Panamá Leaks ou apenas uma operação de manipulação de percepções

Desde 2008, quando a bolha especulativa da economia mundial foi rebentada, a oligarquia mundial que manipula estes assuntos especialmente a facção económica/política que controla os Estados Unidos e as respectivas instituições que estes influenciam; decidiu que seria necessário trazer de novo para a economia mundial uma parte das vastas somas de dinheiro que habitam nos offshores mundiais.(entre 21 e 32 triliões de dólares, segundo dados do Banco mundial, bancos centrais, Fmi e Onu)

Sobre o propositadamente nebuloso mundo dos offshores, paraísos fiscais e similares foi aplicado este novo paradigma. Como consequência, desencadeou-se a questão cipriota em 2013 promovendo-se artificialmente uma crise de liquidez … (a Europa “Merkelizada” foi usada como proxy para o fazer…) sobre os bancos cipriotas/Estado cipriota. Com esta manobra pensava-se poder atingir duramente, na área geopolítica e financeira, os interesses da Rússia (Brics), e punha-se em marcha a reengenharia mundial que visava também criar oportunidades de mercado para os novos players oligárquicos e elevar da sua quota neste mercado emergente de remodelação geográfica de quais os offshores “aceitáveis”.

E assim adicionais vantagens comerciais seriam criadas para a oligarquia mundial. Os offshores que “não interessavam” existir como concorrentes começavam a sentir o bafo nas costas quando são marcados para abater. Chipre foi o tiro de partida e o benchmark.

Entre 40 a 60% dos offshores mundiais são alvo de controlo directo ou indirecto pelos esquemas financeiros/legais cujos mestres titereiros são os EUA/Reino Unido,(as facções nestes dois países…) mais as adjacências coloniais designadas de “União europeia” e a sua pretensa independência estratégica e financeira em relação aos mestres titereiros.

Que importa, perguntarão os mais cínicos, se a criação propositada da falta de liquidez na zona cipriota e consequente avolumar do contágio financeiro à toda a zona euro vem criar problemas a populações de uma área económica como a Europa?

Que importa, perguntarão os mais cínicos, se estas novas startup´s de offshores, geograficamente recolocadas constituem novas oportunidades de mercado para as oligarquias mundiais e respectivas elites locais que os servem?

Neste paradigma de guerra económica a eliminação de um concorrente comercial (Chipre) que servia de porto de abrigo europeu relativamente neutral no que a abrigo financeiro diz respeito para uma parcela pequena de oligarcas e cidadãos abastados da Rússia mais algumas empresas (quase todos os oligarcas russos são pró atlantistas e pró Estados Unidos/Europa, note-se…) conjuntamente com o embaraço público sofrido pela Rússia, a relativa desestabilização interna que se esperava que daí adviesse; (reacção dos oligarcas e população russa contra Putin, que não se verificou…) tudo isto constituía um prémio geopolítico e comercial que merecia (segundo as opiniões das facções oligárquicas norte americanas) que se movesse as correctas peças do tabuleiro de xadrez para alcançar este resultado.

Fazer “regressar” ao circuito económico mundial dinheiro com donos específicos parqueado em ofsshores, atingir com uma facada comercial um offshore que começava crescentemente a captar dinheiro e investimentos, que assim não iriam parar às Mossacks-Fonsecas do outro lado do espectro político dos offshores, e pretender atingir e condicionar a capacidade de mover capital por parte de Russos oligarcas endinheirados (levando-os a exigir responsabilidades a Putin para que este cometesse um erro, desse um salto em frente, e aumentasse o nível do conflito…) para paraísos fiscais geograficamente perto do território russo foram metas estabelecidas.

Quando o concorrente não pode ser comprado comercialmente ou não se deixa comprar comercialmente, é necessário atacar a sua credibilidade comercial aos olhos dos potenciais clientes e neutralizá-lo tornando-o quase ou totalmente ineficaz para o percebido adversário.

Chipre tornou-se ineficaz, do ponto de vista comercial, para o percebido adversário. Politicamente a história já é outra…

O bónus adicional; a desestabilização ainda maior da já auto desestabilizada União europeia, surge como consequência destas manobras. Também ajudou ter sido potenciadas pela inépcia completa ( ou propositada?) dos pseudo lideres europeus em duas vertentes.

(1) Permitiu-se deixar a senhora Merkel e o resto dos bonzos políticos alemães divisarem uma estratégia para a Europa o que é e foi um erro de dimensão trágica.

(2) Permitir-se discutir este assunto estratégico enfeudado à grande estratégia de tabuleiro de xadrez dos EUA.

O que equivaleu a alinhar nos equívocos agressivos e perigosos da facção neo conservadora e na sua permanente tentativa de imposição de Pax americana” sobre o resto do planeta e gerou a demissão institucionalizada da Europa em assuntos que lhe diziam respeito ( o acompanhar da louca política de sanções à Rússia ricocheteou completamente e voltou para atingir todos os países europeus…).

Outro micro jogo está ser jogado neste tabuleiro: fazer recordar, aos europeus porque é que estes precisam dos EUA e porque é que acham que devem precisar.

Que importa, perguntarão os mais cínicos, se todas estas manobras apenas colocam em evidencia a lógica das grandes potencias e quando as coisas apertam os mais pequenos são deixados ao seu destino e devemos deixar assim estar?

Que importa, perguntarão os mais cínicos, se estes jogos da facção norte americana estão a colocar toda a humanidade olhando para o abismo, esperando não se tornar nele?

Depredadores do universo, e porque tudo falta a quem devasta, agora esquadrinham terra e mar; ávidos se é opulento o inimigo, sobranceiros se pobre, nem o oriente nem o Ocidente os podem saciar; são os únicos a desejar com igual paixão riquezas e poder. Pilhar , trucidar, roubar tomam eles com o falso nome de governo e chamam paz à solidão que criam.

Tácito, Agrícola.

2016-04-08 comunicacao social portuguesa.pdf - Foxit Reader

A comunicação social, a portuguesa incluída, iniciou o transe hipnótico chamado offshores – Panamá papers -Mossack Fonseca”.

