O psd é um partido de mercadores que precisam ser expulsos do Templo

Em Portugal, os irmãos de Némesis são cavaleiros que percorrem estradas sombrias por onde outros se recusam a passar e tomar posição. Percorrendo uma dessas estradas sombrias, um cavaleiro de Némesis encontrou um ninho hediondo, vil e negro, um cancro panfletário, uma invocação da morte em vida que importa fazer chegar ao conhecimento dos restantes irmãos de Némesis.

For the merchant, even honesty is a financial speculation. Charles Baudelaire

For the merchant, even honesty is a financial speculation.
Charles Baudelaire

Antes de mais, deve ser explicado o contexto deste cartaz desprezível oriundo da Guilda de mercadores para os quais tudo se vende e compra.

Esta agremiação político-partidária-corrupta e absolutamente desnecessária e inútil para a sociedade portuguesa, oriunda da tribo da direita política, decidiu produzir uma aleivosia torpe disfarçada de guião de reformas (esta imagem hedionda é a capa de apresentação desta monstruosidade anti espiritual e anti sociedade…) que é pelos próprios considerado como o verdadeiro guião de reformas (a falsa modéstia não lhes fica bem), tudo isto para contrapor ao Plano nacional de reformas proposto pelo PS, o actual partido político que governa, oriundo da tribo da esquerda política.

Esta Guilda de mercadores desonestos que vendeu durante 4 anos (2011-2015) produtos estragados em balanças cujo peso das mesmas estava falsificado, deixou calotes e falhas de pagamentos constantes, atacou as convicções pessoais de todos os cidadãos, envenenou espiritualmente esta terra com o veneno ideológico e político que soltou baseado no dividir para reinar; apresenta agora as suas ideias de reforma.

O convite é simples. Faça-se um pacto com o diabo e ao afirmá-lo ainda se disfarça de mercador itinerante que pretende vender frigoríficos a esquimós durante o inverno.

São crianças não inocentes que procuram replicar o guião dos supostos adversários e brincam com a abjecção sem terem qualquer probidade ou auto controle sobre os significados simbólicos destas imagens.

A subversão espiritual desta imagem mede-se pela sabotagem simbólica de Portugal idealizada pelo grupo parlamentar da agremiação supra citada, que se pode notar na palavra “sucess”.

Uma agremiação político-partidária-corrupta tem vergonha (ou estará a fazer uma sessão de vendas para mercados exteriores vendendo-se como traidora ao dispor dos senhores internacionais…?)  de escrever a palavra portuguesa e com orgulho recorre ao estrangeirismo para parecer moderna. Mercadores de almas e de alfabetos, tudo se vende e tudo se compra. Mais estranho ainda é existirem nesta agremiação negra da morte, inúmeros membros que protestam contra um acordo ortográfico recente, invocando pureza da língua e tradições da terra mas que ficam aqui estranhamente esquecidas.

Escondem algo negro no coração e falam com a língua bifida da serpente…

Na imagem de capa existem máquinas modernaças, palavras chave, lâmpadas no fim da escada, desenhos de construção de rodapés, gráficos sábios, e gatafunhos legíveis indicando o caminho para o paraíso subindo a escada.

O templo está a ser profanado pelos vendilhões. O chamamento é feito aos candidatos a criminosos que querem viver sem empatia. A conspurcação dos mercadores constitui profanação da sociedade.

Hateful to me as the gates of Hades is that man who hides one thing in his heart and speaks another. Homer

Hateful to me as the gates of Hades is that man who hides one thing in his heart and speaks another.
Homer

É um metafórico, simbólico pacto com o Demónio que é exemplificado comparativamente se olharmos para estas duas imagens. Junta-te a nós, candidato débil, de caracter maleável, e coluna vertebral flexível ao vento e terás a tua recompensa divina: alcançarás o sucesso.

Esta ideia é o contrário do verdadeiro sucesso, é apenas um cartaz da Guilda de mercadores para recrutamento de colaboradores. Esta Guilda funciona como empresa de trabalho temporário contratada para exercer triagem sobre os invertebrados sociais que cederam ao medo profundo psicológico que esta sociedade animalizada e corrupta lhes tem para oferecer e unicamente lhes tem oferecido essa dimensão da vida social.  E cuja responsabilidade de ser animalizada recai em grande parte nos membros desta Guilda e nos seus actos do passado.

Esta triagem incentiva os narcisistas, os psicopatas, os sociopatas, os piores de toda a sociedade, a considerarem-se ” aptos” para ” alcançarem” sucesso. Mas isso parece ser o que se pretende: corromper os melhores e os mais sãos e recrutar os piores e os mais alucinados.

Apelam ao nosso pior e incentivam outros pelo mesmo padrão e para o mesmo padrão.

Onde está o benefício para a sociedade destas ideias promovidas pela Guilda psd? Convidar cidadãos a fazer um pacto com o diabo, sem lhes ser dito qual o preço pessoal e individual a pagar, cantar loas aos psicopatas e restantes sub espécies, promover o falso êxito. Qual o preço colectivo a pagar pela disseminação destas ideias antisociais?

Esta Guilda só tem este lixo para oferecer.

Se “negociares” cidadão ( se fores corrupto e invertebrado..) alcançarás o divino (o sucesso) e a tua individualidade ( o teu suposto empreendedorismo) será recompensado com riquezas para lá dos teus sonhos.

Esta agremiação político-partidária-corrupta está a promover a licenciosidade ética, a desarmonia social, a corrupção individual, a política das negociatas, feitas por cunhas, o culto do falso mérito, a gestão de controlos políticos e sociais feita de forma corrupta e promoção de homens de palha para fazerem o trabalho sujo de subversão da decência na sociedade.

Como existem sempre pessoas que tem dificuldades em compreender o que leram, este texto recusa significar apoio a posições religiosas, ou de extrema direita/esquerda, ou ao regime actual.

Hell is empty and all the devils are here. William Shakespeare

Hell is empty and all the devils are here.
William Shakespeare

Cavaleiros de Némesis.

Somos orgulhosos dissidentes do actual regime. O anti-humanismo, em todas as suas formas, será rejeitado. Tudo o que devore o Homem na sua essência é indigno de existir. Recusamos dar guarida a mercadores de almas para os quais tudo é um mercado e onde tudo vendem e tudo compram.

Atravessamos a escuridão por estradas sombrias.

O único verdadeiro lado que existe somos nós.

