A migração dos refugiados sírios

Estamos no final de 2015 e o império central alemão decidiu fazer compras.

Adquiriu um aditivo económico para a sua sociedade. O nome do aditivo económico chama-se ” refugiados migrantes sírios”. O aditivo vem embalado em doses de um milhão de pessoas, embora o Império central alemão só deseje usar 80% da embalagem.

Aos 80% da capacidade foi dada a ordem de parar. Tal como um comboio em movimento não pára imediatamente quando são acionados os travões também um aditivo económico sob a forma de migrantes sírios não pára imediatamente de chegar e deverá ultrapassar a estimativa de carga prevista.

E o orçamento de um milhão cumpre-se.

Quem paga os custos de transporte?

Parece ser fácil de acreditar que simples migrantes pobres de um país em guerra reúnam as quantidades de dinheiro necessárias para fazer tão perigosa e longa viagem, mas que importa: o drama é televisionado.Tem sido vendido como um processo orgânico organizado pelos próprios migrantes, uma espécie de empreendedorismo orgânico com raízes populares…

A população alemã tem uma idade média de 46 anos. Pior, só o Japão. O céu é azul, o sol nasce e este admirável milagre surge: um influxo de um milhão de pessoas para aditivar a economia do império central alemão (e ajudar a baixar a média etária da população).

Provérbio alemão : Small saints too work miracles.

Provérbio alemão : Small saints too work miracles.

Qual é a posição dos restantes micro impérios europeus?

Os restantes micro impérios europeus ficaram surpresos com o descaramento económico aditivado dos alemães, especialmente a França e a Inglaterra dado que são uns dos principais criadores e incentivadores da confusão na síria.

Forçados pelas circunstancias decidiram, a contra gosto também receber umas gramas de aditivação económica (depois de, no caso inglês, terem inicialmente recusado…) e organizaram um sistema de quotas para distribuir as sobras do aditivo pelos restantes países que fazem parte do império central europeu.

Qual é a posição dos micro estados vassalos que fazem parte do Império central?

Os restantes micro estados vassalos dividem-se em duas categorias: os que estão em rota geográfica directa para a Alemanha e as republicas oligárquicas das bananas como Portugal.

Os que estão em rota directa ficaram furiosos com tudo isto e tentaram bloquear a passagem dos aditivos sírios por razões óbvias de custos próprios, segurança,diferenças fundamentais religiosas, etc.

A republica oligárquica das bananas vulgo Portugal pôs-se em bicos de pés e exige também capitalizar esta situação mostrando querer a sua parte (seja ela qual for). Que venham, dizem os corajosos portugueses, porque as elites portuguesas (entendidas no sentido mais depreciativo do termo) estão paralisadas de medo com a demografia portuguesa.

Criaram uma sociedade oligárquica e iníqua semelhante à anterior ditadura (as excepções são eleições com candidatos pré definidos e escolhidos pelas oligarquias e pouco mais) e agora admiram-se pelos resultados que criaram. Colocada em situação de incapacidade para conseguir obter rendimentos que lhe permitam encetar projectos de vida decentes, a maior parte da população tem que escolher não ter filhos ou emigrar.

Esta é a solução das elites oligárquicas que é a solução dos traidores abjectos: “importar activos”, prometer condições e postos de trabalho que não são oferecidos a quem cá está  e promover activamente a discriminação.

Porque é que esta ideia é imbecil?

A imbecilidade desta ideia é simples: integrar muçulmanos é algo de impossível.

Como se engana as populações com a ideia da importação de aditivos económicos humanos?

Por um lado afastam a contestação da população europeia a eles mesmos, tornando-se “úteis”. Importa-se um potencial perigo e a população europeia convence-se que precisa dos actuais políticos e dos actuais regimes sociais para os defender do perigo – estes migrantes.

Cria-se um problema artificial e depois oferece-se a “solução para o problema que se criou. O “problema económico interno” derivado de uma economia que não cresce será “resolvido“ chamando” migrantes e autorizando-os a virem.

Quais são as posições oficiais das tribos da esquerda política e da direita política?

Patéticas, demagógicas e oportunistas.

A tribo da esquerda política faz a sua demagogia costumeira afirmando que todos os que queiram vir devem vir e serem sustentados, hipocritamente sabendo bem que isso é impossível, mas assim colocam no “tribunal da opinião pública” preocupações táticas e estratégicas na outra tribo.

A tribo da direita política faz a sua demagogia costumeira manifestando-se compreensiva com a situação e prometendo aceitar emigrantes desde que com quotas estabelecidas e sendo despachados para todos os lados da Europa.Secretamente deseja imigração porque isso permite esmagar ordenados, e assim agradar à oligarquia empresarial que faz de proxeneta privilegiada da tribo da direita política e de protectora e ofertante de futuros lugares em “sítios”.

fertility rates - europe

https://rwer.wordpress.com/2015/09/07/european-fertility-the-real-population-problem/

A imagem mostra um dos verdadeiros problemas e o que está por detrás das ideias do império central alemão.Taxas de fertilidade em declínio desde os anos 60 na Alemanha.

A republica oligárquica das bananas vulgo Portugal está bem classificada. Considerando que temos sido assolados pela mais desastrosa oligarquia que alguma vez existiu e o trabalho de destruição da mesma tem séculos, não décadas, temos bons resultados demográficos. Ainda existimos.

Mas, mais uma vez, as soluções das elites são estas: em vez de se criar empregos, que ajudem a fomentar crescimento populacional, criam-se migrantes muçulmanos para virem para a Europa…

Quais são os resultados económicos e sociais desta política?

No Império central alemão o influxo de um milhão de aditivos irá baixar os seus próprios custos salariais e meter mais pressão sobre os seus cidadãos que agora terão tendência a sentirem-se distraídos pela migração e pela concorrência laboral que está traz e começarem a contestar a presença de migrantes deixando assim o governo alemão em paz provisória, noutros assuntos.

Na república oligárquica das bananas vulgo Portugal a linha é a mesma: baixar custos salariais, meter pressão sobre quem já trabalha levando as pessoas a aceitarem trabalhar por menos. (Isto num país com 30% de desemprego real é obra…)  No caso das aldeolas no interior do país que querem desesperadamente receber migrantes o objectivo é evitar que os caciques locais percam o rendimento ilegítimo que obtém devido a “falta de massa critica” para se continuar a sustentar certos locais deste país e certas formas de fazer as coisas.

Desemprego real 2015 Portugal

Quem são os migrantes demograficamente?

Segundo as estatísticas europeias, 2/3 são jovens solteiros entre os 18-36 anos.

Quando existe um problema de dívida e uma economia em declínio , eleva-se o numero e o valor dos bens em circulação( Pump up the assets). Pessoas jovens e saudáveis cujos governos de origem não tiveram tempo, disposição ou inclinação para as educar melhor, irão servir para reparar uma economia e uma sociedade em declínio.

Perverso? Nojento? Asqueroso? Lesivo da dignidade humana e da ética?

Claro que sim, mas este é o preço que pagamos por deixarmos as oligarquias movimentarem-se com relativo à vontade.

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A degradação da população portuguesa – 3/3

A missão:

As elites políticas, sociais e económicas portuguesas já degradaram a população e alteraram os padrões do que era considerado ” fazer algo em sentido próprio”; antes negativo, agora legitimado como positivo.