Os mestres titereiros internacionais passaram as instruções e os lacaios locais estão a cumpri-las. Ninguém sabe verdadeiramente quem dá as ordens, mas elas cumprem-se.

Informação crucial é omitida, nomes nos ficheiros são omitidos, a filtragem desta informação supostamente vazada da Mossack Fonseca segue em linha com os interesses das agendas governamentais e do establishment anglo saxónico e respectivos interesses e lacaios.

O consorcio internacional de jornalistas independentes é organizado e financiado pelo Center for public integrity e pelo Usaid, ditas Ong´s independentes cujo dinheiro vem do orçamento de estado norte americano e das fundações e trustees pertencentes aos oligarcas americanos e europeus que financiam este grupo de interesses.

Anúncios

Uma conversa social

Imaginemos uma conversa social. Um qualquer cidadão desintoxicado ou despoluído dos vírus das oligarquias dispersos pelas elites de poder toma a iniciativa da conversa e decide explicar aos outros incautos cidadãos presentes que a “elite de poder “ se recusa a considerá-los como seus iguais.

Juntando o insulto à injuria, explica seguidamente que as elites olham para a população como “ inferior”, “carne para canhão”, peso morto”.

Dando mais um salto de fé e correndo o risco de incorrer nas iras dos infernos negros sociais, explica que as elites de poder e as oligarquias que as controlam apenas entendem e respeitam força e que apazigua-las não traz, nem a curto nem a longo prazo, quaisquer resultados.

As elites e as oligarquias encaram o apaziguamento como fraqueza e quem o faz como fraco, recusando compromissos e negociação.

Numa conversa social, a tendência imediata dos felizes cidadãos sociais que nela participam (e eles são tantos, os felizes…) é de estupefacção, incredulidade e rejeição.

Numa conversa social existe poeira mental e ela assenta. Quando isso acontece, os cidadãos felizes entram em discordância com o cidadão despoluído dos vírus das oligarquias disseminados pelas elites de poder; o tal que explica a realidade com lentes pragmáticas e especificas.

Com a rejeição nos olhos e o escândalo na alma discordam. A inércia mental está instalada e rejeitam sair da alegoria da caverna onde vivem, recusam pensar que existem diferenças e alternativas e recusam, num acto de vaidade intensamente estúpida, admitir que estão enganados e que a realidade não é o conto de fadas que lhes tem sido alimentado.

Neste tipo de conversa social, entra em cena um pequeno exército de taxinomias, classificações, rotulagens. Mas não é um pequeno exército qualquer.
As rotulagens tem que ser simplistas e inferiorizantes, autorizadas pelo departamento de burocracia hipócrita do cérebro de cada cidadão feliz e atribuídas a alguém que por acaso está ali – o conveniente bode expiatório.

Um arco íris surge e o alivio de consciências brevemente perturbadas pela visão da pílula vermelha em vez da pílula azul emerge no final do arco íris.

O cidadão despoluído que se prestou à explicação passa a ser classificado de acordo com a taxinomia… ” pessoa com complexos de inferioridade “ e que está inferiorizada pela sua posição social, política ou económica.

E assim os “bons espíritos” da cidadania responsável ficam sossegados e a próxima ida ao Centro comercial decorre sem sobressaltos.

A Igreja da taxinomia politicamente correcta agradece os donativos feitos pelos fiéis.

Grécia – os limites dos tiranos são percebidos pela resistência de quem é oprimido

“Power concedes nothing without demand. It never did and it never will. Find out just what people will submit to, and you have found out the exact amount of injustice and wrong which will be imposed upon them; and these will continue until they are resisted with either words or blows or both. The limits of tyrants are prescribed by the endurance of those whom they oppress.”

Thomas Paine

No campo, os agricultores de subsistência tem frangos que matam para vender aos conhecidos e familiares ou para consumo próprio. Quando o animal está gordo para abate è-lhe passada uma faca pelo pescoço e este é cortado. Durante alguns segundos o frango corre sem cabeça desnorteado em todas as direções.

grecia_REsta é a imagem que nos mostram as instituições europeias e os credores europeus em relação à Grécia: correm em todas as direções sem qualquer cabeça. O processo de funcionamento psicológico e político dos credores é incrivelmente estúpido. São um abismo negro que chupa tudo a sua volta sem quaisquer ponderação presente ou futura acerca das consequências para terceiros e para eles próprios.

Quando o abismo negro não é financeiramente alimentado a tempo e horas, começa a exigir comida financeira. Primeiro força a queda abrupta dos mercados financeiros.

Mercado financeiro em queda antes de começar a chupar recursos a países da periferia da Europa

Mercado financeiro em queda antes de começar a chupar recursos a países da periferia da Europa

Numa lógica de centro vs periferia, os países da periferia europeia são os primeiros a cair. Os seus mecanismos financeiros são exauridos, e deixados a definhar (segundo o jargão económico falta-lhes “liquidez”), e os seus bancos comerciais e demais instituições semelhantes são os primeiros a secar e a cair. Estão “na periferia” e por definição a periferia é a que está mais afastada do centro e como tal é a primeira a sofrer o embate.

Quando isto acontece, o dinheiro que existe na periferia procura sanctuário em igrejas financeiras do centro (segundo o jargão económico isto são “fugas de capitais”). Este dinheiro fica em sanctuário jurando eternas juras de amor financeiro ao centro, até à altura em que o abismo negro que quer alimento o chupar também, mas no entretanto, o pau vai e vem e as costas financeiras estão folgadas.

Em termos concretos a periferia fica demasiado fraca para resistir. Foi “chupada financeiramente” e está demasiado fraca economicamente. Então é-lhe feita uma colheita económica (segundo o jargão económico são “incentivos ao crescimento e ao emprego”) voltando-se a emprestar-lhe dinheiro para a salvar da situação, para a reestruturar e fazer reformas.

Em termos concretos cria-se uma divida cavalar e galopante devida a instituições estrangeiras. Esta divida vem com um peso para ser carregado: nunca poderá ser efectivamente paga (nem é esse o objectivo), mas antes existe para funcionar como mecanismo de CONTROLO e colheita de recursos (segundo o jargão económico trata-se de extrair “valor” ao cliente).