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A vigília de Némesis

A humanidade tem uma tendência para criar padrões de comportamento. Isto é algo positivo. Foi o que nos permitiu formar o que chamamos “civilização”. Pouco a pouco fomos repetindo padrões que sabíamos que iriam produzir um pequeno efeito positivo nas nossas vidas. Estes padrões foram por sua vez revestidos por uma camada mitológica que nas civilizações do mediterrâneo tendiam para formar uma narrativa de ordem versus caos. Permitam-me um exemplo: Set ameaçava a ordem do Egipto até que os esforços combinados de uma trindade conseguiram restabelecer a ordem das coisas – é o que relata uma versão do mito do assassinato de Osíris às mãos de Set. Após matar Osíris, Set esquarteja o seu corpo espalhando as partes pelo Egipto para nunca poder ser recomposto, Isis, consorte de Osíris, parte na demanda de voltar a unir as partes e é bem sucedida conseguindo ressuscitá-lo; da sua união nasce Hórus que mais tarde, ao atingir a idade adulta, vem a repor a ordem no Egipto depondo o seu tio Set, ainda que perdendo um olho no combate. Este tipo de relato serve para exemplificar a criação de um padrão de restauração. De ordem. Mas, abandonando o Egipto faraónico, no presente estamos presos no padrão inverso, um ciclo negativo de criação de caos que não sabemos inverter.

O caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os Mortos o guardam, até chegar o momento. O caminho está fechado.

O caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os Mortos o guardam, até chegar o momento. O caminho está fechado.

Portugal está entregue ao caos mais profundo que é possível existir, aquele que tolda a mente dos Homens ao ponto de nem o reconhecerem. O caos confundiu as pessoas ao ponto de entorpecer o seu discernimento e fez grande parte de nós esquecer-se de quem somos e, talvez ainda mais importante, quem queremos ser. Há muito que a Irmandade de Némesis alerta para o facto de a política em Portugal já não ser de facto política, mas apenas a mera gestão da sobrevivência das elites. As tribos da direita e da esquerda “digladiam-se” num espetáculo artificial que visa apenas criar diferenças para o consumidor… perdão… o eleitor poder fingir que tem uma escolha. O caos oferece sempre uma miríade de opções na tentativa de esconder que todas elas são igualmente estéreis. É cansativo ver como os senhores deste aparelho decrépito não retiraram lição nenhuma da crescente fragmentação partidária e da indiferença de um número crescente de eleitores. As palavras de ordem repetem-se, as críticas são as mesmas, as peças de teatro parecem ter sido escritas pelo mesmo autor. A única coisa que muda são os nomes que estão de cada lado. Até para o espectador mais desatento isto começa a provocar uma estranha sensação de déjà vu.

O caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os Mortos o guardam, até chegar o momento. O caminho está fechado.

O caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os Mortos o guardam, até chegar o momento. O caminho está fechado.

No essencial o regime está esgotado. E continua esgotado porque o voto é apenas uma ferramenta formal que escolhe candidatos pré-seleccionados e pré-aprovados por quem detém de facto as rédeas deste país nas suas mãos. O cidadão comum continua a confundir o “Estado” com o poder real. Na realidade o Estado tem sido esvaziado progressivamente de poder efectivo. Entre as parcerias que mantém com o sector privado, as cedências de competências indevidas ao poder local e o efeito de erosão da soberania, que são as constantes exigências orçamentais e políticas da União Europeia, sobrou pouco sobre o qual um líder nacional possa de facto ter um impacto significativo. Não que o cidadão alguma vez vá ouvir estas verdades fora deste espaço. Irão explicar-lhe ponto a ponto como estamos a caminhar para um futuro melhor apesar de todos os sinais o negarem. O poder e saúde da nação, tal como Osíris, foram retalhados por aqueles que apesar de possuírem uma pretensão ilegítima ao poder conseguiram apossar-se dos mecanismos de controlo. Não sendo os detentores de direito todos os seus passos e acções espalham mais confusão e miséria, porque em última análise nunca quiseram o poder para algo que não fosse apenas a sua gratificação pessoal.

O caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os Mortos o guardam, até chegar o momento. O caminho está fechado.

O caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os Mortos o guardam, até chegar o momento. O caminho está fechado.

As parcerias com o sector privado serão explicadas como essenciais, apesar dos maus exemplos do passado, pois o Estado não tem o direito de oprimir a economia de “mercado” (falta explicar em que economia de mercado existem rendas garantidas) nem possui recursos para chegar a todo o lado – convenientemente ninguém explica como é que uma organização privada que não tem as economias de escala do Estado e ainda precisa de assegurar um lucro pode alguma vez fornecer um serviço melhor ou mais barato. A elevação do poder local a algo “central para a democracia” será vendido como uma devolução de poder ao cidadão que poderá, conforme as suas necessidades locais definir a alocação de recursos – tapando a sórdida realidade que esta realocação de poderes e fundos afecta essencialmente as máquinas partidárias locais, a arraia miúda e média dos partidos, que são vitais para escolher as lideranças partidárias nacionais (e mantê-las). As exigências europeias, cada vez mais desajustadas da realidade nacional serão promovidas como essenciais para garantir acesso aos mercados, um lugar no palco internacional, credibilidade diplomática, eficácia económica… – tudo o que possa ajudar a centrar a discussão política nacional em detalhes tecnocráticos em vez de questões de fundo sobre dependência e soberania. Sai a facção A, entra a facção B. Sai a facção B, entra a facção C. E assim sucessivamente… todos repetindo ipsis verbis estes pontos. Porque as suas raízes vão todas beber ao mesmo rio poluído que é o regime actual. O caos perpetua-se na ausência de um principio ordenador originador de justiça.

O caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os Mortos o guardam, até chegar o momento. O caminho está fechado.

O caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os Mortos o guardam, até chegar o momento. O caminho está fechado.

