentro e recusando identificar-se psicologicamente com os “círculos do poder”.

É uma ” experiência partilhada com os “insiders”, assim se auto justificam…para aplacar eventuais remorsos sentidos…

Surge um negócio paralelo narcisista-capitalista. Os novos jornalistas – cortesãos criam personalidades publicas, marketizam-se como celebridades, manufacturam emoções, as próprias e as dos terceiros que estão a promover.

A política e a sociedade são irrelevantes, somente as artes negras da propaganda irão ser usadas para influenciar o comportamento dos cidadãos e em quem votam.

Deixou de ser cidadania e passou a ser uma estratégia comercial. Os subprodutos são óbvios: quando se trabalha num tal ambiente inconscientemente/conscientemente estas pessoas tornam-se facilitadores de qualquer estratégia comercial, oriunda da elite de poder ou associados.

As ideias que podem ser debatidas pela sociedade são cuidadosamente seleccionadas, as que não devem ser questionadas são ocultadas ou remetidas para o esquecimento. Os jornalistas são os “guardiões da ortodoxia”, da nova ortodoxia. Criam um novo tipo de véu de tirania intelectual, social e política semelhante a que foi imposta no passado pelo fascismo e pelo comunismo.

É isto que as elites querem; nós devemos recusar.

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O adversário estratégico é a patologia dos ricos, das elites de poder e dos lacaios associados

“The strategic adversary is fascism… the fascism in us all, in our heads and in our everyday behavior, the fascism that causes us to love power, to desire the very thing that dominates and exploits us.” –  Michel Foucault

SERVILISMO - PÉSUm dos problemas da população consiste na recusa em entender que as pessoas que são ricas, que são poderosas, as elites de poder, os seus lacaios e demais invertebrados que as servem estão contaminadas com uma patologia perigosa e que não se resolve com os tratamentos habituais.

A população recusa entender que existem patologias nestas “sub-espécies”  de pessoas por várias razões.

Uma consiste no facto de, regra geral, o cidadão comum agir de boa fé e nunca apreende o mundo em toda a plenitude da maldade que nele existe. O mundo, para o cidadão, é inerentemente bom e justo.

Quando se lida com as patologias da elite de poder isto é uma desvantagem estratégica e táctica absolutamente letal para quem falha em reconhecer isto, precisamente porque olha para estas pessoas como se elas fossem justas e sérias.

Condescende-se.

Outra consiste na saturação que é promovida através dos meios de comunicação social, elevando ao semi estatuto de deuses, figuras imbecis da elite de poder, milionários e demais aproximações que gravitam à volta dela.

Glorifica-se a quantidade de dinheiro que alguém tem, visando intensificar a suposta “autoridade moral” que essa pessoa ou pessoas terá para mandar na sociedade.

A quantidade de dinheiro deve ser recusada como benchmark do contrato social.

Existem terapias e soluções para obviar a esta saturação imbecil, mas por si só não chegam para conseguir apagar de forma imediata um legado de décadas de bombardeamento de imagens culturais destinadas a amenizar e adocicar a imagem dos muito ricos e poderosos e dos crimes que estes cometem e que incitam outros a cometer.

São poderosas terapias, com resultados práticos visíveis, mas demoram tempo.

O Enclave é eterno.

A população, por auto convicções próprias derivadas do seu desconhecimento interiorizado de que a elite de poder é reles e suja, e porque tem aceite como boa a informação passada pelos lacaios da comunicação social  de que “aquelas pessoas” são de confiança, tem-se traído a si mesma, tem-se auto corrompido, tem destruído a sua própria integridade e sentido de si e dos seus descendentes.

Como interiormente, na psique colectiva, a generalidade da população não apreende ou recusa apreender que os ricos, os poderosos, a elite de poder é uma sub espécie  organizada de forma oligárquica, moralmente corrupta, sem quaisquer princípios éticos ou de honra torna-se necessário tomar medidas para forçar o reconhecimento colectivo de que estas pessoas são mesmo assim e que estamos todos em grande perigo se fecharmos os olhos.

