Do desastre da contemplação e das eleições autárquicas

Quando as estruturas de poder duma sociedade decidem implementar mecanismos de controlo sobre a população uma das estratégias usadas consiste em apelidar essa nova forma de controlo de ” moderna ou de modernidade”.

Esta estratégia quer envergonhar, atrofiar e amesquinhar psicologicamente os cidadãos tentando criar-lhes complexos de inferioridade  caso recusem aceitar ou simpatizar com estas novas formas de controlo que surgem com roupas novas chamadas ” modernidade” ou “modernas”.

Uma destas estratégias de “modernidade” é a criação da contemplação como realidade.

Existe um trabalho de décadas visando acelerar o ritmo das pessoas quer na sua vida pessoal, quer nos seus locais de trabalho. Tudo deve ser acelerado, as pessoas tem que se mover depressa, quase ao ritmo ou mesmo para lá do ritmo das máquinas com as quais trabalham.

O objectivo é forçar o esgotamento das pessoas, transformá-las em pequenos depósitos de stress. O resultado é o esmagamento de qualquer tipo de análise pessoal, introspecção, espiritualidade, interesse pela cidadania, proximidade com qualquer ideia de ética pessoal; tudo é feito para gerar o total desinteresse,  gerar o alheamento de tudo que não seja o pequeno ambiente familiar, pessoal ou do sitio onde se vive.

A dimensão social e humana dos cidadãos é reduzida à contemplação. E a micro espasmos episódicos, paroquiais, ao nível do bairro que por vezes irrompem e se manifestam de quando em vez em micro sublevações – regra geral sempre direccionadas contra os outros cidadãos que navegam no mesmo barco pequeno e micro; nunca contra os verdadeiros poderes estabelecidos.

Este ritmo acelerado faz as pessoas agir  e reagir. E pouco pensar. Conduz a uma intensa aversão à introspecção pessoal. “Reflectir  sozinho” e em silencio é, na nossa sociedade, considerado quase como um crime horrendo.  Algo de estranho e a evitar. Criam-se todas as condições para quase obrigar as pessoas a andarem em grupos de outras pessoas apenas para não estarem sozinhos, não vá dar-se o caso  de incorrem no enorme pecado que é a introspecção pessoal, a solidão e o silencio para acalmar a mente e melhor olhar para a realidade que os rodeia. E assim sair da contemplação como realidade.

A contemplação como realidade é apresentada como sendo moderna ou a modernidade. Segundo esta lógica perversa, são “arcaicos e anti progresso” os que a recusam.

Caspar David Friedrich - Wanderer above the sea of fog

“Each of us assumes everyone else knows what HE is doing. They all assume we know what WE are doing. We don’t…Nothing is going on and nobody knows what it is. Nobody is concealing anything except the fact that he does not understand anything anymore and wishes he could go home.” – Philip K. Dick

Um efeito imediato sobre a população é que uma nova realidade passa a existir. Chama-se contemplação mas é derivada da inexistência de introspecção. O que antes poderia existir e era introspecção, praticada pela generalidade das pessoas, passou a ser  contemplação. Do “pensar a nível interior” para a contemplação (o olhar contemplativo)  de paisagens geridas e criadas pelas elites, paisagens essas que são todas artificiais, falsas e prejudiciais à população se ficar a olhar fixamente para elas.

As palavras são diferentes, os significados que ambas tem são totalmente diferentes;  mas a introspecção passou a ser contemplação e a ideia verdadeira  do que era contemplação foi enterrada num local desértico e escuro para tentar fazer-se ser esquecida para todo o sempre e agora todos contemplam a realidade, mas não agem sobre ela.

A Irmandade de Némesis não esquece.

Esta nova “modernidade” origina a auto desresponsabilização e cria bodes expiatórios. Como se está a contemplar (de forma moderna…), tudo o que de mal acontece é projectado em terceiros, reais ou imaginários,  que são responsabilizados (mesmo que estejam a anos luz de distancia), e nada tenham efectivamente a ver com o assunto ou tendo a ver, estivessem originariamente impedidos de fazer mais do que o que fizeram.

“A política é a condução dos negócios públicos para proveito dos particulares.”

Ambrose Pierce

Eleitoralmente tivemos oportunidade de observar isso recentemente. No dia 1 de Outubro de 2017 a população portuguesa, em grande parte corrompida pelo contacto que tem com as elites e por culpa própria também, na sua grande parte destituída de ética pessoal, princípios, pouco civismo e  nenhuma convicção acerca do que é a verdadeira cidadania decidiu atribuir um cartão de monopólio com os dizeres “Sairá da cadeia sem cumprir pena” à generalidade dos eleitos das recentes eleições autárquicas.

Assumindo plenamente o papel de “contempladores profissionais”  (porque é moderno) em vez de agir (porque é arcaico) os portugueses decidiram votar na generalidade dos casos de acordo com as propostas de mediocridade na continuidade salpicadas pela corrupção ética dos candidatos e salteadas com a estupidez muito própria de quem julga que está a perceber imenso do que se passa e que está a proceder de acordo com  a aquisição de “vantagens especiais” para si , para a sua família e para os seus.

A nível autárquico a cobardia cívica, o desligamento da situação em prol de vantagens especificas pessoais, também conhecidas como “migalhas” que são oferecidas, foi a norma, o suborno barato.

O sistema político social e económico é um jogo corrompido, onde os vencedores já estão definidos antes do jogo começar.

2017-10-07 queremos mentiras novas

O  comentariado político, que recebeu instruções e recebe instruções para debitar mensagens gastas também vive na contemplação como realidade e promove essa mesma contemplação.

Em laboratórios especialmente credenciados para tal dezenas de teorias saem das linhas de montagem e explicam quem são os vencedores, os vencidos, os que foram á casa de banho , os que saíram e entraram e demais futilidades.

Mas alguém lhes encomendou a missa?

A mentalidade do comentariado político é a da contemplação: só os seus interesses e de quem lhes paga contam e as missas que regurgitam cheiram mal.

Nenhum dos membros do comentariado tem capacidade para entender o que se passa – são eles próprios todos membros das mesmas classes sociais e profissionais, todos vivem nos mesmos condomínios fechados sítios e não contactam com a população; logo funcionam em circuito fechado onde apenas os ecos das suas próprias vozes se ouvem, nada de verdadeiramente “novo”, “original” e “verdadeiro” pode sair destes palradores militantes e pagos.

Apenas debitam propaganda e verdades feitas mencionadas em conversas uns com os outros.

2015-11-25 - rob riemen- 2012

A contemplação como realidade contamina a população para a lassidão e embrulha-a na corrupção.

Durante décadas ambos os lados do espectro político incentivaram, quer por omissão, quer por acção a corrupção ética,  o abandono da cidadania, fecharam os olhos ao esmagamento dos direitos legítimos do cidadãos.

O campo para tal é fértil.

Os portugueses desde pequenos são habituados e educados a conviverem bem com “cunhas e favores”, a simpatizarem e darem por adquirido que ter um patrono (um padrinho…) é uma condição essencial para singrar na vida e educam sempre a sua prole nessa lógica. Encontrar um emprego, fazer um jeitinho, obter um favor são considerados como sendo normais e factos da vida semelhantes a comprar uma embalagem de arroz no supermercado.

Os próprios sentem no seu intimo que tal é errado, mas desvalorizam. A auto justificação vem a seguir: “se os outros fazem eu também faço”.

Com o aumento exponencial destas atitudes entramos no caos. Para onde quer que se olhe vêem-se os pagamentos em géneros ou dinheiro em que toda a gente usa toda a gente para fazer a venda da cobrança de mais favores e respectiva classificação final.

O resultado já chegou há várias décadas e há um preço enquanto sociedade a pagar.

Esta forma peculiar de viver também faz com que o seguidismo seja a norma, e se procure estar sempre com quem aparenta estar a ganhar. Quem aparenta estar a ganhar faz com que uma parte da população se junte e vote – contemplativamente de acordo com isso. (Independentemente de qual seja o partido conjunturalmente a ganhar…)

Trata-se do “voto útil” contemplativo no vencedor. É a demissão cívica total e o risco zero enquanto cidadãos.

Mas, a maior parte dos portugueses não se considera ou percebe de facto que é um cidadão. Conhece a palavra, mas não o que ela significa.

Apenas se resignam a uma vida espiritual interior débil ou inexistente e a uma cidadania quase invisível, que é trocada pelo movimento em direcção a onde julgam ver aparecer benefícios ou dinheiro, esquemas ou empregozinhos.  (Nunca aparecem; estão reservados para as elites medíocres e corruptas.)

 

Hell is empty and all the devils are here.
The Tempest – William Shakespeare

 

Resignam-se eles.

A irmandade de Némesis não se resigna.

As elites portuguesas recusam regenerar-se; logo, aproximam-nos do colapso social

Para subverter o actual sistema sócio-político, (o termo “democracia” pode ser usado para  designar o actual sistema sócio político) ; os oligarcas portugueses; os de origem “novo dinheiro” ou os de origem “velho dinheiro” ou oportunistas lacaios e cortesãos que julgam que são pertença de uma das duas categorias acima descritas e se prestaram a ajudar; infiltraram-se dentro dos sistemas políticos e económicos que compõem esta sociedade.

Como foi feito?

Lentamente, após 25 de Abril de 1974, a aurora de uma nova madrugada assim prometida, foi assim insidiosamente corrompida, como uma queimadura lenta mas progressiva.

No meio desta queimadura lenta, mas progressiva, guerras de facções políticas orientadas pelos desejos conflituantes dos seus mestres internacionais ocorreram para distrair e animar a população e fazê-la artificialmente escolher lados.