O que pretendem atingir:

Pretendem criar uma percepção colectiva nova em que agentes públicos ou privados possam agir em interesse próprio sem que existam quaisquer limites éticos ou morais e isso seja aceitável numa sociedade e que isso é considerado justiça.

Como o fazem:

O canal privilegiado usado para o fazer são as práticas das empresas privadas que subverteram o Estado. A lenta equiparação de funcionários públicos a funcionários privados. Inexistência de censura social ou profissional a quem aja apenas em interesse próprio, mesmo que prejudique toda a comunidade.

Qual é o conteúdo:

As normas sociais e as regras profissionais são alteradas e as lógicas de funcionamento internas das empresas e do Estado são subvertidas. O sentido e o conteúdo do que é “competência” e “profissionalismo” é  alterado e competente/profissional passa a ser quem obedece e quem fecha os olhos ou quem ” optimiza” recursos.

Quem executa o trabalho sujo:

A promoção desta nova percepção é feita pelos courtiers de serviço. Os beneficiários são os gestores “modernos”.

11 - 07 - 2015 degradacao pop portuguesa - cartaz 3

(1) As quebras de normas sociais e como estas são reclassificadas pelas elites para servirem os seus propósitos.
(2) A falta de profissionalismo generalizada.
(3) A ascensão dos interesses em sentido próprio nas profissões de topo na sociedade portuguesa.

HOJE: A ascensão dos interesses em sentido próprio nas profissões de topo na sociedade portuguesa.

Quer a quebra sistemática e propositada das normas sociais, quer a implementação da estratégia de falta de profissionalismo (afirmadas em dois textos anteriores) geraram efeitos negativos em todos os estratos da sociedade.

Um dos sub produtos dai derivado desenvolveu-se num dos ambientes menos próprios e menos aconselhados para se desenvolver; a gestão de topo.

Toda a gestão de topo em grandes empresas, quer em escala, quer em influência, ou nas empresas médias que influenciam mercados de produtos específicos ou regionais, descobriu que eram inexistentes quaisquer obstáculos de tipo social ou profissional a que se pudesse fazer o  mesmo que tinha começado a ser feito noutros países; a definição da sua própria remuneração sem qualquer restrição nem qualquer correlação com o que acontecia na restante sociedade e conseguiu  impor essa lógica “como poder”.

Uma censura social poderosa definhou, primeiro, e tornou-se inexistente, depois (devido a quebra de normas sociais, que criticavam fortemente estes comportamentos…) ajudando a abrir caminho a que a cultura do profissionalismo passasse a ser considerada indiferente (a sua existência ou não). O resultado passou a ser a atitude de rédea livre dos gestores de topo no seu posicionamento nesta sociedade.

A invocação semi mística de serem possuídos  de “privilégios simbólicos especiais” gerou a promoção da cultura da remuneração apenas em interesse próprio cada vez mais desproporcional em relação aos reais resultados das empresas ou dos interesses colectivos da sociedade. Ou a acrescentarem “fringe benefits” ao pacote remuneratório

Este novo ambiente (durante os últimos 30 anos tem sido isto) de licenciosidade disfarçou-se de mercado livre e de inovação modernista. Verdadeiramente é um golpe de estado social, económico  e profissional sempre baseado em abstrações e mentiras generalizadas. Esta nova “ordem” subverte os princípios da economia de mercado que estes novos deuses em beneficio próprio dizem defender.

A população portuguesa sem ancoras ou pontos de referência assentes nas normas sociais que (antes) a defendiam, falhou em perceber que as novas “regras sem regras” eram apenas maleabilidade indiscriminada disfarçada de modernismo, e aceitou alegremente ou descuidadamente este jogo. Auto corrompeu-se mediante a promessa de que os benefícios materiais dai decorrentes compensariam a falta de ancoras sociais claras e justas.

Chegámos a 2015. A população obteve traição económica, perdeu ancoras sociais e tem que suportar a falta de profissionalismo em todos os sectores da sociedade. Para já, os   insiders ganharam um jogo que já tinha sido decidido antecipadamente.

Como exemplo, olhe-se para o Estado. Antes, no sector público, o gestor público geria a empresa estatal e, quer a gerisse bem, quer a gerisse mal, era politicamente “transferido” para outro sector público para continuar a gerir bem ou mal outra empresa, aquando da próxima mudança eleitoral. Esta era a forma de controlo e definição da sua própria remuneração e compensação; isto quando ainda existia sector público.

Actualmente, no sector privado, por detrás do manto da retórica falsa do “mercado” como ajustamento da oferta e da procura e demais banalidades dos gurus da gestão o jogo é um de monopolios privados e de mercados lucrativos apenas acessíveis aos “escolhidos”. Os “escolhidos” gerem genericamente mal, no privado, (há excepções, mas são poucas) mas legitimizaram-se como sendo apenas a única alternativa que dizem ser a que existe.

Resultados? Monopólios e constantes aumentos dos pacotes remuneratórios dos gestores de topo (decididos pelos próprios) para níveis impensáveis há 3 décadas atrás em termos de proporcionalidade entre o empregado da empresa que menos ganhava e o gestor que mais ganhava.

Esta “diferenciação fabricada por golpe de estado económico” é o maior exemplo da desigualdade. O estilo de vida tendencialmente baseado nos reis e plutocratas, é aquilo que se pretende impor para um número reduzido de pessoas. São exemplo, os políticos e membros da administração que se retiram de “funções publicas” e passam depois a exercer cargos em sinecuras privadas corporativas criadas à medida e que, curiosamente, tem actividade nos sectores onde legislaram.

Em empresas privadas o mesmo acontece, mas com outras nuances, tais como a permissão de várias pessoas serem administradoras de inúmeras empresas ao mesmo tempo.

Tudo normal, não se passa nada.

“You wear a mask for so long, you forget who you were beneath it.” ― Alan Moore, V for Vendetta

“You wear a mask for so long, you forget who you were beneath it.”
― Alan Moore, V for Vendetta

Os comportamentos indignos das chamadas classes altas auto espalharam-se para dentro de si e para fora. Todas as outras classes em Portugal  que não tem dinheiro ou posição para viver desta maneira copiam as mesmas quebras de ética, moral, esperando pela mimetização chegar a “sitios” e aceitam  viver debaixo deste mundo onde são os maiores prejudicados.

Este totalitarismo invertido faz com que quem não tem posição ou dinheiro limpo comece a achar que ser corrupto e desonesto é que é ser honesto e sério.

A inversão de valores começa a ser perigosa e definida.

Se um pardieiro decide ser um pardieiro, mas as elites lhe mudam a mensagem e passam a dizer-lhe que deve ser um protectorado bem comportado, o nível de autoestima das pessoas desce para as profundezas e o problema só aumenta.

A tribo da direita política critica as inevitáveis vitimas deste sistema dizendo que a culpa é delas, ou ignora-as prestando-lhe assistencialismo de sobrevivência (compra-lhes o silencio, retira-lhes direitos políticos  e lucra financeiramente no processo). Em paralelo defende que quem ganha com trapaças é um herói e é assim que deve ser.

A tribo da esquerda política aceita a existência de vitimas deste sistema, dizendo-lhes que a culpa delas apenas será remível através de crescimento económico e fé em nada tangível, prometendo a libertação futura da opressão, mas apenas desde que confiem na aristocracia de esquerda e a apoiem ( um quid pro quo incompetente e corrupto, que compra o silencio futuro, retira os direitos políticos do presente e lucra financeiramente no processo). Em paralelo defende que quem ganha com trapaças é um acidente e quando existem acidentes nada se deve fazer, foi uma inevitabilidade.