[In explaining the “true” nature of banking in the world] The IBBC is a bank. Their objective isn’t to control the conflict, it’s to control the debt that the conflict produces. You see, the real value of a conflict, the true value, is in the debt that it creates. You control the debt, you control everything. You find this upsetting, yes? But this is the very essence of the banking industry, to make us all, whether we be nations or individuals, slaves to debt.

The International 2009

Neste jogo de insiders e mecanismos pré definidos e que visam o controle de nações e povos, esta divida nunca poderá ser paga.  Contudo, são exigidas à periferia (segundo o jargão económico, “o cliente de novos mercados emergentes” ) pagamentos regulares, como condição a que as instituições do centro forneçam e assegurem a liquidez na periferia (segundo o jargão económico, “pagar pensões e pôr caixas ATM em funcionamento”). Como um idoso num lar de terceira idade, esta dependência financeira assistida é apresentada vendida como sendo absolutamente necessária para se continuar a financiar a periferia (nesta altura já toda a gente percebeu que é o cliente… ) e impedir que este entre mesmo em falência (deixe de pagar e ” mais importante” deixe de pedir emprestado para continuar a pagar”) e assim continuarem as caixas multibanco a funcionar, as luzes serem pagas, as compras feitas etc e a divida a entrar em valores exponenciais.

Pequenos problemas de somenos importância tais como os povos nunca serem idosos em lares de terceira idade, mas sim povos, são características que escapam ao frangos que correm sem cabeça, isto é, os credores…

Mercado financeiro do império europeu em queda antes de começar a chupar recursos a países da periferia da Europa

Mercado financeiro do império europeu em queda antes de começar a chupar recursos a países da periferia da Europa

A periferia, querendo pagar as dividas, mas impossibilitada de o fazer dado que o crescimento económico que a possibilitaria fazer isso foi ” rearranjado” para que não o possa fazer por meios normais e meios anormais, começa a privatizar as suas infraestruturas e empresas públicas. Para assim gerar “meios de pagar uma divida impagável”. Esta extorsão organizada (segundo o jargão económico, “a livre aquisição e troca de bens e serviços num mercado liberalizado cheios de concorrentes atomizados) está a ser feita a todos os países da periferia da Europa, menos Portugal, que é defendido por nossa Senhora, como se sabe, e pela sabedoria sabujice do nosso Governo.

De caminho, traidores da mesma nacionalidade do país que é alvo deste ataque económico, são estratégicamente colocados em ” lugares” para realizarem as necessárias ações de coação e propaganda para impor uma política de austeridade, para promoção do desmantelamento da economia e sociedade atacadas, para promover privatizações de tudo o que esteja à vista, para funcionar como garantia de que as dividas serão pagas  “contra garantia”.

Os resultados?

A periferia desmantela a sua sociedade, desagrega a sua viabilidade.

Os frangos que correm sem cabeça, isto é, os credores são geniais na sua estupidez. Pressionam exaustivamente ao ponto tal que se auto saturam psicologicamente e deixam de compreender o que estão a fazer e as consequências das suas ações. Desta forma os resultados pretendidos fazem ricochete.

Perante uma situação que pede uma negociação séria os credores e os seus procéres tem apenas uma táctica negocial.

Que é sempre a mesma.

Apresenta exigências impossíveis de realizar e espera que o outro lado negocial capitule. Quando o outro lado recusa capitular, aplica pressão extrema. Impõe sanções, utiliza as suas instituições financeiras como aríetes de ataque à moeda do pais atacado, complica e dilata transações financeiras, e em casos extremos apreende bens estrangeiros do pais ou zona com que está em confilto e espera a capitulação.

Em casos mais extremos e dependendo das potencias em questão bombardeamentos militares e invasões terrestres também podem ser usados. Normalmente costuma resultar, mas mesmo que não resulte, os credores continuam a pressionar e a utilizar a mesma táctica negocial.

Só param quando criarem um deserto e chamarem-lhe Paz.

Plunderers of the world, when nothing remains on the lands to which they have laid waste by wanton thievery, they search out across the seas. The wealth of another region excites their greed; and if it is weak, their lust for power as well.   Nothing from the rising to the setting of the sun is enough for them. Among all others only they are compelled to attack the poor as well as the rich. Robbery, rape, and slaughter they falsely call empire; and where they make a desert, they call it peace.”

Tacitus, Agricola

A degradação da população portuguesa – 2/3

A missão:

As elites políticas, sociais e económicas portuguesas querem degradar a população e alterar os padrões do que é profissionalismo.

O que pretendem atingir:

Degradam o conceito de profissionalismo e subvertem a percepção colectiva relativamente ao que é e deve ser o conceito de profissionalismo e quais as exigências que a sociedade deve ter para com pessoas colocadas em lugares de topo.

Como o fazem:

O canal privilegiado usado para o fazer são as práticas das empresas privadas e o Estado subvertido que promove o abastardamento dos funcionários públicos equiparando estes a funcionários privados.

Qual é o conteúdo:

As regras profissionais são alteradas e as lógicas de funcionamento internas das empresas e do Estado são subvertidas. O sentido e o conteúdo do que é “competência” e “profissionalismo” é  alterado e competente/profissional passa a ser quem obedece e quem fecha os olhos ou quem ” optimiza” recursos.

Quem executa o trabalho sujo:

Os executantes deste legado negativo infligido sobre a população são os courtiers de serviço que o promovem, são os gestores “modernos”, são os arquitectos da legislação laboral e profissional e das suas mudanças que criam regras anti profissionalismo.

2015-06-24  a degradacao pop portuguesa cartaz 2

(1) As quebras de normas sociais e como estas são reclassificadas pelas elites para servirem os seus propósitos.
(2) A falta de profissionalismo generalizada.
(3) A ascensão dos interesses em sentido próprio nas profissões de topo na sociedade portuguesa.

HOJE: A falta de profissionalismo generalizada.