A população escolheu todos os lados menos o que deveria ter escolhido: o seu.

A insidiosa e corrosiva infiltração de sistemas críticos, de partes da economia e da sociedade, foi feita para favorecer as elites e as oligarquias que se escondiam por detrás.

Leis começaram a ser inclinadas a favor das elites e dos seus interesses.

A inclinação aumenta ano após ano.

Qual foi o resultado? Cita-se Colin renfrew em 1979. *

1 – O bem estar e a riqueza da elite de poder aumenta e manifesta-se de formas mais públicas.

2- A elite de poder concentra-se em manter um férreo monopólio de poder dentro da sociedade. As leis tornam-se mais vantajosas para as elites, e as penalidades para a generalidade da população tornam-se mais duras.

3- A classe média reduz-se ou evapora-se.

4- Os índices de miséria aumentam. Taxas crescentes de homicídios, crime, suicídio, pessoas sem casa e aumento do abuso de álcool e drogas aumentam.

5 – Aumentam os desastres ambientais ou as probabilidades de acontecerem devido a pressão dos resultados de curto prazo que originam uma pressão para se explorarem recursos depressa e sem cuidado.

6 – Ressurge o conservadorismo e o fundamentalismo religioso indo-se buscar as teorias arcaicas para contrabalançar o declínio do presente, mas estas novas formas surgem corrompidas e isso acelera o declínio.

O que se segue?

Como consequência da calcificação das elites e oligarquias e da durabilidade temporal dessa mesma calcificação ( Em Portugal é com amarga ironia que se verifica que apenas 10 a 20 anos após 25  de Abril 1974 chegaram para a degenerescência começar…e começar a bater forte…) se ter prolongado a sociedade fica colocada numa encruzilhada. Uma crise que tem que ser resolvida devido à crescente frustração da população.

Pequenos acontecimentos podem desencadear a mudança e um novo estado colectivo e pensamento surge. Ou existem alterações democráticas ou falham essas alterações e a subsequente crise origina uma regressão e um eventual colapso.

Em Portugal estamos a entrar neste estágio. Veremos para onde pende a balança.

O que acontece depois?

Quer se caia para um lado democrático das mudanças, quer falhem essas alterações, o tempo passa. As sociedades esquecem-se porque é que precisaram dessas reformas e mudanças. (Em Portugal isto é clássico em relação ao que se passou após o 25 de Abril de 1974, quer o que se passou , quer o que se deveria ter passado, mas não passou…)

E quando se esquecem, os membros das elites de poder e das oligarquias voltam em força, para exigirem regressão e para exigirem (ainda e sempre) tratamento mais favorável para os seus interesses (Em Portugal isto, surpreendentemente sucede antes do país estar colocada na encruzilhada da escolha, sucede durante, e sucede depois, a máquina de subversão da democracia nunca tem descanso ao serviços das oligarquias).

Todas as elites políticas em Portugal sabem, praticam isto e pactuam com isto.

2015-11-25 - rob riemen- 2012

Colin renfrew em 1979. * “Signs of Failing Times”  – Renfrew, Colin. 1979. Systems collapse as social transformation: Catastrophe and anastrophe in early state societies.

Como a opus dei chegou onde queria chegar (à Cgd) e os partidos políticos portugueses permitiram

Em Portugal, quem é colocado fora do acesso aos benefícios do sistema político, social e económico português tem uma identidade. Essa identidade económica, política e social e partilhada com todos os outros membros da sociedade que estão na mesma situação, quer pareçam ser pessoas colocadas num patamar económico acima, quer não o sejam efectivamente.

O desempregado branco dos subúrbios, o exilado rural que vive perto da indigência na província, o precário urbano que coexiste entre apelos pueris que o fazem pensar que é pós moderno e o desemprego de recibo verde mascarado de emprego dinâmico e moderno estão todos no mesmo barco.

A profissão liberal ou publica na área tecnica como o professor ou o médio quadro bancário estão todos no mesmo barco. O trabalhador emigrante indocumentado e o emigrante documentado oriundo de locais bizarros também está no mesmo barco.

Julgam que não, mas estão.

Importante: as elites de poder portuguesas investem muito tempo e dinheiro a mascarar e iludir estas pessoas e os problemas sociais políticos e económicos que existem.

Importante: uma certa forma peculiar de corrupção é mantida e aperfeiçoada pelas elites de poder portuguesas, que investem no controlo de muitas pessoas feito por um numero relativo de poucas pessoas.

Importante:  esta milícia de tipo casta é perigosa para todos e altamente corrosiva.

Importante: deve-se evitar deixar chegar estas pessoas a lugares de poder e responsabilidade, especialmente na esfera pública.

Na caixa geral de depósitos, banco 100% público os partidos políticos chamados PSD e CDS – meras extensões da oligarquia corrupta e decadente que queima lentamente Portugal, apostaram na política de terra queimada.

Lamentavelmente quem diz que se lhes opunha favoreceu isso.

Colocados perante a oportunidade de quebrar o controlo, nada fizeram.

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Quando no governo, (2011-2015) o PSD e o CDS permitiram que existisse uma política de desvalorização do banco, com o objectivo de:

a) baixar o preço para o potencial comprador;

b) justificar privatizar;

Quando comprasse, o potencial comprador herdaria o direito de cobrar os créditos que a Caixa tem sobre dividas de terceiros.

O Estado português tem mais de 100 mil milhões de euros em dividas à CGD.(*)

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( * dados da infografia correspondem ao ano de 2013. )

Quem comprasse, mal o fizesse iria exercer o seu direito a cobrar.

Um justificação perfeita para um governo em funções ( um governo PSD-CDS…) justificar cortes de despesa pública e aumentos de impostos.

Em 2015 a paisagem do cenário mudou (o cenário é o mesmo, infelizmente…) e uma nova experiência política começou a governar.

Esta definiu que:

a) era necessário recapitalizar a CGD;

b) sanear as contas do banco e admitir perdas;

c) racionalizar a gestão (despedir pessoas) e fazer com que o banco voltasse a financiar empresas e particulares, dado que a ” boa gestão” dos privados feita em anos passados nos seus próprios bancos resultou em estarem impossibilitados de fazer tal… actualmente…

Os representantes dos oligarcas (PSD-CDS) perceberam o perigo. E movimentam-se para impedir que a recapitalização da caixa (4 mil milhões de euros), que serviriam na sua grande parte para por dinheiro a circular e reactivar a economia especialmente nas pequenas e medias empresa fosse parada.

Sabem que se isso arranca, não voltam a chegar ao poder antes de 10,12 anos.

Isto é patriotismo de alto coturno.

Inicia-se o bloqueio, sobre a nova administração. Contando com a preciosa ajuda de todos os partidos incluindo o que está no governo.

Qual a solução, se a administração não fosse empossada como veio a suceder?

Uma nova administração inatacável.

E recusa-se ou não se sabe, arranjar uma administração inatacável.

Do outro lado, manipula-se através dos seus lacaios na imprensa para colocar na CGD, um membro da Opus dei.

Parece ser seguro afirmar que este candidato a administrador seria melhor do que aquele que foi actualmente escolhido para a Cgd..

Parece ser seguro afirmar que este candidato a administrador seria melhor do que aquele que foi actualmente escolhido para a CGD…

Com o novo candidato Paulo Macedo os velhos argumentos de que:

a) o ordenado do gestor principal da casa era demasiado alto

b) tinha destruído o SNS e feito um péssimo trabalho como director geral de impostos;

já não se aplicam.

Vários partidos políticos fizeram uma guerra sobre os rendimentos para afastarem o outro tipo e a solução é … Paulo Macedo…? A solução é  … a Opus dei…?

Um exemplo de uma estratégia negocial imbecil e um termo de comparação.

Mark Blith, economista escocês, deu uma entrevista em que criticava o SNP escocês, o partido que defende a independência da Escócia em relação ao Reino Unido.

Aquando dos resultados do brexit, o SNP queria demarcar-se politicamente dos resultados, porque eram contra os problemas eventuais que a saída da UE iria criar a Escócia pelo facto de a Inglaterra sair.

Mark Blith contrapunha e argumentava que a posição do SNP era “absurda” . Mas eles acham mesmo que ficam melhor com a austeridade do Sr Schauble?

Por contraposição à austeridade dos ingleses?

Um exemplo de uma estratégia negocial imbecil e um termo de comparação.

Fazer uma guerra acerca da nomeação de António Domingues para a CGD e obter a renunciai deste, para ser substituído por Paulo Macedo, membros da Opus dei é melhor…?

A apresentação de rendimentos e o alto ordenado do novo gestor da CGD já não constituem condição impeditiva para este ocupar o cargo…?

Mas eles acham mesmo que ficam melhor com o Sr Macedo na CGD….?

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Qual o significado real disto?

A maquinaria conhecida como “Geringonça” acabou, no momento em que esta sinistra personagem ocupou o cargo de gestor principal da CGD.

Com esta decisão?!?! o poder de controlar tudo na economia portuguesa foi dado de bandeja à pior organização de oligarcas à qual podia ter sido dada.

Esta decisão tem enormes repercussões e algumas delas são completamente invisíveis. O que o sector Opus dei sempre quis ter foi o controlo do dinheiro e o “controlo da informação” que lhes é providenciado pelo acesso ao que é a informação financeira que a CGD contém.

Mas o Sr Macedo vai congelar o investimento na CGD?

Em vez de congelar o investimento na CGD, o Sr Macedo vai fazer exactamente aquilo que o governo e o os partidos todos querem que seja feito.