“There are plenty of ugly things about wealth and its possessors in the present age, and I suppose there have been in all ages. There are many rich people who so utterly lack patriotism, or show such sordid and selfish traits of character, or lead such mean and vacuous lives, that all right-minded men must look upon them with angry contempt… ~Theodore Roosevelt

“There are plenty of ugly things about wealth and its possessors in the present age, and I suppose there have been in all ages. There are many rich people who so utterly lack patriotism, or show such sordid and selfish traits of character, or lead such mean and vacuous lives, that all right-minded men must look upon them with angry contempt…
~Theodore Roosevelt

Evitando fechar os olhos deve-se trabalhar para rebentar a ilusão que é vendida como verdade. E a ilusão consiste em afirmar que se um pobre/classe media/media-alta  trabalhar muito e portar-se bem irá ficar rico como os ricos e pertencer à elite de poder.

Estudar muito, e ” ascender socialmente” via esforço individual é – na época actual – a maior patranha que os ricos, a elite de poder e os seus apaniguados promovem como sendo a solução para o pobre ou quem não pertence à elite de poder chegar a ” lugares”.

Uma falsa cultura de mérito é vendida como boa e como exemplo.

Isto é feito num sistema já pré armadilhado para fazer perder quem joga este jogo.

Acaso se aceite jogar este jogo ou acaso se desconheçam os contornos do que se passa, mal se chega ao final do jogo ser-se-á imediatamente alvo de propostas de corrupção visando aceitar-se ficar dentro do sistema mas apenas e só sendo corrupto, embora os resultados concretos para quem aceita isto deixem sempre muito a desejar.

O Enclave recusa jogar este jogo viciado.

Isto não é (e nunca foi) um problema de educação de elite ou de massas feita para as elites ou para as massas, isto é um problema de ganancia e poder.

Os “ricos”, supostamente as pessoas mais bem preparadas da sociedade portuguesa, tem sido aquelas que tem destruído mais valor social e económico nos últimos anos e antes dos últimos anos.

Pertencem todas à elite de poder.

São as mais bem preparadas em destruir.

TURN THE TABLEJá a geração mais nova, apelidada de “a geração mais bem preparada de sempre” tem sido a que mais falha, mais desiste, mais emigra, mais é expulsa ou se auto expulsa do sistema e do pais, do mercado de trabalho, da sociedade, precisamente porque falha em reconhecer que “não é a mais bem preparada de sempre”.

É a mais bem preparada de sempre para falhar.

A elite de poder contaminou-a com Hubris.

Num jogo viciado, os que não pertencem à elite de poder, deveriam voltar o tabuleiro de jogo.

Em vez disso, como patetas condescendentes que são, percebem ou sentem que estão a ser manipulados mas continuam a aceitar jogar um jogo viciado que no final lhes trará zero de resultados e um definhamento pessoal, social e económico lento.

São opções.

O enclave e a Irmandade de Némesis recusam essas opções.

Recusamos um jogo social corrupto com vencedores pré programados.

ANUNCIO DE EMPREGO - GERACAO MAIS BEM PREPARADA 2014-11-21

Enquanto os membros da “geração mais bem preparada de sempre” são preparados para serem os membros da “geração mais bem prejudicada de sempre”, * a  elite de poder subsidia de forma marxista-socialista-comunista os seus rebentos imbecis, que são medíocres, e promove-os constantemente dentro de um sistema já pré viciado e com resultados já pré definidos. Este combate de boxe social e económico já tem vencedores  pré anunciados e pré programados.

(isto dura até aos próximos membros da próxima geração passarem a ter esse titulo de honra e gosto duvidoso. As maquinas de moer carne humana e destruir gerações de portugueses estão sempre em funcionamento…nelas o desemprego é inexistente…)

Nas escolas de elite, os tipos ricos e milionários que as frequentam, tem excelente educação e aprendem anos a fio a arte de governar e como mandar socialmente.

Isto é uma forma habilidosa de criar acção afirmativa para os ricos e poderosos, de criar quotas para géneros, de fazer discriminação em favor de quem já está numa posição em que por si só já tem dinheiro e poder para se conseguir discriminar sozinho sem ajudas exteriores.

