Um grupo de comunicação social falido em Portugal

“Viewed from a distance, everything is beautiful.”

Tacitus agrícola

Imagine-se que um grupo de comunicação social, proprietário de uma estação de televisão, de um jornal, de várias revistas de segmentos específicos e com uma enorme influencia e quota de mercado está falido.

Imagine-se que este grupo de comunicação social, em tempos idos que já lá vão, para criar escala e tamanho decidiu pedir credito bancário para adquirir novos títulos para o seu portfólio, endividando-se pesadamente.

Imagine-se que o credito bancário foi concedido em maior extensão, durabilidade e ligeireza pelo facto de o dono da empresa ser um indistinto empresário com ligações a um partido político.

Imagine-se que foi inexistente uma clara avaliação económica, foi inexistente uma analise custo beneficio, foi inexistente uma avaliação de tendências económicas para o futuro no que diz respeito à manutenção e viabilidade económica positiva do ambiente de negócios que justificasse este amplo pedido de credito.

Imagine-se que apenas se emprestou pelo facto de quem pediu ser quem era…

Imgine-se que era um empresário  “too big to fail…”

Imagine-se que varias luas e o grupo de comunicação social está falido. Tecnicamente e de facto.

Imagine-se que parece o papagaio morto do skecth dos Monty Python, mas o vendedor diz para o comprador que o papagaio está vivo. Com convicção.

Imagine-se que tem uma divida bancária de 200 milhões de euros, mais troco menos troco.

Imagine-se que essa divida bancária sobe de ano para ano.

Imagine-se que este grupo económico de comunicação social está cotado na bolsa de valores  portuguesa e o valor da sua acção desce mês após mês continuamente e com a convicção de obrigatoriedade.

Imagine-se que um dos credores bancários deste grupo é também accionista com uma pequena posição…e detém metade dos créditos a haver..

Imagine-se que o stock de suicidas económicos está esgotado e nenhum outro grupo económico, ou investidor, ou concorrente, ou otário quer ou está disposto a enfiar-se neste buraco financeiro sem fundo.

Imagine-se que um dos credores financeiros deste grupo insistiu com o patrão do mesmo para que ele vendesse parte do portfólio de revistas e jornais do grupo , para abater à divida e baixar prejuízos…

Imagine-se que imensos títulos dos grupo de comunicação social foram vendidos por fracções insignificantes do que tinham custado.

Imagine-se que a má gestão do dono deste grupo –  gestão essa que passou a ser orientada por critérios de favorecimento de forças políticas que agradavam ao dono em vez de critérios económicos visando o aumento de quotas de mercado  – foi o  motivo único e principal para este descalabro.

Imagine-se que o dono deste grupo de comunicação social, dentro da tradição bem portuguesa de pedir favores ao Estado quando se tem problemas por culpa própria (ou não), decidiu “meter uma cunha” ao actual governo em funções.

Imagine-se que “a cunha” tinha como objectivo solicitar a interferência do governo no sentido de este solicitar ao banco público estatal um pequeno favor na forma de um empréstimo.

Imagine-se que o actual governo em funções decidiu recusar.

Imagine-se que os “jornalistas” e o dono do grupo de comunicação social espumaram raiva, ira e fúria e decidiram promover uma campanha mediática negativa contra o governo em funções.

Imagine-se que uma das acções de combate consistiu na obtenção das gravações do interrogatório judicial do antigo primeiro ministro pertencente ao partido politico do governo em funções onde este está a ser acusado criminalmente de inúmeros crimes verdadeiros, falsos e eventuais como forma de lançar lama e fazer pressão.

Imagine-se que estes “profissionais” – jornalistas sabem que é apenas uma questão de tempo até serem despedidos e como tal lutam por manter os privilégios inerentes a uma sinecura privada corporativa, mesmo que cometam crimes para o fazer…

Imagine-se que os pedidos/ordens/cunhas /sugestões ao banco estatal público via governo foram recusados e o líder da bancada de deputados do partido político ao quais o indistinto  empresário tem ligações foram para o parlamento exigir  que a lista de credores do banco publico estatal fossem divulgadas num notável lançamento de lama.

Imagine-se que a lista foi divulgada, mas os créditos do banco estatal publico eram menores que os do banco privado que é credor de metade da divida deste grupo de televisão e de um outro banco espanhol que despoletou este caso ao exigir ” ressarcimento da divida or else…

Imagine-se que isto é Portugal com o capitalismo de amigos para amigos e pelos amigos com corrupção ética à mistura com partidos políticos…e lançamentos de lama feitos por deputados e amigos da cor e onde os cortesãos jornalistas desempenham o seu papel.

Plunderers of the world, when nothing remains on the lands to which they have laid waste by wanton thievery, they search out across the seas. The wealth of another region excites their greed; and if it is weak, their lust for power as well.   Nothing from the rising to the setting of the sun is enough for them. Among all others only they are compelled to attack the poor as well as the rich. Robbery, rape, and slaughter they falsely call empire; and where they make a desert, they call it peace.”

Tacitus, agrícola

Os jornalistas portugueses são os guardiões da manipulação. É isto que as elites querem; nós devemos recusar

“The masses have never thirsted after truth. They turn aside from evidence that is not to their taste, preferring to deify error, if error seduce them. Whoever can supply them with illusions is easily their master; whoever attempts to destroy their illusions is always their victim.”

~ Gustave Le Bon

No inicio, foi a revolução de 1974. Dai em diante, o trabalho dos jornalistas portugueses deveria ser o acto de fazer jornalismo livre e independente de censuras, quer  privadas, quer de controlos estatais, políticos e económicos, de assegurar o pluralismo da informação; assegurar que todas as opiniões (o maior numero possível…) seria veiculado para todos que quisessem  ou estivessem interessados em as escutar, comprar, adquirir, debater.

Após o inicio, inúmeros entusiastas neófitos a par com os meios de comunicação social já pré existentes e que vinham da ditadura onde existia censura ao que produziam; criaram novos meios de comunicação, especialmente jornais, já libertos de uma censura mantida pela ditadura que vigorou em Portugal até 1974.

Depois do inicio e em força desde 1985, especialmente os jornais, começaram a tornar-se “empresas de jornalismo” e com o licenciamento/abertura de canais privados de televisão e licenciamento de novas rádios, metamorfosearam-se em projectos empresariais que sobrepunham os interesses económicos (o lucro) aos interesses de fazer jornalismo, afastando para o lado todo o pouco pluralismo existente nesta sociedade.

Com a maturação de um sistema inicialmente pensado para todos e que gerava conhecimento e jornalismo para todos, passou-se a um sistema corporativo e fechado. Fusões de empresas de comunicação sucederam-se. Gerar empresas cada vez maiores era o objectivo, com mais lucros, mas menos jornalistas e nenhum pluralismo.

O comissário político/económico disfarçado de jornalista sobrepunha-se (sobrepôe-se) ao jornalista propriamente dito.

E chegámos ao “mercado” concentrado, não plural, oligopolizado e cartelizado, de qualidade hiper medíocre, em que os poucos jornalistas dissidentes que queiram mesmo fazer jornalismo são impedidos de o fazer, convidados a sair, colocados na posição de auto censura, ou arrumados numa prateleira para não perderem o emprego. Se o perderem,  estando no lugar ” x”, por dissensão de opinião, apenas existem mais dois ou 3 grupos  de meios de comunicação social onde poderiam trabalhar.

Este protótipo de jornalistas dissidentes acima descritos é ultra minoritário, uma pequena espécie autóctone.

O sistema foi armadilhado e funciona apenas para as elites (“Elites” entendidas no sentido mais depreciativo do temo que seja possível…).

Com os novos donos a ocupar o lugar os actuais bonecos de palha foram encarregados da aplicação das narrativas que beneficiam elites. Essa narrativa é ortodoxa e transformou as criaturas que nos são apresentadas como jornalistas nos  “guardiões da ortodoxia”.

Estes novos cortesãos servem diligentemente e com brio.

Contudo, debaixo de uma capa de sofisticação, são apenas instrumentos rombos, pintores de construção civil que colocam mau estuque manipulativo; aplicadores de camadas de cimento propagandístico que escondem a brutal realidade do neoliberalismo aplicado a esta sociedade, das enormes injustiças nela praticadas, que branqueiam e escondem os danos de um regime podre e decadente e que nenhum aspectos de democracia (tirando a fachada)  tem.

Na numismática exige-se patina às moedas. Neste ecossistema maligno trabalha-se em prol da colocação de uma patina de brilho sobre as figurinhas ridículas da instituições e (acessoriamente) exalta-se sempre que possível as virtudes da tribo da direita política.

(Em Portugal, existe a originalidade de só esta agremiação de cretinos da tribo da direita política ter direito a ser branqueada de forma permanente; já a tribo da esquerda politica é sempre vilipendiada excepto quando interessa branquear facções dentro da mesma. Surge o clássico “dividir para reinar” aplicado sobre a tribo da esquerda política, para a impedir de chegar ou manter o poder. Uns grupos são exaltados em detrimento dos outros e no próximo turno, a outra facção da tribo da esquerda política será branqueada no próximo ciclo politico. (Merecem-se todos uns aos outros…)

(As elites de poder que vivem nas sombras divertem-se a incentivar este jogo.)

As elites políticas, sociais, económicas portuguesas são extremamente limitadas.

A sua programação limitada interna contém apenas uma instrução dividida em duas partes.

(A) Só se deve defender os seus próprios interesses e os dos amigos.

(B) tudo o resto deve ser ignorado.

As consequências deste pensamento pobre e limitado são obvias.

Ignorando tudo o resto, resta-lhes apenas conseguir interagir umas com as outras (endogamia social oblige…). Como as instruções de programação não dão para mais, ficam sempre surpreendidas e espantadas com o nível de ressentimento, revolta e alheamento que a generalidade da população sente.

Escudados por zonas francas de bem estar, físico, psicológico e económico, quer nos locais selectos das periferias das cidades ou nos centros principais das duas maiores cidades, o resto da população só é autorizado a entrar se for lá para trabalhar nas limpezas da porcaria que esta gente produz diariamente ou para servir cafés.

Os seus núncios jornalistas comissários da propaganda tem instruções para ignorar, e/ou ocultar e/ou manipular percepções quer o problema ocorra a 15 km de distancia ou numa aldeia remota. Sucedendo algo,  os seus núncios comunicacionais televisivos regurgitam uma verborreia inchada de teorias peregrinas acerca do que aconteceu – um dia antes nem sequer faziam ideia ou tinham sequer ouvido falar do que aconteceu.

Se e quando existe algum pico de contestação mais sério, acalmam aqueles que consideram e tratam como inferiores (95% da população), recomendam paciência, calma, ponderação e responsabilidade, incentivam a que trabalhem muito e pedem que se demonstre confiança no sistema armadilhado e no regime que temos (um regime subvertido por neoliberais e por elementos da extrema direita que fazem turnos para ver quem faz mais estragos..) prometendo final a cereja no topo do bolo: que as coisas ficarão bem e serão resolvidos problemas.

Esta narrativa tem “tendências” cíclicas. Actualmente a narrativa para acalmar o ressentimento latente baseia-se nos discursos do  “culto do empreendedorismo”, na “ética do pluralismo político”, na “cultura do mérito” , na “ascensão social para todos”, na ” confiança nas instituições”.

Também se baseia em apelos constante à união: temos que nos unir, dizem-nos e chegar a “consensos”. (Consenso, neste contexto, significa  baixar a cabeça e fazer o que as elites de poder querem…)

Um produto inexistente é constantemente promovido através do uso de mantras, de spots publicitários, de repetição constante de falsidades.

A realidade é outra.

As elites portuguesas continuam a oferecer soluções estúpidas.

Como são estúpidas só conseguem isso.

Move along, nothing to see here…

Harmony makes small things grow, lack of it makes great things decay.”
Sallust

Como o sistema português é modelado a partir do sistema americano de corrupção percebe-se que as coisas funcionam como um clube.

Todos os membros do clube, “entram em consenso” acerca da escolha dos candidatos que irão ocupar os lugares institucionais, profissionais, das ” zonas de conforto”.

Todos juntos, todos amigos, todos incompetentes, todos a viver numa redoma. (Observe-se a escolha de todos os candidatos à eleição para a câmara municipal de Lisboa nas recentes eleições autárquicas… competindo todos entre si para correr mais depressa em direcção à mediocridade…)

Incrustada a essa redoma disposta como massa de vidraceiro que colou mal, e está lá dependurada á espera que o tipo das obras venha novamente reparar correctamente o vidro,  estão os jornalistas cortesãos portugueses.

Aconchegados junto dos círculos, triângulos e octógonos de poder ,“Embebidos”, os jornalistas atingem o orgasmo comunicacional que Marshall Mcluhan lhes prometeu quando afirmou que “o meio é a mensagem”.