O sentido do que é profissionalismo na sociedade portuguesa foi reclassificado. Uma falta de profissionalismo generalizada das classes dirigentes é por estas escondida e ocultada, e a noção de culpa ” técnica” é enviada em exclusivo para a responsabilidade da população.  As classes sociais elitistas  que controlam a disseminação desta doença profissional auto isentam-se.

Isto é uma guerra “suja” baseada na criação de mecanismos de inferiorização psicológica…

O objectivo consiste em promover uma cultura de inferioridade psicológica aplicada directamente sobre os trabalhadores menos remunerados, e excluir de responsabilidades no actual estado das coisas a ” classe dirigente”.

A cultura da inferioridade psicológica, neste sentido, permite promover a cultura dos salários mais baixos que, por sua vez, é vendida como sendo uma relação directa que existe associada a essa falta de profissionalismo das classes mais baixas.

Surge a seguir o enaltecimento da suposta superioridade técnica das profissões de topo nos seus respectivos trabalhos que é depois apresentada como estando a ser “prejudicada” na sua eficiência pelo facto dos trabalhadores de qualificações inferiores serem considerados como “ maus profissionais”.

Analisando esta postura pelo valor facial que tem percebe-se que é um contra senso.

Em situações normais, dentro de empresas ou administração pública, tem sido as classes profissionais mais elevadas (que se tem posicionado ao longo de décadas para se protegerem umas as outras e colocam-se umas as outras em lugares…) que são as que gerem as actividades das empresas. E gerem as dos trabalhadores que fazem os trabalhos considerados inferiores ou menos bem pagos.

Torna-se lógico afirmar que cada uma destas pessoas espelha outras e quem gere, se for incompetente a fazê-lo, terá a tendência a passar esses defeitos para os seus trabalhadores menos remunerados.

Os defeitos são inerentes a todas as classes e tipos de pessoas e quem é bom gestor de pessoas gerirá melhor a sua empresa/administração.

Em Portugal as elites políticas e económicas decretaram que isto é ao contrário.

HUBRIS - CEREBRO - HALTERESDo alto da sua hubris e da sua petulante arrogância praticam a arte do “self serving bullshit”.
Esta característica vincada produz uma narrativa designando a falta de profissionalismo ou o mau profissionalismo como apenas existente nas classes menos bem remuneradas.

As consequências disto são simples.

O significado de “profissional” desvaneceu-se.

Nos dias de hoje, em Portugal ser-se “ profissional” é ser-se bem comportado e manso, não ser competente a fazer as coisas, andar bem vestido e apresentar uma imagem de marca pessoal assente no “eu”, agradar ao chefe, mesmo que o chefe seja um incompetente perigoso cujas decisões põem em causa a viabilidade-económica financeira do sector onde se trabalha.

O trabalhador moderno é o “ eu” que se auto promove, a criança adulta a quem é dito para ser hedonista na sociedade e no trabalho, relegando para segundo plano o trabalho (e o sentido de ser-se profissional) propriamente dito.

Regra geral, em empresas existem conflitos de interesses.

 * Quem geria esses conflitos e como eles eram geridos constituía um factor poderoso de respeito profissional entre pessoas dentro da mesma empresa e servia como tabela de aferição de quem eram os profissionais e quem eram os outros.

Precisamente por isso certas profissões eram socialmente extremamente respeitadas.

Tais como médicos, contabilistas, advogados e gestores, quadros superiores da administração publica. Todos equilibravam de forma profissional os interesses dos seus clientes/doentes/trabalhadores com os interesses próprios como profissionais e com os interesses gerais da sociedade – o bem comum.

A expectativa que caia sobre um advogado era a que funcionasse como uma autoridade do sistema de justiça bem para lá do que era a sua simples condição de defensor do cliente.

A expectativa relativa a um médico baseava-se em que este colocasse a saúde publica à frente dos seus próprios interesses enquanto medico e a frente dos interesses dos doentes.

A expectativa que existia sobre a actividade de um contabilista era não só a de certificar contas mas também que defendesse a integridade dos sistemas financeiros, porque isso significava defender a sua própria profissão e o sector em que a mesma estava inserida.

Nos quadros superiores da administração pública as expectativas eram ainda maiores e mais certificadas com sendo sérias. O pressuposto era que os quadros da administração a servissem em vez de se servirem dela.
A ideia de se servirem os amigos privados com informação privilegiada ou favores para posteriores recompensas futuras a serem obtidas, era impensável.

Sobre os gestores de empresas as expectativas recaiam nas praticas de boa gestão, promoção do crescimento da empresa e no assumir de responsabilidades sociais, ao invés de se empurrarem as externalidades para o resto da sociedade numa atitude de “o ultimo a sair que feche a porta”.

Todos estes padrões tinham falhas e não eram sempre cumpridos, mas existia uma hegemonia na sociedade portuguesa quanto à promoção da defesa destes valores.

As elites políticas, sociais e económicas portuguesas,(a elite plutocrata) subverteram e destruiriam estes padrões.

Vivemos na anarquia neoliberal cleptocrata, com eleições para disfarçar de 4 em 4 anos.

    "We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”     Blaise Pascal

“We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”
Blaise Pascal

O que ocorreu na medicina, nas escolas, e nos sectores da justiça em Portugal mostra bem como a degradação chegou e produziu os seus estragos.

Um exemplo da medicina explica particularmente bem isto. A partir da década de 80 do século 20 os sectores da medicina em Portugal perceberam que podiam controlar o sistema publico de medicina e passarem de pessoas que viviam bem, para pessoas que viveriam quase milionárias.

Passaram a fazer otimização financeira do sistema (em beneficio próprio), aceitando subornos das companhias farmacêuticas, sobre utilizaram serviços, diagnosticaram para lá do mais razoável, intimidaram políticos e doentes escudando-se atrás do seu conhecimento técnico da profissão.Paralelamente atacaram com tácticas corporativas negando o acesso mais largo à profissão, forçando em paralelo o repudio de sistemas alternativos de medicina debaixo da capa do “perigo para a saúde pública” que concorrências de sistemas alternativos de saúde gerariam, entre muitas outras técnicas  semelhantes.