Esta discriminação a favor dos interesses dos rebentos endogâmicos da elite de poder e da salvaguarda do seu direito à mediocridade sem serem punidos socialmente ou profissionalmente por isso, visa criar separação social entre ” eles” e o resto da população.

Mas, e mais importante visa promover dentro das fileiras da elite de poder, a generalidade dos atrasados mentais que delas emergem, dos medíocres,  da estupidez selecta das boas famílias, que poderia estar assim salvaguardada de aparecer a chatear o resto da população, mas que, através deste expediente, é impingida ao resto da população.

A maior parte destas pessoas depois de ter sido levada ao colo ilegitimamente, vai-se dedicar aos “negócios”, mas como são medíocres e estúpidos apenas sabem destruir valor e queimar recursos e impedir terceiros oriundos das fileiras mais baixas da sociedade de ascenderem (esses sim) por mérito.

Nesta sociedade nada tem a ver com inteligência ou mérito.

ANUNCIO DE EMPREGO - ECONOMISTA MALABARISTA 2014-11-21

O jogo social é viciado da seguinte maneira.

Se fores pobre só tens uma chance (algumas vezes, não todas).

Se fores rico, pertenceres à elite de poder ou estiveres interessado em ser um lacaio  subserviente tens inúmeras chances e és sistematicamente salvo das asneiras que fazes, da mediocridade que exibes, por vezes ao longo de decénios e após isso, se necessário, mais ainda até ao infinito.

Esta forma de subverter o jogo social é particularmente sinistra e tenebrosa.

Os ricos perpetuam-se a si mesmos e perpetuam a mediocridade à custa do resto da população e com o dinheiro e o poder que adquiriram ilegitimamente armadilham o sistema e vivem à custa de toda a restante população.

Parasitas.

Esta mesma elite de poder recheada de oligarcas e kakistocratas possui e controla os meios de comunicação social e assim garantem que nenhuma critica que lhes seja feita passe para fora do circuito.

Nas escolas para elites, os membros da mesma vivem num ecossistema em que as crianças dos membros da elite de poder são educadas de forma a pensar que todos os outros as servem.

Isto é “educar” para se ter uma concepção do mundo que só irá gerar problemas e conflitos com a demais população.

Esta mentalidade faz a afirmação plena que os membros da elites de poder são diferentes porque tem muito dinheiro, logo os restantes são produtos e são dispensáveis.

Há uma indiferença gélida e uma hostilidade brutal em relação a todos os outros membros da sociedade porque o resto da população é vista como um produto.

O único contacto que esta gente tem com pessoas comuns é com aquelas pessoas que trabalham para eles.

Os jardineiros ou motoristas.

Politicamente, como estão fora de contacto com a população, podem retirar-se para santuários  onde julgam que não serão atingidos.

E o processo de autismo destas pessoas mais aumenta, precisamente por julgarem que, por fazerem retiradas a seu belo prazer e poderem voltar no futuro isso significa que não tem quaisquer tipo de restrições.

Dai à revolução violenta há uma ténue linha.

O Jornalismo português e as elites – a subserviência dos jornalistas.

JORNALISMO CORPORATIVO - ESCREVEM O QUE LHES DIZEMAs elites de poder gostam imenso do jornalismo que lhes faz favores.

As elites de poder gostam imenso de corromper jornalistas, para que estes lhes façam favores.

Os jornalistas, na sua grande maioria, gostam imenso de ser corruptos e de fazer favores.

Chegamos ao universo do jornalista courtier. Na pirâmide de poder, estes são uma classe intermédia, que, com o decorrer dos anos, se tornaram fiéis ajudantes e defensores dos interesses da elite de poder.

São os lacaios de luxo, mantidos por conta.

Esta é uma plataforma de poder e de influência onde as sobras familiares endogâmicas da elite de poder começam também a serem colocados, como “agentes seguros e de confiança”, com o “pedigree” adequado à execução das inferiores funções da manipulação e disseminação de contra informação social, política e económica, visando defender os interesses ilegítimos e ilegais das elites.