Por viverem todos no mesmo  “ambiente”, dia após dia, ano após ano, jornalistas e políticos por exemplo tratam-se por tu… e após algum tempo todos adoptam inconscientemente (muitos fazem-no conscientemente que nesta profissão existe um enorme desejo e dedicação à prostituição intelectual…que paga bem… ) os mesmos conjuntos de valores.

Geograficamente, habitam nas mesmas zonas livres de pobres/classe média, próximos dos outros e frequentam os mesmos ambiente suburbanos e as mesmas festas sociais…

Afinal de contas, são todos da mesma “classe”

É a total perversão do que o jornalismo deveria ser. Toda a imprensa deveria posicionar-se “de fora”,  vigiando os de dentro e recusando identificar-se psicologicamente com os “círculos do poder”.

É uma ” experiência partilhada com os “insiders”, assim se auto justificam…para aplacar eventuais remorsos sentidos…

Surge um negócio paralelo narcisista-capitalista. Os novos jornalistas – cortesãos criam personalidades publicas, marketizam-se como celebridades, manufacturam emoções, as próprias e as dos terceiros que estão a promover.

A política e a sociedade são irrelevantes, somente as artes negras da propaganda irão ser usadas para influenciar o comportamento dos cidadãos e em quem votam.

Deixou de ser cidadania e passou a ser uma estratégia comercial. Os subprodutos são óbvios: quando se trabalha num tal ambiente inconscientemente/conscientemente estas pessoas tornam-se facilitadores de qualquer estratégia comercial, oriunda da elite de poder ou associados.

As ideias que podem ser debatidas pela sociedade são cuidadosamente seleccionadas, as que não devem ser questionadas são ocultadas ou remetidas para o esquecimento. Os jornalistas são os “guardiões da ortodoxia”, da nova ortodoxia. Criam um novo tipo de véu de tirania intelectual, social e política semelhante a que foi imposta no passado pelo fascismo e pelo comunismo.

É isto que as elites querem; nós devemos recusar.

Como o terrorismo serve para atacar noções de privacidade

“… And where once you had the freedom to object, to think and speak as you saw fit, you now have censors and systems of surveillance coercing your conformity and soliciting your submission. How did this happen? Who’s to blame? Well certainly there are those more responsible than others, and they will be held accountable, but again truth be told, if you’re looking for the guilty, you need only look into a mirror. I know why you did it. I know you were afraid. Who wouldn’t be? War, terror, disease. There were a myriad of problems which conspired to corrupt your reason and rob you of your common sense. Fear got the best of you, and in your panic you turned to the now high chancellor, Adam Sutler. He promised you order, he promised you peace, and all he demanded in return was your silent, obedient consent. …”

Personagem “V” do filme V for vendetta 2005

Após o dia 11 de Setembro de 2001, as forças que detestavam que qualquer pessoa tivesse a liberdade de rejeitar, de pensar e de falar livremente perceberam que tinha sido criada uma oportunidade.

Aproveitaram a onda de choque e terror que se sucedeu e advogaram que seria necessário “alterar” as leis sobre privacidade e segurança para “detectar e apanhar terroristas”.

E foram alteradas.

Até essa data tinha existido um longo e ansiado processo de imposição da limitação da privacidade com pouco sucesso. Dessa data em diante encontrou-se o conveniente motivo para justificar ser feito: “a guerra ao terrorismo”. O processo começou nos EUA e sendo estes seguidos como exemplo, quer por convicção de quem segue, quer por coacção feita a quem não pode discordar, em breve todo o designado mundo ocidental, em maior ou menor grau, seguiu o “líder” e começou a alterar, reduziu ou abdicou das suas próprias leis sobre privacidade e respectiva protecção dos direitos dos cidadãos neste assunto.

Quando este tipo de leis é alterado o argumento (pretexto…) mais comum usado para o justificar e legitimar é o seguinte: “alteramos as leis sobre privacidade para melhor defender os cidadãos”.

O paradoxo é evidente.

Para proteger a liberdade e a privacidade dos cidadãos retira-se a liberdade e a privacidade dos cidadãos. Deixam de existir problemas de protecção da privacidade, dado que as leis que criavam as garantias de imposição de direitos de privacidade foram fortemente restringidas ou desapareceram.

É uma forma de neoliberalismo, mas aplicado à lei.

Transforma-se em legal o que antes era ilegal, e após o fazer afirma-se que  já não existem problemas de privacidade porque – obviamente – as leis que os enunciavam e não permitiam foram eliminadas.

Rédea livre aos Estados e aos interesse privados que os capturaram camuflada com algumas pseudo garantias para disfarçar e fingir que está tudo na mesma como antes.

Liberty: One of Imagination’s most precious possessions.
Ambrose bierce

Para a população tem resultado?

Não.

♦ Do ponto de vista da privacidade e da protecção dos dados dos cidadãos estes ficaram claramente desprotegidos e em estado de inferioridade psicológica no que ao exercício da cidadania diz respeito.

Deve dizer-se que os cidadãos mais por desleixo do que por noções adquiridas de medo real relacionado com este assunto nada entendem disto. Se o entendessem e considerassem como grave, apenas precisariam de se olhar ao espelho e perceberem quem é o verdadeiro culpado. Se não estiverem demasiado ocupados a mandar sms ou a tirar selfies algures.

Outra das consequências da imposição da perda de privacidade foi a imposição das lógicas de teoria dos jogos. Ao ganho total de uma parte corresponde a perda absoluta de outra.

Se a cidadania perdeu, as grandes empresas privadas e os Estados ganharam e passaram a fazer colecta de dados – metadata – sobre os gostos e o que pensam os cidadãos e a nível mundial.

Para estas empresas privadas trata-se de um negócio onde a devassa comercial  da vida privada e a subsequente venda de dados a terceiros são um negócio extremamente lucrativo.

Parasitam os seus consumidores.  Estes julgando estarem a ser tratados de forma comercialmente justa, são apenas parasitados para extracção.

Se um campo agrícola é alvo de uma colheita dos frutos ou legumes que nele foram cultivados também os cidadãos são alvo de uma colheita dos seus dados.

Tudo em nome da sua “segurança comercial” e do “saber mais” sobre os clientes para “melhor os servir”. (ou melhor comercialmente condicionados após colheita de informações…)

Corporation: An ingenious device for obtaining profit without individual responsibility.
 Ambrose bierce

♦ Para os Estados é semelhante. Para protegerem os cidadãos, afirmam os responsáveis da segurança e da privacidade, é necessário saber mais sobre os cidadãos.

Para melhor proteger, câmaras de cctv colocam-se em vários locais, controlos são feitos, quer aos indivíduos que podem ter apetência para serem terroristas quer não.  De caminho dissidentes verdadeiros do pensamento são referenciados e coagidos desta forma, mas apenas quando interessa escolher quais os indivíduos a coagir, onde e quando.

Alguém se sente mais seguro?

Não.

If we want things to stay as they are, things will have to change.
Ggiuseppe tomasi di lampedusa

Dentro dos aparelhos burocráticos administrativos que impõem a lei e “combatem os terroristas”, também  surge a gula económica e burocrática.

Os pequenos tiranetes das administrações salivam por mais poder e pelo enriquecimento psicológico e simbólico derivado de serem considerados administrativamente mais importantes do que antes. Passar a falar mais vezes com o ministro ou o chefe de estado sobre assuntos de segurança é um penacho na lapela que não convém menosprezar, bem como os olhares invejosos dos vizinhos e amigos todos eles ” sentindo-se cheios de segurança, só por dizerem bom dia ou boa tarde ou serem das relações próximas destes cripto fascistas zelotas anti privacidade.

Ou aparecer na televisão com o rotulo de ” especialista”…em terrorismo.

Por todas estas razões mesquinhas e pelas próprias dinâmicas da burocracia se existiu a criação de uma lógica muito própria para “o combate ao terrorismo”, a tal correspondeu uma exigência publica(da opinião publicada…) em busca da mitológica “segurança”.

A alimentação do medo e da ansiedade feita pelos meios de comunicação social gera respostas destas por parte dos pequenos tiranetes. Muito espectáculo, mas resultados práticos diminutos e muita coacção subliminar sobre a vida das pessoas.

Dai os “mais meios para combater o terrorismo”, classificados como… “as novas e recentes ameaças”.

E mais meios foram dados, mais controlos foram feitos e mais meios continuam a ser dados e mais controlos a ser feitos

Estamos a chegar aos ponto do paradoxo total.

Publicamente existem dois discursos.

(1) Um deles afirma que estamos mais seguros, uma afirmação plenamente gratuita e que ao é verificável pelos cidadãos pela própria natureza da afirmação apresentadas. Quando surgem criticas exagera-se os êxitos obtidos falando em ” inúmeros atentados evitados” que não são nunca mencionados ao publico – aos cidadãos – para não causar ” alarme social”

(2) Após a ocorrência de um atentado terrorista ( estamos a 4 de Junho de 2017, e ontem em Londres ocorreu um atentado em que morreram 7 pessoas…) surge imediatamente um discurso totalmente contraditório com o anterior que exige novos meios e mais restrições às liberdades.

O estado da arte da segurança burocrática – administrativa é este.

Trocar o consentimento silencioso e obediente pela coacção subliminar a resvalar para a coerção declarada é um mau negócio de cidadania.

Irmãos de Némesis: se sentem a opressão a formar-se nos céus como uma tempestade que chega, então sabem que lutaremos contra ela.

O terrorismo é um assunto demasiado sério para ser usado como arma de criação de uma sociedade totalitária usando-o como pretexto para o fazer.

Como a opus dei chegou onde queria chegar (à Cgd) e os partidos políticos portugueses permitiram

Em Portugal, quem é colocado fora do acesso aos benefícios do sistema político, social e económico português tem uma identidade. Essa identidade económica, política e social e partilhada com todos os outros membros da sociedade que estão na mesma situação, quer pareçam ser pessoas colocadas num patamar económico acima, quer não o sejam efectivamente.

O desempregado branco dos subúrbios, o exilado rural que vive perto da indigência na província, o precário urbano que coexiste entre apelos pueris que o fazem pensar que é pós moderno e o desemprego de recibo verde mascarado de emprego dinâmico e moderno estão todos no mesmo barco.

A profissão liberal ou publica na área tecnica como o professor ou o médio quadro bancário estão todos no mesmo barco. O trabalhador emigrante indocumentado e o emigrante documentado oriundo de locais bizarros também está no mesmo barco.

Julgam que não, mas estão.

Importante: as elites de poder portuguesas investem muito tempo e dinheiro a mascarar e iludir estas pessoas e os problemas sociais políticos e económicos que existem.

Importante: uma certa forma peculiar de corrupção é mantida e aperfeiçoada pelas elites de poder portuguesas, que investem no controlo de muitas pessoas feito por um numero relativo de poucas pessoas.

Importante:  esta milícia de tipo casta é perigosa para todos e altamente corrosiva.

Importante: deve-se evitar deixar chegar estas pessoas a lugares de poder e responsabilidade, especialmente na esfera pública.

Na caixa geral de depósitos, banco 100% público os partidos políticos chamados PSD e CDS – meras extensões da oligarquia corrupta e decadente que queima lentamente Portugal, apostaram na política de terra queimada.

Lamentavelmente quem diz que se lhes opunha favoreceu isso.

Colocados perante a oportunidade de quebrar o controlo, nada fizeram.

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Quando no governo, (2011-2015) o PSD e o CDS permitiram que existisse uma política de desvalorização do banco, com o objectivo de:

a) baixar o preço para o potencial comprador;

b) justificar privatizar;

Quando comprasse, o potencial comprador herdaria o direito de cobrar os créditos que a Caixa tem sobre dividas de terceiros.

O Estado português tem mais de 100 mil milhões de euros em dividas à CGD.(*)

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( * dados da infografia correspondem ao ano de 2013. )

Quem comprasse, mal o fizesse iria exercer o seu direito a cobrar.

Um justificação perfeita para um governo em funções ( um governo PSD-CDS…) justificar cortes de despesa pública e aumentos de impostos.

Em 2015 a paisagem do cenário mudou (o cenário é o mesmo, infelizmente…) e uma nova experiência política começou a governar.

Esta definiu que:

a) era necessário recapitalizar a CGD;

b) sanear as contas do banco e admitir perdas;

c) racionalizar a gestão (despedir pessoas) e fazer com que o banco voltasse a financiar empresas e particulares, dado que a ” boa gestão” dos privados feita em anos passados nos seus próprios bancos resultou em estarem impossibilitados de fazer tal… actualmente…

Os representantes dos oligarcas (PSD-CDS) perceberam o perigo. E movimentam-se para impedir que a recapitalização da caixa (4 mil milhões de euros), que serviriam na sua grande parte para por dinheiro a circular e reactivar a economia especialmente nas pequenas e medias empresa fosse parada.