Paralelamente vai adquirir toda a informação sobre o que a caixa é; a quem concedeu credito e onde se movimenta comercialmente. Essa informação será do conhecimento da Opus dei e dos seus amigos. Um fotocópia da economia e da sociedade será tirada. Isto virá a facilitar ainda mais o controlo de quem pode vir a ser rico ( os da cor…) e quem não pode.

Mais à frente, os que virão a ser excluídos serão quem é pobre ou quem  recusa alinhar com a corrupção.

Todos colaboraram com isto.  A Irmandade de Nemésis não e a Irmandade não perdoa nem esquece.

Gravy train, ou os parasitas do politicamente correcto na comunicação social (política)

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O gravy train portugues…

Num recente episódio de um programa de televisão onde os intervenientes fingem que debatem a situação política nacional; uma das pessoas que intervém fez uma tirada tão pseudo espectacular como estúpida. Verdadeiramente e sem querer, revelou o que verdadeiramente pensava sob o assunto ” austeridade”.

Sentindo pânico pelo que chama de “o avançar do populismo” e pretendendo atacar a actual solução de governo em Portugal, correlacionar isso com a Europa e o deprimente estado político da mesma, e ao mesmo tempo, aviar o recado vindo dos seus amos, segundo o qual “tudo” o que acontece de mau na Europa seria única e exclusivamente culpa da Alemanha, esta insigne criatura declarou que a má gestão da crise europeia por parte da Alemanha teria dado origem ao Brexit, à aproximação da Alemanha à Rússia, à crise do Médio Oriente e especificamente no que aos partidos políticos europeus diz respeito e respectivas afinidades tal má gestão teria originado o fim da social democracia europeia.

Este programa televisivo é de orçamento reduzido, devemos ter isso em conta, quando pessoas pagas para analisar e debater politicamente, apenas conseguem produzir uma má conversa de café, mesmo que inclua alusões ao The economist ou ao Finantial Times ou a qualquer outra falsa bíblia.

A criatura televisiva, courtier de segunda classe, com esta proclamação do fim da social democracia europeia, argumentava a seguir que isto tinha originado o fim dos partidos da tribo da esquerda política de vertente social democrata na Europa. Tal desastre tinha originado o aparecimento de “todos estes partidos de extrema esquerda”, que eram – pasme-se – contra a austeridade.

Infere-se segundo esta criatura que os partidos da social democracia “normais” e sem desvios à norma serão a favor da austeridade…?

É este o nível da argumentação estúpida, preconceituosa, que avia recados dos superiores hierárquicos oligarcas.

É esta a disseminação verbal da injustiça como forma de organização social.

SERVILISMO - PÉS

Esta criatura courtier tem sido um membro constante e sistemático da elite cortesã deste país durante os ultimo 30 anos.Cavalgou o Gravy train português, auto colando-se à tribo da esquerda política.

O método cientifico para obter esse selo de qualidade e garantia de “normalidade social democrata” consiste em manifestar um acentuado anti comunismo, patente em declarações públicas e privadas, em paralelo com uma inclinação cultural imensa (supostamente um feudo exclusivo da tribo da esquerda política…) que leva a que se pense nos circulos bem pensantes dos cortesãos e dos que lavam mais branco que a pessoa é aceitável, uma compincha pró valores”de social democracia de acordo com o livro de regras.

Estas pessoas obtiveram inicialmente os cursos universitários certos nos lugares certos, ocuparam os empregos “de pluma vistosa” do regime, os estandartes supostamente meritocráticos do mercado de trabalho das artes, letras e ideias (especialmente nas administrações da tribo da esquerda política e especialmente nas administrações da direita política…) e obtiveram elevados lucros quer na gentrificaçao material do regime (obtenção de bens materiais e estatuto financeiro), quer nas áreas gentrificadas habitacionais do regime, onde habitualmente vivem e criaram casulos e bolhas de classe “bem”.

A vida tem sido boa.

Estas pessoas arranjaram um emprego em ” sítios” onde é inexistente a necessidade de trabalhar.

São apenas pagos para nada fazer, servindo de veículos que passam a mensagem que agrada as elites e aos oligarcas.

São apenas pessoas que existem num emprego durante um dia inteiro e são pagas para falar.

Falam muito, mas a substancia do que dizem é zero.

Exactamente…, qual é o valor social, politico, profissional, cívico, de cidadania que estas pessoas tem entregue à sociedade, como retorno, pelo que a sociedade lhes tem permitido ser?

Reorientando momentaneamente este texto.

Portugal transformou-se num local em que é muito estúpido o acto de se procurar ajudar as pessoas.

Como regra geral, as pessoas traem quem as ajuda, traem a cidadania que deveriam defender, traem-se a si próprias. Filosoficamente, e com muita paciência  deve responder-se que o problema principal não reside na constatação que as pessoas irão trair, mas sim que as pessoas irão trair por um preço próximo de nada.

É inexistente qualquer capacidade por parte da generalidade da população em fazer uma correcta avaliação custo – beneficio do valor de qualquer coisa.

Numa nota ingénua, deve-se fazer o esforço de ajudar, mas há limites de paciência e de preço próximo de nada.

Com o acima escrito em mente é necessário dizer que quem paga a existência dos parasitas do politicamente correcto, como discurso público próprio de um sistema de cortesãos inserido no arco da governação, recuse pagar este preço por algo que não traz valor.

Com  acima escrito em mente é necessário dizer que os cortesãos que põe uma cara alegre afirmando serem pró justiça social, pró pobres, pró “social democracia” tem lucrado a nível pessoal com as injustiças e a pobreza que derivam dos ataques que são feitos aos membros da sociedade com problemas.

Com acima escrito em mente é necessário dizer que os cortesãos estão com verdadeiros problemas.

Num mundo com internet, cidadãos despolitizados, sem dinheiro institucional para os manter acima ou no patamar em que estão, sem acrescentarem qualquer valor de mercado aos oligarcas e as elites, quem precisa deles?

O chão foge-lhes debaixo dos pés.

Devemos ajudá-los a terminar a sua carreira de mercadores aleivosos com a maior indignidade possível.

Imagine-se um hospital com práticas corruptas. Agradeça-se às elites

We must not, however, confuse the courtiers with the tyrants.

Chris Hedges, 18 Setembro de 2016

(1)

Num país imaginário, vagamente parecido com Portugal, imaginemos que uma corporação decide maximizar os seus lucros, ajudar a subverter o sistema político, social e económico do país juntamente com outras corporações “amigas” e com as mesmas ideias. Imagine-se que esta corporação detesta o país e apenas deseja parasitá-lo ganhando dinheiro com isso. Decide manobrar para influenciar os agentes políticos dos partidos políticos principais – em Portugal designam-se por “partidos do arco da governação” – para que estes permitam a exploração de sub sistemas de saúde e hospitais públicos em regime de concessão.

Qualquer pessoa percebe que nada disto acontece; é apenas um exercício de imaginação totalmente irreal e até fútil, mas imagine-se para benefício de leitura deste texto.

Imagine-se que o poder político, devidamente persuadido por favores a receber no futuro ou já no presente, favores intangíveis de aspecto virtual como o vento (sabemos que existe mas não o conseguimos ver; apenas sentir..) e decide confiar nos pressupostos que os responsáveis desta corporação apresentam para “gerir melhor” e aceitam entregar a concessão de unidades de saúde.

Imagine-se que a corporação tenta blindar a sua eventual saída extemporânea da concessão por falhas de serviço impedindo-a através de manobras de facto. Acorda com os responsáveis políticos adquiridos, comprados e a serem pagos que as eventuais queixas e reclamações sejam nulificadas administrativamente.

Os responsáveis políticos, ou já corrompidos, ou ainda distraídos apanham o transporte para a iniquidade. O objectivo da corporação é amansar e convencer os responsáveis políticos que tudo irá correr bem e que o prazo inicial da concessão seja prolongado no tempo até se tornar uma situação de facto.

Imagine-se que os doentes são colocados em perigo, mas que importa. Imagine-se que as queixas e reclamações são apenas vinculativas desde que feitas à autoridade administrativa oficialmente designada para tal  – a entidade reguladora da saúde.

Imagine-se que queixas verbais nos postos de atendimento do hospital gerido por esta empresa são aceites, mas tem efeito nulo. Imagine-se que reclamações escritas no livro de reclamações (o livro amarelo) são enviadas para o ministério da saúde, mas o tratamento das mesmas é apenas feito estatisticamente nulificando assim a reclamação.

Imagine-se que só a entidade oficialmente designada para tal (ERS), pode aceitar queixas e reclamações, mas no hospital ninguém informa os doentes que existe essa entidade, e como tal, essa entidade é quase invisível. Daí resultando um volume de queixas e reclamações ínfimo.

Imagine-se que posteriormente a esta situação estar colocada no terreno o argumentário de venda da solução “privada” de gestão do hospital como sendo a solução mais eficiente já pode ser feita pelos cortesãos de ligação  encarregues de aviar a propaganda sobre os decisores políticos, para que estes mantenham o “esquema” a funcionar.

Imagine-se um hospital público, gerido em moldes privados, com um bloqueio institucional organizado que impede os doentes de exercerem os seus legítimos direitos baseado numa regulamentação feita à medida para absorver e amortecer as queixas e reclamações impedindo-as de entrar no sistema.

Apenas existem para estatísticas externa, paralela, inutilizada, inútil.

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(2)

Imagine-se que os Invernos sucedem-se aos Invernos e as más praticas de gestão, atendimento dos doentes, sobre-facturação ao Estado, não tratamento e não resolução de problemas administrativos ou outros continuam.