Uma aliança maléfica de interesses e busca pelo poder para, “ajudar os “seus”, afastar todos os outros, corromper os que restarem.

Esta quadrilha, como bons (no mau sentido da palavra) courtiers, suportam e incentivam a mentalidade de rebanho na população.(Sejamos justos aqui; a população também os ajuda com as suas omissões, falta de dignidade e condescendência generalizada para com o “mal” e a sua implementação na sociedade como o “padrão”…)

Os “lacaios de luxo, mantidos por conta” comportam-se sempre como um rebanho obediente e vazio de ideias que se transmuta numa matilha, quando se trata de atacar quem sentem não ter poder, dinheiro ou conhecimentos para retaliar. Ou quem já teve poder e deixou de ter, e ai, aproveita-se para fingir “ força e independência” jornalística e lava-se a face perante a população.

Quando não estão ocupados a atacar quem não se pode defender, revertem para  posição original de onde partiram: transformam-se nas claques de apoio, “ cheerleaders” dos interesses da elite de poder.

São os cães de guarda, a elite pretoriana das letras e comunicação da elite de poder; o esquadrão de propaganda. Os aparatchiks literários da disseminação da propaganda.

Gosta de ser manipulado pelo jornalismo Português?

Gosta de ser manipulado pelo jornalismo Português?

Sempre de forma acrítica e com cegueira cognitiva, sem qualquer tipo de questionamento, dizem ao que vem: o elogio da ideia do “capitalismo das grandes empresas” como sendo isso a “democracia”. Se somos todos consumidores, a democracia está assegurada, então para quê sermos cidadãos?

Os que veiculam este pensamento são os facilitadores da traição.

(Neste aspecto, em Portugal é patético, hilariante e um asco, observar a forma como os responsáveis dos assuntos de economia das principais empresas de comunicação social se esforçam por produzir um discurso que agrade aos responsáveis das grandes empresas do país, na esperança de virem a ser por estas convidados para uma sinecura corporativa privada.)

De forma autista e arrogante promovem a mitologia da democracia portuguesa consolidada e (falsamente) justa, promovem o mantra “vivemos numa democracia” com “liberdade de imprensa” quando a realidade é bem diferente e estas pessoas sabem-no.

Sabem-no e demitem-se de fazer algo, são cúmplices da traição social que estão a ajudar perpetrar e apenas vão com a maré…

(O jornalismo português apenas existe para querer agradar ao “patrão”. Como tal apoia ostensivamente dois dos partidos políticos do pais – o PSD e o CDS – e ataca todos os outros também ostensivamente. Uma clique de comissários políticos travestidos de jornalistas junta-se em matilha para defender os seus interesses pessoais e os corporizados nestes partidos e nas sombras que os apoiam e manipulam; temos a “kakistocracia” das quadrilhas de minorias totalitárias que subvertem o sistema democrático”, mas organizadas como milícias de propaganda.)

O jornalismo português apoia e defende a substituição do voto pelo dinheiro.

O jornalismo português é uma miserável peça da engrenagem que tenta ajudar a corromper mais do que já está, um sistema político que deveria ser democrático.)

O jornalismo português presta sempre deferência na forma de lisonja e lambe botismo” aos “pseudo” grandes lideres da economia, os famosos capitães da industria, da banca, dos serviços, das inaugurações de monumentos míticos feitos em palavras de jornal, rádio, televisão aos próprios.

(Os crimes económicos destas pessoas passam impunes e são lavados pelas maquinas de propaganda da comunicação social portuguesa. Estas pessoas e as suas empresas recusam pagar impostos em Portugal, apesar de obterem enormes rendimentos aqui, estas pessoas hostilizam todas as formas decentes de vida em sociedade, comportam-se como pequenos tiranetes encharcados em hubris. Todas as semanas os panegíricos de apoio a estas personagens malévolas fazem-se.)

Os valorosos courtiers do jornalismo português dizem presente! Lá estarão sempre dispostos a baixar as calças e fazer um avio a quem estiver do lado de lá do dinheiro, do poder e da influencia.