A degradação da população portuguesa – 1/3

A missão:

As elites políticas, sociais e económicas portuguesas querem degradar a população.

O que pretendem atingir:

Degradam promovendo a sistemática subversão e o enviesamento da percepção colectiva; degradam a maneira como olhamos uns para outros enquanto sociedade e enquanto indivíduos.

Como o fazem:

O canal privilegiado usado para o fazer são os meios de comunicação social.

Qual é o conteúdo:

Estes são encharcados até à exaustão com historias fabricadas e fundos de verdade misturados com omissões e mentiras. As escolhas do que se deve ou não transmitir são pré condicionadas, usando as edições de reportagens à medida dos interesses ilegítimos que são promovidos.

Quem executa o trabalho sujo:

Os executantes deste legado negativo infligido sobre a população são os courtiers de serviço aos caprichos das elites portuguesas.

2015-06-22  degradacao pop portuguesa cartaz 1(1) As quebras de normas sociais e como estas são reclassificadas pelas elites para servirem os seus propósitos.
(2) A falta de profissionalismo generalizada.
(3) A ascensão dos interesses em sentido próprio nas profissões de topo na sociedade portuguesa.

HOJE: a quebra das normas sociais.

As normas sociais, são periodicamente reclassificadas de acordo com os interesses das plutocracias dominantes.

Contudo, existe um comando comum desde tempos imemoriais originário das classes elitistas, plutocráticas e kakistokraticas portuguesas – “ degrade-se a população”.

Emite-se a “ordem não escrita” classificando todos os desvios das normas sociais como sendo sempre praticados pelas classes mais baixas. Declara-se que esses desvios são próprios e apenas atribuíveis aos membros dessas classes; “é a sua natureza” e legislam-se crimes em sintonia com estas reclassificações feitas à medida e por interesse próprio.

Esta “ordem não escrita” definindo o que são quebras de normas sociais apenas serve os objectivos da plutocracia “tuga” e visa pré condicionar de forma subconsciente o restante da sociedade.

A mensagem subliminar subjacente é simples no conteúdo e amplificada na disseminação. As classes baixas são criminosas e merecem ser castigadas; sempre desproporcionalmente. Quer as normas que quebraram sejam realmente quebras verdadeiras ou mesmo não o sendo, aplica-se a punição.

Paralelamente a esta “fatwa” pré determinista, as classes mais altas são objectificadas como sendo santas e modelos de perfeição.

A “demonstração” de que as classes sociais elitistas e plutocráticas são santas dura 5 segundos, quando se conhece alguém oriundo das classes consideradas mais altas.

Os operários da demonstração sempre pagos em géneros ou bens trabalham incessantemente ao serviço da ilegitimidade e o mapa de pessoal em comissão de serviço nesta arte suja indica-nos que os pelotões de pseudo especialistas são os aríetes do serviço por conta em prol  das elites.

Os meios de comunicação social portugueses são viveiros de “especialistas” que aparecem para nos explicar, sem que o tivéssemos solicitado, o que se passa.
Chegamos a uma época histórica em que as explicações que são dadas nunca representam a realidade mas sim, aquilo que o “dono” do especialista o autoriza a dizer e o ganho financeiro, social ou de prestigio que o “ especialista” espera vir a alcançar.

“It is difficult to get a man to understand something, when his salary depends on his not understanding it.” – Upton Sinclair.

O som paralelo ao dos “especialistas”, visando criar uma barreira sónica de confusão ideológica e sound bytes, é produzido pelas canetas de aluguer do regime, os pés de microfone pré formatados enviados pelo chefe, e os vários cães de louça considerados sagrados pelo regime e que andam espalhados por aí, a ocuparem sinecuras privadas corporativas.

Há exceções bem entendido, mas são a minoria.

Estes educadores bem falantes e mal pensantes explicam que as pessoas devem pensar em comportar-se de acordo com o padrão mental de obediência veiculado pelas elites.

Este padrão veiculado pelas elites explica-nos o que é normalidade (a falsa normalidade). É uma normalidade autocrática que afirma que as classes baixas são inferiores e tem sempre comportamentos socialmente desviantes.

Desta forma retira-se à sociedade o direito de dizer o que é ou não é um comportamento socialmente desviante e retira-se a lei baseada em legitimidade democrática da equação.

Passa a ser uma nomenclatura de plutocratas imbuídos de kakistocracia que se arrogam o direito de definir aos restantes, o que é desviante e o que não é.

(A explicação alternativa na forma, mas não no conteúdo, das seitas saudosistas monárquicas eunucas deste país sobre o mesmo tema utiliza outra expressão: “não nasceram em berço”…)

Impõe-se a pergunta. Qualquer cidadão sente-se “seguro” quando uma classe política, social, económica, ideológica profundamente hostil à população está a definir, por lei ou por intimidação de facto, o que é desviante ou não é?

kakistocracia -enclavept

Fenómenos como a criminalidade são consideradas como uma prática exclusiva  feita por membros das classes mais baixas, bem como o uso de drogas, a promiscuidade, os nascimentos fora do casamento, as taxas elevadas de divórcio, o aborto, etc.

Já as classes consideradas altas, por dinheiro ou por nascimento auto proclamado como “superior” mais os seus serviçais por conta, utilizam os seus courtiers comunicacionais para nos explicar que são santos vivos. Chama-se “Spin” favorável.

Como são santos em vida o “Spin” favorável explica-nos que nunca se divorciam nem são promíscuos fora dos círculos que frequentam.

Esta santidade faz com que não usem drogas nem vão ao estrangeiro fazer tratamentos de desintoxicação caros e discretos.

Nunca promovem nascimentos fora do casamento, nem abortos que não sejam efetivados em clínicas espanholas e inglesas, ao mesmo tempo que assumem posições públicas cá de oposição.

É por isso que um ladrão é chamado de ladrão, mas um financeiro que desvia dinheiro pratica um “crime de colarinho branco…”

É tão cómodo ser hipócrita quando se é um kakistocrata plutocrático com uma vida abastada derivada de um sistema ilegítimo que beneficia insiders…e quando os prejuízos são despejados para cima da população.

Todos estes fenómenos diferenciadores produzidos de forma artificial e apenas para benefício de uma elite corrupta, traidora e venal são instintivamente apreendidos pela generalidade da população e provocam quebras na coesão social e nos níveis de igualdade dentro desta sociedade.

A promoção da iniquidade e da desigualdade artificialmente fabricada com o objectivo de inferiorizar largos segmentos da população está a criar um temporizador.

Nos últimos 20 anos, mas em particular nos últimos 4 anos(2011-2015) a coesão social foi extraordinariamente quebrada, debaixo da influencia de ideologias importadas e defendidas por overlords internacionais que tomaram sob sua proteção as elites políticas e sociais portuguesas.

Esta dissolução da coesão social e a moldagem das regras de classificação do que são quebras de normas sociais sempre em função dos interesses da elite está a criar uma ingovernabilidade sistémica.

Os sentimentos de injustiça latente irão explodir.

As tribos políticas da esquerda e da direita convivem bem com este estado das coisas.

A Irmandade de Némesis não.