Imagine-se que esta é a cultura do erro mascarada de eficácia e eficiência.

Imagine-se que os erros e o dolo sucedem-se, replicam-se e são da responsabilidade dos profissionais de saúde deste hospital imaginário.

O topo da linha é a classe médica.

Imagine-se que esta aceitou vender-se a troco de remunerações superiores à média. Aceitou fazer o papel de cortesão bem pago. Apesar do acordado, ainda é sujeita à tirania dos “fringe benefits”. Que são a cortesia paga pelos erros por negligencia, dolo , más práticas; e são “cobertos e protegidos” pela estrutura” superior da empresa/corporação.

Alia-se a ” eficiência” (o acto de tratar doentes mal e depressa) à defesa do espírito de equipa dos profissionais de saúde ( legitima-se pela omissão e pela protecção, os erros dos profissionais de saúde permitindo-lhes safarem-se de consequências dos mesmos ).

Qualquer pessoa percebe que nada disto acontece; é apenas um exercício de imaginação totalmente irreal e até fútil, mas imagine-se para benefício de leitura deste texto.

(3)

Imagine-se que para dançar o tango da corrupção são precisos dois e um acordo faustiano, seguido da adopção de comportamentos tácitos.

Imagine-se que os funcionários de topo ficam a saber que podem fazer “erros”, mas daí não advirá qualquer consequência a nível pessoal. A “corporação” irá tudo fazer para cobrir os erros (para não dar hipóteses a que o “regulador”/poder político reveja os termos da concessão) e irá criar incentivos internos para que os médicos de topo cumpram este acordo faustiano.

Imagine-se que, contudo, as falhas são tantas que o poder político decide não renovar a concessão da corporação privada.

Imagine-se que o poder político decide de novo colocar a gestão deste hospital na esfera publica e muda as regras.

Imagine-se que alguns dos procedimentos anteriores promovidos pela corporação continuam a ser feitas e praticadas tal qual eram antes feitas em regime de gestão privada.

Imagine-se que ficaram em herança para as equipas técnicas do hospital pelos bons serviços anteriormente prestados…à gestão privada que tanto os protegia nos seus erros e más práticas…

Imagine-se que ficaram ténias para trás…

Qualquer pessoa percebe que nada disto acontece; é apenas um exercício de imaginação totalmente irreal e até fútil, mas imagine-se para benefício de leitura deste texto.

(4)

Um doente é operado. Por culpa técnica exclusiva do responsável e da sua “equipa”, um doente fica com um osso fora do lugar uns meros 2 centímetros.

Coloca-se um placebo técnico.

Uma varinha de metal para ajustar os dois centímetros rebeldes; retira-se passado 3 semanas a varinha. A rebelião dos centímetros continua. A fase seguinte do diagnóstico técnico e altamente profissional é dizer ao doente que com a passagem do tempo tudo irá ao seu sítio.  Pelo meio, ténue e errática fisioterapia é feita; depois descontinuada.

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Imagine-se que passado 9 meses do ocorrido, nada voltou ao lugar,  os 2 centímetros fora do lugar continuam a ser dois centímetros fora do lugar, e o doente continua à espera de cirurgia para corrigir o problema inicial.

Imagine-se que o médico que o operou é um dos responsáveis pela área dentro do hospital e tem uma reputação ” técnica” de qualidade enorme, tanto que até dá para fazer erros de 2 centímetros.

Imagine-se que data de nova marcação de cirurgia não acontece.

Imagine-se que após conversa posterior é dito ao doente que “a minha equipa está a estudar o problema”.

Imagine-se que a solução será cortar o osso rebelde que tem dois centímetros rebeldes fora do lugar.

Imagine-se que existe um artigo do código civil português que diz:

ARTIGO 498º
(Prescrição)

1. O direito de indemnização prescreve no prazo de três anos, a contar da data em que o lesado teve conhecimento do direito que lhe compete, embora com desconhecimento da pessoa do responsável e da extensão integral dos danos, sem prejuízo da prescrição ordinária se tiver decorrido o respectivo prazo a contar do facto danoso.

2. Prescreve igualmente no prazo de três anos, a contar do cumprimento, o direito de regresso entre os responsáveis.

Imagine-se que o estudo técnico do problema desde doente irá demorar 3 anos.

Qualquer pessoa percebe que nada disto acontece; é apenas um exercício de imaginação totalmente irreal e até fútil, mas imagine-se para benefício de leitura deste texto.

Hell is empty and all the devils are here. William Shakespeare

Hell is empty and all the devils are here.
William Shakespeare

Como existem imbecis que não compreendem o que é escrito ou a remuneração que auferem depende de não entenderem o que é escrito, deve ser explicado que este texto recusa ser uma critica ao actual governo em funções no ano de 2016.

Critérios totalmente aleatórios pelos quais um grupo pode oprimir e excluir outro.

“Truth does not sit in a cave and hide like a lie. It wanders around proudly and roars loudly like a lion.”

Susi Kassem

As elites portuguesas gostam de veicular um específico memorando cultural no imaginário colectivo da população portuguesa.
Esse mantra de cariz mitológico chama-se “Portugal é uma nação muito especial”.

Uma das ideias perversas escondidas por este memorando cultural visa inculcar nos cidadãos portugueses um sentimento de auto complacência e de narcisismo colectivo de tipo nacionalista, para levar os portugueses a começarem a pensar sobre si próprios como sendo um povo de características especiais. Dada a relativa ausência de feitos especiais alcançados pelos portugueses dai releva esta ideia ser perigosa, no mínimo e auto sabotadora no máximo.

As elites portuguesas, cultivam essa ideia mitológica sempre que podem ou as circunstancias o exigem, mas sempre sujeita a um duplo padrão.

(1) Quando necessário para cativar massas visando convence-las a embarcarem em algum projecto político normalmente carimbado com a expressão mágica “desígnio nacional”; as elites promovem a expansão exponencial deste traço de carácter da psique nacional, para extraírem a adesão dos portugueses.

É uma colheita perversa que é extraída da população e dos seus sentimentos acerca do país onde habita, que leva a movimentos de massas, grandiosos e totalmente ilusórios e gera o fomento duma extracção do pior de nós enquanto comunidade por oposição a extrair o melhor de nós enquanto comunidade.

(2) Quando necessário para destruir qualquer sentido de si mesmos, de dignidade, de capacidade de superação da população visando desincentivar as massas a aderirem a algum projecto político racional, baseado no bom senso e que beneficia a comunidade, o mesmo traço de carácter da psique nacional que antes servia para a promoção de falsos desígnios nacionais é agora usado como arma de destruição psicológica das populações.

É outra forma de colheita perversa que é extraída da população. Não sendo Portugal nenhuma nação excepcional, e estando a ser sujeito a esta terapia dupla cancerígena que na psiquiatria se designa por ciclotímia, os portugueses são convidados para mostrarem uma outra e mais diferente faceta do seu pior disfarçada do seu melhor. São convidados a serem arrogantes, iludidos, convencidos que são melhores do que são e que “tudo está bem”, são convidados a destruírem-se por via da auto complacência e do constante fechar de olhos cívico.

“O progresso moral não é um privilégio natural das elites nem é adquirido por acaso ou por sorte, mas através do trabalho de si mesmo - diariamente.” Epicteto

“O progresso moral não é um privilégio natural das elites nem é adquirido por acaso ou por sorte, mas através do trabalho de si mesmo – diariamente.”
Epicteto

Este comportamento subversivo das elites portuguesas baseia-se numa dupla traição ao país que faz o favor de as aturar.

Uma face da dupla traição consiste na recusa das elites portuguesas em reconhecer-se no país em que nasceram. Consideram ofensivo que alguém as associe a essa condição, embora em publico raramente o afirmem. Escondem-se por detrás duma camada de pseudo sofisticação (geralmente plastificada e importada do estrangeiro) querendo obter com isso uma inferiorização do outro (o cidadão comum ), dessa forma manifestando uma admiração servil pelo “estrangeiro” e por tudo o que de lá vem, seja bom , mau ou talvez. Esta falsa sofisticação tem como objectivo humilhar a população e camuflar a aversão que as elites portugueses sentem em relação ao país.

A outra face da traição consiste na recusa das elites portuguesas em aliarem os seus interesses pessoais, ou do grupo de membros das elites em que coexistem, num projecto comum relacionado com o país. Por detrás de toda a retórica vazia e destituída de significado que as elites portuguesas abundantemente produzem, na realidade detestam o país e detestam a ideia de um projecto comum.

Somente abrem duas excepções a esta regra.

a) quando o projecto político comum, tem como objectivo criar uma ditadura e mantê-la;

b) quando se avista um qualquer pote de ouro no horizonte (Expansão marítima, Descobrimentos, Conquista de Marrocos, Brasil, Angola, entrada na Europa, etc…) e aí iniciam-se as operações de propaganda ciclotímica para arregimentar a população a participar em mais uma loucura vagamente desorganizada cujo “custo-benefício” demonstra sempre ser favorável aos interesses das elites.

Uma nova embalagem designada por ” desígnio nacional” é confeccionada, e a população é convocada a colaborar em mais uns esquemas de curto prazo. Elogia-se abundantemente a população  visando cooptá-la a participar.

Nesta concepção de mundo feudal mais ou ou menos cristalizado, as elites portuguesas desejam manter os seus privilégios ilegítimos, sem incómodos alguns fazendo “acordos” com os seus protectores internacionais. O que oferecem em troca é a manutenção das populações em estado dócil e até exportar os que estiverem a mais para os protectorados para serem mão de obra barata, recebendo em troca das potências europeias ou continentais, uma política de não interferência nas coutadas medievais portuguesas.