 * O anterior profissionalismo desta classe assente num reconhecimento e respeito social foi assim destruído. Proporcionando que as mesmas forças que ajudaram a fazer estas figuras tenham tirado o tapete actualmente aos médicos, retirando ou ameaçando retirar decisões medicas aos próprios, encharcando os médicos em burocracia, autorizando técnicos com menos treino (paramédicos) para fazerem aspectos do seu trabalho ou enviando parte dele para os enfermeiros e no futuro será a automatização do trabalho de médicos (telemedicina) a ser vendida como nova solução.

Esta dissolução do sentido do que é ser-se profissional está a criar uma ingovernabilidade sistémica e um tecido social semi anárquico.

Os sentimentos de injustiça latente irão explodir, quando os deserdados da terra verificarem que foram enviados para um limbo social onde levam sempre pancada.

As tribos políticas da esquerda e da direita convivem bem com este estado das coisas.

A Irmandade de Némesis não.

A degradação da população portuguesa – 1/3

A missão:

As elites políticas, sociais e económicas portuguesas querem degradar a população.

O que pretendem atingir:

Degradam promovendo a sistemática subversão e o enviesamento da percepção colectiva; degradam a maneira como olhamos uns para outros enquanto sociedade e enquanto indivíduos.

Como o fazem:

O canal privilegiado usado para o fazer são os meios de comunicação social.

Qual é o conteúdo:

Estes são encharcados até à exaustão com historias fabricadas e fundos de verdade misturados com omissões e mentiras. As escolhas do que se deve ou não transmitir são pré condicionadas, usando as edições de reportagens à medida dos interesses ilegítimos que são promovidos.

Quem executa o trabalho sujo:

Os executantes deste legado negativo infligido sobre a população são os courtiers de serviço aos caprichos das elites portuguesas.

2015-06-22  degradacao pop portuguesa cartaz 1(1) As quebras de normas sociais e como estas são reclassificadas pelas elites para servirem os seus propósitos.
(2) A falta de profissionalismo generalizada.
(3) A ascensão dos interesses em sentido próprio nas profissões de topo na sociedade portuguesa.

HOJE: a quebra das normas sociais.

As normas sociais, são periodicamente reclassificadas de acordo com os interesses das plutocracias dominantes.

Contudo, existe um comando comum desde tempos imemoriais originário das classes elitistas, plutocráticas e kakistokraticas portuguesas – “ degrade-se a população”.

Emite-se a “ordem não escrita” classificando todos os desvios das normas sociais como sendo sempre praticados pelas classes mais baixas. Declara-se que esses desvios são próprios e apenas atribuíveis aos membros dessas classes; “é a sua natureza” e legislam-se crimes em sintonia com estas reclassificações feitas à medida e por interesse próprio.

Esta “ordem não escrita” definindo o que são quebras de normas sociais apenas serve os objectivos da plutocracia “tuga” e visa pré condicionar de forma subconsciente o restante da sociedade.

A mensagem subliminar subjacente é simples no conteúdo e amplificada na disseminação. As classes baixas são criminosas e merecem ser castigadas; sempre desproporcionalmente. Quer as normas que quebraram sejam realmente quebras verdadeiras ou mesmo não o sendo, aplica-se a punição.

Paralelamente a esta “fatwa” pré determinista, as classes mais altas são objectificadas como sendo santas e modelos de perfeição.

A “demonstração” de que as classes sociais elitistas e plutocráticas são santas dura 5 segundos, quando se conhece alguém oriundo das classes consideradas mais altas.

Os operários da demonstração sempre pagos em géneros ou bens trabalham incessantemente ao serviço da ilegitimidade e o mapa de pessoal em comissão de serviço nesta arte suja indica-nos que os pelotões de pseudo especialistas são os aríetes do serviço por conta em prol  das elites.

Os meios de comunicação social portugueses são viveiros de “especialistas” que aparecem para nos explicar, sem que o tivéssemos solicitado, o que se passa.
Chegamos a uma época histórica em que as explicações que são dadas nunca representam a realidade mas sim, aquilo que o “dono” do especialista o autoriza a dizer e o ganho financeiro, social ou de prestigio que o “ especialista” espera vir a alcançar.

“It is difficult to get a man to understand something, when his salary depends on his not understanding it.” – Upton Sinclair.

O som paralelo ao dos “especialistas”, visando criar uma barreira sónica de confusão ideológica e sound bytes, é produzido pelas canetas de aluguer do regime, os pés de microfone pré formatados enviados pelo chefe, e os vários cães de louça considerados sagrados pelo regime e que andam espalhados por aí, a ocuparem sinecuras privadas corporativas.

Há exceções bem entendido, mas são a minoria.

Estes educadores bem falantes e mal pensantes explicam que as pessoas devem pensar em comportar-se de acordo com o padrão mental de obediência veiculado pelas elites.

Este padrão veiculado pelas elites explica-nos o que é normalidade (a falsa normalidade). É uma normalidade autocrática que afirma que as classes baixas são inferiores e tem sempre comportamentos socialmente desviantes.

Desta forma retira-se à sociedade o direito de dizer o que é ou não é um comportamento socialmente desviante e retira-se a lei baseada em legitimidade democrática da equação.

Passa a ser uma nomenclatura de plutocratas imbuídos de kakistocracia que se arrogam o direito de definir aos restantes, o que é desviante e o que não é.

(A explicação alternativa na forma, mas não no conteúdo, das seitas saudosistas monárquicas eunucas deste país sobre o mesmo tema utiliza outra expressão: “não nasceram em berço”…)

Impõe-se a pergunta. Qualquer cidadão sente-se “seguro” quando uma classe política, social, económica, ideológica profundamente hostil à população está a definir, por lei ou por intimidação de facto, o que é desviante ou não é?

kakistocracia -enclavept

Fenómenos como a criminalidade são consideradas como uma prática exclusiva  feita por membros das classes mais baixas, bem como o uso de drogas, a promiscuidade, os nascimentos fora do casamento, as taxas elevadas de divórcio, o aborto, etc.

Já as classes consideradas altas, por dinheiro ou por nascimento auto proclamado como “superior” mais os seus serviçais por conta, utilizam os seus courtiers comunicacionais para nos explicar que são santos vivos. Chama-se “Spin” favorável.