O programa eleitoral de todos: Regionalizar

Se há medida que as tribos da direita e da esquerda concordam é que a solução para os males do nosso país é regionalizar tudo que é organismo público. A desagregação do poder político traria de forma mágica ordem, paz e prosperidade a uma situação caótica. Já houve referendo sobre a matéria (não vinculativo) e a resposta dos eleitores foi “não”. Mesmo que apenas de forma instintiva e não sistemática os portugueses intuíram, correctamente, que havia algo de fundamentalmente errado com a fragilização do estado e dos seus, já escassos, poderes organizacionais. Pareceu-lhes estranho que o poder local fosse glorificado e recompensado quando é precisamente o ramo do poder democrático que menos sucesso teve desde a sua implementação. Sendo ainda mais brutais as duas situações de regionalização que tivemos, a municipalização e as regiões autónomas, representam os maiores fiascos democráticos desde o 25 de Abril. A municipalização não trouxe qualquer desenvolvimento ao país, não criou qualquer proximidade real ao cidadão, não impediu que a corrupção florescesse, não dinamizou o interior, em suma, não alterou uma vírgula às dinâmicas económicas e sociais que já estavam presentes em cada município. Serviu, e serve, apenas para criar cargos partidários intermédios e institucionalizar de forma democrática os caciques que governam as várias localidades desde pelo menos o século XIX. Quanto à regionalização a realidade quotidiana fala por si, as duas regiões autónomas são perpetuamente deficitárias, com elevadíssimos (até pelo standard português) níveis de disparidade de rendimentos sendo que a Madeira em particular conheceu um ligeiro boom devido às suas actividades como zona franca (sem que esse dinheiro que passou pelas ilhas tenha trazido qualquer beneficio ao cidadão médio da região).

"O importante é a lembrança dos erros, que nos permite não cometer sempre os mesmos. " - José Ortega y Gasset

“O importante é a lembrança dos erros, que nos permite não cometer sempre os mesmos. ” – José Ortega y Gasset

É neste contexto que os movimentos políticos tribais voltam a insistir na regionalização como relíquia sagrada da recuperação nacional. Percebendo há muito que os portugueses, apesar de serem inconsequentes, não são totalmente cegos e que não apoiariam qualquer formalização de transferência de poder para as regiões (muito menos a criação de todo um serviço público regional cravejado de nomeados políticos) as tribos de esquerda e direita apostam agora numa transferência não oficial e gradual, no fundo querem fazer a coisa lentamente, pela calada, para no fim apresentar a regionalização como um dado adquirido que já não é possível alterar – levando a uma formalização política depois dos factos. Todo o regime concorda, porque todos os componentes do regime apreciam a criação de cargos partidários e gostariam de ter mão livre nos seus “feudos ancestrais”. A retórica usada para atingir este fim tem sido essencialmente a dos serviços de proximidade e da “responsabilização” do cidadão a nível local. Claro que isto é falacioso já que o poder não está a ser devolvido ao cidadão, está a ser entregue às máquinas partidárias locais. Mas além do ganho imediato há razões mais profundas para este consenso informal do regime quanto à necessidade de dissolver ao máximo o estado central:

– As estruturas municipais ou regionais (se forem criadas) têm muito menos capacidade de resistir a pressões de grandes empresas, ou seja, o que hoje é negociado pelo estado central pode passar a ser negociado por um presidente de junta que terá um espaço de manobra inexistente quando confrontado com o poder económico.

– As oportunidades de corrupção multiplicar-se-ão já que as decisões passarão a estar dependentes não de uma autoridade central que é visível e é responsabilizada mas sim de múltiplas autoridades locais fragilizadas e sem vontade de antagonizar seja quem for.

– As privatizações que o estado central ainda não teve coragem de fazer serão agora efectuadas informalmente por autoridades locais que alegarão que não têm nem recursos nem vontade de se encarregarem directamente das suas novas responsabilidades.

– Ao colocar-se numa posição de observador o Estado está de facto a encorajar a experimentação social na sua própria população já que esquemas que seriam considerados arriscados ou pouco éticos poderão dentro de um modelo regional ser testados numa escala mais pequena sem que a maior parte do país sequer se aperceba do que se está a passar.

– As críticas que ainda se podem ouvir às medidas políticas mais absurdas serão silenciadas num sistema regional já que localmente as redes de dependência são muito mais fortes e os castigos muito mais pesados e rápidos – não é por acaso que as pequenas localidades são exemplos perfeitos de unanimismo, não há espaço social para contestar.

– Ao anular grande parte dos poderes de um estado central a Bruxelas consegue submeter ainda mais Portugal já que para muitos projectos passará a lidar directamente com autoridades regionais. Podemos chegar a uma situação em que caso exista oposição a máquina burocrática da UE pode utilizar regiões autónomas umas contra as outras.

"O nosso ridículo cresce na proporção em que nos dependemos dele." - Pierre Choderlos de Laclos

“O nosso ridículo cresce na proporção em que nos dependemos dele.” – Pierre Choderlos de Laclos

Por tudo isto não podemos ter dúvidas que seja quem for que assuma o poder nos próximos tempos o programa de medidas a médio prazo será o mesmo: medidas de proximidade, ou seja, uma regionalização encapotada que visa aprofundar o grau de feudalização da sociedade portuguesa. Enquanto as tribos da esquerda e da direita entretêm o país com danças guerreiras coreografadas e competições poéticas sobre quem é mais puro nas suas intenções o grosso das suas intenções reais passa ao lado do cidadão médio. Embevecido com o entretenimento e anodinamente seguro nas suas lealdades sectárias não lhe ocorre começar a ligar os vários silêncios estratégicos para criar uma imagem mais clara do que realmente se vai passar – convém lembrar aos leitores mais distraídos que em Portugal o que não é dito é sempre mais importante e revelador do que aquilo que é dito. Seja quem for que ganhe o próximo concurso de popularidade a resposta será essencialmente a mesma: devolver Portugal ao estado de caciquismo puro e duro.

"As pessoas com privilégios preferem arriscar a sua própria destruição a perderem um pouco da sua vantagem material." - John Galbraith

“As pessoas com privilégios preferem arriscar a sua própria destruição a perderem um pouco da sua vantagem material.” – John Galbraith

O anseio de mudança que grande parte dos portugueses sente será explorado implacavelmente criando ilusões sobre o que será realmente feito e com que objectivos. Os que se consideram mais “informados” serão ironicamente os mais manipulados e enganados pois acreditam que a mudança de linguagem e o falso protesto vão surtir efeito sobre uma elite que é inamovível. Acreditam piamente que as suas puras intenções, expressas de uma forma moderada e inepta típica da classe média (apesar de muitos destes cidadãos já não estarem nos escalões de rendimento correspondentes a uma classe média), serão respeitadas uma vez acabado o show eleitoral, esquecendo-se que o substrato dos seus projectos “alternativos” é controlado por pessoas que estão perfeitamente integradas nas nossas elites nacionais e cujas pretensões ideológicas de “radicalidade” não passam de uma afectação estética. Quando os dados estiverem lançados acabarão por tomar as mesmas decisões que todos os outros que os precederam porque no fundo não ambicionam qualquer rotura com o regime. A miragem de uma retoma económica eminente combinada com um desejo profundo de uma resolução mágica que não envolva qualquer acção pessoal combinam-se para criar a próxima desilusão.