Sabem que se isso arranca, não voltam a chegar ao poder antes de 10,12 anos.

Isto é patriotismo de alto coturno.

Inicia-se o bloqueio, sobre a nova administração. Contando com a preciosa ajuda de todos os partidos incluindo o que está no governo.

Qual a solução, se a administração não fosse empossada como veio a suceder?

Uma nova administração inatacável.

E recusa-se ou não se sabe, arranjar uma administração inatacável.

Do outro lado, manipula-se através dos seus lacaios na imprensa para colocar na CGD, um membro da Opus dei.

Parece ser seguro afirmar que este candidato a administrador seria melhor do que aquele que foi actualmente escolhido para a Cgd..

Parece ser seguro afirmar que este candidato a administrador seria melhor do que aquele que foi actualmente escolhido para a CGD…

Com o novo candidato Paulo Macedo os velhos argumentos de que:

a) o ordenado do gestor principal da casa era demasiado alto

b) tinha destruído o SNS e feito um péssimo trabalho como director geral de impostos;

já não se aplicam.

Vários partidos políticos fizeram uma guerra sobre os rendimentos para afastarem o outro tipo e a solução é … Paulo Macedo…? A solução é  … a Opus dei…?

Um exemplo de uma estratégia negocial imbecil e um termo de comparação.

Mark Blith, economista escocês, deu uma entrevista em que criticava o SNP escocês, o partido que defende a independência da Escócia em relação ao Reino Unido.

Aquando dos resultados do brexit, o SNP queria demarcar-se politicamente dos resultados, porque eram contra os problemas eventuais que a saída da UE iria criar a Escócia pelo facto de a Inglaterra sair.

Mark Blith contrapunha e argumentava que a posição do SNP era “absurda” . Mas eles acham mesmo que ficam melhor com a austeridade do Sr Schauble?

Por contraposição à austeridade dos ingleses?

Um exemplo de uma estratégia negocial imbecil e um termo de comparação.

Fazer uma guerra acerca da nomeação de António Domingues para a CGD e obter a renunciai deste, para ser substituído por Paulo Macedo, membros da Opus dei é melhor…?

A apresentação de rendimentos e o alto ordenado do novo gestor da CGD já não constituem condição impeditiva para este ocupar o cargo…?

Mas eles acham mesmo que ficam melhor com o Sr Macedo na CGD….?

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Qual o significado real disto?

A maquinaria conhecida como “Geringonça” acabou, no momento em que esta sinistra personagem ocupou o cargo de gestor principal da CGD.

Com esta decisão?!?! o poder de controlar tudo na economia portuguesa foi dado de bandeja à pior organização de oligarcas à qual podia ter sido dada.

Esta decisão tem enormes repercussões e algumas delas são completamente invisíveis. O que o sector Opus dei sempre quis ter foi o controlo do dinheiro e o “controlo da informação” que lhes é providenciado pelo acesso ao que é a informação financeira que a CGD contém.

Mas o Sr Macedo vai congelar o investimento na CGD?

Em vez de congelar o investimento na CGD, o Sr Macedo vai fazer exactamente aquilo que o governo e o os partidos todos querem que seja feito.

Paralelamente vai adquirir toda a informação sobre o que a caixa é; a quem concedeu credito e onde se movimenta comercialmente. Essa informação será do conhecimento da Opus dei e dos seus amigos. Um fotocópia da economia e da sociedade será tirada. Isto virá a facilitar ainda mais o controlo de quem pode vir a ser rico ( os da cor…) e quem não pode.

Mais à frente, os que virão a ser excluídos serão quem é pobre ou quem  recusa alinhar com a corrupção.

Todos colaboraram com isto.  A Irmandade de Nemésis não e a Irmandade não perdoa nem esquece.

Donald trump e Napoleão

DEVIL WITH WINGS -WALL PAPER

Negação: “Isto não pode estar a acontecer.”
Raiva: “Por que eu? Não é justo.”
Negociação: “Deixe-me viver apenas até ver os meus filhos crescerem.”
Depressão: “Estou tão triste. Porquê me hei-de preocupar com qualquer coisa?”
Aceitação: “Vai tudo ficar bem.”, “Eu não consigo lutar contra isto, é melhor preparar-me.”

Com  enumeração dos 5 estágios de luto, modelo kubler -ross, percebemos como estão a sofrer aqueles que apostaram cá em Portugal e nos EUA, na vitória de Hillary clinton nas recentes presidenciais americanas.

Esta cruel piada levada a cabo pelas circunstancias tem confundido e perturbado as mentes em Portugal, excepto os fieis adoradores da ideologia política/económica que Trump visa representar. Ou os novos cristãos renascidos, que passaram a adorar Trump 5 segundos após ter ganho…

A aquisição de espelhos de longo porte, destinados aos portadores dos 5 estágios de luto para uma longa auto contemplação servirá para fazer a necessária limpeza dos mitos em que vivem e da abstracção social e mental em que estão. Asserção válida para os membros da esquerda política (mais) e para os membros da direita política (menos)

O sentido de humor relacionado com este acontecimento chamado Trump abandonou o edifício e o assunto é serio.

O sistema social, político e económico oriundo dos EUA e aplicado em Portugal, como boa região periférica e vassalo que  é, produz cidadãos fáceis de controlar. Uma sociedade atomizada, crescentemente computorizada onde as mensagens entre pessoas são mediadas via comunicações electrónicas é a regra e no caso português, dada a nossa penúria económica geral, é o facebook como canal de distribuição do controlo social e da aplacação/direccionamento das fúrias das massas caso eles porventura venham a existir.

A elite de poder gosta do Facebook. Muitos dos serventuários (Minions) corrompem aqui.

A elite de poder gosta do Facebook. Muitos dos serventuários (Minions) corrompem aqui.

No  EUA, esta é a norma nos grandes centros urbanos, embora depois existam grupos autónomos de estilo tribal, separados da tecnologia, impermeáveis ás mensagens electrónicas devido ao seu estilo de vida adverso a essa forma de viver.

Em Portugal, menos, mas diferentes, grupos de população semi autónomas, e de tipo tribal, vivem nos interior do pais e nos subúrbios das grandes cidades, quase misturando-se numa fusão entre tribos rurais e lumpen proletariado despojado.

Estes grupos de tribos rurais e urbanas são menos controláveis e menos entendidas pelo sistema de controlo político. Lá e cá.

The Revolution is for Display Purposes Only

Tecnologias políticas de controlo nos cidadãos: nos EUA, os esquemas financeiros e os bancos, o sistema de saúde privado, o sistema de defesa e segurança semi publico e privado (também conhecido como complexo militar industrial), o sistema de prisões privatizadas, o sistema de ensino superior de custo superior a 100 mil dólares por ano, ou por 3 anos consoante é Ivy League ou universidade privada normal, são os exemplos.

Em Portugal, pobrezinhos e nada honrados tenta-se copiar esta lógica, mas falta escala, profundidade populacional, dinheiro e suficiente corrupção profissionalizada competente para que se produzam mais palhaços saídos das linhas de montagem destinadas à produção de cidadãos atomizados.

Nos EUA, Clinton representava os mediadores de interesses especiais e era a quinta essência do propagandismo. Cá também temos Clintons, basta olhar, mas tem menos qualidade em dimensão e volume, mas são proporcionalmente mais numerosos e imbecis.

No estados Unidos Bernie sanders era um obstáculo fraco e foi afastado pelas regras administrativas do sistema. O problema depois seria produzir um candidato a presidente demasiado fraco para ganhar a Clinton.

Trump, nesse sentido representa a anomalia técnica que abalou este sistema ( isto não exclui obviamente que o candidato seja detestável…)

Os que estão de luto chorando por Hilary Clinton , em demografia eleitoral e geografia eleitoral, agrupam-se nas grandes cidades dos EUA. (Em Portugal também)

Num cenário hipotético de guerra nuclear com a Rússia ( que Clinton e o departamento e estado americano forçaram implacavelmente…) os primeiros a morrer seriam precisamente estes votantes em Clinton agrupados em cidades. O conforto da abstracção por um lado e uma total ausência de auto preservação, por outro são a fome e a vontade de comer deste cenário.

A lógica deles é simples: quem votou em Trump é racista, estúpido, ignorante ,sexista, xenófobo, e todos os que votaram em Trump são isso.

Sendo certo que existem muitos, dizer que todos o são é um erro, e que, no caso português, a tribo da esquerda política insiste em cometer. A tribo da direita política, nas suas maiores facções ainda está a deliberar, excepto os neoliberais de pacotilha cá do sitio que exultam como porcos na pocilga a comer maçãs.

O complexo militar industrial americano controla mais as percepções dos citadinos norte americanos. Racionaliza como uma máquina e aplica analises custo – beneficio, para verificar onde consegue maior e melhor alcance. As decisões devem ser alocadas  aos sítios susceptíveis de melhor produzirem efeitos a quem controla.

HUBRIS - CEREBRO - HALTERES

 E agora surge o mesmo fenómeno generalizado junto de muitos habitantes do EUA (em Portugal é a geral indiferença de 99% da população…) que já sucedeu historicamente quando Napoleão abandonou o seu refugio na Ilha de Elba.

O “Le moniteur Universel”, ilustre periódico que cultivava o jornalismo de lixo (que actualmente se pode ver num infame diário português), e que faleceu em 30 de Junho de 1901 (abram-se garrafas de champanhe por mais uma folha de alface ter morrido…) noticiava assim a vinda de Napoleão.

  • O canibal deixou o seu covil. 9 de Março
  • O ogre corso acabou de desembarcar no Juan Gulf.  10 de Março
  • O tigre chegou ao Gap. 11 de Março.
  • O monstro dormiu em Grenoble 12 de Março.
  • O tirano atravessou Lion  – 13 de Março
  • O usurpador foi avistado a sessenta léguas da capital – 18 de Março.
  • Bonaparte avançou em passo de corrida, mas nunca entrará em Paris  – 19 de Março.
  • Amanha , Napoleão estará dentro das nossas fortificações – 20 de Março.
  • O imperador chegou a Fontainbleau  – 21 de Março.
  • Sua majestade Imperial e real entrou no seu palácio nas Tulherias ontem à noite acompanhado pelos seus mais fieis súbditos –  22 de Março

Em Portugal veremos isto acontecer (pela opinião publicada…e pelos “especialistas”consoante Trump faça o que se quer que faça).  A excepção a isto, desde já, são os fieis fanáticos neoliberais, mas mesmo eles próprios seguiram rapidamente a lógica aplicada pelo Le moniteur Universel a Napoleão.

Os americanos adoram um vencedor, mesmo que seja um traste. Os jornalistas e courtiers deste sistema irão fazer por isso. Trump o outsider será Trump a estrela.

Em Portugal estado vassalo insignificante passar-se-á a mesma coisa.

No sector político da tribo da direita política, a hipocrisia em relação a este senhor e as meias palavras oscilarão consoante o vento.

No sector político da tribo da esquerda política, há o desconforto das facções principais, com a repulsa virulenta dos subsectores mais esquerdizados.

No enclave, com os irmãos de Némesis escrever-se-á a verdade.

O psd é um partido de mercadores que precisam ser expulsos do Templo

Em Portugal, os irmãos de Némesis são cavaleiros que percorrem estradas sombrias por onde outros se recusam a passar e tomar posição. Percorrendo uma dessas estradas sombrias, um cavaleiro de Némesis encontrou um ninho hediondo, vil e negro, um cancro panfletário, uma invocação da morte em vida que importa fazer chegar ao conhecimento dos restantes irmãos de Némesis.

For the merchant, even honesty is a financial speculation. Charles Baudelaire

For the merchant, even honesty is a financial speculation.
Charles Baudelaire

Antes de mais, deve ser explicado o contexto deste cartaz desprezível oriundo da Guilda de mercadores para os quais tudo se vende e compra.

Esta agremiação político-partidária-corrupta e absolutamente desnecessária e inútil para a sociedade portuguesa, oriunda da tribo da direita política, decidiu produzir uma aleivosia torpe disfarçada de guião de reformas (esta imagem hedionda é a capa de apresentação desta monstruosidade anti espiritual e anti sociedade…) que é pelos próprios considerado como o verdadeiro guião de reformas (a falsa modéstia não lhes fica bem), tudo isto para contrapor ao Plano nacional de reformas proposto pelo PS, o actual partido político que governa, oriundo da tribo da esquerda política.

Esta Guilda de mercadores desonestos que vendeu durante 4 anos (2011-2015) produtos estragados em balanças cujo peso das mesmas estava falsificado, deixou calotes e falhas de pagamentos constantes, atacou as convicções pessoais de todos os cidadãos, envenenou espiritualmente esta terra com o veneno ideológico e político que soltou baseado no dividir para reinar; apresenta agora as suas ideias de reforma.