Ao menos, com os inimigos, a traição jamais aparecerá. Marco Aurélio.

Ao menos, com os inimigos, a traição jamais aparecerá.
Marco Aurélio.

Actualmente este evangelho é baseado nos sermões dados a população acerca da importância da prosperidade individual, dos privilégios selectivos para apenas meia dúzia de castas gordurentas, mais os respectivos sequazes e lacaios e suportado por critérios totalmente aleatórios pelos quais um grupo pode oprimir e excluir outro.

Esta particular forma de opressão é um dos mais graves crimes que são cometidos contra o espírito humano.

Contra a essência da alma de uma pessoa. Contra a população portuguesa.

A resposta da generalidade da população portuguesa tem sido a seguinte: “…mas eu apenas quero que me deixem sozinho e em paz!”

Se a população portuguesa escolher mesmo viver sozinha e em paz, irá mesmo ser posta de lado e irá mesmo viver sozinha em paz e excluída de qualquer assunto que lhe diga respeito.

Para todo o sempre.

Esta… “estratégia” … tem dado fracos resultados em Portugal.

Uma mudança impõe-se.

O centro não consegue aguentar, e porque deveria fazê-lo dadas a condições que existem?

Turning and turning in the widening gyre
The falcon cannot hear the falconer;
Things fall apart; the centre cannot hold;
Mere anarchy is loosed upon the world,
The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere
The ceremony of innocence is drowned;
The best lack all conviction, while the worst
Are full of passionate intensity.

William Butler Yeats’ 1919 poem, The Second Coming *

Vivemos no tempo da Republica sem consciência, uma embalagem vazia destituída de significado real, esvaziada das suas componentes democráticas, uma república empacotada em linhas de montagem totalitárias que defende apenas os interesses dos oligarcas, que fecha os olhos às movimentações da extrema direita escondida em partidos políticos aparentemente “legítimos”, saturada de grupos de interesse em serviço próprio ou dos amigos ou ambos.(Turning and turning in the widening gyre…)

Deveremos ficar satisfeitos com este estado de coisas?

Esta Republica que nunca o conseguiu ser plenamente, foi impregnada de falhas na ética republicana. Cambaleante, avança subvertida pelos quintas colunas que a empestam. Como o centro não aguenta, é ineficaz na difusão dos valores democráticos que a deveriam orientar e chegou ao ponto em que apenas está residualmente condenada a fazer passar essa imagem de decadência corrupta para a sua população e para os outros países.(Things fall apart; the centre cannot hold;)

Deveremos ficar satisfeitos com a decadência corrupta que nos querem oferecer/impor?

Temos uma Republica que mostra uma imagem resplandecente, mas falsa, onde vários espelhos partidos existem e para quem eles olha de forma certa observa-a a (dis) funcionar com passos certos e definidos.

YEATS - the falcon cannot hear the falconer

É necessário perceber que:

Esta é uma república de oligarcas. Os oligarcas portugueses são permitidos e acarinhados. (The democratic falcon cannot hear the democratic falconer) Totalmente detestáveis e absolutamente contrários a democracia, ou para esse efeito a qualquer outro sistema político democrático ou não democrático que os controle ou lhes exija auto controlo e decência.(The autocratic falcon cannot hear the autocratic falconer)

Escondidos nas sombras impõem o seu modelo autocrático de funcionamento escondido sobre uma capa de verniz democrático e de suposta aceitação das leis gerais da terra. Vocacionados exclusivamente para os únicos valores que para eles contam; dinheiro e poder. Os valores que não tem pátria.

Para os oligarcas portugueses, ter um ethos baseado em dinheiro e poder é a pátria, adicionalmente vestida com uma capa de verniz democrático como imagem para o exterior.

Devemos ficar conformados com a existência de forças hostis no nosso seio enquanto sociedade, que nos subvertem sempre que podem? (The ceremony of innocence is drowned;)

Deve acrescentar-se que a população pactua com este estado de coisas, entorpecida pela opressão psicológica e social que sobre ela é cometida todos os dias, e completamente confundida pelos aparelhos de desinformação (a comunicação social, as agencias de comunicação, os partidos políticos, os oligarcas que detém os sectores económicos que interessam…) aceita o mau como sendo bom e o bom como sendo mau, já genericamente incapaz de distinguir entre uma coisa e outra. (Mere anarchy is loosed upon the world,)

Há culpas/responsabilidades da população neste assunto, recusar desculpabilizar uma população que aceita ser despolitizada e consequentemente ser prejudicada, mas que também aceita trocas éticas que a desfavorecem e faz amiúde pactos faustianos para obter migalhas que já vem embaladas das fábricas oligárquicas em papel corrupção, é um erro de análise.

Apesar das perspectivas serem negras como o negro mais negro em fundo negro o achincalhamento da população, apesar de tudo, traz sempre reacções.

A lassidão social, o abandalhamento pessoal, a destituição de quaisquer convicções cívicas ou de cidadania, a procura desenfreada de um sistema de padrinhos que arranjem uma colocação para os próprios, ou para os familiares, as crenças na ascensão social pelo (falso) mérito escolar mesmo fechando os olhos à corrupção que existe no pais, extremamente fomentada pela tribo da direita política de forma activa e deixada desenrolar-se e espalhar-se pelas omissões constantes e o fechar de olhos da tribo da esquerda política, o sentimento de desagregação social, económica e social (tradução: a expressão coesão social “tão em voga e tão alvo de pessoas a deitarem lágrimas de crocodilo por ela…) começam a gerar ligeiros suores frios nos oligarcas e nas elites de corruptos a eles associadas, simplesmente porque o bolo está a diminuir e as pessoas começam a estar preparadas para funcionarem em lassidão robótica permanente. (Things fall apart; the (corrupt) centre cannot hold;)

    "We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”     Blaise Pascal

“We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”
Blaise Pascal

É necessário perceber que:

A sistemática, enjoativa e repetitiva promoção de elites técnicas, políticas e sociais (quase todas elas semi medíocres, no contexto internacional) é feita em paralelo com promoção do achincalhamento da população.

Estas elites técnicas, políticas e sociais, acham-se intituladas a mais do que precisam e a muito mais do que são. A oligarquia, quis e quer encontrar pontos de apoio que lhe permita fazer o trabalho sujo de subversão, e confere a esta manada de a-cidadãos um estatuto de importância baseado na mais pura artificialidade ou nos graus de parentesco, podendo também a pratica de actos sexuais “a pedido por serviço prestado em função de futuro lugar a colocar” ou mesmo corrupção pura e dura serem usadas.  E como tal promove a arregimentação destes novos candidatos a pontos de referencia para servirem de farol para os restantes. Nas elites técnicas a manada que se vendeu conduz os desejos da manada que está a espera de ser comprada.(The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere)

Quando estes cartazes humanos de legitimidade técnica, política e social (tradução: a “tecnocracia supostamente esclarecida”), são colocados no terreno; estas pessoas da cor oligárquica/partidária que desejam um posicionamento confortável junto dos ninhos de poder dos oligarcas dá-se o salto seguinte.

Memorandos culturais são decretados usando a comunicação social para o fazer, explicando à população ignara que estes novos senhores e senhoras é que são os guias orientadores dos destinos do país e da população, e que as ordens parecidas com fascismo amigável incompetente desta camarilha devem ser cumpridas e adoradas.

A criação de conformidade cultural e apetência para estas ideias tem o bónus de atrair as elites que não estão ainda na mesma órbita. O apelo é simples, é velho e é conhecido: ”juntem-se a nós” e terão poder e dinheiro sexo e status (tradução: corrompam-se, façam um acordo faustiano e esmaguem os vossos compatriotas em posições sociais mais baixas ou desprovidos de poder). (The best lack all conviction, while the worst…)

Esta é a pulhice que conhecidos personagens da comunicação social, da política, da economia e áreas adjacentes pregam abertamente. (Are full of passionate intensity.)

yeats - the falcon and the falconer

É necessário perceber que:

Dada a imensa predisposição para se corromper (motivadas pelos mais v$riados m♥tivos por parte das elites portuguesas e da população que persiste em fechar os olhos é adquirida, regra geral, a suficiente massa critica de pessoas. Os “técnicos” necessários para “exercer funções de controlo biopolitico e económico surgem como cogumelos e aplicam poder despótico. O objectivo é destruir a alma dos cidadãos e degradá-los ainda mais.

E obter controlo. Muito controlo.

Controlo em Portugal significa criar mais quotas de poder para oligarcas e associados; em paralelo retirar poder à generalidade da população. É um jogo de soma nula que tem um perdedor especificamente definido antes do jogo começar.

Devemos ficar satisfeitos pelo facto de autocratas estarem a tentar definir em proveito próprio regras que atacam toda a sociedade?

* a colocação de uma citação de William Butler yeats recusa significar qualquer tipo de simpatia pelas ideias totalitárias perfilhadas por Yeats.

Morte aos moderados portugueses

Em Portugal somos abençoados com a moderação. Ao andar nas ruas, em viagem pelos transportes públicos, entrando em centros comerciais ou olhando com atenção  ao nosso redor estamos rodeados de moderados.

Saímos dos espaços comerciais, das ruas e dos transportes públicos e os moderados tem a sua vida. Conduzem os seus carros em direcção a lado nenhum, sempre com moderação e começamos a pensar se serão seres humanos vivos ou apenas seres moderados. Tal impressão faz-nos pensar se nós próprios não seremos moderados.