Como são santos em vida o “Spin” favorável explica-nos que nunca se divorciam nem são promíscuos fora dos círculos que frequentam.

Esta santidade faz com que não usem drogas nem vão ao estrangeiro fazer tratamentos de desintoxicação caros e discretos.

Nunca promovem nascimentos fora do casamento, nem abortos que não sejam efetivados em clínicas espanholas e inglesas, ao mesmo tempo que assumem posições públicas cá de oposição.

É por isso que um ladrão é chamado de ladrão, mas um financeiro que desvia dinheiro pratica um “crime de colarinho branco…”

É tão cómodo ser hipócrita quando se é um kakistocrata plutocrático com uma vida abastada derivada de um sistema ilegítimo que beneficia insiders…e quando os prejuízos são despejados para cima da população.

Todos estes fenómenos diferenciadores produzidos de forma artificial e apenas para benefício de uma elite corrupta, traidora e venal são instintivamente apreendidos pela generalidade da população e provocam quebras na coesão social e nos níveis de igualdade dentro desta sociedade.

A promoção da iniquidade e da desigualdade artificialmente fabricada com o objectivo de inferiorizar largos segmentos da população está a criar um temporizador.

Nos últimos 20 anos, mas em particular nos últimos 4 anos(2011-2015) a coesão social foi extraordinariamente quebrada, debaixo da influencia de ideologias importadas e defendidas por overlords internacionais que tomaram sob sua proteção as elites políticas e sociais portuguesas.

Esta dissolução da coesão social e a moldagem das regras de classificação do que são quebras de normas sociais sempre em função dos interesses da elite está a criar uma ingovernabilidade sistémica.

Os sentimentos de injustiça latente irão explodir.

As tribos políticas da esquerda e da direita convivem bem com este estado das coisas.

A Irmandade de Némesis não.

25 de Abril de 1974 – temos muito que agradecer

Hoje passam 41 anos de um alarido supostamente revolucionário que aparentava ter acontecido para mudar tudo no país chamado Portugal.

Parece que se destinava a fazer existir liberdade para a população e através dela criar o desenvolvimento, um dos benefícios dessa mesma liberdade.

É por isso que temos muito que agradecer, senão vejamos:

Temos muito que agradecer, na frente eleitoral, de forma veneranda e obrigada, de chapéu nas mãos e as arrecuas, pelo fato de podermos votar de forma livre durante os últimos 41 anos.

Anteriormente, obrigava-se a população a escolher um candidato único para votar.

Anualmente, existem inúmeros candidatos, todos igualmente maus e verificamos que chegamos a uma situação em que todas as candidaturas políticas que estão em posição de ganhar eleições defendem apenas um único grupo de interesses, embora estejam todas dispersas  por vários partidos, agrupamentos e secções de medíocres e carreiristas videirinhos.

É uma melhoria, realmente, esta em que nos é dado a escolher o partido dos prós e dos prós para continuarmos a ser distraídos das verdadeiras realidades…Bem hajam.

Temos muito que agradecer, na frente  decisão política, pelo fato de os nossos interesses já terem sido salvaguardados sem nada nos ter sido perguntado ou pedido verdadeiramente.

Os grupos de interesses específicos, todos não eleitos e que desenvolvem actividades sinistras em beneficio próprio e em serviço próprio, visando condicionar a população ou obter ganhos financeiros ou de aquisição/manutenção de poder ilegítimo, encarregaram-se dessa tarefa.

Os resultados são brilhantes. Mas não para a população. Bem hajam.

Temos muito que agradecer, na frente da gritaria mediática social, pelo fato de a democracia nova trazida pelo 25 de Abril de 1974 nos poder oferecer uma gritaria mediática, encharcada em jornalismo amarelo.

Anteriormente éramos abençoados com monocromáticos e monolíticos que mentiam para enaltecer o regime do ditador e os courtiers, fanáticos ou não,  que o serviam. Para combater a cor cinzenta de um só tom, criou-se a difusão cultural e a ideia de pluralismo.

A elite de poder capturou o pluralismo e subornou a difusão cultural e reduziu-os à ditadura do seu próprio pensamento. Estamos apenas a ter que aturar o discurso porco e pobre que as elites corruptas portugueses querem que se ature.

Os seus ajudantes de campo são os micro exércitos de junta letras, pés de microfone e arrotadores profissionais radiofónicos todos em uníssono, alavancados pelos painéis  de comentadores adquiridos, comprados e pagos pelas vozes dos donos. O objectivo é a desinformação permanente tal como o objectivo era a desinformação permanente pré 25 de Abril de 1974. Bem hajam…

Temos muitos que agradecer, na frente económica e financeira, pelo fato de podermos pedir dinheiro/obter crédito, a qualquer hora do dia ou da noite, por qualquer meio necessário.

É claro que há crédito e há credito e os insiders tem crédito que pagam a juros inferiores, e quando as coisas falham não o pagam. Depois, para o resto da população existe o credito com taxas altas, sujeito a mudanças de regras repentinas que visam criar impossibilidade de pagar por parte do comum cidadão para depois ser transformado em bode expiatório e ser extirpado de património…

É-nos também, possibilitado pedir crédito para, em grande parte dos casos, podermos adquirir mais coisas das quais verdadeiramente não necessitamos, mas quem concede este credito e promove esta cultura necessita que estejamos todos convencidos que precisamos. Bem hajam.

Temos muito que agradecer, na frente alimentar, que qualquer alimento que possamos adquirir,  a credito se possível, esteja cheio de açúcar sintético ou normal, produtos químicos e aditivos que fazem muito bem o seu papel na proliferação de cancro, diabetes e obesidade adulta e infantil.

O que seria de uma saúde privada e vendida pelos privados como um produto a adquirir (um cluster excitante de mercado) acaso não existisse mercado para essa mesma saúde através de um regular (uma rotação de produto nas prateleiras…) fornecimento de doentes?

Os padres da economia, que foram quase todos comprados, adquiridos e pagos, afirmam que o  mercado cria as suas próprias necessidades e a oferta cria a procura. Bem hajam.