O convite é simples. Faça-se um pacto com o diabo e ao afirmá-lo ainda se disfarça de mercador itinerante que pretende vender frigoríficos a esquimós durante o inverno.

São crianças não inocentes que procuram replicar o guião dos supostos adversários e brincam com a abjecção sem terem qualquer probidade ou auto controle sobre os significados simbólicos destas imagens.

A subversão espiritual desta imagem mede-se pela sabotagem simbólica de Portugal idealizada pelo grupo parlamentar da agremiação supra citada, que se pode notar na palavra “sucess”.

Uma agremiação político-partidária-corrupta tem vergonha (ou estará a fazer uma sessão de vendas para mercados exteriores vendendo-se como traidora ao dispor dos senhores internacionais…?)  de escrever a palavra portuguesa e com orgulho recorre ao estrangeirismo para parecer moderna. Mercadores de almas e de alfabetos, tudo se vende e tudo se compra. Mais estranho ainda é existirem nesta agremiação negra da morte, inúmeros membros que protestam contra um acordo ortográfico recente, invocando pureza da língua e tradições da terra mas que ficam aqui estranhamente esquecidas.

Escondem algo negro no coração e falam com a língua bifida da serpente…

Na imagem de capa existem máquinas modernaças, palavras chave, lâmpadas no fim da escada, desenhos de construção de rodapés, gráficos sábios, e gatafunhos legíveis indicando o caminho para o paraíso subindo a escada.

O templo está a ser profanado pelos vendilhões. O chamamento é feito aos candidatos a criminosos que querem viver sem empatia. A conspurcação dos mercadores constitui profanação da sociedade.

Hateful to me as the gates of Hades is that man who hides one thing in his heart and speaks another. Homer

Hateful to me as the gates of Hades is that man who hides one thing in his heart and speaks another.
Homer

É um metafórico, simbólico pacto com o Demónio que é exemplificado comparativamente se olharmos para estas duas imagens. Junta-te a nós, candidato débil, de caracter maleável, e coluna vertebral flexível ao vento e terás a tua recompensa divina: alcançarás o sucesso.

Esta ideia é o contrário do verdadeiro sucesso, é apenas um cartaz da Guilda de mercadores para recrutamento de colaboradores. Esta Guilda funciona como empresa de trabalho temporário contratada para exercer triagem sobre os invertebrados sociais que cederam ao medo profundo psicológico que esta sociedade animalizada e corrupta lhes tem para oferecer e unicamente lhes tem oferecido essa dimensão da vida social.  E cuja responsabilidade de ser animalizada recai em grande parte nos membros desta Guilda e nos seus actos do passado.

Esta triagem incentiva os narcisistas, os psicopatas, os sociopatas, os piores de toda a sociedade, a considerarem-se ” aptos” para ” alcançarem” sucesso. Mas isso parece ser o que se pretende: corromper os melhores e os mais sãos e recrutar os piores e os mais alucinados.

Apelam ao nosso pior e incentivam outros pelo mesmo padrão e para o mesmo padrão.

Onde está o benefício para a sociedade destas ideias promovidas pela Guilda psd? Convidar cidadãos a fazer um pacto com o diabo, sem lhes ser dito qual o preço pessoal e individual a pagar, cantar loas aos psicopatas e restantes sub espécies, promover o falso êxito. Qual o preço colectivo a pagar pela disseminação destas ideias antisociais?

Esta Guilda só tem este lixo para oferecer.

Se “negociares” cidadão ( se fores corrupto e invertebrado..) alcançarás o divino (o sucesso) e a tua individualidade ( o teu suposto empreendedorismo) será recompensado com riquezas para lá dos teus sonhos.

Esta agremiação político-partidária-corrupta está a promover a licenciosidade ética, a desarmonia social, a corrupção individual, a política das negociatas, feitas por cunhas, o culto do falso mérito, a gestão de controlos políticos e sociais feita de forma corrupta e promoção de homens de palha para fazerem o trabalho sujo de subversão da decência na sociedade.

Como existem sempre pessoas que tem dificuldades em compreender o que leram, este texto recusa significar apoio a posições religiosas, ou de extrema direita/esquerda, ou ao regime actual.

Hell is empty and all the devils are here. William Shakespeare

Hell is empty and all the devils are here.
William Shakespeare

Cavaleiros de Némesis.

Somos orgulhosos dissidentes do actual regime. O anti-humanismo, em todas as suas formas, será rejeitado. Tudo o que devore o Homem na sua essência é indigno de existir. Recusamos dar guarida a mercadores de almas para os quais tudo é um mercado e onde tudo vendem e tudo compram.

Atravessamos a escuridão por estradas sombrias.

O único verdadeiro lado que existe somos nós.

Vamos convocar demónios e esperar que eles não se manifestem?

DEVIL WITH WINGS -WALL PAPERNos últimos 30 anos, as elites europeias e norte-americanas decidiram produzir uma narrativa. Nessa ficção manufacturada foi dito aos seus cidadãos-eleitores dos estratos e rendimentos mais baixos que  a globalização seria maravilhosa, que todos iriam ser “técnicos especializados em alguma coisa usando computadores  e outras máquinas de cor cinzenta metalizada”, trabalhando em escritórios assépticos nos centros da cidades, produzido serviços especializados, modernos e bem pagos.

Nas indústrias intelectuais de produção desta nova fé, os principais defensores estavam na ala do “centro esquerda”. Ou socialismo democrático. Ou social democracia de matriz nórdica. Ou qualquer outro envelope brilhante de palavras que vendesse melhor o produto. As diferentes tribos da direita política, especialmente o “centro direita” aceitou jogar este jogo dado servir as suas agendas políticas de longo prazo.

O centro construía coesão e consenso social, esmagava as dissidências. Empurrava os sectores não alinhados com estas políticas injustas para as margens.

Estes templários do centro esquerda, afirmavam que a globalização era óptima, não existiam motivos para preocupações com o futuro do país, e, no improvável caso de virem a existir criari-se-iam compensações para quem fosse afectado. E antes que se esquecessem, de passagem mencionaram que doravante abandonariam a defesa do seu estrato social e político que antes juraram defender.

Todos teriam oportunidade de escapar à pobreza e exclusão se aceitarem a globalização, mas doravante os destinos do estrato social de baixo rendimento seriam considerados obsoletos, e estas forças políticas centrais mover-se-iam para o estrato social acima; aquele que estava no meio da escala social ou mais acima,  e seria esse estrato que passaria a ver os seus interesses defendidos porque iria ser a partir desse degrau o local politico onde estavam os votos a ganhar e o dinheiro a seduzir.

A classe média-alta ou outras pessoas com as quais o centro esquerda (acolitado pelo centro direita) se queria identificar. Deixando os pobrezinhos ocupados na sua saga de chegarem a programadores cintilantes informáticos a partir dos subúrbios.

Esta supostamente brilhante deslocação para o espectro direito da política ocorreu espectacularmente em toda a Europa. Em Portugal, querendo ser moderno e bom aluno europeu ocorreu a um ponto tal que a generalidade dos partidos portugueses designados “de esquerda” competia ferozmente pelo eleitorado de extrema direita.

Em resumo, as pessoas com os 40% de rendimento mais baixo foram  abandonados numa ilha deserta. Foram equiparadas a “não entidades políticas” e acaso contestassem, uma política de panóptico e controle bio político seria posta em marcha. (No caso português, isto é um desejo latente, não muito real porque um Estado de polichinelo, desprovido de recursos financeiros suficientes tem dificuldades em reprimir musculadamente.) A policiação de bairros problemáticos nas periferias, antecedida de guetização, ostracização e estigmatização social por cor da pele ou outra forma discriminatória qualquer foram colocadas no terreno – uma solução económica e de dividir mais para reinar. Os de rendimentos inferiores teriam que ser felizes com a nova ordem.

O suave abraço da social democracia, a solidariedade socialista com as massas oprimidas, o conceito de sociedade justa e com oportunidades para todos, era deitado para o lixo pelo centro esquerda na sua demanda pelo eleitor “aceitável” de classe media.(O centro direita colaborante sorria deliciado por ter alugado lacaios a preço zero para fazer o trabalho sujo e de forma visível…)

Os pobrezinhos teriam que ser excluídos do dialogo social e da participação política, confinados fisicamente aos seus guetos suburbanos longe da “gente bem”. Já o novo eleitorado adquirido pelo centro esquerda, a “gente bem” com rendimentos superiores aos rendimentos dos 40% mais baixos poderia passar a sentir-se bem nos seus novos bairros e condomínios fechados, as suas escolas privadas passariam a excluir os piolhosos e a vizinhança seria selecionada em catálogos gourmet.

Os piolhosos teriam as suas escolas publicas, a “gente bem” teria as suas escolas privadas, e com o decorrer do tempo, “a gente bem” começaria a recusar pagar as escolas publicas dos piolhosos, começaria a exigir não pagar impostos para existirem estes sistemas públicos de ascendência por mérito.

É aqui curioso mencionar que esta mesma classe média-alta quando fala sobre estes temas enche a boca mencionando mérito e progressão social devido a esforço e trabalho, mas cria e tenta manter mecanismos camuflados de negação desse mesmo mérito sobre os de rendimentos inferiores.

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço.

30 anos desta subversão passam, 30 anos de aumento lento de injustiças sociais e políticas passam, 30 anos de jogos de soma nula em que as elites ganham sempre o jogo viciado por elas criado passam, e o ressentimento e os sentimentos de injustiça aumentam exponencialmente, porque ninguém suporta ou aceita uma guerra de atrito que lhes é imposta por elites sem de algum modo responder violentamente a essa mesma guerra de atrito e à injustiça plena que dela deriva.

E assim chegámos ao Brexit.

Depois de convocados demónios durante 30 anos, eles manifestaram-se e apareceram. A maior parte da população inglesa, aquela mesma que foi considerada como ” surplus” obsoleto, decidiu votar democraticamente por uma decisão democrática e contrariar o sistema de injustiça que lhes estava a ser proposto e imposto.

E votou sair da União europeia.

Aproveitou a oportunidade para se revoltar contra as elites, para se revoltar contra as tribos da esquerda política e da direita política, as mesmas forças que foram supostamente criadas (especialmente o centro esquerda) para defender os interesses dessas mesmas pessoas e que durante este longo processo temporal trariam tudo e todos, trairam as pessoas que nelas confiavam e tornaram-se apenas lacaios de interesses elitistas, ilegítimos, financeiros e anti democráticos.

O acto de votar Brexit é uma revolta contra tecnocratas e elites.

O acto de votar Brexit é simbólico, mas com efeitos concretos.

90% das populações, em certos lados do mundo, está a perceber que 10% das populações lhes tem dito nos últimos 30 anos; como pensar, como fazer, como viver. Agora perceberam isso e toda a injustiça e toda a ilegitimidade derivada desses actos e tomaram uma posição.

"Embora percamos todos os bens, conservemos imaculada a honra. " - Walter Scott

“Embora percamos todos os bens, conservemos imaculada a honra. ” – Walter Scott

Em Portugal, os irmãos de Némesis são cavaleiros que percorrem estradas sombrias por onde outros se recusam a passar e tomar posição.

Panamá Leaks – mantenha a calma e chantageie alguém

“Today we live in a society in which spurious realities are manufactured by the media, by governments, by big corporations, by religious groups, political groups… So I ask, in my writing, What is real? Because unceasingly we are bombarded with pseudo-realities manufactured by very sophisticated people using very sophisticated electronic mechanisms.”
~ Philip K. Dick

blackmail

As ideias culturais (memorandos) são ideias inseridas nas sociedades por grupos específicos; grupos esses que tem muito a ganhar pela imposição dessas mesmas ideias como “norma padrão” pela qual uma sociedade deve pensar e viver e quando aceites pela generalidade dos cidadãos tornam-se parte da nossa cultura geral.

Regra geral o que existe numa sociedade é uma inércia social relativamente a ideias culturais novas (não no sentido de cultura “artística”…). Daí os actos premeditados destes específicos grupos de interesses na criação destes memorandos culturais e na sua disseminação.

Quando estes grupos ilegítimos de interesses julgam estar a sociedade predisposta a aceitar algo contrário aos interesses dos cidadãos, ou precisam que a sociedade esteja predisposta a aceitar formas de viver contrárias aos seus interesses é colocado o ovo social dos memorandos pré fabricados em acordo com os interesses da elites, das oligarquias ou de ambos.
Se este memorando se torna viral a viralidade auto exponencia-se e o novo ovo social/memorando a aplicar auto alimenta-se e apresenta as características da exponencialidade existentes nas células cancerígenas.