(Quando sentem o vento a mudar, fingem que são sonsos e imparciais. O sonsismo profissional é uma arte no jornalista português.)

"O jornal exerce todas as funções do defunto Satanás, de quem herdou a ubiquidade; e é não só o pai da mentira, mas o pai da discórdia." Eça de Queiroz- Cartas a Fradique Mendes

“O jornal exerce todas as funções do defunto Satanás, de quem herdou a ubiquidade; e é não só o pai da mentira, mas o pai da discórdia.” Eça de Queiroz- Cartas a Fradique Mendes

Se eventualmente tiverem ocasionais rebates de consciência e podendo decidir redimir-se do que estão a fazer por verificarem que estão a servir uma elite de poder malévola, agressiva e destruidora escolhem não o fazer. Pelo contrário, movem-se entusiasticamente em linha com o que lhes solicitam. Os “membros da elite de poder“ tomarão conta deles…

Quando, no decurso do seu trabalho de disseminação de propaganda, convidam “especialistas” e “profissionais” para entrevistar e ajudar a explicar a complexidade de uma qualquer situação aos cidadãos, escolhem sempre convidar personagens “ dúbias” e intelectualmente desonestas, courtiers de outras áreas.

(Os courtiers de várias áreas reconhecem-se uns aos outros e ajudam-se uns aos outros.)

Marchando em corrupção uníssona, um exército rançoso e fora de prazo apresenta-se ao serviço. Oriundo das mais variadas posições, centenas ou mesmo milhares de courtiers juram juras de verdade.

Toda esta tropa é oriunda dos centros de poder. Dos Think tanks a eles agregados e respectivos proxenetas, dos free loaders da Universidade e quejandos académicos arcaicos e a cheirar a naftalina degradada, dos parasitas da comunicação social da área do comentariado sempre mentiroso, dos ex gestores de grandes empresas e respectivo séquito toda esta fauna  por ai anda, sempre a mesma, sempre oriunda dos mesmos meios sociais e partidos políticos, sempre oriunda das mesmas sociedades secretas e seitas religiosas ou seculares – para “nos explicar a realidade e fazer interpretação da mesma”.

(Agradecemos a imposição, mas recusamos que nos digam que uma parede cor de rosa é verde.
Agradecemos a imposição, mas recusamos que nos digam quais são os termos do debate que podem ser discutidos e quais não são. )

No trabalho designado por “trabalho pratico”, isto é, a investigação jornalística e a produção de noticias estas são apenas transformadas em falsificações e deturpações da realidade.

Comunicados e memorandos com agendas de assuntos pré formatados, mandadas para a imprensa e feitas pelas grandes empresas que tem peso para isso e pela agência Lusa – o cano de esgoto “oficial” da manipulação – de onde jorram todos os dias noticias fabricadas e realidades pseudo alternativas que são sempre as mesmas: obedeçam, façam filhos, comprem nas nossas empresas, gastem muito, votem PSD e CDS, os outros são comunistas, já repararam que há muito crime; se calhar era preciso a pena de morte, afastem-se dos gays e lésbicas e demais minorias excêntricas da sociedade, sejam bons portugueses e vão a Fátima, odeiem muçulmanos e (demais religiões) qualquer seja a fruta do dia a vender-se ou que interesse vender.

"Uma das maiores burlas dos nossos tempos terá sido o prestígio da imprensa. Atrás do jornal, não vemos os escritores, compondo a sós o seu artigo. Vemos as massas que o vão ler e que, por compartilhar dessa ilusão, o repetirão como se fosse o seu próprio oráculo." Joaquim Nabuco

“Uma das maiores burlas dos nossos tempos terá sido o prestígio da imprensa. Atrás do jornal, não vemos os escritores, compondo a sós o seu artigo. Vemos as massas que o vão ler e que, por compartilhar dessa ilusão, o repetirão como se fosse o seu próprio oráculo.” Joaquim Nabuco

Quando os canhões da propaganda se calam, surge o pânico Em Portugal, muitas vezes, nada acontece em termos de noticias.