Reconhecendo este estado de coisas a Irmandade Némesis empenha-se diariamente em informar os cidadãos (membros ou não-membros) que começam a levantar o véu a esta realidade em decomposição. E em aos poucos criar um caminho de restabelecimento de ordem. É um trabalho ingrato porque as elites, mais que entranhadas, estão enquistadas na realidade social portuguesa. Dominam a produção intelectual, têm fundos disponíveis para comprar e vender a grande maioria dos cidadãos, estão representadas em todos os órgãos com poder neste país. São um polvo que nos sufoca enquanto nação. Asfixiam todos os que não se libertarem da sua dominação. Somos cavaleiros que percorrem estradas sombrias, tentando restabelecer a verdadeira ordem das coisas, sentimos o chamamento do dever e de ideais mais elevados que o mero conforto ou ganho pessoal. Mantemos viva a verdade: que as elites não são as detentoras legitimas do nosso país. Apenas se apropriaram dele de forma violenta conseguindo quase apagar a hipótese de um outro Portugal ser possível e de outra ordem de valores para a vida pública estar disponível para quem souber reconhecer a teia de mentiras que o rodeia, e aceitar o manto de responsabilidade que vem com esse conhecimento. Metaforicamente vivemos no reinado de Set mas mantemos viva a memória de Osíris e guardamos o trono de Hórus até ele o reclamar. Sustentamos o princípio da Justiça num tempo escuro.

NémesisA Irmandade de Némesis mantém a sua vigília e acolhe todos nas suas fileiras!

Manifesto em defesa da banca portuguesa e do interesse nacional

2015-11-25 - rob riemen- 2012

Para que serve um banco?

Nas definições tradicionais plasmadas na economia dos manuais e nos manuais de economia, os bancos são entidades comerciais que emprestam dinheiro e cobram juros. Depois a economia desenvolve-se, (saber qual o conceito de desenvolvimento da economia que é aplicado e se é bom ou mau, parece não interessar… ) os cidadãos enchem-se de felicidade e passam a gostar muito do “regime político português” e continuam a apoiar “isto”.

Nas definições verdadeiras que (quase) todos nós sentimos no nosso dia a dia os bancos pagam impostos com taxas abaixo do legalmente autorizado para o cidadão comum (sendo que as taxas mais baixas de IRC para os bancos foram todas sancionadas favoravelmente pelo “ regime político português”…) e descontentes com tantas benesses (esquemas financeiros em offshores no que ao pagamento de impostos diz respeito) também facilitam conselhos sobre contas e como abri-las em paraísos fiscais para os clientes especiais ($) amigos e das famílias certas.

São os bancos democráticos?

São! Democraticamente colocam familiares, amigos, conhecidos, militantes com cartão de partido do “arco da governação” em lugares nos balcões, no “back office”, nos quadros intermédios, na gestão de topo.
Acaso existam esquecimentos ou falhas na colocação de algum filho família, ou jota partidário o generoso financiamento camuflado ou de forma cristalina e bem visível, das campanhas eleitorais dos partidos políticos assegura a supressão da falha. Subsequentemente, podem surgir, como flores na Primavera, lugares para conselhos de administração de políticos em fim de carreira ou em começo de carreira. Os assessores jornalistas amigos e demais espécies de ténias autóctones com quotas de lugares também ocorrem com frequência.

A decoração bancária é importante comercialmente?

Muito importante! Lugares decorativos servem para políticos e demais fauna associada colocarem as namoradas curvilíneas, siliconadas e geralmente louras platinadas (Embora fêmeas morenas do género ” Milf” ou “Teen” ou faunos homossexuais também possam ter quota atribuída…) Também os jotas com um neurónio e sotaque de Viseu ou de Massamá/Cascais aterram nos balcões em quantidades impressionantes. (Nos últimos anos menos porque o brilhantismo visionário da gestão bancária levou a “imparidades”; uma palavra altamente técnica que significa que geraram a criação de enormes prejuízos devido aos “martelanços” feitos nos balanços conjugados com erros clamorosos de gestão.)

O aprimoramento da decoração bancária não deve fazer-nos esquecer os altos responsáveis do Estado que colocam filhos e enteados, que, desorientados pelos vastíssimos corredores que levam aos gabinetes precisam de indicações paternas e de uma mão amiga lá dentro para os orientar na vastidão das sedes bancárias e nos gabinetes de análise (Os tais gabinetes de análise que falharam todas as análises sobre que opções de gestão tomar para evitar que levassem a “imparidades”….). É daí que vem a expressão popular ”a solidão do Gabinete antes de ser encontrado pelo Jota das cunhas ou pela loura siliconada”.

As boas famílias, as que falam com sotaque e se tratam por “você”, mesmo quando praticam coito em posição de missionário,(apenas para fins reprodutivos), são financiadas com empregos e cargos, (social corruption oblige…) e informação privilegiada. Depois podem “empreender” regularmente na economia porque existe uma “safety net” à disposição baseada na informação premium e nas “ costas quentes” privilegiadas por estas redes de capitalismo comunista para os insiders. Acaso existam esquecimentos ou falhas na colocação, um qualquer alto cargo nomeado para a administração publica em lugar estratégico que sirva os interesses providenciará qualquer coisa gulosa e apetecível, mediante troca de favores a combinar.

O despacho favorável, a legislação a favor, a portaria oportunista com virgulas estratégicamente colocadas, em defesa dos seus próprios interesses são um dado adquirido para as oligarquias.

Dai serem democráticos e estéticos: facilitam tudo o que faz mal à população, à democracia e à sanidade mental geral e fazem-no com estilo decorativo (perverso, mas estilo).

2016-02-07 centros decisao portugal

Qual a conclusão a retirar?

Somos abençoados com a dialéctica simbólica bancária: os bancos do regime quando os partidos políticos chegam ao poder executivo ( ganham as eleições porque foram autorizados e pré escolhidos a chegar ao poder executivo…) são os generosos benfeitores da governação de quem esteja de turno.
Quer directamente, via doações obscuras para as campanhas eleitorais, quer indirectamente via concessão de “credito financeiro” aos governos que estão a ocupar o turno (comprar divida publica, isto é, emprestar dinheiro ao Estado sem que exista racional económico para o fazer insere-se nesta lógica de corrupção…e compra..e troca de favores…)

A dialética é simples: a população perde, os parasitas ganham.

Há mais centros de distribuição de migalhas sem ser os bancos?

Nesta primeira divisão de armas económicas os bancos e respectivas empresas associadas reinam. Nas restantes divisões surgem depois as empresas do regime, monopolistas, ou semi monopolistas ou oligopolistas ou comunistas chinesas que ofertam prebendas, via troca de favores não escritos aos partidos do arco da governação e a todos os parasitas que gravitam ao redor. Esteticamente, as portas giratórias por onde ex-políticos profissionais, amadores, em estágio, ou das juventudes partidárias circulam num fluxo continuo que quase nos parece ser um ballet Bolshoi político em movimento, são lindas.

São lindas para quem aprecia. Não é esse o caso da Irmandade de Némesis.

Quais as doutrinas a seguir?