Quando os memorandos são sucessivamente aplicados, e as coisas efectivamente mudam, os promotores destes tipos de ideias tentam a todo o custo travar a emergência de um novo memorando que os combata e passam a promover a inercia social e cultural e o estiolamento do pensamento.
Quando não o conseguem ou porque não tem força e habilidade para isso ou porque uma sociedade onde isto é aplicado é demasiado dinâmica e gera sucessivos novos memorandos este mesmo processo tenderá a ser repetido: viralidade, aceitação generalizada ou inercia cultural e resistência a mudança.

Tudo isto gera uma enorme confusão nas vidas das pessoas e gera uma aparência de falsa dinâmica em certos sectores de uma sociedade e que se mistura com uma lassidão social total noutros sectores da sociedade, o que gera uma cada vez menor homogeneização da sociedade no que diz respeito à definição do que é o bem comum e qual é o destino colectivo dessa mesma sociedade.

Este é o sonho húmido das elites e dos oligarcas portugueses: confusão das pessoas e falta de sentido e clareza no que ao destino colectivo diz respeito.

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Grupos específicos aparentemente indeterminados, despoletaram os Panamá papers.

Um desconhecido chamado John Doe (ou uma agência de segurança e informações de um país..) adquiriu, via roubo electrónico, ao que se julga saber, os ficheiros de uma empresa privada de advocacia que se dedica à gestão de fortuna e a criação de offshores.
A empresa é obscura e cheia de sombras, transacciona para todos e com todos, e o escritório atacado situa-se, convenientemente, numa geografia controlada pelos norte americanos e pelos seus serviços de segurança e militares.

John Doe entregou os documentos digitalizados roubado a um consórcio “independente” de jornalistas. Constitui apenas um mero acaso circunstancial serem financiados por organizações ligadas aos centros políticos e estratégicos dos EUA e por fundações ligadas a interesses de oligarcas e de elites económicas e políticas com sede nos Países baixos, Noruega, e Reino Unido.

As fundações são elas próprios veículos jurídicos artificiais criados com o fim de se pagar menos impostos pelas actividades que se realizam em nome do objecto jurídico (muitas vezes fantasista…) dessas mesmas fundações.

Este consórcio “independente de jornalistas” sentiu-se autorizado a usar informação roubada, onde coexistem terceiros que não sendo eticamente inocentes apenas aproveitaram o regime jurídico injusto dos offshores, e onde coexistem criminosos (cujos dados até agora não foram revelados) e onde coexistem chefes de estado ou empresas que são inimigas dos EUA (dados revelados ou insinuados…).

O consórcio jornalístico “independente” não usou a sua independência para usar o seu bom senso e declinar servir de peão a esta estratégia. Serviu conscientemente de peão, servindo diligentemente quem lhe paga.

Estes bens roubados e divulgados – informação – serviram e servem para estes consórcios e as empresas de comunicação que deles fazem parte pudessem obter vendas mais elevadas e aumentarem a sua reputação como “jornalistas de investigação /meios de comunicação social” honestos e impolutos.

2016-04-25 - panama leaks -sabujice manipulativa

Esta actividade tem servido para a pratica do desporto da “selectividade à medida” e serve para transformar esta actividade numa tendência a ser considerada como sendo “os novos tempos “ que ai vem e aos quais devemos todos aderir.

Com posse destes segredos, seletividade das fugas e com estas tácticas a serem usadas isso possibilita a que a imprensa (e os interesses económicos por detrás) possa fazer deste tipo de casos um novo mercado.

O lançamento de cortinas de fumo e desinformação que aproveita apenas foi mercantilizado com esta acção (capitalismo de vigilância). Tornou-se apetitoso para toda a classe profissional de John Does mundiais a pratica da extorsão e da chantagem obtendo em troca de poder e lucro.

As possibilidades são imensas, uma classe de extorsionistas veste a capa da legalidade justiceira e pode ditar quem é ou não é um candidato à Presidência, ao governo, que empresa ganha ou não ganha um contrato, quem pode ser empresário ou não, que cidadão é estimável ou quem não é, embora depois as consequências práticas legais sejam nulas sobre os visados, dado que a legislação que existe “legaliza” os offshores.

Neo liberais e libertários portugueses clamarão que esta situação apresenta uma oportunidade de negócio visando criar protecções sob a forma de empresas – startups – que gerarão software (ou vaporware caro…) – que nos protegerá deste novo perigo (que está a ser propositadamente criado e deixado florescer…), a divulgação ou venda de informação sensível.

As ideias culturais (memorandos) são ideias inseridas nas sociedades por grupos específicos; grupos esses que tem muito a ganhar pela imposição dessas mesmas ideias como “norma padrão”, e um novo popular memorando foi criado.

Que quem determina o que é revelado são Jonh Does, acolitados por empresas de comunicação social, que se auto reservam o direito de dizer o que é divulgado ou não é divulgado e qual a seleção a fazer.

O principio da espada de Dâmocles chegou.

Tenta-se fazer passar a ser aceitável que isto seja o novo paradigma.
Que quem domina melhor os meios tecnológicos pode ser autorizado a difamar e a chantagear e a dizer o que é lei e o que não é lei.

Panamá Leaks ou apenas uma operação de manipulação de percepções

Desde 2008, quando a bolha especulativa da economia mundial foi rebentada, a oligarquia mundial que manipula estes assuntos especialmente a facção económica/política que controla os Estados Unidos e as respectivas instituições que estes influenciam; decidiu que seria necessário trazer de novo para a economia mundial uma parte das vastas somas de dinheiro que habitam nos offshores mundiais.(entre 21 e 32 triliões de dólares, segundo dados do Banco mundial, bancos centrais, Fmi e Onu)

Sobre o propositadamente nebuloso mundo dos offshores, paraísos fiscais e similares foi aplicado este novo paradigma. Como consequência, desencadeou-se a questão cipriota em 2013 promovendo-se artificialmente uma crise de liquidez … (a Europa “Merkelizada” foi usada como proxy para o fazer…) sobre os bancos cipriotas/Estado cipriota. Com esta manobra pensava-se poder atingir duramente, na área geopolítica e financeira, os interesses da Rússia (Brics), e punha-se em marcha a reengenharia mundial que visava também criar oportunidades de mercado para os novos players oligárquicos e elevar da sua quota neste mercado emergente de remodelação geográfica de quais os offshores “aceitáveis”.

E assim adicionais vantagens comerciais seriam criadas para a oligarquia mundial. Os offshores que “não interessavam” existir como concorrentes começavam a sentir o bafo nas costas quando são marcados para abater. Chipre foi o tiro de partida e o benchmark.

Entre 40 a 60% dos offshores mundiais são alvo de controlo directo ou indirecto pelos esquemas financeiros/legais cujos mestres titereiros são os EUA/Reino Unido,(as facções nestes dois países…) mais as adjacências coloniais designadas de “União europeia” e a sua pretensa independência estratégica e financeira em relação aos mestres titereiros.

Que importa, perguntarão os mais cínicos, se a criação propositada da falta de liquidez na zona cipriota e consequente avolumar do contágio financeiro à toda a zona euro vem criar problemas a populações de uma área económica como a Europa?

Que importa, perguntarão os mais cínicos, se estas novas startup´s de offshores, geograficamente recolocadas constituem novas oportunidades de mercado para as oligarquias mundiais e respectivas elites locais que os servem?

Neste paradigma de guerra económica a eliminação de um concorrente comercial (Chipre) que servia de porto de abrigo europeu relativamente neutral no que a abrigo financeiro diz respeito para uma parcela pequena de oligarcas e cidadãos abastados da Rússia mais algumas empresas (quase todos os oligarcas russos são pró atlantistas e pró Estados Unidos/Europa, note-se…) conjuntamente com o embaraço público sofrido pela Rússia, a relativa desestabilização interna que se esperava que daí adviesse; (reacção dos oligarcas e população russa contra Putin, que não se verificou…) tudo isto constituía um prémio geopolítico e comercial que merecia (segundo as opiniões das facções oligárquicas norte americanas) que se movesse as correctas peças do tabuleiro de xadrez para alcançar este resultado.

Fazer “regressar” ao circuito económico mundial dinheiro com donos específicos parqueado em ofsshores, atingir com uma facada comercial um offshore que começava crescentemente a captar dinheiro e investimentos, que assim não iriam parar às Mossacks-Fonsecas do outro lado do espectro político dos offshores, e pretender atingir e condicionar a capacidade de mover capital por parte de Russos oligarcas endinheirados (levando-os a exigir responsabilidades a Putin para que este cometesse um erro, desse um salto em frente, e aumentasse o nível do conflito…) para paraísos fiscais geograficamente perto do território russo foram metas estabelecidas.

Quando o concorrente não pode ser comprado comercialmente ou não se deixa comprar comercialmente, é necessário atacar a sua credibilidade comercial aos olhos dos potenciais clientes e neutralizá-lo tornando-o quase ou totalmente ineficaz para o percebido adversário.

Chipre tornou-se ineficaz, do ponto de vista comercial, para o percebido adversário. Politicamente a história já é outra…

O bónus adicional; a desestabilização ainda maior da já auto desestabilizada União europeia, surge como consequência destas manobras. Também ajudou ter sido potenciadas pela inépcia completa ( ou propositada?) dos pseudo lideres europeus em duas vertentes.

(1) Permitiu-se deixar a senhora Merkel e o resto dos bonzos políticos alemães divisarem uma estratégia para a Europa o que é e foi um erro de dimensão trágica.

(2) Permitir-se discutir este assunto estratégico enfeudado à grande estratégia de tabuleiro de xadrez dos EUA.

O que equivaleu a alinhar nos equívocos agressivos e perigosos da facção neo conservadora e na sua permanente tentativa de imposição de Pax americana” sobre o resto do planeta e gerou a demissão institucionalizada da Europa em assuntos que lhe diziam respeito ( o acompanhar da louca política de sanções à Rússia ricocheteou completamente e voltou para atingir todos os países europeus…).

Outro micro jogo está ser jogado neste tabuleiro: fazer recordar, aos europeus porque é que estes precisam dos EUA e porque é que acham que devem precisar.

Que importa, perguntarão os mais cínicos, se todas estas manobras apenas colocam em evidencia a lógica das grandes potencias e quando as coisas apertam os mais pequenos são deixados ao seu destino e devemos deixar assim estar?

Que importa, perguntarão os mais cínicos, se estes jogos da facção norte americana estão a colocar toda a humanidade olhando para o abismo, esperando não se tornar nele?

Depredadores do universo, e porque tudo falta a quem devasta, agora esquadrinham terra e mar; ávidos se é opulento o inimigo, sobranceiros se pobre, nem o oriente nem o Ocidente os podem saciar; são os únicos a desejar com igual paixão riquezas e poder. Pilhar , trucidar, roubar tomam eles com o falso nome de governo e chamam paz à solidão que criam.

Tácito, Agrícola.

2016-04-08 comunicacao social portuguesa.pdf - Foxit Reader

A comunicação social, a portuguesa incluída, iniciou o transe hipnótico chamado offshores – Panamá papers -Mossack Fonseca”.

Os mestres titereiros internacionais passaram as instruções e os lacaios locais estão a cumpri-las. Ninguém sabe verdadeiramente quem dá as ordens, mas elas cumprem-se.

Informação crucial é omitida, nomes nos ficheiros são omitidos, a filtragem desta informação supostamente vazada da Mossack Fonseca segue em linha com os interesses das agendas governamentais e do establishment anglo saxónico e respectivos interesses e lacaios.

O consorcio internacional de jornalistas independentes é organizado e financiado pelo Center for public integrity e pelo Usaid, ditas Ong´s independentes cujo dinheiro vem do orçamento de estado norte americano e das fundações e trustees pertencentes aos oligarcas americanos e europeus que financiam este grupo de interesses.

O manifesto em defesa dos interesses dos oligarcas de nacionalidade portuguesa

2015-11-25 - rob riemen- 2012

No dia 8 de fevereiro de 2016, a Irmandade de nemesis publicou um texto chamado “Manifesto em defesa da banca e do interesse nacional”.

Sem o sabermos, diligentes oligarcas portugueses estavam em estágio de preparação de um manifesto gongórico e patriota.

Nos dias que correm, andorinhas vindas de Paris anunciaram ao mundo português o nascimento da criança manifesto. Esta peça de prosa patriótica irá sair brevemente para os escaparates da imprensa alinhada e tem um objectivo.

Consiste na exortação fervorosa dos cidadãos portugueses para que estes, imbuídos de adrenalina lusa pura, dura e retinta sintam um enlevo extra e comecem a preocupar-se muito com a defesa da manutenção dos interesses nacionais em mãos nacionais num sector económico chamado banca comercial portuguesa (tradução: os interesses deste grupo de pessoas, dos seus amigos e correligionários e demais anexos acoplados a esta gente.. ) por oposição ao domínio espanhol nesta mesma banca.