Temos muito que agradecer, na frente da justiça e da administração da justiça terem uma legitimidade duvidosa ou inexistente onde os cidadãos são perseguidos de forma selectiva consoante tem ou não tem ” poder” para se defenderem?

Todos conhecemos os casos de pessoas penhoradas de forma injusta, de pessoas acusadas sem provas, de favores feitos a grupos de interesse e a empresas privadas, de falhas gritantes por parte de quem administra o sistema oficial de justiça sem que os principais interpretes do mesmo sejam fiscalizados e se necessário punidos pelos crimes que cometem ou pelas omissões que praticam. Bem hajam.

Temos muito que agradecer, na frente da auto estima nacional e do brio em ser português, (a falta dele) do convencimento que é feito segundo o qual, os imaginários e fantasiosos êxitos do futebol são algo que devemos vender aos estrangeiros como parte da nossa estima  e identidade nacional e como parte do nosso êxito imaginário.

Ideias como solidariedade, auto estima colectiva, sacrifício pelos outros em termos geracionais e não só foram completamente destruídas.

Por todo o lado apenas observamos uma população auto absorvida em si mesma, entorpecida e abrutalhada, inchada na sua enorme importância, arrogante, destituída de conceitos de moralidade, insuportavelmente narcisista e sempre a fazer sexo com o seu telemóvel de ultima geração.

Uma população que se sente bem consigo própria, apesar de estar a levar na cabeça como nunca levou, teimosa na sua arrogância recusando ver a realidade à frente dos seus olhos e impondo pela sua estupidez fardos a terceiros que recusam este estado de alienação e recusam deixar-se envolver nele. Bem hajam.

Temos muito que agradecer, na frente da gestão financeira, pelo fato de se ter intitulado a regra de ” foi azar e eles não queriam fazem por mal”.

Gestores extremamente bem pagos para a qualidade do trabalho que desenvolvem tomam decisões imbecis, sem que os seus accionistas, quer sejam o Estado, quer sejam particulares, os removam dos cargos que ocupam.

É simples. É uma gestão de amigos para amigos, de insiders para insiders. O accionista português, que sabe nos seus ossos que chegou a estas posições de poder, prestigio e dinheiro através de jogadas ilegítimas não se sente com autoridade moral ou técnica  para mandar pedras aos telhados de vidro. Estes accionistas suportam a gestão portuguesa  porque sabem que as contas dos prejuízos são enviadas para que a população as pague. Os prejuízos são transformados em lucros através desta forma miraculosa assente na socialização dos prejuízos misturada com vigarice e trapaças, num circuito onde toda a gente ganha. Bem hajam.

Devemos estar gratos pelo fato de os mercados financeiros portugueses, bolsa de valores incluída, serem uma gigantesca vigarice organizada para beneficio de insiders e filhos família.

Acordos pela porta dos fundos, manipulações de preços consideradas legais, ou por lei ou por omissão de legislar, lacunas da lei convenientemente criadas, criação de entidades nebulosas que geram produtos financeiros opacos, um banco regulador privado para benefícios, publico para responsabilidades que nunca cumpre, gerido por um ex funcionário de um banco privado que tinha as funções nesse banco privado de ” gestão e criação de contas offshore”, são cartões de visita altamente recomendáveis para recomendar como sitio a investir.

Devemos estar gratos, na frente politica e social, porque sabemos que os nossos distintos deputados, os representantes da polis obedecem, não à republica, mas as sociedades secretas de que fazem parte, obedecem aos interesses financeiros que os controlam, legislam em nome de quem os comanda, e beneficiam os seus overlords continuamente em detrimento da população.

É gratificante perceber que o 25 de Abril de 1975 serviu para libertar o dinheiro que é necessário para se comprar com todo o à vontade, a influencia política necessária para se alterar leis e fica-se grato pela generalidade dos políticos portugueses aceitar e apoiar esta situação. Bem hajam.

Devemos estar gratos, por na frente comunicacional , apenas 3 empresas controlarem quase 90% da comunicação social. É tão bom ver telejornais em Portugal após o 25 de Abril de 1974. Ao mesmo tempo, à mesma hora todos dão as mesmas noticias fúteis, vazias, condensadas com divina estupidez entorpecente.

Quando se quer rebentar de forma mais eficaz com a capacidade de pensar dos cidadãos manipula-se em direto , 24/24 horas de 3 formas diferentes, mas todas iguais.

Mensagens estúpidas e uniformes, homogeneizada como o leite pasteurizado,  e os sorrisos imbecis de plástico , de quem apresenta as noticias são todos repetidos. Bem hajam.

Temos que agradecer: se todos eles repetem que o desemprego e baixo, o crescimento económico é alto, a inflação está a perfurar a barreira dos 100 metros para baixo, e os portugueses vivem ainda melhor do que viviam à 10 mil anos atrás, então é porque tudo isto é verdade.

Temos que agradecer o Portugal moderno, democrático e desenvolvido a que temos direito. Bem hajam.

PS: Como existem sempre imbecis que se recusam a perceber o que é escrito, este texto recusa ser uma apologia do regime anterior ao dia 25 de Abril de 1974.

Empresas e corporações (Tpp) vs nações e nacionalidades

I know not with what weapons World War III will be fought, but World War IV will be fought with sticks and stones.

Albert Einstein

A antiga frase de Albert Einstein durante muitos anos foi considerada como sendo a teoria principal que explicava o que sucedia após uma terceira guerra mundial.

A frase servia também de aviso para o perigo da guerra, por esta se ter tornado tão destrutiva e capaz de aniquilar todos os avanços civilizacionais da raça humana.

Tendo em conta que as guerras tem sido travadas por nações e pelos seus respetivos exércitos, o nacionalismo tem sido condenado como sendo a principal ideologia responsável pelas guerras.

Comercialmente falando, as guerras são más para o negocio, exceto para as especificas industrias que delas naturalmente beneficiam. E como as populações detestam guerras (obviamente) estas tem assumido uma natureza coberta e o novo tabuleiro de batalha é o campo económico.