Pessoas sem dividas: os piores inimigos da tirania e do Status Quo

 Umberto Calvini: [In explaining the “true” nature of banking in the world] The IBBC is a bank. Their objective isn’t to control the conflict, it’s to control the debt that the conflict produces. You see, the real value of a conflict, the true value, is in the debt that it creates. You control the debt, you control everything. You find this upsetting, yes? But this is the very essence of the banking industry, to make us all, whether we be nations or individuals, slaves to debt. 

A maquina de criação de conflitos artificiais assentes em pressupostos sociais e económicos requer que os cidadãos sejam escravos de dividas.

Consequentemente, qualquer cidadão que recuse ter dividas, isto é, que tenha uma política de convicções pessoais assente nesse principio, independentemente do sacrifício pessoal ou familiar que tenha que sofrer, faz com que, através dessa atitude, toda a maquina de criação de divida passe fome.

Ficam impossibilitados de controlar a divida e de controlarem tudo a ela associado.

Queremos mesmo, enquanto sociedade, permitir que forças sinistras criem conflitos para melhor controlarem a divida dai resultante e depois oprimirem-nos?

Inversamente, qualquer cidadão que tenha dividas, está a alimentar a maquina de criação de divida e a ser por ela controlado. Os seus direitos cívicos e políticos são postos em causa e negados. O controlo exercido sobre uma percentagem de cidadãos limita indiretamente a liberdade dos outros cidadãos que não estão debaixo de divida.

Todos perdem.

Queremos mesmo, enquanto sociedade, permitir que forças sinistras promovam a divisão social e económica, atacando a democracia, e neguem “por associação” de quem não tem divida a quem tem divida; os direitos de todos os cidadãos?

O cidadão que recusa ter dividas, esse “Ser estranho e inquietante”, segundo o paradigma vigente considera a divida como algo que nunca quer ter, ou caso a tenha,(hipoteca de casa onde vive, por exemplo) pensa sempre nela como um pequeno mal necessário.

A ser reembolsado  o mais rapidamente possível e com a menor transferência de dinheiro em penalizações (juros) possível para as entidades parasitas, as mesmas que tem trabalhado para organizar a sociedade desta forma iníqua.

Os cidadãos livres de dividas são criados pelas seguintes condições.

Razões culturais e familiares – pessoas cujos valores culturais e familiares abominam a ideia de pedir dinheiro emprestado e pagar juros de divida.
Razões de memoria e historia pessoal – pessoas que no passado já pediram dinheiro e ficaram negativamente marcados pela experiência que juraram nunca mais repetir.
Razões ideológicas – pessoas que encaram a divida como um instrumento opressivo, que favorece o atual status quo económico e social iníquo, interpretam a situação percebendo que a cultura de lançamento de créditos (divida) sobre a sociedade é uma arma camuflada de repressão e de opressão, de controlo e de exploração.
Razões de aquisição patrimonial e zero risco – pessoas que percebem que pagar divida e deixar de ter divida é a forma mais fácil de ganhar uma vida de zero risco financeiro e obter  retorno financeiro com o próprio dinheiro.

“[Credit is a system whereby] a person who can't pay, gets another person who can't pay, to guarantee that he can pay.” ― Charles Dickens, Little Dorrit

“[Credit is a system whereby] a person who can’t pay, gets another person who can’t pay, to guarantee that he can pay.”
― Charles Dickens, Little Dorrit

Quando paga 12% de juros pelo simples uso de um cartão de crédito ” oferecido” (o presente envenenado) por uma entidade financeira isso constitui o equivalente a que 12% do seu rendimento seja desviado para alimentar os parasitas do sistema e do status quo.

(Note-se, aliás, que há uns anos atrás, a taxa de juro era de mais de 30% e nunca se podia baixar, porque, garantiam os ” especialistas” que louvam este sistema, só assim se poderia cobrir os custos e gerar lucros. Com a recente crise o nível da parasitagem baixou,mas continua a existir).

Então, coloca-se a questão.

Porque é que os cidadãos livres de dividas não são louvados como exemplo a seguir?

Apresentar cidadãos sem dividas como sendo bons exemplos e como o comportamento a seguir, corta o “fluxo“ de bons relacionamentos entre a imprensa financeira mainstream e corta os lucros de toda esta gente.

Existem muitas canetas de aluguer à solta, muitos ventríloquos a fazer eco das mensagens que lhes são pagas, em géneros ou em dinheiro, que louvam os benefícios de se pedir dinheiro emprestado.

Dito de outra forma.

Como podem os bancos comerciais e outros parasitas financeiros fazer dinheiro com quem não pede empréstimos?

Não podem.

Esse é um dos problemas centrais por detrás da exigência absurda de que se mantenham as teorias da austeridade a funcionar – com o correspondente serviço de divida

O atual sistema, o status quo que está em vigor é mantido contra todas as razões lógicas para tal, mas para ser mantido tem que viver da divida extraída dos servos da divida  estes são na sua quase generalidade os cidadãos.

Os lucros da manutenção deste sistema parasítico e absurdo são posteriormente reciclados e reentram no sistema para beneficio ilegítimo dos próprios e aumento do seu poder e riqueza, e servem, adicionalmente, para pagar aos micro exércitos de lacaios  e sequazes – a comunicação social, academias e Universidades e demais lacaios que argumentam e defendem o reforço do poder dos bancos e dos derivados tóxicos deles.

Acaso se fale em reestruturar a divida. Em deixar de pagar, em mudar o sistema. Quer-se mesmo fazer isso?

Admitamos que sim, que a generalidade das pessoas quer fazer isso.

Uma das soluções poderosas para o fazer é ficar fora do esquema de dividas. Não pedir dinheiro emprestado e pagar as dividas que se tenha o mais depressa possível.

Em Portugal, as tribos políticas da esquerda e da direita, nunca falam deste assunto.

Retire-se conclusões em relação ao porquê desta “omissão”…

“In fact this is precisely the logic on which the Bank of England—the first successful modern central bank—was originally founded. In 1694, a consortium of English bankers made a loan of £1,200,000 to the king. In return they received a royal monopoly on the issuance of banknotes. What this meant in practice was they had the right to advance IOUs for a portion of the money the king now owed them to any inhabitant of the kingdom willing to borrow from them, or willing to deposit their own money in the bank—in effect, to circulate or “monetize” the newly created royal debt. This was a great deal for the bankers (they got to charge the king 8 percent annual interest for the original loan and simultaneously charge interest on the same money to the clients who borrowed it) , but it only worked as long as the original loan remained outstanding. To this day, this loan has never been paid back. It cannot be. If it ever were, the entire monetary system of Great Britain would cease to exist.”
David Graeber, Debt: The First 5,000 Years

Empresas e corporações (Tpp) vs nações e nacionalidades

I know not with what weapons World War III will be fought, but World War IV will be fought with sticks and stones.

Albert Einstein

A antiga frase de Albert Einstein durante muitos anos foi considerada como sendo a teoria principal que explicava o que sucedia após uma terceira guerra mundial.

A frase servia também de aviso para o perigo da guerra, por esta se ter tornado tão destrutiva e capaz de aniquilar todos os avanços civilizacionais da raça humana.

Tendo em conta que as guerras tem sido travadas por nações e pelos seus respetivos exércitos, o nacionalismo tem sido condenado como sendo a principal ideologia responsável pelas guerras.

Comercialmente falando, as guerras são más para o negocio, exceto para as especificas industrias que delas naturalmente beneficiam. E como as populações detestam guerras (obviamente) estas tem assumido uma natureza coberta e o novo tabuleiro de batalha é o campo económico.