Os oligarcas portugueses e os interesses anti patrióticos a eles associados perderam a batalha pelo controlo do bem estar ilegítimo e anti capitalista que detinham e agora exigem que a população lute por eles, para lhes reestabelecer o controlo e o poder sobre esse bem estar ilegítimo e por inerência sobre a população portuguesa.

Não, obrigado.

Invocam o superior interesse nacional (tradução: o interesse nacional exclusivo deles e não o interesse nacional da população e do país…) para que exista um “apelo às armas” contra os espanhóis.

“Isto”, vindo do mesmo conjunto de gente que já vendeu empresas a espanhóis no passado (a espanhóis e a quem mais aparecesse…), promove activamente uma política globalista que destrói qualquer ideia nacional ou de pátria, e que ocupa ilegitimamente lugares e posições económicas, sociais e políticas que são usadas como arma de arremesso para colocar todo o tipo de problemas à população portuguesa e mantê-la de joelhos e oprimida.

Cidadão português, por favor escolha. Prefere ser oprimido pelos oligarcas espanhóis ou pelos oligarcas portugueses?
Cidadão português, por favor escolha. Prefere ser oprimido pelos oligarcas espanhóis ou pelos oligarcas portugueses?

Estas pessoas que ousam falar em nome de todos os cidadãos portugueses, sem terem sido autorizadas para isso, sem terem legitimidade para isso, sem terem qualidade humana e moral para isso; aparentam estar preocupadas com a falta de perspectivas pessoais, de carreira pessoal e dos amigos e misturam o país com os seus interesses ilegítimos.

Anti democratas convictos, nunca podem falar em nome da população.

Anti portugueses convictos nunca podem falar em nome da população.

Anti patriotas que traem a população com as opções que tomam nunca podem falar em nome da população.

Pessoas e grupos de interesse que sempre apoiaram forças viradas contra a população nunca podem falar em nome da população nem tem qualquer legitimidade para isso, nem ela lhes é reconhecida pela população.

E certamente não pelos membros da Irmandade de Némesis.

Estes manifestantes profissionais dos manifestos a lançar em defesa dos interesses próprios das oligarquias e dos amigos que tem e das classes socioeconómicos a que pertencem são muito dados a religião e são muito religiosos.

A excepção a esta regra religiosa surge quando usam uma caneta laica para assinar despedimentos em massa de trabalhadores nas empresas que administram ou, quando convidados a servir “em serviço público”, assinam de forma distraída contratos ruinosos para o país que afirmam em servir.

Citemos Mateus 6:24

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

Cidadão português, por favor escolha. Prefere ser oprimido pelos oligarcas espanhóis ou pelos oligarcas portugueses?

A escolha é óbvia. Por nenhum!

Os oligarcas portugueses tem nacionalidade portuguesa, mas não são, nem nunca foram portugueses. A nacionalidade desta gente é o dinheiro que não tem pátria.

Este texto recusa ser um texto de apoio a forças de extrema direita ou similares de outras áreas.

Os mega dadores

Nos últimos dias foi anunciado que o fundador do facebook, Mark Zuckerberg, “doou” grande parte da sua fortuna para fins “filantrópicos”. Os media, na sua habitual falta de atitude crítica face aos poderosos, louvam incessantemente este tipo de exemplos (por vezes por razões bastante transparentes de auto-interesse) como luzes que brilham no escuridão que ameaça envolver-nos. Apontam-nos estes casos como prova que as pessoas são intrinsecamente boas e que independentemente da forma como os oligarcas agem ou acumulam as suas fortunas são no fundo “tipos porreiros”, empenhados no bem-estar dos outros cidadãos que não tiveram as mesmas oportunidades. Este caso não é o primeiro do seu género (o mais famoso é caso da fundação Gates criada pelo fundador da Microsoft) nem descreve um fenómeno exclusivo de certos países, é uma tendência global. Antes que sejamos levados por esta falsa onda de boa vontade e aparente irmandade temos que começar a fazer o trabalho de desmontagem e análise crítica que nenhum meio de comunicação está interessado em fazer.

"The threat to men of great dignity, privilege and pretense is not from the radicals they revile; it is from accepting their own myth. Exposure to reality remains the nemesis of the great” - John Kenneth Galbraith

“The threat to men of great dignity, privilege and pretense is not from the radicals they revile; it is from accepting their own myth. Exposure to reality remains the nemesis of the great” – John Kenneth Galbraith

Em primeiro lugar nenhuma destas pessoas doou um cêntimo seja a quem for. Sim é verdade. Não houve doação a qualquer causa ou individuo. O que aconteceu foi que estes bilionários transferiram parte dos seus bens para entidades privadas que eles próprios fundaram e gerem. Com que objectivo o fizeram? Aqui a resposta tem vários níveis. Com o mal-estar crescente das populações face ao sistema político e económico que nos gere tornou-se urgente para o establishment relançar a discussão da legitimidade. Ou seja, há uma necessidade de demonstrar às pessoas que a relação de poder que existe entre oligarcas e cidadãos comuns não é apenas uma obscenidade derivada da acumulação ganhos (sejam legítimos ou não, conforme o caso) e de relações indevidas entre o poder político e o sector privado. Há que assegurar ao cidadão que há um fundo de justiça no meio disto tudo. E que apesar da maior parte das pessoas já não poder contar com uma carreira, com cuidados sociais básicos ou sequer poder confiar nos eleitos o sistema funciona (grande parte destes problemas derivam do esforço colossal que os mega dadores dedicam a evitar pagar impostos sobre os seus ganhos empresariais e a evitar a criação de condições laborais dignas) e que todas as desigualdades se equilibram de forma automática como uma espécie de equação matemática social. Nada fica mais equilibrado com estas “doações” que na realidade são apenas transferências internas dentro do vasto património empresarial e pessoal destes magnatas. A posse dos fundos permanece nas mesmas mãos e o destino a dar-lhes continua a ser uma decisão na qual ninguém tem qualquer voto.

"Um desequilíbrio entre os ricos e os pobres é o mais antigo e mais fatal problema de todas as Repúblicas" - Plutarco

“Um desequilíbrio entre os ricos e os pobres é o mais antigo e mais fatal problema de todas as Repúblicas” – Plutarco

Estas transferências de património além de visarem reconstruir uma credibilidade perdida têm também por objectivo satisfazer os egos colossais destas pessoas ao permitir que se imiscuam na vida social das nações como nunca antes havia sido tentado. Os caprichos e vontades de uma mão cheia de seres humanos são agora impostos ou vendidos como sendo benéficos para toda a humanidade. Isto sem nunca incorrer na sórdida acção de ter que consultar a tal humanidade sobre o que realmente pensa sobre os problemas que a afligem. Com a quantidade de fundos ao seu dispor estas fundações condicionam todas as outras organizações (de investigação, apoio social, educação, tecnologia, etc) ao criar um gigantesco polo de atracção financeira que ninguém pode ignorar. Não será de estranhar que todas as organizações que se associam a tais fundações (incluindo governos) acabam por ver o seu poder de decisão e autonomia destruídos. Quem tem o ouro faz as regras e neste caso os oligarcas têm muito ouro. Isto permite-lhes distorcer as prioridades de outras organizações criando situações que favorecem os interesses pessoais e comerciais destes mega “dadores”. Não é por acaso que muitos projectos de fundações cujos donos fizeram a sua fortuna em tecnologias de informação incentivam ao máximo a criação de sistemas de ensino e de saúde dependentes dessas mesmas tecnologias, criando oportunidades de lucro, de recolha indevida de dados e de habituação. Faz tudo parte do modelo de negócio. O fascínio saloio com novas tecnologias reluzentes faz esquecer a sórdida realidade de desequilíbrios de poder que está subjacente e que é encorajada a continuar a crescer. Será útil também fazer notar que apesar de terem objectivos “filantrópicos” estas organizações é suposto darem lucro. Sim é suposto acumularem ainda mais recursos e crescerem em tamanho e influência. Não há limites a priori para o que poderá vir a ser englobado nas suas acções e funcionamento.

Gates_contributionsDe forma ainda mais perversa estas fundações encorajam indirectamente os Estados a retirarem-se da vida social das suas próprias nações ao promoverem os habituais mantras da economia neoclássica: o estado é ineficiente, os privados podem fornecer bens públicos de forma mais barata, o estado é por definição mau e devia ser abolido em todas as esferas, enfim a habitual litania anarco-capitalista que nos deixaria a todos como servos apáticos e receptivos das boas vontades de uma dúzia de “filantropos” caprichosos. Ao abrigo de programas de inovação tecnológica as fundações dos oligarcas vão numa primeira fase condicionando todos os outros actores sociais e numa segunda fase talvez substitui-los de vez. Consegue-se perceber que num ambiente político em que os governos são reféns de agentes financeiros e não ousam tomar medidas verdadeiramente políticas com medo de “desvirtuar” os divinos preceitos das finanças públicas torna-se atractivo passar as responsabilidades de sectores deficitários a entidades privadas mesmo sabendo que se corre o risco que essas entidades tentem fazer experimentação social com os cidadãos. Também não ajuda o facto de alguns dos mesmos mega “dadores” estarem associados a empresas que contribuem de uma forma ou de outra para o sucesso dos nossos líderes políticos.

“Não deves honrar mais os homens que a verdade” - Platão

“Não deves honrar mais os homens que a verdade” – Platão

Portugal está um pouco fora do mapa da super “filantropia” em grande parte devido à sua pequena dimensão, falta de parceiros estratégicos relevantes e relativa proximidade ao coração europeu. Mas à medida que outras nações começarem a encontrar os problemas da entrega completa de sistemas sociais a estas fundações é inevitável que elas comecem à procura de alvos nas periferias. Entretanto existem alguns exemplos desta tentativa de entregar a sociedade ao controlo total dos oligarcas mas a uma escala bastante mais pequena e moderada, até porque os oligarcas portugueses não estão dispostos a fazer o mesmo nível de investimento que os seus homólogos estrangeiros. Concentram-se acima de tudo no domínio da informação e da publicação que usam para tentar desacreditar o Estado e fazer vingar na mente dos seus leitores mais incautos uma visão idílica do que é a realidade do sector privado em Portugal. Mas não tenhamos ilusões, não é uma questão de saber se o sector social será entregue a estes agentes privados mas uma questão de quando o será já que não existe oposição concertada a que tal aconteça. Existe uma resistência formal por parte de certos sectores mas a verdade é que as elites esses mesmos sectores aceitam escrever documentos e livros para estas fundações e aceitam participar em “debates” públicos patrocinados pelas mesmas fundações com a intenção de as validar socialmente. Acima de qualquer posição ideológica coerente está um espirito de classe que as elites de todos os sectores partilham e isso, juntamente com os benefícios pessoais acumulados pela sua participação, vencerá qualquer barreira que possa existir.

Portugal, uma democracia de controlo que ataca a democracia dos cidadãos – 1

“Viewed from a distance, everything is beautiful.” ( “Tacitus”)

Em Portugal a situação é simples.

Uma elite de poder, suportada desde as sombras pelas oligarquias podres e caducas impôs regras de controlo sobre os cidadãos. Estes são sistematicamente alvo de ataques baseados na iniquidade e na injustiça  que transformam a vida numa quase insustentabilidade e atrasam quer a evolução colectiva desta sociedade quer a evolução individual da maior parte dos cidadãos.

A vida colectiva foi transformada em algo quase insuportável para a grande maioria. Uma minoria obtém o espólio do que é quase insuportável para a maioria.

Este jugo opressor tem executantes.

São o aparelho estatal público, minado de cima abaixo pelas oligarquias e grupos de interesse – públicos e privados; são as grandes empresas privadas com os seus constantes abusos comerciais e fiscais, são os pequenos micro poderes caciquistas rurais e urbanos com a sua corrupção endémica, são as classes profissionais consideradas de topo com os seus privilégios profissionais ilegítimos, são os cortesãos profissionais e videirinhos amadores da comunicação social com as suas sistemáticas manipulações, são os actuais partidos políticos com a sua inexistente democracia interna, são os próprios cidadãos que se deixaram despolitizar e alhear do que se passa.

No longo exército cheio de generais mortos e executantes vivos estes são alguns dos  fundamentais que ajudam a manter este charco podre e fétido.

“O charco podre” é o outro nome para democracia de controlo portuguesa e neste ecossistema as regras são simples.

O cidadão pode ser prejudicado a todo o tempo e a toda a hora.

As empresas privadas e as castas públicas, os micro poderes caciquistas e os intermediários de negócios e da comunicação social devem ser ajudados a viver melhor e a prejudicarem o cidadão a todo o tempo e a toda a hora.

Este é o paradigma oficioso do regime.