Não cabendo aqui discutir se o capitalismo é ou não um sistema válido a manter, deve-se referir que “este” capitalismo português é tudo menos válido. Aparentemente é um capitalismo de Estado tal como as facções neoliberais portuguesas pertencentes à tribo da direita política vomitam sem cessar, afirmando que deve ser terminado (e depois como é que essas facções ganhavam dinheiro fácil e adquiriam poder…alguém já explicou isto a estes pobrezinhos de espírito?), mas na realidade é um falso capitalismo.

É um capitalismo de marca branca e das péssimas fabricada em sweatshops do Bangladesh ou do vale do Ave, em que o capitalismo português/oligarcas e elites se tornaram parcialmente donos do Estado e apenas o usam em função dos seus próprios interesses.

realidade - coincidencia

E os clientes comuns da Banca , como são tratados?

São muito bem tratados! Quando os Bancos querem ganhar mais dinheiro de forma ilegítima e a-capitalista (para colmatarem os inúmeros erros de gestão e pagar as comissões aos parasitas oriundos das famílias amigas do costume…) abusam dos seus clientes criativamente inventando taxas, comissões, serviços a serem cobrados, preçários ultra elevados, portagens e restrição de direitos de acesso à compra de produtos, serviços ou negócios ,e/ou ameaçando e executando penhoras sem qualquer contemplação comportando-se em geral como um extorsionista de tipo mafioso.

E em matéria de concorrência comercial e regulação?

Pedem  Exigem ao Regulador servil, serventuário e geralmente rastejante (que já trabalhou na banca ou espera vir a trabalhar, ou tem amigos, filhos, parentes, fêmeas siliconadas aparte, a colocar, ou montes alentejanos debaixo de olho) que feche os olhos acaso exista alguma concorrência externa. Daí o mercado bancário ser objecto de constantes fusões entre players,sem veto dos reguladores…quando existem análises às posições de mercado dominantes é sempre aviado um “estudo técnico” que valida a fusão. O consumidor/cidadão perde a seguir.

Acaso o poder político de turno tenha um arroubo testicular momentâneo e decida aplicar regras mais duras e justas surge o acto de carpir.
Nas raras ocasiões em que isto acontece carpideiras do jornalismo e das empresas do regime num ritual retórico semelhante a uma missa irrompem pelas procissões de banqueiros que estão em movimento para irem carpir ao santuário mais próximo e numa união de facto todos se movem (uns fisicamente, outros a aviar propaganda na imprensa mainstream do regime…) em direcção ao sitio onde supostamente existirá um governo português. A expressão ”em defesa da manutenção em Portugal dos centros de decisão“ é sussurrada em uníssono, com fervor missionário.

Posteriormente, nada ilustres banqueiros com ar sério dirigem-se às massas ignaras em conferências de imprensa repletas de jotas do jornalismo ou louras siliconadas do jornalismo (também há quotas para morenas siliconadas e faunos homossexuais…mas em menor numero)  e explicam-lhes que os arroubos testiculares momentaneamente demonstrados pelo poder político são muito maus. Depois ameaçam com medo e insinuam que as contas dos particulares estão em perigo de serem saqueadas “por causa da perda dos centros de decisão nacional”. O resto das empresas de regime, nos dias e semanas seguintes, carpem a seguir, em uníssono, com fervor missionário “Em defesa da manutenção em Portugal dos centros de decisão”.

2016-02-08 centros decisao nacional- fim esta proximo

E fiscalmente?

Quando, no meio de tanta incompetência e má fé por parte dos bancos há erros fiscais que prejudicam os sacrossantos acionistas dos bancos (e os incompetentes ceo´s e equipas de gestão mais os seus bónus anuais generosos…) impedindo-os de ganhar 1000 e apenas fazendo ganhar 999, requerimentos chorosos são apresentadas nos lugares respectivos, e surgem despachos milagrosos que concedem isenções para, dessa forma, existir um regresso aos números dos lucros protegidos.

É a banca um sector protegido?

Obviamente! É artificialmente protegida da ira da população que é oprimida sistematicamente sobre este assunto, nada fazendo ou dizendo (até ficar sem dinheiro nas contas porque alguém da administração as mandou congelar roubar, para pagar os gigantescos erros de gestão dos ceo´s- são as imparidades…) e é protegida também pelo facto de os nossos políticos (quase todos no bolso de alguém ou apenas muito estúpidos – só há duas hipóteses aqui…) confundirem os interesses da banca com os interesses nacionais.

A governação imbecil dos últimos 200 anos ( pelo menos)

“Depredadores do universo, e porque tudo falta a quem devasta, agora esquadrinham terra e mar; ávidos se é opulento o inimigo, sobranceiros se pobre, nem o Oriente nem o Ocidente os podem saciar; são os únicos a desejar com igual paixão riquezas e pobreza. Pilhar , trucidar, roubar tomam eles com o falso nome de governo e chamam paz à solidão que criam.”

Tácito, Agrícola

Com optimismo na alma devemos considerar que em Portugal os últimos 200 anos (pelo menos) tem sido caracterizados por uma governação profundamente imbecil.

Nestes 200 anos, 3 regimes políticos diferentes, mas todos igualmente cretinos, tem sido geridos desde as sombras mais negras pelas oligarquias e pelas elites que são regularmente arrotadas cá para fora pelas oligarquias visando convencer a população, que supostamente existirá alguém a navegar este barco encalhado em que Portugal se metamorfoseou.

Esta lamentável situação para as pessoas decentes e feliz situação para os oligarcas, tornou necessário perceber que as populações estão desencorajas e desiludidas, alheadas e formatadas nesta coisa vagamente gelatinosa, em estado gasoso, no que este simulacro de país está transformado.

Parece demasiado pessimismo e “Doom and Gloom”? Então escreve-se antes “realismo”, mas o realismo, tal como o Keinesianismo parece ter sido proibido ou considerado obsoleto…

Geração após geração e regime após regime, verificamos que a corrupção e os pagamentos feitos a diferentes forças políticas e sociais, todas diferentes e todas iguais  e atravessando diferentes eras históricas, continuam em força e sem aparente data designada para terminar.

As grandes corporações dos grandes sectores industriais e comerciais, de suposta nacionalidade portuguesa ( ao que parece o capital não tem pátria, excepto quando é para vender num local e pagar impostos noutro mais agradável) ou não portuguesa continuam a subornar ou directamente ou através de isenções agradáveis que obtém dos poderes públicos e dos interesses privados que fazem sexo com os poderes públicos e que são devidamente domesticados e convenientemente oleados.