A solução é encher as crateras noticiosas com novidades ( product placement) acerca de uma qualquer actriz de cinema que vestia “X” da marca “Y” no SPA onde foi fazer Botox, historias de vida, moda saloia e provinciana, futebol, geralmente com os respectivos especialistas que são escolhidos a dedo por nada saberem, e restantes trivialidades relacionadas com crianças e animais.

Os antes gloriosos membros do quarto poder decidiram auto transformar-se em macacos amestrados que saltam ao som da voz do dono. Ou, numa versão ave canora, em papagaios de bico dourado que repetem a propaganda oficial dos milionários e dos membros da elite de poder e dos dois partidos políticos que estes mais controlam, mais as sub propagandas dos diversos grupos de interesse, que gravitam como moscas à volta.

“A newspaper is a device for making the ignorant more ignorant and the crazy crazier.” ― H.L. Mencken

“A newspaper is a device for making the ignorant more ignorant and the crazy crazier.”
― H.L. Mencken

Um dos desportos favoritos das empresas privadas e dos seus donos (que controlam a imprensa “normalizada e caramelizada” que temos), quando estão aborrecidos por falta de estímulos narcisistas ao ego, consiste em decidir contratar jornalistas cujo papel principal e especifico consiste na criação de uma imagem suavizada das elites de poder, para delas fazerem passar uma boa imagem junto da população.

Estes courtiers de vintage especial, tem a tarefa adicional de promover a imagem dos membros das elites de poder como se estes fossem celebridades, estrelas de cinema, pop stars, artistas.

(Contudo, em Portugal este expediente falha bastante, dado que a maior parte das massas nutre um profundo desdém pelas elites e devidamente merecido…)

Estes jornalistas courtiers podem ganhar bastante bem, e frequentam os mesmos lugares da “ high society” que as elites de poder frequentam. Dai por vezes serem também transformados ou auto transformarem-se em spin doctors.

(O spin Doctor é uma mutação derivada da radiação malévola que emana dos membros da elite de poder quando em contacto com os restantes. Projectam essa radiação e os anteriores jornalistas lambe botas courtiers cuja função era a de serem panegiricos humanos dos milionários, transformam-se em criaturas ainda mais desprezíveis que não acreditam em nada, não tem valores, são profundamente amorais.)

"O jornal é uma tenda na qual se vendem ao público as palavras da cor que se deseja." - Honoré de Balzac

“O jornal é uma tenda na qual se vendem ao público as palavras da cor que se deseja.” – Honoré de Balzac

Costumam ser estas formas de mutantes – estes parasitas amorais, os que são convidados regularmente para os círculos de poder.
Geralmente já tem atrás de si um trajecto “profissional” de circulação intensa entre empresas de comunicação social, think thanks comunicacionais de parasitas que estudam aldrabices pseudo arcanas às quais chamam “ciência comunicacional” e não propaganda, gabinetes de imprensa de empresas grandes, empresas de consultadoria “em comunicação” ou relações publicas   (o nome sofisticado para “propaganda” e outras sub formas de “spinismo”) e que em nada acreditam excepto no cheque generoso ou nos favores para a família e amigos, que os milionários lhes remetem, pelos serviços de distorção da verdade, prestados.

A tarefa destas criaturas é distorcer a verdade, omitir a realidade, lançar a confusão, falsificar factos, servir de camuflagem e dar protecção aos seus e aos Overlords.

SIMBOLO IRMANDADE DE NEMESISA Irmandade de Nemésis recusa pactuar e acreditar que” jornalismo” passou a ser isto, e que “ isto” é que é uma imprensa Livre.

Os irmãos estão convencidos que a população merece jornalismo e merece qualidade.

Declaramos ser absolutamente contra estes “produtos”adulterados que nos estão a vender como sendo o artigo genuíno.

Um sociedade séria, democrática e saudável rejeita a manipulação dos meios de comunicação social feita por ” dentro” para subverter os profissionais da área e muitas vezes feita por estes ao serviço de entidades sinistra e não democráticas e feita por “fora” ao serviço de entidades autocráticas e que se escondem nas sombras de ilegitimidade, corrupção, nepotismo e maldade.