Um dos vários porta aviões de combate da guerra económica é o FMI. Os recentes empréstimos feitos à Ucrânia, bem como a outros países, tais como Portugal, (aqui disfarçados de matrioskas, com um rotulo por fora a dizer “Troika” ) vem acompanhados de regras ditatoriais de cumprimento e impõem  punições aos devedores.

A nova face moderna da guerra são as corporações e as empresas multinacionais, a sua invasão da esfera de soberania dos estados e das nações e a tentativa de impor “regras e condições”.

É acertado dizer que são uma ameaça muito mais perigosa que uma ameaça militar direta. As corporações já possuem vastos territórios, ( uma base de poder que possibilita  construir uma ainda maior base de poder) dominam as regras financeiras e legais e de forma transnacional.

The only difference between the Republican and Democratic parties is the velocities with which their knees hit the floor when corporations knock on their door. That's the only difference. - Ralph Nader

The only difference between the Republican and Democratic parties is the velocities with which their knees hit the floor when corporations knock on their door. That’s the only difference. – Ralph Nader

Os nossos queridos políticos, a nossa classe dirigente, a nossa magnifica elite de poder, fecha os olhos à ameaça, ocupada que está a decidir qual o suborno a aceitar por parte das leiloeiras corporativas.

Muitos dos nossos políticos e tudo o que gira à volta omitem, mentem, desviam o olhar, uma medida da cobardia deles e de como se venderam.

As sombras que os controlam e subornam mudam de posição apenas para os deixarem com o incomodo papel do bode expiatório

A nossa querida imprensa, os meios de comunicação social, estão demasiado ocupados a serem comprados pelas corporações.

Estas, mal adquiriram o produto emitem as ordens.

E as ordens são o aumento de lixo desviante com o qual se pretende ocultar a verdade às ainda massivas audiências que tem sido ensinadas a perceber algo de acordo com a falsidade que viram na televisão,ouviram no rádio ou leram no jornal.

Queremos mesmo aceitar viver debaixo de tanta iniquidade e da tirania destas forças corporativas?

Em Portugal, desde a década de 70/80 do século 20 tem sido preparado o assalto e a subversão das poucas coisas positivas que um alarido pseudo institucional ocorrido no dia 25 de abril de 1974 trouxe.

Antes era a repressão, pura e dura, como tinha sido durante os últimos 500 anos pelo menos, repressão essa exercida pelos ” overlords” incompetentes e maníacos que dominaram este sitio.

Uma breve luz de abertura surgiu por essa década com todos os defeitos, mas surgiu, e as forças das trevas trataram logo de a tentar apagar e asfixiar.

As vitimas escolhidas são de novo as mesmas, mas desta vez, a face dos opressores esconde-se por detrás das empresas e corporações.

Acordos económicos e comerciais assinados sempre em beneficio das corporações.

Um coro de peões lacaios e vendidos recita a poesia suja da obrigação do cumprimento.

Os efeitos económicos desastrosos ocorrem no tecido económico do pais e nada se passa, pretende-se privatizar escolas, saúde e segurança social apenas para maior gloria corporativa e nada se passa.

O discurso ” social”, a narrativa das pessoas foi moldada de acordo com as tretas neo corporativas empresariais. Tudo aparenta ter um preço  e é a “linguagem do preço”, ao invés da linguagem dos cidadãos, é a que se pretende aplicar pela força se necessário.

“In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.”

“In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.” – Adam Curtis

A “tribo da esquerda política”, a auto denominada campeã dos fracos e dos oprimidos, promove o “não debate” sobre estes assuntos. Todos os conflitos são formais e simpáticos(veja-se o caso das audiências do BES em que  o putativo criminoso responsável foi tratado como um gentleman que cometeu uma indiscrição, apenas…), e a consciência coletiva do que se está a passar tem sido mandada para debaixo do tapete.

A “tribo da esquerda política”, campeões auto nomeados em defesa dos valores da decência, abandonaram essa luta e, lentamente como uma esponja, absorvem os valores das corporações, a ganância, a não responsabilização das gestões de topo.

Adotaram a linguagem e permitiram ao longo dos anos que os valores legais e constitucionais tenham sido torpedeados pelos interesses ilegítimos das corporações.

Toda a classe dirigente, toda a estrutura de poder neste país, tem permitido que a nossa soberania, a do país e a dos cidadãos sobre o país e sobre si próprios, tenha sido sabotada, minada, descredibilizada.

Valores éticos ( os poucos que existiam, mas existiam) tem sido atacados e pulverizados, a nossa cultura, ( nunca foi grande coisa, mas enfim) tem sido ensopada em pseudo valores oriundos de fora

Espera-se a destruição de valores éticos que se oponham a ganancia , vinda da tribo da direita política, genericamente cheia de traidores, incompetentes e vendidos.

Já da tribo da esquerda política espera-se que a sua base de votantes se oponha aos desmandos feitos em seu nome pelos campeões individuais auto nomeados pela tribo.

Estamos sentados à espera. Godot, volta que estás perdoado.

 A próxima e grande batalha económica é a aplicação e aprovação ou não do tratado “parceria transatlântica” vulgo TPP ou TIPA.

Um conjunto de legislação desastroso e tirânico que destruirá não deixando pedra sobre pedra, um país como Portugal.

Obviamente qualquer pessoa decente terá que ser oposição a esta forma de instituir a tirania económica.

Para fazer tal, no entanto, temos  – os que se querem opor a isto – que evitar pensar que isto é apenas mais uma medida.

Torna-se necessário reconhecer o que esta em jogo.

A nossa classe dirigente decidiu capitular e decidiu neste como noutros assunto vender o país, com a população dentro dele, as corporações e empresas multinacionais.

Foram bem pagos para isso.

O enclave a Irmandade de Némesis recusam capitulações.

Estaremos sempre cá após as tempestades.

Declaração de interesses: a palavra nacionalismo aparece escrita várias vezes neste texto. Apesar disso, a irmandade de Némesis, recusa qualquer rotulo de defesa da extrema direita e das suas posições, bem como da extrema esquerda e da suas posições e de todos outros que apelem a forças nacionalistas de qualquer espécie para salvar a pátria.

O neo feudalismo neoliberal

A elite de poder portuguesa, entendida em sentido depreciativo, vive erradamente convencida que a ordem social depende da existência de classes sociais privilegiadas que auto definem essa mesma ordem e que mantém pela força e pela coação essa mesma ordem.

A elite de poder portuguesa, durante várias centenas de anos, tem assombrado este país com estes conceitos absurdos cuja legitimidade democrática é inexistente.

Tentou sempre impo-los  através do uso de força despótica direta ou através de manobras encobertas, visando, por um lado, aumentar o seu poder, e por outro, impregnar de  totalitarismo larvar e seminal toda a população, corrompe-la.

Se nas ordens sociais mais baixas existir “contaminação” pelos conceitos absurdos – as doenças que a elite de poder tem e despeja sobre a população – e a essa contaminação se juntarem os defeitos próprios das classes mais baixas temos o insulto e a injuria agregados num único problema mas em tamanho maior e o principal criador desses problemas são as elites de poder portuguesas.

Enquanto sociedade, queremos ter que lidar com menos problemas e menores, ou com mais problemas e maiores?

 Estratégias de Legitimação Organizacional Adaptado dos trabalhos de (Dowling e Pfeffer , 1975; Lindblom, 1994) “If individuals do not occupy their legitimate position, then it will be occupied by a god or a king or a coalition of interest groups. If citizens do not exercise the powers confered by their legitimacy, others will do so.