Ironicamente, uma pessoa da oligarquia até dirá que sente a alma lavada de fresco quando cheira a corrupção e a podridão deste sistema.

GENERAL ALCAZAR - CORONEL TAPIOCA

Perante tão lúgubre inicio deste texto, a dúvida levanta-se.

Pode o próximo general Alcazar ou o próximo coronel Tapioca ser algo de diferente do que o anterior Tapioca ou o anterior Alcazar?

Pode-se confiar que um qualquer destes dois personagens (neste contexto são metáforas…) não seja como o anterior e respeite os seus eleitores fazendo o que é certo fazer-se ou pelo contrario irá acomodar os interesses das multinacionais e das nacionais?

Pode-se confiar que um qualquer destes dois personagens não seja como o anterior e respeite os seus eleitores evitando entrar no cargo público/sinecura privada pobre ou remediado e saindo milionário e rico?

Se isto fosse comércio e estivéssemos dentro da mentalidade comerciante a escrever este texto, afirmaríamos que existe uma alternativa mais rápida: saltar-mos de intermediários e passarmos directamente aos oligarcas para assim percebermos exactamente o que é que estes escroques ilegítimos querem e recusar-mos (obviamente demitimo-los da posição de oligarcas que ocupam) a dar.

Como isto não é comércio, deveremos perguntar o que deveremos fazer?

Afundar-nos no cinismo e na misantropia suave e cheia de desespero?

Ir votar como eleitores bem comportados que julgam, por o fazer, estar a acreditar no sistema e a contribuir para o melhorar?

Ir votar apenas com os nossos pequenos e estreitos interesses em mente esquecendo qualquer quadro global e as consequências piores para nós e para terceiros a longo prazo?

O esquecimento de qualquer quadro global irá originar um inevitável retorno da injustiça e da repressão e deveremos aceitar isso?

Esquecer gerações vindouras visando apenas  objectivos de curto prazo?

Deveremos adoptar um egoísmo total, conjugado com raiva como forma de vida?

Recusar pensar e apenas seguir ordens por mais injustas ou amorais que sejam?

Os guardas dos campos de concentração parece terem optado por este caminho e quando questionados acerca do porquê, apenas responderam que seguiam ordens dadas…

2015-11-25 - rob riemen- 2012

As oligarquias e as elites de poder desejam a materialização do acima escrito.

Impõe-se a pergunta. Vamos dar-lhes o que desejam?

Alternativamente também podemos auto designar-nos como especiais de uma marca especial – um desporto que as elites e os oligarcas que as controlam muito acarinham e com o qual enganam o país gelatinoso.

Como seres “especiais” com um destino mitológico especial definido pelas oligarquias escusamos de nos preocupar com estas ligeirezas acima escritas…

O caminho está aparentemente à nossa frente.

A encruzilhada é simples:

Seguir o caminho das elites e das oligarquias de nacionalidade portuguesa (ao que parece o capital não tem pátria, excepto quando é para vender num local e pagar impostos noutro mais agradável) e seguir as ordens deste plano quinquenal oligarco-elitista privado corporativo-estatal;

ou sair desta lógica e recusar alimentar fontes de poder oligárquicas.

Os membros da Irmandade de Némesis saíram desta lógica.

Estamos fartos de Alcazares e Tapiocas.

«(…) só apoiaram o regime aquelas forças que nunca apareceram na cena política… mas estiveram sempre por trás dela?
Essas mesmas forças que beneficiaram com o chamado corporativismo, traduzido do italiano: aquelas forças que, no campo económico e financeiro, engordam enquanto o povo emagrece: o alto capital, a Finança internacional.
A Igreja e o exército foram os seus instrumentos. Mas só essas forças podiam ser o verdadeiro aliado de Salazar. Por isso, enquanto só o temor às retaliações tolhe ainda o exército e a Igreja parece ter-lhe tirado inteiramente o seu apoio, o regime continua “inexplicavelmente” de pé.
“Inexplicavelmente” para quem ainda não se deu ao trabalho de verificar quem são na realidade os donos de Portugal…»

Adolfo Casais Monteiro

A degradação da população portuguesa – 3/3

A missão:

As elites políticas, sociais e económicas portuguesas já degradaram a população e alteraram os padrões do que era considerado ” fazer algo em sentido próprio”; antes negativo, agora legitimado como positivo.

O que pretendem atingir:

Pretendem criar uma percepção colectiva nova em que agentes públicos ou privados possam agir em interesse próprio sem que existam quaisquer limites éticos ou morais e isso seja aceitável numa sociedade e que isso é considerado justiça.

Como o fazem:

O canal privilegiado usado para o fazer são as práticas das empresas privadas que subverteram o Estado. A lenta equiparação de funcionários públicos a funcionários privados. Inexistência de censura social ou profissional a quem aja apenas em interesse próprio, mesmo que prejudique toda a comunidade.

Qual é o conteúdo:

As normas sociais e as regras profissionais são alteradas e as lógicas de funcionamento internas das empresas e do Estado são subvertidas. O sentido e o conteúdo do que é “competência” e “profissionalismo” é  alterado e competente/profissional passa a ser quem obedece e quem fecha os olhos ou quem ” optimiza” recursos.

Quem executa o trabalho sujo:

A promoção desta nova percepção é feita pelos courtiers de serviço. Os beneficiários são os gestores “modernos”.

11 - 07 - 2015 degradacao pop portuguesa - cartaz 3

(1) As quebras de normas sociais e como estas são reclassificadas pelas elites para servirem os seus propósitos.
(2) A falta de profissionalismo generalizada.
(3) A ascensão dos interesses em sentido próprio nas profissões de topo na sociedade portuguesa.

HOJE: A ascensão dos interesses em sentido próprio nas profissões de topo na sociedade portuguesa.

Quer a quebra sistemática e propositada das normas sociais, quer a implementação da estratégia de falta de profissionalismo (afirmadas em dois textos anteriores) geraram efeitos negativos em todos os estratos da sociedade.

Um dos sub produtos dai derivado desenvolveu-se num dos ambientes menos próprios e menos aconselhados para se desenvolver; a gestão de topo.

Toda a gestão de topo em grandes empresas, quer em escala, quer em influência, ou nas empresas médias que influenciam mercados de produtos específicos ou regionais, descobriu que eram inexistentes quaisquer obstáculos de tipo social ou profissional a que se pudesse fazer o  mesmo que tinha começado a ser feito noutros países; a definição da sua própria remuneração sem qualquer restrição nem qualquer correlação com o que acontecia na restante sociedade e conseguiu  impor essa lógica “como poder”.