Um dos vários porta aviões de combate da guerra económica é o FMI. Os recentes empréstimos feitos à Ucrânia, bem como a outros países, tais como Portugal, (aqui disfarçados de matrioskas, com um rotulo por fora a dizer “Troika” ) vem acompanhados de regras ditatoriais de cumprimento e impõem  punições aos devedores.

A nova face moderna da guerra são as corporações e as empresas multinacionais, a sua invasão da esfera de soberania dos estados e das nações e a tentativa de impor “regras e condições”.

É acertado dizer que são uma ameaça muito mais perigosa que uma ameaça militar direta. As corporações já possuem vastos territórios, ( uma base de poder que possibilita  construir uma ainda maior base de poder) dominam as regras financeiras e legais e de forma transnacional.

The only difference between the Republican and Democratic parties is the velocities with which their knees hit the floor when corporations knock on their door. That's the only difference. - Ralph Nader

The only difference between the Republican and Democratic parties is the velocities with which their knees hit the floor when corporations knock on their door. That’s the only difference. – Ralph Nader

Os nossos queridos políticos, a nossa classe dirigente, a nossa magnifica elite de poder, fecha os olhos à ameaça, ocupada que está a decidir qual o suborno a aceitar por parte das leiloeiras corporativas.

Muitos dos nossos políticos e tudo o que gira à volta omitem, mentem, desviam o olhar, uma medida da cobardia deles e de como se venderam.

As sombras que os controlam e subornam mudam de posição apenas para os deixarem com o incomodo papel do bode expiatório

A nossa querida imprensa, os meios de comunicação social, estão demasiado ocupados a serem comprados pelas corporações.

Estas, mal adquiriram o produto emitem as ordens.

E as ordens são o aumento de lixo desviante com o qual se pretende ocultar a verdade às ainda massivas audiências que tem sido ensinadas a perceber algo de acordo com a falsidade que viram na televisão,ouviram no rádio ou leram no jornal.

Queremos mesmo aceitar viver debaixo de tanta iniquidade e da tirania destas forças corporativas?

Em Portugal, desde a década de 70/80 do século 20 tem sido preparado o assalto e a subversão das poucas coisas positivas que um alarido pseudo institucional ocorrido no dia 25 de abril de 1974 trouxe.

Antes era a repressão, pura e dura, como tinha sido durante os últimos 500 anos pelo menos, repressão essa exercida pelos ” overlords” incompetentes e maníacos que dominaram este sitio.

Uma breve luz de abertura surgiu por essa década com todos os defeitos, mas surgiu, e as forças das trevas trataram logo de a tentar apagar e asfixiar.

As vitimas escolhidas são de novo as mesmas, mas desta vez, a face dos opressores esconde-se por detrás das empresas e corporações.

Acordos económicos e comerciais assinados sempre em beneficio das corporações.

Um coro de peões lacaios e vendidos recita a poesia suja da obrigação do cumprimento.

Os efeitos económicos desastrosos ocorrem no tecido económico do pais e nada se passa, pretende-se privatizar escolas, saúde e segurança social apenas para maior gloria corporativa e nada se passa.

O discurso ” social”, a narrativa das pessoas foi moldada de acordo com as tretas neo corporativas empresariais. Tudo aparenta ter um preço  e é a “linguagem do preço”, ao invés da linguagem dos cidadãos, é a que se pretende aplicar pela força se necessário.

“In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.”

“In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.” – Adam Curtis

A “tribo da esquerda política”, a auto denominada campeã dos fracos e dos oprimidos, promove o “não debate” sobre estes assuntos. Todos os conflitos são formais e simpáticos(veja-se o caso das audiências do BES em que  o putativo criminoso responsável foi tratado como um gentleman que cometeu uma indiscrição, apenas…), e a consciência coletiva do que se está a passar tem sido mandada para debaixo do tapete.

A “tribo da esquerda política”, campeões auto nomeados em defesa dos valores da decência, abandonaram essa luta e, lentamente como uma esponja, absorvem os valores das corporações, a ganância, a não responsabilização das gestões de topo.

Adotaram a linguagem e permitiram ao longo dos anos que os valores legais e constitucionais tenham sido torpedeados pelos interesses ilegítimos das corporações.

Toda a classe dirigente, toda a estrutura de poder neste país, tem permitido que a nossa soberania, a do país e a dos cidadãos sobre o país e sobre si próprios, tenha sido sabotada, minada, descredibilizada.

Valores éticos ( os poucos que existiam, mas existiam) tem sido atacados e pulverizados, a nossa cultura, ( nunca foi grande coisa, mas enfim) tem sido ensopada em pseudo valores oriundos de fora

Espera-se a destruição de valores éticos que se oponham a ganancia , vinda da tribo da direita política, genericamente cheia de traidores, incompetentes e vendidos.

Já da tribo da esquerda política espera-se que a sua base de votantes se oponha aos desmandos feitos em seu nome pelos campeões individuais auto nomeados pela tribo.

Estamos sentados à espera. Godot, volta que estás perdoado.

 A próxima e grande batalha económica é a aplicação e aprovação ou não do tratado “parceria transatlântica” vulgo TPP ou TIPA.

Um conjunto de legislação desastroso e tirânico que destruirá não deixando pedra sobre pedra, um país como Portugal.

Obviamente qualquer pessoa decente terá que ser oposição a esta forma de instituir a tirania económica.

Para fazer tal, no entanto, temos  – os que se querem opor a isto – que evitar pensar que isto é apenas mais uma medida.

Torna-se necessário reconhecer o que esta em jogo.

A nossa classe dirigente decidiu capitular e decidiu neste como noutros assunto vender o país, com a população dentro dele, as corporações e empresas multinacionais.

Foram bem pagos para isso.

O enclave a Irmandade de Némesis recusam capitulações.

Estaremos sempre cá após as tempestades.

Declaração de interesses: a palavra nacionalismo aparece escrita várias vezes neste texto. Apesar disso, a irmandade de Némesis, recusa qualquer rotulo de defesa da extrema direita e das suas posições, bem como da extrema esquerda e da suas posições e de todos outros que apelem a forças nacionalistas de qualquer espécie para salvar a pátria.