Quando os moderados querem deixar de se sentirem moderados fazem loucuras.

Saem à noite e bebem meia garrafa de vinho, exactamente. Vêem televisão por cabo e acham que a série ou o filme absolutamente banal, repetitivo e nada original é afinal brilhante e tomam uma posição moderadamente moderada sobre o assunto.

Moderation

Quando se tornam filosoficamente mais profundos, os moderados emitem uma opinião.

A completa loucura e insanidade em que se tornou a vida moderna ou pós moderna (os moderados tem uma opinião moderada acerca desta diferença doutrinal); a fome generalizada em alguns continentes e em partes de cidades e vilas dos continentes ricos; os refugiados que chegam à Europa trazidos a pontapé por objectivos geoestratégicos; ou a alienação sufocante que rodeia, asfixia e corroí a sociedade portuguesa é moderadamente sentida e comentada pelos moderados.

Moderadamente, o moderado português, declara com “gravitas” na voz que,  “as coisas não são perfeitas, mas se fizermos alguns ajustes ali e acolá, deveremos estar bem”.

Se nos posicionarmos no centro (definir o que é o centro é algo que o moderado faz, de forma moderada…) aumentarmos os impostos sobre os mais ricos e sobre os restantes, legalizarmos as drogas leves, apoiarmos as causas fracturantes (o moderado é a favor de tudo isto quer as causas fracturantes sejam originárias da tribo da esquerda política ou quer sejam originárias da tribo da direita política…), se apoiarmos as causas que não são fracturantes, e mais alguns ajustes ali e acolá tudo estará bem.

Ocasionalmente de forma sistemática os moderados farão uma pequena loucura com moderação. Sextas feiras casuais no escritório com calças de ganga serão implementadas, e quando chegarem à Internet para consultarem sites pornográficos moderados ou facebooks inteligentes de pessoas moderadas; os moderados exigirão que a polícia prenda os trolls que afirmam coisas contrárias às opiniões moderadas dos moderados.

O moderado quer construir um mundo que é sempre o mesmo, só que mais agradável.

Por essa razão (ou outra qualquer mais ou menos moderada), o moderado tem dificuldades extremas em entender as pessoas que sofrem de auto destruição compulsiva, ou dores nas costas, ou sentimentos de culpa induzidos pelo cristianismo latente e opressivo, ou pessoas que recordam sub conscientemente todas as asneiras ou erros que já fizeram. Os moderados não são abrangidos por estas reacções normais: os moderados só fazem moderadamente erros.

Os de nós que reagem com normalidade e de forma perfeitamente saudável ao capitalismo tardio em que parece que vivemos; os de nós que se indignam com esta subversão em que esta sociedade está transformada olham para os moderados como enviados directos do nono circulo do Inferno.

Perante a gritante palete de problemas sociais, políticos e económicos em que estamos colocados, a solução dos moderados é a felicidade revoltante ou a alienação imbecil como resposta a esses mesmos problemas.

the-real-hopeless-victims-of-mental-illness-are-to-be-found-among-those-who-aldous-huxley

Na televisão (e demais pseudo meios de comunicação social) os anúncios comerciais promovem produtos ridículos e dispendiosos de relativa utilidade, mostrando pessoas moderadas e felizes, todas sempre jovens (mesmo quando tem meia idade ou andam agarradas a andarilhos com algálias colocadas…) todas elas felizes e satisfeitas. Moderadamente.

Nos anúncios de produtos médicos a moderação é pior. Todos os medicamentos promovidos descrevem pessoas miraculosamente salvas de uma qualquer dor cronica, o que leva quase a desejar, por parte dos de nós que não são moderados, que as pessoas que fazem o anuncio obtenham uma morte instantânea ou uma qualquer disfunção eréctil os atinja. De forma moderada.

Todos os fundamentos da vida social, biológica, política e económica ameaçam colapsar. E contudo, os moderados andam a pé, de carro ou de bicicleta num prado verde cheio de sol, com um lago com patinhos, satisfeitos por já não terem dores de costas ou artrites.

Os moderados na sociedade portuguesa estão completamente loucos. Baseiam-se num ideal transcendente imaginário alicerçado em Ego, narcisismo e escapismo em que a vida é auto controlada de forma bio política.

Imagine-se o que seria se os moderados, estivessem armados com armas verdadeiras, em vez de sorrisos condescendentes e moderação psicotropica?

Mas porque existem os moderados?

Porque não permitem perturbar os interesses do lucro. Do poder. Da ilegitimidade.

Ou seja, a indiferença social política e económica cheia de alegria e niilismo.
Se “dermos uns toques” “ isto irá tudo funcionar.

Na pratica este exército de moderados é uma arma violenta dentro desta sociedade.

A sua moderação tem permitido que os mais variados corruptos oriundos das elites e das oligarquias obtenham poder e riqueza ilegítima, porque ”se dermos uns toques” isto irá tudo funcionar e eventualmente ajudar a reparar os estragos causados pelas elites e pelas oligarquias.

Mas continua sem funcionar.

O moderado gosta de motas e conduz scoters, bebe Pepsi ou Coca cola ou descafeinado ou chá ou meio copo de vinho, é adepto de novas tecnologias e gadjets, descobre que existem problemas de privacidade pessoal depois das Cctv´s já terem sido instaladas e ouviu na sua adolescência, prog metal, ou Justin bieber, se for um moderado internacional. Se for português ouvirá os acima citados mais José Cid e Tony carreira, ou a cultura genérica de pop rock lisboeta copiada$ das contra partes americanas e inglesas.

Esta forma de disciplina de massas – de parte das massas, dado que Portugal é anárquicamente moderado – é a moderação violenta que terá tendência a sair da periferia indo em direcção ao centro.
Em Portugal, que já é periferia em relação ao centro mundial, já cá chegou mas é difusa e moderadamente cretina e ineficaz.

Se alguma vez a marca especial de moderados de marca lusitana tomar armas – e durante o quadriénio de 2011-2015 andaram a servir de lacaios aos radicais que foram parar ao poder político (e foram votados na sua esmagadora maioria pelo exército de moderadas cá do sítio…) deveremos preparar-nos para um longo exercício de terror imposto pela moderação destas pessoas.

A moderação, via proxy da austeridade, é a invocação de uma guerra de classe usando o terror para o fazer.

A mediocridade corrupta das escolhas pré condicionadas no sistema político português

É sempre desagradável iniciar a escrita de um texto com uma frase óbvia: o regime político português está completamente bloqueado.

A natureza do bloqueio é vil e assume características de oligarquia e casta. Um bloqueio desenhado e construido para impedir (primeiro) a produção de democracia e (segundo) a sua efectivação com um carácter pratico, para impedir a participação social e política e na política e para impedir que se consiga alcançar o bem estar social para quem vive em Portugal.(excepto para os membros privilegiados e escolhidos da casta, respectivas familiar e associados corruptos em/ou formação na arte negra)

Os construtores do bloqueio foram as elites políticas, económicas e sociais que emergiram do alarido inconsequente do dia 25 de abril de 1974 e posteriormente dos “contra acontecimentos” do dia 25 de Novembro de 1975; que reverteram uma já antes ideia incipiente de democracia nascida em 1974 e a transformaram nesta “democracia de controlo e fantoches dos oligarcas” que dão a cara por isto.

O modelo usado para este bloqueio baseou-se na própria mediocridade dos construtores conjugada com bastantes dos vícios e defeitos totalitários que derivavam do regime anterior. O objectivo  principal do modelo visava criar a auto perpetuação futura de um sistema político opaco, vocacionado para a inexistência de respostas políticas democráticas ao que pudesse acontecer no mundo e na sociedade portuguesa.

Deram-nos mediocridade oligárquica e chamaram a isso democracia europeia de tipo ocidental. Ou qualquer outro cliché de palavras harmoniosas e que ficam bem num qualquer evento cultural, mas nada de substancial significam em concreto.

A mediocridade oligárquica é dejectada sobre a população sob a forma deste estado de coisas que foi desenhado para proveito dos oligarcas e lhes permite continuar a fazer colheitas sobre os portugueses. As oligarquias que antes existiam são as mesmas que agora estão travestidas de democratas e apoiantes da democracia.

O que temos está muito longe de ser uma democracia. Deram-lhe o nome, mas o significado é inteiramente diferente.

 "We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.” Blaise Pascal

“We run carelessly to the precipice, after we have put up a façade to prevent ourselves from seeing it.”
Blaise Pascal

Qual tem sido a resposta política dos portugueses a este estado de coisas?

Esta traição medíocre que assombra a vida dos cidadãos tem sido respondida de forma  difusa e alheada. Mastigados pela oligarquia e sujeitos a uma colheita de recursos (são os portugueses e as suas aspirações que tem sido alvo desta colheita ) a generalidade dos portugueses optou, conscientemente ou inconscientemente, por se distanciar do sistema partidário julgando ser apenas ele a causa dos problemas (é induzida a pensar isso pelos avençados e mensageiros existentes nos outlets de comunicação social e pelas forças sinistras que desejam mudar de regime e não perdem uma oportunidade de atacar o actual, para impor o seu regime sinistro) e progressivamente demonstra desprezo pelos serviços de descompressão do ar fétido que esta sociedade tem instalados, também conhecidos por eleições periódicas marcadas de 4 em 4 anos.

Este sistema político tem uma válvula de descompressão chamada eleições. Quando o sistema entra em crise reage emitindo baforadas de descompressão da panela de pressão em que isto está regurgitando eleições mais vezes e durante menores períodos de tempo – vide situação política actual em Outubro de 2015.