Uma censura social poderosa definhou, primeiro, e tornou-se inexistente, depois (devido a quebra de normas sociais, que criticavam fortemente estes comportamentos…) ajudando a abrir caminho a que a cultura do profissionalismo passasse a ser considerada indiferente (a sua existência ou não). O resultado passou a ser a atitude de rédea livre dos gestores de topo no seu posicionamento nesta sociedade.

A invocação semi mística de serem possuídos  de “privilégios simbólicos especiais” gerou a promoção da cultura da remuneração apenas em interesse próprio cada vez mais desproporcional em relação aos reais resultados das empresas ou dos interesses colectivos da sociedade. Ou a acrescentarem “fringe benefits” ao pacote remuneratório

Este novo ambiente (durante os últimos 30 anos tem sido isto) de licenciosidade disfarçou-se de mercado livre e de inovação modernista. Verdadeiramente é um golpe de estado social, económico  e profissional sempre baseado em abstrações e mentiras generalizadas. Esta nova “ordem” subverte os princípios da economia de mercado que estes novos deuses em beneficio próprio dizem defender.

A população portuguesa sem ancoras ou pontos de referência assentes nas normas sociais que (antes) a defendiam, falhou em perceber que as novas “regras sem regras” eram apenas maleabilidade indiscriminada disfarçada de modernismo, e aceitou alegremente ou descuidadamente este jogo. Auto corrompeu-se mediante a promessa de que os benefícios materiais dai decorrentes compensariam a falta de ancoras sociais claras e justas.

Chegámos a 2015. A população obteve traição económica, perdeu ancoras sociais e tem que suportar a falta de profissionalismo em todos os sectores da sociedade. Para já, os   insiders ganharam um jogo que já tinha sido decidido antecipadamente.

Como exemplo, olhe-se para o Estado. Antes, no sector público, o gestor público geria a empresa estatal e, quer a gerisse bem, quer a gerisse mal, era politicamente “transferido” para outro sector público para continuar a gerir bem ou mal outra empresa, aquando da próxima mudança eleitoral. Esta era a forma de controlo e definição da sua própria remuneração e compensação; isto quando ainda existia sector público.

Actualmente, no sector privado, por detrás do manto da retórica falsa do “mercado” como ajustamento da oferta e da procura e demais banalidades dos gurus da gestão o jogo é um de monopolios privados e de mercados lucrativos apenas acessíveis aos “escolhidos”. Os “escolhidos” gerem genericamente mal, no privado, (há excepções, mas são poucas) mas legitimizaram-se como sendo apenas a única alternativa que dizem ser a que existe.

Resultados? Monopólios e constantes aumentos dos pacotes remuneratórios dos gestores de topo (decididos pelos próprios) para níveis impensáveis há 3 décadas atrás em termos de proporcionalidade entre o empregado da empresa que menos ganhava e o gestor que mais ganhava.

Esta “diferenciação fabricada por golpe de estado económico” é o maior exemplo da desigualdade. O estilo de vida tendencialmente baseado nos reis e plutocratas, é aquilo que se pretende impor para um número reduzido de pessoas. São exemplo, os políticos e membros da administração que se retiram de “funções publicas” e passam depois a exercer cargos em sinecuras privadas corporativas criadas à medida e que, curiosamente, tem actividade nos sectores onde legislaram.

Em empresas privadas o mesmo acontece, mas com outras nuances, tais como a permissão de várias pessoas serem administradoras de inúmeras empresas ao mesmo tempo.

Tudo normal, não se passa nada.

“You wear a mask for so long, you forget who you were beneath it.” ― Alan Moore, V for Vendetta

“You wear a mask for so long, you forget who you were beneath it.”
― Alan Moore, V for Vendetta

Os comportamentos indignos das chamadas classes altas auto espalharam-se para dentro de si e para fora. Todas as outras classes em Portugal  que não tem dinheiro ou posição para viver desta maneira copiam as mesmas quebras de ética, moral, esperando pela mimetização chegar a “sitios” e aceitam  viver debaixo deste mundo onde são os maiores prejudicados.

Este totalitarismo invertido faz com que quem não tem posição ou dinheiro limpo comece a achar que ser corrupto e desonesto é que é ser honesto e sério.

A inversão de valores começa a ser perigosa e definida.

Se um pardieiro decide ser um pardieiro, mas as elites lhe mudam a mensagem e passam a dizer-lhe que deve ser um protectorado bem comportado, o nível de autoestima das pessoas desce para as profundezas e o problema só aumenta.

A tribo da direita política critica as inevitáveis vitimas deste sistema dizendo que a culpa é delas, ou ignora-as prestando-lhe assistencialismo de sobrevivência (compra-lhes o silencio, retira-lhes direitos políticos  e lucra financeiramente no processo). Em paralelo defende que quem ganha com trapaças é um herói e é assim que deve ser.

A tribo da esquerda política aceita a existência de vitimas deste sistema, dizendo-lhes que a culpa delas apenas será remível através de crescimento económico e fé em nada tangível, prometendo a libertação futura da opressão, mas apenas desde que confiem na aristocracia de esquerda e a apoiem ( um quid pro quo incompetente e corrupto, que compra o silencio futuro, retira os direitos políticos do presente e lucra financeiramente no processo). Em paralelo defende que quem ganha com trapaças é um acidente e quando existem acidentes nada se deve fazer, foi uma inevitabilidade.

Pessoas sem dividas: os piores inimigos da tirania e do Status Quo

 Umberto Calvini: [In explaining the “true” nature of banking in the world] The IBBC is a bank. Their objective isn’t to control the conflict, it’s to control the debt that the conflict produces. You see, the real value of a conflict, the true value, is in the debt that it creates. You control the debt, you control everything. You find this upsetting, yes? But this is the very essence of the banking industry, to make us all, whether we be nations or individuals, slaves to debt. 

A maquina de criação de conflitos artificiais assentes em pressupostos sociais e económicos requer que os cidadãos sejam escravos de dividas.

Consequentemente, qualquer cidadão que recuse ter dividas, isto é, que tenha uma política de convicções pessoais assente nesse principio, independentemente do sacrifício pessoal ou familiar que tenha que sofrer, faz com que, através dessa atitude, toda a maquina de criação de divida passe fome.