Tacitus_quote - CONTROL

A democracia de controlo que ataca a democracia dos cidadãos funciona de varias maneiras e uma delas é a seguinte: qualquer cidadão lesado, revestindo uma qualquer das milhentas formas em que pode ser lesado, quer em termos patrimoniais, quer em termos de honra e ética, quer em termos dos seus interesses sociais e políticos,  por qualquer órgão do Estado; pelas empresas privadas de grande porte e parasitarias e/ou pelas micro empresas que adoptam estes métodos está impossibilitado de se defender.

Os benefícios desses prejuízos infligidos aos cidadãos são neutros (no sentido em que não revertem de facto para ninguém) ou são direcionados para alguma entidade profissional estatal ou corporativa que lucra (ou obtendo benefícios financeiros ou outros, ou sendo escusada de os pagar como compensação a quem foi por ela lesada).

O negócio que foi feito pelos proponentes da democracia de controlo em detrimento dos proponentes da democracia dos cidadãos tem este axioma:  o cidadão fica colocado nas situações sempre mais desfavoráveis para ele e favoráveis para os interesses da oligarquia e das elites de poder que a servem.

Como se chegou a este ponto?

A histórica oficializada mitológica defendida quer pela tribo da esquerda política, quer pela tribo da direita política apresentou este conceito de democracia dos cidadãos desde o dia 25 de abril de 1974 em diante. Esta nova versão benigna iria supostamente eliminar todos os resíduos fascizantes que vinham do anterior regime pré 1974.

Depois deste mergulho em sais de banho democráticos o cidadão ficaria protegido.

Uma nova super lei (CRP de 1976), legitimada e sujeita a posteriores revisões (onde se viriam a oficializar de facto os interesses dos oligarcas…) estabeleceria as grandes regras de justiça, segurança e liberdade, e foi apresentada aos portugueses como uma constituição altamente moderna, desenvolvida e progressista, uma das melhores constituições do mundo.

Esta mentira baseada na construção de percepções erradas, de memorandos de ideias feitas a serem inculcadas na cabeça da população serviu para legitimar e aliciar os cidadãos para o apoio a esta coisa vagamente oligárquica em que está transformada a crisálida que nunca passou a borboleta chamada República portuguesa.

40 anos depois verificamos que o nível de opressão tem vindo a crescer e começa a equiparar-se ao que existia há mais de 40 anos e serve os mesmos interesses que existiam antes do dia 25 de Abril de 1974 mais os upgrades pós, mas reveste outras formas, mais insidiosas, infinitamente podres e a opressão é agora feita com uma luva de veludo por oposição à mão de ferro anterior.

A montanha pariu um rato.

Quase nenhuns dos interesses das oligarquias foram tocados com o disposto naquela constituição.(ou na lei geral, antes pelo contrário) Existem apenas umas eleições quadrianuais e mais uns folclores semelhantes com discursos harmoniosos com periodicidade menstrual mensal para criar a imagem de uma República baseada em princípios democráticos.

 Heaven cannot brook two suns, nor earth two masters. Alexander the Great

Heaven cannot brook two suns, nor earth two masters.
Alexander the Great

Um qualquer cidadão é lesado.

A República subvertida oligárquica que temos fornece a resposta aos cidadãos. Diz-lhes que dispõem duma panóplia de meios, garantias legais e jurisdiccionais de todos os tipos, feitios e modelos.

O cidadão fica convencido que, afinal, isto funciona: se existem tantas “garantias” é porque isto é um sistema a sério e a sério.

Na realidade isto é a apenas a face do iceberg oligárquico, promovido pelas elites de poder para paralisar qualquer resposta particular, de cidadania, às injustiças e iniquidades e para defender indirectamente os interesses das oligarquias.

Os cidadãos que iniciem qualquer oposição a qualquer injustiça cometida contra si ou contra outros e exijam apuramento de responsabilidades e sanções correspondentes, quer sejam instituições estatais a ter que responder por isso, quer sejam empresas privadas observam que a lógica de funcionamento é sempre idêntica.

A entidade pública a quem foi atribuída “competência” para resolver o assunto declina fazê-lo invocando a não alocação de competências para tal ou demora eternidades esvaziando o tempo útil para resolver e acaba a passar o assunto para uma qualquer outra entidade estatal. Isto quando não diz logo que o cidadão (tendo-a efectivamente) não tem razão e passa adiante.(São sempre fornecidas justificações  que citam inúmeras leis, códigos e pergaminhos ancestrais… como justificação para manter a injustiça e a iniquidade)

Numa empresa privada o departamento ou funcionário a quem foi atribuída competência para resolver o assunto declina fazê-lo invocando a não alocação de competências para tal, ou demora eternidades esvaziando o tempo útil e acaba a passar o assunto para uma qualquer outra entidade ou pessoa dentro da empresa, quer porque tem ordens para fazer isso, quer porque não sabe, quer porque não tem competência para isso, quer porque a política comercial oligárquica defendida e definida pelo topo da empresa assim o define. (São sempre fornecidas justificações  que citam inúmeras leis, códigos e pergaminhos ancestrais… como justificação para manter a injustiça e a iniquidade)

Em ambos os casos trata-se de fazer perder tempo, encher a paciência dos cidadãos, arrastar o assunto até tempo inútil de ser resolvido. Sonegar justiça  equidade e aplicar o seu contrário, por motivos de exercício de poder político e comercial.

( Neste aspecto a autocracia das empresas privadas é ainda pior em Portugal do que o Estado  – salvo certos sectores  específicos do Estado como o fisco e a sua política quase nazi fiscal…)

Qual a conclusão a retirar?

Recusa-se atribuir isto somente a falhas momentâneas de serviços ou erros humanos; são políticas oficiais definidas pelas oligarquias e executadas pelas elites de poder.

São formas de controlo social abjectas e anti democráticas.Tem com objectivo criar distancia entre o cidadão e estas estruturas de controlo, precisamente porque visam obter e manter uma despolitização do cidadão e mantê-lo imobilizado.

E a despolitização deve aqui ser entendida como uma forma de retirar direitos ao cidadão em todas as áreas que lhe dizem respeito menos em duas: a de ser um obediente pagador de impostos altos e a de ser um obediente consumidor.

Numa democracia de cidadãos existem áreas que são atribuídas aos cidadãos e das quais eles não são autorizados a sair ou estamos na realidade numa democracia de oligarcas, passe o paradoxo, em que só a dimensão consumidores acríticos mais pagadores de impostos cabe?

E concorda-se com isto? Os membros da Irmandade de Némesis discordam.

Democracia de controlo 1

Quando a poeira assenta os cidadãos verificam que após terem sido genericamente degustados por todas estas estruturas, os seus assuntos nunca foram resolvidos, mas as entidades visadas – quer a que faz aplicar a lei, quer a visada na aplicação da lei, fizeram entre si um acordo compensatório que exclui, em termos práticos, os cidadãos de qualquer compensação. É um acerto de contas contabilístico-oligárquico que exclui o principal interessado nos assuntos em discussão.

“Viewed from a distance, everything is beautiful.” e é esta a imagem que a crisálida que nunca se transformou em borboleta emite para a população.Tudo é bonito e tudo funciona, excepto que nunca funciona.

Devemos citar o ponto 7 do Estatuto de Némesis:

7 – Todo o irmão de Némesis está obrigado a reconhecer, e a aplicar nas suas acções, o primado do humano sobre o económico e o institucional. O anti-humanismo, em todas as suas formas, será rejeitado. Tudo o que devore o Homem na sua essência é indigno de existir.

A democracia de controlo devora o Homem na sua essência  é indigna de existir.

Os irmãos recusam a democracia de controlo e nunca a aceitarão.

É o falso nome de Governo e chamam paz a solidão que criam.

“Depredadores do universo, e porque tudo falta a quem devasta, agora esquadrinham terra e mar ;ávidos se é opulento o inimigo, sobranceiros se pobre, nem o Oriente nem o Ocidente os podem saciar; são os únicos a desejar com igual paixão riquezas e pobreza. Pilhar , trucidar, roubar tomam eles com o falso nome de governo e chamam paz à solidão que criam.”

Tácito, Agrícola

Os mentirosos são um exército internacional e Portugal tem a sua filial

Plunderers of the world, when nothing remains on the lands to which they have laid waste by wanton thievery, they search out across the seas. The wealth of another region excites their greed; and if it is weak, their lust for power as well.   Nothing from the rising to the setting of the sun is enough for them. Among all others only they are compelled to attack the poor as well as the rich. Robbery, rape, and slaughter they falsely call empire; and where they make a desert, they call it peace.”

Tacitus, Agricola

     "We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”     Blaise Pascal


“We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”
Blaise Pascal

Os mentirosos são um exército internacional.

A capacidade de internacionalizarem a mentira motiva-os para a promoção da expansão  das sucursais de mentirosos em vários países. Os ganhos de eficácia dessa opção permitem o alastrar da corrupção e da mentira financeira e económica e adicionalmente proporcionam  o enraizamento de alavancas regionais de poder.

Mesmo os pardieiros suburbanos periféricos europeus, como Portugal, são considerados como “aptos” a terem cá uma sucursal de pequenos mentirosos – a elite de pretores locais – que propaga a mentira, dissemina a injustiça, corrompe os pontos débeis do sistema político e social e destrói o valor destes.

Nos últimos 4 anos (2011-2015) a sucursal do pequeno exército de mentirosos de nacionalidade portuguesa, (mas só nisso tem nacionalidade portuguesa, dado que os chacais declinam nacionalidades) tem roubado ou promovido o roubo, destruído ou promovido a destruição, anarquizado este país de forma violenta e brutal.

Os custos estratégicos desta aventura neoliberal/neocleptocrata patrocinados localmente e directamente pela tribo da direita política e indirectamente pelas omissões constantes e “olhar para o lado” por parte da tribo da esquerda política são ainda maiores do que os custos sociais e económicos.

O pardieiro que dá pelo nome de Portugal foi declarado “no man´s land”, num qualquer laboratório de experiências sociais e económicas, e a política de terra queimada seguida tem mesmo como objectivo incapacitar de forma permanente este local.

É um “Trial run” oligárquico-internacional para verificar e monitorizar como se pode subverter e destruir um pequeno pardieiro periférico europeu e se isso gera reação oposta, de quem e de que tipo e por que meios.

Os aliados locais estrategicamente colocados no terreno, fazem o seu trabalho. Um conjunto geneticamente selecionado de traidores oriundos das classes sociais consideradas e declaradas como sendo as “certas” ajuda a promover esta agenda.

Isto é guerra de classe promovida contra a generalidade da população.

Existem enganos de apreciação sobre este assunto e condescendência nacional porreira sobre isto.

Os membros da Irmandade de Némesis recusam estar no negócio do nacional porreirismo e declinam a condescendência.

O leitor que ainda está ai, vive mesmo convencido que o radicalismo da linguagem deste texto e a dureza da mesma são desproporcionais em relação ao que se passa e passou nos últimos 4 anos?

Lamento escrever assim, mas está em negação. A seriedade da situação obriga a concluir que não vai ser o pensamento mágico dos mantras do crescimento exponencial prometido que virá a resolver problemas.

Apenas os conglomerados bancários verão os seus específicos problemas resolvidos, nunca a população.

A injustiça é irreparável dentro das regras deste sistema.

Pontos de não retorno foram quebrados.

O pequeno exercito de mentirosos locais formalmente de nacionalidade portuguesa tem apoiado tudo o que os overlords lhes prometem pagar em benefícios (imaginários) mais a frente.

Enquanto sociedade estaremos mesmo interessados em ajudar a promover interesses comerciais de conglomerados bancários aliados aos desejos gananciosos dos pequenos mentirosos das sucursais locais para nosso desfavor?

“One of the necessary accompaniments of capitalism in a democracy is political corruption.”

Upton Sinclair

realidade - coincidencia
As guerras à discrição e discricionárias promovidas pelas elites ocidentais são constantemente apoiadas de facto ou simbolicamente pelas elites de poder portuguesas, e pelos meios de comunicação social a soldo, sem que exista qualquer razão válida geo estratégica ou outra que o justifique. (a pequena sucursal de província, o pardieiro congelado no espaço e no tempo, segue acríticamente as ordens da sede mãe, até ao dia em que a sede mãe mandar fechar as portas da pequena sucursal de província…abandonando-a a sua sorte…)

Isto chama-se vassalagem.

A população nunca autorizou a que se falasse em seu nome para que esta aceitasse estes acordos de vassalagem. Estes ou outros.

Isto deve ser claramente afirmado!

Tratados secretos negociados em sítios escondidos por pessoas sem rosto são omitidos da discussão e debate públicos em Portugal, sem que as tribos políticas da esquerda e da direita se dignem a ficar incomodadas. (A situação é boa para ambas as partes, que assim podem brincar aos tratados de Tordesilhas tendo como objecto a dividir – a população portuguesa)

Compreende-se, se quisermos compreender…

Isto chama-se traição.