Quando os cidadãos aparentam ter saído do redil da oligarquia e dos seus interesses; manobra-se as suas percepções para que pensem que pelo facto de existirem “mais” eleições isso signifique que haja “mais democracia”, dado que tem sido assim que tem sido ensinados ao longo dos últimos 40 anos, a pensarem.

Querem dar-nos “mais” em vez de melhor. Quantidade em vez de qualidade.

A situação está nua e podre, os lençóis mediáticos cobrem a porcaria, mas o verniz está a estalar e o numero de pessoas que põe distancia entre si e  o sistema político partidário e o regime actual, o numero de pessoas que se distancia desta descompressão artificial que são as eleições de 4 em 4 anos está a aumentar.

Brevemente será maior o numero dos que se distanciam, do que dos que apoiam o sistema oligárquico partidário que temos. Quais serão os argumentos a usar nessa altura para justificar a falência desta coisa…?

(Nota: é recusada autorização a que se pense que este texto é um libelo contra eleições.)

(Nota: é recusada autorização a que se pense que este texto apoia o regime pré 25 de abril de 1974.)

Em termos médios históricos isso já acontece – o “mais “ em vez de melhor. Desde 1975, existiram 15 eleições, o que dá um período médio de 2 anos e 8 meses de intervalo entre eleições.
Com tanta “democracia eleitoral” enfiada à força pela garganta dos portugueses seria de esperar que vivêssemos num autentico paraíso democrático em que as pessoas se sentissem extremamente felizes e o país fosse extremamente agradável para viver.

É o contrario que se verifica, excepto para uma pequena clique de psicopatas e cleptocratas – a oligarquia e as elites de poder que a representam.

enclave - mortos que estao nas listas 2015-10-30

Neste ritual de descompressão teoricamente desenhado para durar quadriénios, mas na prática de 2.8 anos, existem vários participantes. Os cidadãos ovelha recenseados que escolheram um partido e votam nele religiosamente, os votantes brancos e nulos, os votantes abstencionistas e os votantes eleitores fantasma, isto é as que são inscritas e que jamais poderão votar (uma celebre filósofa portuguesa enunciou que estar “morto é o contrário de estar vivo”  e tal estado dualístico contraditório  impossibilita votar segundo parece…).

Excluindo os cidadãos ovelha desta equação, os restantes problemas nunca incomodaram a nossa elite de poder, a nossa classe política, toda esta geração mal pensante e mal falante.

A complicada maquina burocrática eleitoral, concebida com as ideias de há 40 anos, nunca foi agilizada , adaptada aos novos tempos, filtradora destes problemas de mortos que estão recenseados, de pessoas registadas que não votam devido a problemas burocráticos, etc.

Porque é que uma infraestrutura eleitoral caduca e obsoleta está em funcionamento, desta maneira, 40 anos depois de ter sido criada?

Esta obsolescência inserida no sistema facilita a vida das oligarquias, dos participantes em partidos políticos. A mediocridade corrupta das escolhas pré condicionadas pode ajudar a ser mantida como intocável debaixo da capa da obsolescência do sistema político e eleitoral.

Espíritos críticos adversos poderão argumentar (e serem imediatamente apelidados de antidemocráticos pelos representantes das elites e da oligarquia) que o financiamento publico dos partidos políticos não é afectado por esta obsolescência programada e funcional, bem como, uma vez eleitos, o acesso aos benefícios dai decorrentes não ser afectado, dai esta lassidão que pactua com estes defeitos…da nossa “democracia”…

A resposta é simples.

Quando o salário e a posição social e política, quando o poder destas pessoas, quando o emprego destas pessoas e as prebendas de que dependem estão assentes em não perceberem, elas não percebem.

upton sinclair citacao

Numa nota lateralizada observemos os emigrantes portugueses e o voto. Recentemente impedidos de votar por desleixo e obsolescência programada dos serviços que emitem cartões de cidadãos e que tendo 4 anos para se prepararem falharam na altura decisiva. 

É por acaso?

Em arbitragem de futebol chama-se beneficio ao infractor, mas em Portugal isto significa que os emigrantes são tratados como peças de mercadoria estragada a despachar rapidamente.

O poder político/a oligarquia ficam extremamente gratos e bastante satisfeitos pelo facto dos emigrantes desaparecerem da porta para fora. Querem lá que eles votem…

Garrafas de champanhe abrem-se em ministérios e condomínios fechados para saudar esta decisão.Rejubila-se duplamente porque os “enganados” que foram mandados convidados a sair sejam depois suficientemente imbecis para continuarem a mandar dinheiro para Portugal.(continuando a ajudar os interesses da oligarquias…)

"Emigrante emigrante, foste longe e regressaste Emigrante emigrante, não sei porque tu voltaste" Autor: Ena pá 2000"

“Emigrante emigrante,
foste longe e regressaste
Emigrante emigrante,
não sei porque tu voltaste”
Autor: Ena pá 2000″

Porque é que o sistema político e a sua excrescência eleitoral chamada descompressão eleitoral quadrianual estão bloqueados?

Sendo o sistema autista tal acontece para impedir participação verdadeira da população.

Como está fechado sobre sim mesmo e está assim á 4 décadas daí resulta o afastamento das pessoas e a ocupação de espaço social pelas oligarquias político partidárias.

Conseguindo enganar a população a golpes de suborno geração após geração (entrada na UE, fundos comunitários, investimentos massivos em pontes, estradas, piscinas e rotundas e empregos para os amigos) esta clique tem conseguido minorar os estragos.

Contudo, a abstenção elevada está a chegar aos níveis de perigo. Criaram totalitarismo social e distanciamento e a própria manutenção e mobilização deste regime político visando a sua própria reprodução  começa a ficar em perigo ( não que tenhamos pena…). Os que votam estão perto de serem menos do que os que não votam.

Os sintomas clássicos dum parasita são os seguintes. O parasita instala-se no corpo do hospedeiro e suga-o até o tornar tão fraco que este morre. O parasita morre a seguir por ausência de outro hospedeiro que tome o seu lugar.

Juntando o insulto à injuria como é tratado por este sistema quem é abstencionista?

Todas as pessoas que se recusam a ir votar, vão votar mas votam em branco ou nulificam o voto são alvo de uma guerra psicológica, de uma chantagem emocional feita por todos os agentes ao serviço dos partidos políticos. E replicada pelos cidadãos cheios de boas intenções, mas alheados da realidade.

Deliberadamente desvaloriza-se e achincalha-se veiculando-se  memorandos (mudanças de paradigmas culturais ou sociais), especificamente usando a argumentação de que quem não vota não tem depois legitimidade para se queixar, como se o facto de se votar em candidatos pré definidos pelas oligarquias ou por minorias de casta, quer elas sejam da tribo da esquerda política quer da tribo da direita política, consistisse num forma de legitimização política de qualidade superior…

Sendo inexistente qualquer movimento organizado ou desorganizado falando em nome do “não votante”, não deixa de espantar a hostilidade e a tentativa de menorizar estas pessoas por parte das características oligárquicas do sistema político português.

Um exemplo claro são as eleições para o parlamento europeu em que mais de metade das pessoas não vota, embora os 22 representantes portugueses sejam todos eleitos. (pela lógica da legitimidade, só menos de metade dos 22 lugares deveria ser efectivamente atribuída, mas depois como se poderiam alimentar gamelas eurocráticas?)

Neste especifico assunto eleitoral, já estas eleições são comummente desvalorizados pelos papagaios partidários e pela classe casta dos vendedores de folhas de alface (antigamente conhecidas pelo nome de”jornais”).

Este é o conceito de legitimidade das elites portugueses. É uma legitimidade ” a la carte”, selectiva,  maldosa ,enviesada e totalmente corrupta.

Como a democracia consiste na igualdade entre eleitores para se candidatarem a cargos públicos e a serem iguais perante a lei, o que temos são listas de militantes de partidos pré feitas em linhas de montagem oligárquicas.

Como a democracia consiste na possibilidade de os eleitores destituírem de funções os candidatos, de existirem limitações temporais de mandatos, da representação política ser um dever de cidadania em vez de um trabalho bem pago via lobbies, da ausência de privilégios nos titulares de cargos públicos, facilmente se percebe que em Portugal isto está ausente ou é “martelado” para dar resultados pré definidos.

É bastante simples.

A irmandade de Némesis recusa a mediocridade oligárquica disfarçada de falso regime democrático que nos querem impor.

Empresas e corporações (Tpp) vs nações e nacionalidades

I know not with what weapons World War III will be fought, but World War IV will be fought with sticks and stones.

Albert Einstein

A antiga frase de Albert Einstein durante muitos anos foi considerada como sendo a teoria principal que explicava o que sucedia após uma terceira guerra mundial.

A frase servia também de aviso para o perigo da guerra, por esta se ter tornado tão destrutiva e capaz de aniquilar todos os avanços civilizacionais da raça humana.

Tendo em conta que as guerras tem sido travadas por nações e pelos seus respetivos exércitos, o nacionalismo tem sido condenado como sendo a principal ideologia responsável pelas guerras.

Comercialmente falando, as guerras são más para o negocio, exceto para as especificas industrias que delas naturalmente beneficiam. E como as populações detestam guerras (obviamente) estas tem assumido uma natureza coberta e o novo tabuleiro de batalha é o campo económico.

Um dos vários porta aviões de combate da guerra económica é o FMI. Os recentes empréstimos feitos à Ucrânia, bem como a outros países, tais como Portugal, (aqui disfarçados de matrioskas, com um rotulo por fora a dizer “Troika” ) vem acompanhados de regras ditatoriais de cumprimento e impõem  punições aos devedores.