Ficam impossibilitados de controlar a divida e de controlarem tudo a ela associado.

Queremos mesmo, enquanto sociedade, permitir que forças sinistras criem conflitos para melhor controlarem a divida dai resultante e depois oprimirem-nos?

Inversamente, qualquer cidadão que tenha dividas, está a alimentar a maquina de criação de divida e a ser por ela controlado. Os seus direitos cívicos e políticos são postos em causa e negados. O controlo exercido sobre uma percentagem de cidadãos limita indiretamente a liberdade dos outros cidadãos que não estão debaixo de divida.

Todos perdem.

Queremos mesmo, enquanto sociedade, permitir que forças sinistras promovam a divisão social e económica, atacando a democracia, e neguem “por associação” de quem não tem divida a quem tem divida; os direitos de todos os cidadãos?

O cidadão que recusa ter dividas, esse “Ser estranho e inquietante”, segundo o paradigma vigente considera a divida como algo que nunca quer ter, ou caso a tenha,(hipoteca de casa onde vive, por exemplo) pensa sempre nela como um pequeno mal necessário.

A ser reembolsado  o mais rapidamente possível e com a menor transferência de dinheiro em penalizações (juros) possível para as entidades parasitas, as mesmas que tem trabalhado para organizar a sociedade desta forma iníqua.

Os cidadãos livres de dividas são criados pelas seguintes condições.

Razões culturais e familiares – pessoas cujos valores culturais e familiares abominam a ideia de pedir dinheiro emprestado e pagar juros de divida.
Razões de memoria e historia pessoal – pessoas que no passado já pediram dinheiro e ficaram negativamente marcados pela experiência que juraram nunca mais repetir.
Razões ideológicas – pessoas que encaram a divida como um instrumento opressivo, que favorece o atual status quo económico e social iníquo, interpretam a situação percebendo que a cultura de lançamento de créditos (divida) sobre a sociedade é uma arma camuflada de repressão e de opressão, de controlo e de exploração.
Razões de aquisição patrimonial e zero risco – pessoas que percebem que pagar divida e deixar de ter divida é a forma mais fácil de ganhar uma vida de zero risco financeiro e obter  retorno financeiro com o próprio dinheiro.

“[Credit is a system whereby] a person who can't pay, gets another person who can't pay, to guarantee that he can pay.” ― Charles Dickens, Little Dorrit

“[Credit is a system whereby] a person who can’t pay, gets another person who can’t pay, to guarantee that he can pay.”
― Charles Dickens, Little Dorrit

Quando paga 12% de juros pelo simples uso de um cartão de crédito ” oferecido” (o presente envenenado) por uma entidade financeira isso constitui o equivalente a que 12% do seu rendimento seja desviado para alimentar os parasitas do sistema e do status quo.

(Note-se, aliás, que há uns anos atrás, a taxa de juro era de mais de 30% e nunca se podia baixar, porque, garantiam os ” especialistas” que louvam este sistema, só assim se poderia cobrir os custos e gerar lucros. Com a recente crise o nível da parasitagem baixou,mas continua a existir).

Então, coloca-se a questão.

Porque é que os cidadãos livres de dividas não são louvados como exemplo a seguir?

Apresentar cidadãos sem dividas como sendo bons exemplos e como o comportamento a seguir, corta o “fluxo“ de bons relacionamentos entre a imprensa financeira mainstream e corta os lucros de toda esta gente.

Existem muitas canetas de aluguer à solta, muitos ventríloquos a fazer eco das mensagens que lhes são pagas, em géneros ou em dinheiro, que louvam os benefícios de se pedir dinheiro emprestado.

Dito de outra forma.

Como podem os bancos comerciais e outros parasitas financeiros fazer dinheiro com quem não pede empréstimos?

Não podem.

Esse é um dos problemas centrais por detrás da exigência absurda de que se mantenham as teorias da austeridade a funcionar – com o correspondente serviço de divida

O atual sistema, o status quo que está em vigor é mantido contra todas as razões lógicas para tal, mas para ser mantido tem que viver da divida extraída dos servos da divida  estes são na sua quase generalidade os cidadãos.

Os lucros da manutenção deste sistema parasítico e absurdo são posteriormente reciclados e reentram no sistema para beneficio ilegítimo dos próprios e aumento do seu poder e riqueza, e servem, adicionalmente, para pagar aos micro exércitos de lacaios  e sequazes – a comunicação social, academias e Universidades e demais lacaios que argumentam e defendem o reforço do poder dos bancos e dos derivados tóxicos deles.

Acaso se fale em reestruturar a divida. Em deixar de pagar, em mudar o sistema. Quer-se mesmo fazer isso?

Admitamos que sim, que a generalidade das pessoas quer fazer isso.

Uma das soluções poderosas para o fazer é ficar fora do esquema de dividas. Não pedir dinheiro emprestado e pagar as dividas que se tenha o mais depressa possível.

Em Portugal, as tribos políticas da esquerda e da direita, nunca falam deste assunto.

Retire-se conclusões em relação ao porquê desta “omissão”…

“In fact this is precisely the logic on which the Bank of England—the first successful modern central bank—was originally founded. In 1694, a consortium of English bankers made a loan of £1,200,000 to the king. In return they received a royal monopoly on the issuance of banknotes. What this meant in practice was they had the right to advance IOUs for a portion of the money the king now owed them to any inhabitant of the kingdom willing to borrow from them, or willing to deposit their own money in the bank—in effect, to circulate or “monetize” the newly created royal debt. This was a great deal for the bankers (they got to charge the king 8 percent annual interest for the original loan and simultaneously charge interest on the same money to the clients who borrowed it) , but it only worked as long as the original loan remained outstanding. To this day, this loan has never been paid back. It cannot be. If it ever were, the entire monetary system of Great Britain would cease to exist.”
David Graeber, Debt: The First 5,000 Years

Empresas e corporações (Tpp) vs nações e nacionalidades

I know not with what weapons World War III will be fought, but World War IV will be fought with sticks and stones.

Albert Einstein

A antiga frase de Albert Einstein durante muitos anos foi considerada como sendo a teoria principal que explicava o que sucedia após uma terceira guerra mundial.

A frase servia também de aviso para o perigo da guerra, por esta se ter tornado tão destrutiva e capaz de aniquilar todos os avanços civilizacionais da raça humana.

Tendo em conta que as guerras tem sido travadas por nações e pelos seus respetivos exércitos, o nacionalismo tem sido condenado como sendo a principal ideologia responsável pelas guerras.