O acordo tácito é simples: será talvez melhor que não se fale destes assuntos, não vá dar-se o caso de a generalidade da população começar a perceber que está a ser traída da forma mais abjecta possível e verifique que os seus filhos e netos foram entregues para abate e venda no futuro mercado de gado para humanos…

 

Isto chama-se pulhice.

tratado tordesilhas - enclave

Duas correntes políticas supostamente opostas concordam com futuras formas de opressão a serem exercidas sobre a população e consideram que são donos da população e dos votos que esta deposita nas urnas.

Isto chama-se conluio para obter resultado pré determinado e favorável.

Bolhas gigantes especulativas assentes na criação artificial de papel moeda ou na manufacturação de bolhas especulativas nos mercados imobiliários e financeiros são saudadas como sendo “a recuperação da economia”, o “ crescimento” e a “criação de emprego”.

Hossanas na alturas. A bem da nação. Promulgue-se.

Nestas brincadeiras financeiras mascaradas de keynesinismo benigno são inexistentes quaisquer formas de crescimento verdadeiro, equiparado a crescimento real de coisas tangíveis, mas que importa?

O verdadeiro objectivo é manter a ilusão sobre os portugueses, que, de resto, vão atrás da onda e nem percebem que a onda está a formar uma nova tempestade maior que os vai afogar…

Basta reparar que, no mês de maio de 2015, a publicidade comercial oferecendo crédito ao consumo, ou crédito à habitação, ou a compra de novo carro está ai em força.

O lento aumento (totalmente artificial) do preço de casas de habitação e terrenos, demonstram que o circo da bolha especulativa chegou de novo à cidade sem que existam quaisquer fundamentais económicos que demonstrem que há mercado (isto é, consumidores reais com poder de compra real) que possam entrar de novo neste carrossel com capacidade de pagarem.

Entretanto, o valor real dos bens é desvalorizado, permitindo a quem tem capital, adquirido a juro baixo ou inexistente (juro zero ou próximo) a aquisição de bens por preços artificialmente baixos.

O controlo que dai advém sobre a população é óbvio.

Isto chama-se pulhice financeira.

carta monopolio 3- enclave

Mercados financeiros ou outros armadilhados para que os mesmos que os armadilham (os insiders) sejam sempre os vencedores.

Nestas ocasiões as cartilhas retóricas das tribos da esquerda política e da direita política entram em menopausa sabática.

Responsabilidades sobre capitalistas que causaram danos ao sistema são inexistentes. O menu “a la carte” para atribuir culpas é utilizado mediante os princípios do momento.

Como disse alguém famoso: eu tenho princípios, mas se não gostar dos que tenho,  arranjo outros.

Isto chama-se compadrio consciente e deliberado para criar uma nova geração de vitimas financeiras de um sistema pré viciado.

E aumentar sempre a dependência da população.

Quando os problemas, por mero acaso ou HUBRIS - CEREBRO - HALTEREShubris, emergem ou já não podem ser mais escondidos, perdões de divida simpáticos desenhados por políticos ou juízes amigos para ilibar de problemas uma certa classe social e económica que parasita desde o inicio dos tempos surgem como coelhos da cartola de um qualquer mágico.

Se a percepção da população sobre os perdões de divida simpáticos for negativa; a população é atacada e condicionada na sua cidadania e na formação das suas opiniões.

Surge o discurso judaico –  cristão da penitencia e da culpa para a população e o discurso “ foi azar, os mercados não foram favoráveis ” para justificar os perdões de divida simpáticos para os amigos e protegidos.

Outra forma usada de penitencia sadomasoquista é a exigência feroz de austeridade “publica”, ad eternum, e paga pelo público…

Isto chama-se filosofia da expiação dos pecados próprios, dos outros e da Humanidade sem tempo temporalmente definido para terminar.

Isto chama-se “divida de gratidão eterna” nunca reembolsável e apenas existente para criar dependências entre uma maioria de pessoas para com uma minoria de pessoas.

Isto chama-se psicopatia e quanto mais cedo percebermos que há psicopatas em lugares de poder, melhor será, para assim nos livrarmos deles mais rápido.

Esta dependência é ilegítima. Para escrever o mínimo.

Venda de bens públicos para supostamente pagar dividas ilegítimas criadas com base num sistema demencial e ré subvertido e assim desarmar a população constituem outro ataque feroz à autonomia individual e colectiva do pardieiro local, patrocinada pela sucursal local dos exércitos de mentirosos.

Devemos deixar que traidores locais nos entreguem para abate,libertando-se a si próprios de culpas?

O leitor que ainda está ai, está mesmo convencido que o radicalismo da linguagem e a dureza da mesma são desproporcionais em relação ao que se passa e passou nos últimos 4 anos?

exercito mentirosos locais - enclave

O negócio dos cleptocratas oligáquicos, do exército de mentirosos, dos cortesãos associados é simples e é um ataque extremamente hostil contra a população portuguesa.

Quem é rico ou tem poder ou ambos, cria divida e não a paga.

Quem é pobre ou de classe média (a que ainda existe) paga a sua parte das dividas e a parte de quem é rico, num acordo imposto com base na chantagem social, na intimidação, na coaçcão a uma população que é traída e na sua grande maioria recusa perceber que foi traída.

Esta é a política económica da pilhagem e da transferência de riqueza de quem menos tem para quem mais tem.

Querem criar um deserto e chamar-lhe paz.

Nos cemitérios há paz.

A Irmandade de Némesis nunca morre!

“One of the necessary accompaniments of capitalism in a democracy is political corruption.”
― Upton Sinclair

A formação da opinião pública

As pessoas gostam de acreditar que a sua opinião sobre política, economia e assuntos sociais é baseada só e apenas nos factos. Há algo de “nobre” em acreditarmos que somos neutros face a assuntos que desconhecemos mas que quando nos explicam os factos somos capazes de tomar uma decisão justa mas sem paixões inflamadas. Mas em que medida é que nos conseguimos (ou queremos) realmente distanciar de tudo o que nos rodeia para tomar uma decisão neutra? Até que ponto conseguimos sequer obter informação correcta sobre todos estes temas? Até que ponto estaríamos de facto dispostos a levar esta linha de questionamento sem temer o que pudéssemos encontrar?

"Raros são aqueles que decidem após madura reflexão; os outros andam ao sabor das ondas e longe de se conduzirem deixam-se levar pelos primeiros." - Séneca

“Raros são aqueles que decidem após madura reflexão; os outros andam ao sabor das ondas e longe de se conduzirem deixam-se levar pelos primeiros.” – Séneca

Seremos de facto neutros à partida face a todas as questões? Dizer que sim implicaria que a) não temos qualquer experiência prévia que influencie a nossa decisão e b) somos imunes ao meio onde nos movimentamos e às opiniões que vemos circular à nossa volta. Se a primeira condição é uma impossibilidade empírica e relativamente fácil de aceitar a segunda já obriga a algum grau de introspecção. Todos nascem num determinado contexto que é determinado pelas condições e preferências daqueles que nos rodeiam de forma directa ou indirecta. Logo não há uma neutralidade inicial, existe sim uma predisposição, maior ou menor consoante o grau de independência do individuo face ao grupo (familiar, social, profissional), para aceitar posições e opiniões que coincidam com que aquilo que o nosso meio considera válido. Conseguimos aceitar que grande parte da nossa visão do mundo é determinada sem qualquer contributo nosso? Conseguimos pensar em nós mesmos como sendo, em grande medida, seres racionais que apenas absorvem valores e opiniões que alguém antes colocou à nossa frente? Ou seja, conseguimos abdicar da nossa crença que somos seres com um elevado grau de autodeterminação?

"Logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados. " - Friedrich Nietzsche

“Logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados. ” – Friedrich Nietzsche

Poder-se-á dizer que a nossa visão e opiniões não são apenas formadas pelo meio em que por casualidade nos encontramos. Que existe um processo mais activo de recolha de informação por parte do individuo e que esse processo é que em última análise determina de facto aquilo que pensamos e defendemos. Será mesmo assim? Para entender bem a questão e os processos internos e externos que ela implica é preciso olhar para dois elementos diferentes. Em primeiro lugar é preciso verificar se a informação que pesquisamos sobre qualquer tema tem suficiente força emocional para se sobrepor às “nossas” posições originais. Neste ponto temos que introduzir na nossa análise um pouco de “matemática emocional”. É preciso “calcular” o conjunto de benefícios que são acumulados quando aceitamos a opinião do meio e aqueles que podem ser acumulados quando se adopta uma visão dissonante da maioria – este modelo comportamental tem uma base realista e como tal pressupõe que a maioria (mas não todos) tende a adoptar, consciente ou inconscientemente, o traje ideológico/social/político que mais o beneficie quer em termos de aceitação pelos seus pares quer em termos de ganhos materiais concretos. Dizer que sim ao que o nosso meio nos transmite (filtrando adequadamente a informação que vamos recolhendo) trás consigo benefícios tangíveis. Dentro do nosso grupo já que passamos a ser vistos como alguém que “entende das coisas”, que é ponderado e moderado, que entende o que é a realidade e consequentemente seremos levados mais a sério. Além de garantir uma boa integração a concordância indica também a quem mantém o sistema a funcionar (seja qual for o sistema) que estamos disponíveis para defender o status quo, que não iremos abanar demasiado o barco, que seja qual for a realidade empírica estaremos disposto a ignorá-la e seguir os ditames que nos transmitem. Por outro lado dizer que não ao que nosso meio nos transmite coloca-nos à margem dos nossos pares já que em maior ou menor grau as nossa posições serão diferentes, terão nuances, serão mais excêntricas. Em suma: sairão dos limites do curral intelectual. É fácil ver para que lado a balança de ganhos pende.

"The aim of public education is not to spread enlightenment at all; it is simply to reduce as many individuals as possible to the same safe level, to breed and train a standardized citizenry, to put down dissent and originality. " - H.L. Mencken

“Conformity—the natural instinct to passively yield to that vague something recognized as authority.” – Mark Twain

Existem aqueles que apesar de tudo têm ainda integridade suficiente para reconhecer que o que lhes é transmitido pelo meio poderá não estar correcto ou ser mesmo pouco ético. Poderão mesmo resistir activamente ao que os seus pares lhe transmitem como “verdade”. Nesse caso este cidadão íntegro terá que partir numa demanda por nova informação. Tem que procurar histórias, interpretações e análises que correspondam de facto ao que ele experiencia. E aqui entramos no campo da capacidade individual de recolher e filtrar a informação que não é transmitida por laços sociais directos – especificamente aquela informação que não deriva de contacto pessoal e nesta categoria estão as tvs, os jornais, os livros, os blogues, etc. Estamos em águas familiares em que sabemos que é preciso questionar muito seriamente a posição e credibilidade dos criadores e divulgadores de informação. Isto torna-se especialmente urgente em países como Portugal que promovem uma cultura de endogamia mal encoberta em quase todas as posições de produção de conteúdos. É preciso estar alerta face a contaminações da informação por interesses pessoais, familiares, amizades de longa data entre outras formas de influência indevida. Dado o reduzido número de informação disponível em língua portuguesa e estas limitações à credibilidade da pouca informação que existe é caso para dizer que quem se limite ao material em português verá os seus horizontes tão severamente limitados que a sua demanda por explicações que fujam ao controlo do nosso meio social, político e económico se torna impossível.

Pascal - truth quotesNo fim desta pequena análise do nosso contexto e das nossas características pessoais podermos acreditar que, nas presentes condições, existe uma verdadeira opinião pública interessada em estar informada? Os indícios que discutimos parecem apontar precisamente para o oposto. Não é do interesse do cidadão questionar o que lhe é transmitido. Em muitos casos não lhe será sequer possível construir qualquer narrativa alternativa para que vê. O que fazer com esta conclusão? Devemos começar por admitir perante nós próprios que os termos em que actualmente se discute a nossa sociedade não são nossos. São um legado sobre o qual, individualmente, não temos qualquer controlo. Daí a frustração que muitos poderão sentir ao ver a estagnação das respostas oficiais apresentadas pelos grupos considerados como socialmente válidos (que possuem status, que são “levados a sério”, que possuem os recursos para recompensar socialmente). Que a procura por respostas que fujam a essa estagnação é acima de tudo algo que tem que partir do individuo. Que esse individuo terá que ser motivado por algo mais que apenas uma lógica de custo-benefício. Terá que possuir a inclinação pessoal para a acção ética. Trata-se de um processo heróico, uma verdadeira demanda épica que requer indivíduos com um conjunto de aspirações pouco comuns apesar de serem mais necessárias que nunca. Só saindo dos moldes pré-fabricados poder-se-á encontrar qualquer tipo de verdade e acima de tudo de justiça. O leitor terá coragem para tanto?