“If individuals do not occupy their legitimate position, then it will be occupied by a god or a king or a coalition of interest groups. If citizens do not exercise the powers confered by their legitimacy, others will do so.  – John ralston saul

 Esta contaminação tem como objetivo destruir quaisquer valores éticos exteriores àqueles que a elite de poder defende. Nada fora da  fossa séptica onde estão os podres valores próprios das classes sociais, políticas e económicas que constituem as elites de poder portuguesas deve subsistir.

Se algum acaso estranho ditar que alguém se lembre de questionar estas classes de parasitas oriundos da elite de poder, acerca da efetividade dos resultados da aplicação das suas teorias ilegítimas, ou, usando o jargão pseudo neo económico oriundo das diversas seitas e sub seitas dos padres da economia, dos abades da gestão e dos monges do coaching interpessoal que pululam por aí e estão sempre a soldo de alguém ou do bolso de alguém; qual é a “produtividade” e o “ganho de eficiência” pela adoção destas ideias pseudo estratégicas aplicadas ao país e à população do país, o que se verifica é que as supostas elites de poder cá do sitio ficam imbecilizadas e amuam, e nunca respondem à pergunta ou fogem de responder.

Enquanto sociedade, queremos permitir que existam classes sociais, políticas, profissionais, que se auto isentaram de assumir responsabilidades relacionadas com a porcaria que fazem e sobre as quais são inexistentes controlos políticos oriundos da população?

 Heaven cannot brook two suns, nor earth two masters. Alexander the Great

Heaven cannot brook two suns, nor earth two masters.
Alexander the Great

A razão para esta atitude de amuo das elites é simples e divide-se em duas partes.

A primeira é a ideia de responsabilidade/accountability que é uma ideia de controlo que só deve ser aplicada sobre a população, nunca sobre os vermes da suposta esfera superior da sociedade (auto isentam-se através da imposição de poder social, económico e político incontrolado pela população).

A segunda é a ideia de manter as aparências que é uma ideia de controlo das perceções da população que tem sido aplicada, mas cuja densidade e eficaz opacidade começam a ser difíceis de manter.  (A camuflagem que afirma  que esta maneira de fazer as coisas funciona está a dissipar-se e a porcaria começa a ver-se e ela é muita, é muito suja e difícil de limpar.)

A elite de poder portuguesa é estúpida e autocrática, vive auto centrada dentro dos condomínios habitacionais, sociais, políticos e económicos fechados onde se encerrou para evitar misturar-se com a população, não fosse dar-se o caso de a população se chatear a sério e começar a exigir que as formas de ilegitimidade existentes nesta sociedade fossem expostas, primeiro, e eliminadas, depois.

2014-12-12 -4 FORMAS DE LEGITIMIDADE - 2

Começando a perceber que este jogo de manipulação está a ser perdido, a elite social portuguesa decidiu há umas décadas atrás “modernizar-se.

Pedinchou subservientemente junto dos aliados externos do país e equivalentes elites rançosas ocidentais novos conhecimentos de marketing sociológico e político, para estar a “par” com o que se fazia lá fora e para prevenir o fim do sonambulismo cá dentro.

Ironicamente, podemos afirmar que se suspeita que o slogan turístico ” Vá para fora, cá dentro” tenha ramificações nesta forma de ver as coisas….

Indo para fora, para obter conhecimentos para ser cá dentro mais ilegítima e anti democrática a elite portuguesa (no sentido mais depreciativo possível do termo) decidiu, embrenhada que estava no mar de conselhos ilegítimos e subornos intelectuais e/ou em espécie, fazer localmente uma fusão de conceitos.

Ironicamente, podemos afirmar que se suspeita que o slogan vazio de significado” Pensar global, agir local ou vice versa” tenha ramificações nesta forma de ver as coisas…

Qual é a fusão de conceitos anti democráticos e ilegítimos?

Junta-se feudalismo, e faz-se uma “atualização” de uma teoria arcaica com pelo menos 600 anos de idade e decrepita e junta-se isto ao (neo) liberalismo. As piores derivações sociais e políticas de ambos os sistemas estão a ser fundidas e estão a começar a fundir-nos a quase todos.

O que temos atualmente em funcionamento, em Portugal, mas também no ocidente é um magnifico arranjo para alguns ( no sentido mais bordel depreciativo possível que se possa conceber) entre o neo feudalismo e o neo liberalismo, dois escarros ideológicos abjetos.

Qual é a posição semi oficial, meta oficial, pluridisciplinar oficial das tribos da política acerca deste assunto?

Quer a tribo da esquerda política, quer a tribo da direita política tem apoiado, de direito e de facto, por omissão ou gratidão, a implementação dos escarros ideológicos acima descritos com a convicção de obrigatoriedade e a estupidez normalizada que as caracteriza, misturadas com um sabor de corrupção ética muito própria.

Politicamente, dentro destas sub correntes políticas, ou lá o que são…há muitos lacaios com mentalidade de lacaio, há muitas pessoas que  foram compradas, adquiridas e pagas, há exércitos de medíocres narcisistas e ultra egocêntricos, logo e como tal, porque é que a elite de poder portuguesa, como boas marionetas que são de interesses exteriores ao país e à população, não deveriam ter contaminado também as tribos políticas?

The danger is not only that these austerity measures are killing the European economies but also that they threaten the very legitimacy of European democracies – not just directly by threatening the livelihoods of so many people and pushing the economy into a downward spiral, but also indirectly by undermining the legitimacy of the political system through this backdoor rewriting of the social contract.

HA-Joon-Chang

Como o neoliberalismo (ainda) tem – neste momento histórico em que vivemos – a supremacia cultural, vomita hegemonicamente os seus preceitos culturais abjetos.

A crença dos retardados que já foram adquiridos pagos e comprados ou estão na fila para o serem e defendem a imposição disto explica-se da seguinte maneira.

Parece que os mercados “são livres”. Como os mercados são livres quem neles participa também é livre. Nesta historia encantada também parece que a sociedade e a ordem social são livres. Tese – antítese – síntese.

Saindo uma pessoa do abrigo anti nuclear onde se refugiou para não ser esmagado com tanta liberdade, começa a reparar que os retardados  que defendem estas teorias e estão a soldo, esquecem-se sempre de mencionar que os “insiders” que dominam a sociedade “livre” tem – “numa sociedade livre” – acesso a credito, isto é a dinheiro e a informação sobre o que fazer com esse dinheiro, e usam-no para obter mais dinheiro e poder.

Trata-se de um leilão social-económico viciado, onde as regras estão afixadas na entrada: todos podem concorrer ao leilão, mas chega a uma altura que os que tem acesso ao credito fácil, isto é, a serem financiados pela portas de trás deste sistema e como são “insiders” vencerão o leilão.

Os restantes que foram convidados, apenas o foram para servirem de figurantes e perderem e,em paralelo, servirem de validadores oficiais do sistema de liberdade da historia encantada descrita parágrafos acima.

     "We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”     Blaise Pascal


“We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”
Blaise Pascal

Neste conceito de “mercado falsamente livre”, uns podem obter vantagens totais por trabalharem em plena capacidade ( leverage) e podem assim ultrapassar todos os outros e investir vantajosamente. (deve ser a isto que os padres da economia, os monges da gestão  e os abades do coaching se referem como sendo ” capacidade competitiva…”).