A nova face moderna da guerra são as corporações e as empresas multinacionais, a sua invasão da esfera de soberania dos estados e das nações e a tentativa de impor “regras e condições”.

É acertado dizer que são uma ameaça muito mais perigosa que uma ameaça militar direta. As corporações já possuem vastos territórios, ( uma base de poder que possibilita  construir uma ainda maior base de poder) dominam as regras financeiras e legais e de forma transnacional.

The only difference between the Republican and Democratic parties is the velocities with which their knees hit the floor when corporations knock on their door. That's the only difference. - Ralph Nader

The only difference between the Republican and Democratic parties is the velocities with which their knees hit the floor when corporations knock on their door. That’s the only difference. – Ralph Nader

Os nossos queridos políticos, a nossa classe dirigente, a nossa magnifica elite de poder, fecha os olhos à ameaça, ocupada que está a decidir qual o suborno a aceitar por parte das leiloeiras corporativas.

Muitos dos nossos políticos e tudo o que gira à volta omitem, mentem, desviam o olhar, uma medida da cobardia deles e de como se venderam.

As sombras que os controlam e subornam mudam de posição apenas para os deixarem com o incomodo papel do bode expiatório

A nossa querida imprensa, os meios de comunicação social, estão demasiado ocupados a serem comprados pelas corporações.

Estas, mal adquiriram o produto emitem as ordens.

E as ordens são o aumento de lixo desviante com o qual se pretende ocultar a verdade às ainda massivas audiências que tem sido ensinadas a perceber algo de acordo com a falsidade que viram na televisão,ouviram no rádio ou leram no jornal.

Queremos mesmo aceitar viver debaixo de tanta iniquidade e da tirania destas forças corporativas?

Em Portugal, desde a década de 70/80 do século 20 tem sido preparado o assalto e a subversão das poucas coisas positivas que um alarido pseudo institucional ocorrido no dia 25 de abril de 1974 trouxe.

Antes era a repressão, pura e dura, como tinha sido durante os últimos 500 anos pelo menos, repressão essa exercida pelos ” overlords” incompetentes e maníacos que dominaram este sitio.

Uma breve luz de abertura surgiu por essa década com todos os defeitos, mas surgiu, e as forças das trevas trataram logo de a tentar apagar e asfixiar.

As vitimas escolhidas são de novo as mesmas, mas desta vez, a face dos opressores esconde-se por detrás das empresas e corporações.

Acordos económicos e comerciais assinados sempre em beneficio das corporações.

Um coro de peões lacaios e vendidos recita a poesia suja da obrigação do cumprimento.

Os efeitos económicos desastrosos ocorrem no tecido económico do pais e nada se passa, pretende-se privatizar escolas, saúde e segurança social apenas para maior gloria corporativa e nada se passa.

O discurso ” social”, a narrativa das pessoas foi moldada de acordo com as tretas neo corporativas empresariais. Tudo aparenta ter um preço  e é a “linguagem do preço”, ao invés da linguagem dos cidadãos, é a que se pretende aplicar pela força se necessário.

“In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.”

“In the past our politicians offered us dreams of a better world. Now they promise to protect us from nightmares.” – Adam Curtis

A “tribo da esquerda política”, a auto denominada campeã dos fracos e dos oprimidos, promove o “não debate” sobre estes assuntos. Todos os conflitos são formais e simpáticos(veja-se o caso das audiências do BES em que  o putativo criminoso responsável foi tratado como um gentleman que cometeu uma indiscrição, apenas…), e a consciência coletiva do que se está a passar tem sido mandada para debaixo do tapete.

A “tribo da esquerda política”, campeões auto nomeados em defesa dos valores da decência, abandonaram essa luta e, lentamente como uma esponja, absorvem os valores das corporações, a ganância, a não responsabilização das gestões de topo.

Adotaram a linguagem e permitiram ao longo dos anos que os valores legais e constitucionais tenham sido torpedeados pelos interesses ilegítimos das corporações.

Toda a classe dirigente, toda a estrutura de poder neste país, tem permitido que a nossa soberania, a do país e a dos cidadãos sobre o país e sobre si próprios, tenha sido sabotada, minada, descredibilizada.

Valores éticos ( os poucos que existiam, mas existiam) tem sido atacados e pulverizados, a nossa cultura, ( nunca foi grande coisa, mas enfim) tem sido ensopada em pseudo valores oriundos de fora

Espera-se a destruição de valores éticos que se oponham a ganancia , vinda da tribo da direita política, genericamente cheia de traidores, incompetentes e vendidos.

Já da tribo da esquerda política espera-se que a sua base de votantes se oponha aos desmandos feitos em seu nome pelos campeões individuais auto nomeados pela tribo.

Estamos sentados à espera. Godot, volta que estás perdoado.

 A próxima e grande batalha económica é a aplicação e aprovação ou não do tratado “parceria transatlântica” vulgo TPP ou TIPA.

Um conjunto de legislação desastroso e tirânico que destruirá não deixando pedra sobre pedra, um país como Portugal.

Obviamente qualquer pessoa decente terá que ser oposição a esta forma de instituir a tirania económica.

Para fazer tal, no entanto, temos  – os que se querem opor a isto – que evitar pensar que isto é apenas mais uma medida.

Torna-se necessário reconhecer o que esta em jogo.

A nossa classe dirigente decidiu capitular e decidiu neste como noutros assunto vender o país, com a população dentro dele, as corporações e empresas multinacionais.

Foram bem pagos para isso.

O enclave a Irmandade de Némesis recusam capitulações.

Estaremos sempre cá após as tempestades.

Declaração de interesses: a palavra nacionalismo aparece escrita várias vezes neste texto. Apesar disso, a irmandade de Némesis, recusa qualquer rotulo de defesa da extrema direita e das suas posições, bem como da extrema esquerda e da suas posições e de todos outros que apelem a forças nacionalistas de qualquer espécie para salvar a pátria.

Cumpra o seu dever – não vote

Aproxima-se o fim de mais uma fase do ciclo eleitoral, desta vez para eleger o que poderia ser descrito como o órgão do poder político menos eficiente em existência: o poder local. Agitam-se as bandeiras cansadas e gastas de tanto uso, dizem-se as mesmas trivialidades que um público indiferente espera ouvir – sendo que o objectivo não é convencer ninguém da sinceridade das intenções ou da seriedade dos planos (essa possibilidade não é sequer uma opção) mas apenas gerar menos hostilidade espontânea que o opositor – colam-se os cartazes com algumas caras conhecidas e outras tantas que nunca vimos na vida com slogans tão banais que nem passando por eles todos os dias os conseguimos fixar. O cerimonial prossegue, vazio de significados mas com alguma pompa, respeitado até á mais ínfima minucia legal ou tradicional não vá alguém dar pela falta de algo.

"Bureaucracy is a giant mechanism operated by pygmies."

“Bureaucracy is a giant mechanism operated by pygmies.”

Se num ano normal a maior deste ballet altamente coreografado, e sem audiência, passaria em grande parte desapercebido no ano 5 do apocalipse económico quase não figura de todo nem na mente dos funcionários dos partidos (com a excepção óbvia daqueles que esperam vir a ser eleitos). Se olharmos para a curta experiência democrática portuguesa é fácil reparar como passado menos de uma década da mudança de regime o bom funcionamento das instituições “democráticas” começou a ser, lenta mas de forma inexorável, redefinido de forma a que o sucesso seja medido pelo grau de desinteresse que gera (ou na gíria burocrática: “o normal funcionamento das instituições”). Tudo para nos proteger de populistas claro. Se há algo que causa de suores nocturnos ao burocratas que gerem o sistema partidário e económico é o “populismo”. Ou como Max weber lhe teria chamado, de forma mais correcta, a autoridade carismática. Horripila-os porque sabem que num campo em que não seja permitido usar as vantagens institucionais acumuladas e os contactos organizacionais nenhum deles existiria. Outro tipo de líder muito diferente emergiria e reconfiguraria todo o funcionamento do sistema e tal, obviamente, não deve ser permitido. Esta liderança está inteiramente “ligada à máquina” em todos os sentidos da expressão.

"We are afraid of the enormity of the possible."

“We are afraid of the enormity of the possible.”

Resta-nos a nós, cidadãos, a escolha estéril dos candidatos ligados à máquina. A amiba a, b ou c. A escolha é toda nossa. Quase que se ouvem os sinos a tocar de tanto êxtase que os portugueses sentem com tanta liberdade. Dado o jogo viciado proposto a melhor opção é como sempre abstermo-nos de participar. Quando nenhum resultado positivo pode emergir o melhor é não contribuir para nenhuma das alternativas igualmente más – quem escolhe ignorar este raciocínio esquece-se que apenas estará a cooperar (com boas ou más intenções) com algo que não deseja de verdade e que em nada ajudará o seu bem-estar.

"As societies grow decadent, the language grows decadent, too. Words are used to disguise, not to illuminate, action: you liberate a city by destroying it. Words are to confuse, so that at election time people will solemnly vote against their own interests."

“As societies grow decadent, the language grows decadent, too. Words are used to disguise, not to illuminate, action: you liberate a city by destroying it. Words are to confuse, so that at election time people will solemnly vote against their own interests.”

Mas para quem não vê nada de mal com o que se passa. Quem não sente nada de errado com a forma como toda uma sociedade é encurralada. Para quem acha que retirará benefícios com a continuidade: que estas palavras sejam ignoradas e o ritual prossiga.

Irmandade de Némesis