Comercialmente falando, as guerras são más para o negocio, exceto para as especificas industrias que delas naturalmente beneficiam. E como as populações detestam guerras (obviamente) estas tem assumido uma natureza coberta e o novo tabuleiro de batalha é o campo económico.

Um dos vários porta aviões de combate da guerra económica é o FMI. Os recentes empréstimos feitos à Ucrânia, bem como a outros países, tais como Portugal, (aqui disfarçados de matrioskas, com um rotulo por fora a dizer “Troika” ) vem acompanhados de regras ditatoriais de cumprimento e impõem  punições aos devedores.

A nova face moderna da guerra são as corporações e as empresas multinacionais, a sua invasão da esfera de soberania dos estados e das nações e a tentativa de impor “regras e condições”.

É acertado dizer que são uma ameaça muito mais perigosa que uma ameaça militar direta. As corporações já possuem vastos territórios, ( uma base de poder que possibilita  construir uma ainda maior base de poder) dominam as regras financeiras e legais e de forma transnacional.

The only difference between the Republican and Democratic parties is the velocities with which their knees hit the floor when corporations knock on their door. That's the only difference. - Ralph Nader

The only difference between the Republican and Democratic parties is the velocities with which their knees hit the floor when corporations knock on their door. That’s the only difference. – Ralph Nader

Os nossos queridos políticos, a nossa classe dirigente, a nossa magnifica elite de poder, fecha os olhos à ameaça, ocupada que está a decidir qual o suborno a aceitar por parte das leiloeiras corporativas.

Muitos dos nossos políticos e tudo o que gira à volta omitem, mentem, desviam o olhar, uma medida da cobardia deles e de como se venderam.

As sombras que os controlam e subornam mudam de posição apenas para os deixarem com o incomodo papel do bode expiatório

A nossa querida imprensa, os meios de comunicação social, estão demasiado ocupados a serem comprados pelas corporações.

Estas, mal adquiriram o produto emitem as ordens.

E as ordens são o aumento de lixo desviante com o qual se pretende ocultar a verdade às ainda massivas audiências que tem sido ensinadas a perceber algo de acordo com a falsidade que viram na televisão,ouviram no rádio ou leram no jornal.

Queremos mesmo aceitar viver debaixo de tanta iniquidade e da tirania destas forças corporativas?

Em Portugal, desde a década de 70/80 do século 20 tem sido preparado o assalto e a subversão das poucas coisas positivas que um alarido pseudo institucional ocorrido no dia 25 de abril de 1974 trouxe.

Antes era a repressão, pura e dura, como tinha sido durante os últimos 500 anos pelo menos, repressão essa exercida pelos ” overlords” incompetentes e maníacos que dominaram este sitio.

Uma breve luz de abertura surgiu por essa década com todos os defeitos, mas surgiu, e as forças das trevas trataram logo de a tentar apagar e asfixiar.

As vitimas escolhidas são de novo as mesmas, mas desta vez, a face dos opressores esconde-se por detrás das empresas e corporações.

Acordos económicos e comerciais assinados sempre em beneficio das corporações.

Um coro de peões lacaios e vendidos recita a poesia suja da obrigação do cumprimento.

Os efeitos económicos desastrosos ocorrem no tecido económico do pais e nada se passa, pretende-se privatizar escolas, saúde e segurança social apenas para maior gloria corporativa e nada se passa.

O discurso ” social”, a narrativa das pessoas foi moldada de acordo com as tretas neo corporativas empresariais. Tudo aparenta ter um preço  e é a “linguagem do preço”, ao invés da linguagem dos cidadãos, é a que se pretende aplicar pela força se necessário.

“In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.”

“In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.” – Adam Curtis

A “tribo da esquerda política”, a auto denominada campeã dos fracos e dos oprimidos, promove o “não debate” sobre estes assuntos. Todos os conflitos são formais e simpáticos(veja-se o caso das audiências do BES em que  o putativo criminoso responsável foi tratado como um gentleman que cometeu uma indiscrição, apenas…), e a consciência coletiva do que se está a passar tem sido mandada para debaixo do tapete.

A “tribo da esquerda política”, campeões auto nomeados em defesa dos valores da decência, abandonaram essa luta e, lentamente como uma esponja, absorvem os valores das corporações, a ganância, a não responsabilização das gestões de topo.

Adotaram a linguagem e permitiram ao longo dos anos que os valores legais e constitucionais tenham sido torpedeados pelos interesses ilegítimos das corporações.

Toda a classe dirigente, toda a estrutura de poder neste país, tem permitido que a nossa soberania, a do país e a dos cidadãos sobre o país e sobre si próprios, tenha sido sabotada, minada, descredibilizada.

Valores éticos ( os poucos que existiam, mas existiam) tem sido atacados e pulverizados, a nossa cultura, ( nunca foi grande coisa, mas enfim) tem sido ensopada em pseudo valores oriundos de fora

Espera-se a destruição de valores éticos que se oponham a ganancia , vinda da tribo da direita política, genericamente cheia de traidores, incompetentes e vendidos.

Já da tribo da esquerda política espera-se que a sua base de votantes se oponha aos desmandos feitos em seu nome pelos campeões individuais auto nomeados pela tribo.

Estamos sentados à espera. Godot, volta que estás perdoado.

 A próxima e grande batalha económica é a aplicação e aprovação ou não do tratado “parceria transatlântica” vulgo TPP ou TIPA.

Um conjunto de legislação desastroso e tirânico que destruirá não deixando pedra sobre pedra, um país como Portugal.

Obviamente qualquer pessoa decente terá que ser oposição a esta forma de instituir a tirania económica.

Para fazer tal, no entanto, temos  – os que se querem opor a isto – que evitar pensar que isto é apenas mais uma medida.

Torna-se necessário reconhecer o que esta em jogo.

A nossa classe dirigente decidiu capitular e decidiu neste como noutros assunto vender o país, com a população dentro dele, as corporações e empresas multinacionais.

Foram bem pagos para isso.

O enclave a Irmandade de Némesis recusam capitulações.

Estaremos sempre cá após as tempestades.

Declaração de interesses: a palavra nacionalismo aparece escrita várias vezes neste texto. Apesar disso, a irmandade de Némesis, recusa qualquer rotulo de defesa da extrema direita e das suas posições, bem como da extrema esquerda e da suas posições e de todos outros que apelem a forças nacionalistas de qualquer espécie para salvar a pátria.