Já os restantes (os outros) que dependem de rendimento que adquiriram (pouparam) para posteriormente o investirem estão e são bloqueados.

A capacidade de quem vive apenas do seu ordenado para adquirir bens que pressuponham rendas – arrendar casa, comprar terra arável, desenvolver projetos agrícolas ou industriais por iniciativa própria tornam-se bloqueios insuperáveis para os ganhadores de ordenado.

Os que vivem de ordenado ou poupanças descobrem estar a concorrer com “os uns” que vivem de terem vantagens totais por conseguirem trabalhar em plena capacidade…

Queremos mesmo viver numa sociedade onde se fala em “mercado e liberdade”, mas onde existem regras ocultas destinadas a favorecer sempre “insiders”; o contrário de liberdade económica?

Big oil, big steel, big agriculture avoid the open marketplace. Big corporations fix prices among themselves and thus drive out of business the small entrepreneur. Also, in their conglomerate form, the huge corporations have begun to challenge the very legitimacy of the state.

gore vidal

 

Os insiders, os lacaios , os associados, as elites tem os mecanismos que lhes permitem aceder a credito, isto é, a dinheiro em quantidades enormes, e esse dinheiro é móvel e incontrolável.

Foram “libertados”  – para usar o jargão neoliberal  – de terem que competir no mercado tal como todos os outros e usam essa adquirida liberdade para prejudicar todo o restante da sociedade.

Vivem colocados numa confortável posição de gestores de monopolios rentistas com rendimentos altos garantidos e poder económico e social indisputado e ilegítimo.

Monopólios rentistas esses cujo rendimento deles obtido não é derivado de qualquer atividade produtiva, mas sim pela arrendamento desses bens a terceiros.

Os terceiros são a população.

2014-12-12 - 4 FORMAS DE LEGITIMIDADE - 1

Quais são as consequências praticas disto?

A economia e a sociedade portuguesas estão a ser “desenvolvidas com o objetivo de controlar a população” e não com o objetivo de desenvolver esta sociedade.

Suponhamos que as elites financeiras começam a açambarcar massivamente todos os bens de que a população necessita. Agua, casas, terrenos, produção. (Algo que tem sucedido em massa desde o ano de 2011, algo que antes sucedia a ritmos menores…)

É  nesse contexto que se inserem os recentes incentivos ao arrendamento de casa e não à posse de habitação própria. Contudo, mesmo em profunda recessão nem sequer os salários baixos conseguem criar um controlo total e permanente desta situação.

Recorre-se a outra solução. Colocar a população em estado de divida permanente. Dessa forma elimina-se a possibilidade de a população se poder autonomizar e, caso o queira, conseguir sobreviver fora da alçada deste sistema.

É a economia de controlo das pessoas, orientada para que as pessoas sirvam as grandes corporações monopolistas e os interesses privados que capturaram o Estado. Acaso alguém saia deste sistema de controlo, é crescentemente atrofiado e bloqueado pela elite de poder e pelos lacaios arregimentados.

Deixou de ser o dinheiro que conta primariamente, mas sim o controlo de bens tangíveis dos quais o acesso a bens essenciais para a vida das pessoas são controlados por corporações.

Se a vida das pessoas for assim controlada e se as pessoas estiverem carregadas de dividas reais ou simbólicas, a população fica em estado de servidão e esses servos estarão demasiado ocupados a servirem o pagamento das dividas que tem, não podendo dessa forma questionarem este arranjo social-económico e não conseguirão resistir-lhe.

O feudalismo implica servidão ao senhor feudal. Agora quer-se o novo feudalismo: a servidão aos interesses corporativos e lacaios associados.

It is easier to resist at the beginning than at the end.” Leonardo Da Vinci

It is easier to resist at the beginning than at the end.”- Leonardo Da Vinci

A única forma de resistência das pessoas nas ordens baixas da sociedade ou de todos os que, não estando nessas ordens baixas abominem, sintam nojo e desprezo pela tirania que emana da elite de poder e dos lacaios arregimentados será através de auto-esforço, previsão, disciplina e planeamento no sentido de se defenderem e aos seus bens deste ataque insidioso feito pelas elites de poder.

O problema está, contudo, no facto de estas características estarem pouco espalhadas pela generalidade da população. Esta tem-se esquecido de quem é, e estas características tem sido algo que tem sido erodido e desgastado na economia de mercado apenas vocacionada para o consumo que glorifica e promove a gratificação instantânea. O curto prazo.

O ” Ser” e a noção de Ser são reduzidas a um ato de consumo. O cidadão é transformado em consumidor,(perdendo direitos nessa alquimia falsa), e depois, como consumidor, é alvo de uma lavagem ao cérebro. É assim colocado numa posição em que nem tem dinheiro, nem os recursos/ferramentas culturais necessárias para adquirir capital tangível e conhecimento/capital social.

A aplicação destas técnicas visando a promoção da glorificação instantânea assegura que o consumidor das ordens baixas da sociedade, (e das medias altas também)  nunca terá hipótese ou os meios de escapar a este ” esquema neofeudal – neoliberal.

Dai ser fundamental para a promoção desta tirania, a existência de uma sociedade onde existe divida baseada no  consumo orientado para a gratificação rápida.

O mecanismo psicológico da sociedade neo feudal – neoliberal pede a validação – só serás cool” (só serás reconhecido como alguém na nova ordem neo feudal – neoliberal) se consumires e te endividares para consumir.

 There is massive propaganda for everyone to consume. Consumption is good for profits and consumption is good for the political establishment. Noam Chomsky


There is massive propaganda for everyone to consume. Consumption is good for profits and consumption is good for the political establishment.
Noam Chomsky

Isto dura até ao próximo ciclo de novos produtos onde o jogo volta de novo a continuar.

É isto que explica por exemplo que estando este país e grande parte da sua população em profunda crise, se continue – nos estabelecimentos legalmente autorizados – a oferecer credito ou formas de credito  a consumidores que já esgotaram o anterior ciclo de produto e não tem sequer capacidade para entrar num novo.

Quando a população/consumidor é incapaz de consumir porque o seu credito dentro deste sistema faleceu, são ” desvalidados ” da sua aptidão para viverem nesta ordem neo feudal – neoliberal.

Os “desvalidados” que ainda tem dinheiro entram no ciclo de produto – psiquiatras-psicólogos-terapeutas – em si mesmo uma forma de consumo, um novo ciclo de produto psicológico, um novo mercado que explica o que se deve fazer para voltar ao sistema de validação do neo feudalismo – neoliberal  e ser reintegrado no novo ciclo de produto.

Alguns dos que não tem, ou encaixam pessoalmente o desaire e pensam em sair deste ciclo, (muito poucas pessoas) ou tornam-se criaturas mais politizadas e protestam ou resignam-se sabotando pela inação.

Outros que não tem, emigram para procurarem novas formas de validação do consumo noutro local para evitarem a fome e a miséria, mas também o desgaste psicológico e a vergonha familiar/de vizinhança que a recente situação de ” desvalidados” lhes trouxe.

Outros dedicam-se ao crime ou a atividades para ilegais.

Como sociedade, queremos mesmo ser escravos dos desvios psicopatas das elites de poder?

Como sociedade, queremos mesmo viver debaixo de um dualismo ilegitimo e anti democrático simbolizado pelo neo feudalismo – neo liberalismo?

A Irmandade de Némesis diz que não.