Critérios totalmente aleatórios pelos quais um grupo pode oprimir e excluir outro.

“Truth does not sit in a cave and hide like a lie. It wanders around proudly and roars loudly like a lion.”

Susi Kassem

As elites portuguesas gostam de veicular um específico memorando cultural no imaginário colectivo da população portuguesa.
Esse mantra de cariz mitológico chama-se “Portugal é uma nação muito especial”.

Uma das ideias perversas escondidas por este memorando cultural visa inculcar nos cidadãos portugueses um sentimento de auto complacência e de narcisismo colectivo de tipo nacionalista, para levar os portugueses a começarem a pensar sobre si próprios como sendo um povo de características especiais. Dada a relativa ausência de feitos especiais alcançados pelos portugueses dai releva esta ideia ser perigosa, no mínimo e auto sabotadora no máximo.

As elites portuguesas, cultivam essa ideia mitológica sempre que podem ou as circunstancias o exigem, mas sempre sujeita a um duplo padrão.

(1) Quando necessário para cativar massas visando convence-las a embarcarem em algum projecto político normalmente carimbado com a expressão mágica “desígnio nacional”; as elites promovem a expansão exponencial deste traço de carácter da psique nacional, para extraírem a adesão dos portugueses.

É uma colheita perversa que é extraída da população e dos seus sentimentos acerca do país onde habita, que leva a movimentos de massas, grandiosos e totalmente ilusórios e gera o fomento duma extracção do pior de nós enquanto comunidade por oposição a extrair o melhor de nós enquanto comunidade.

(2) Quando necessário para destruir qualquer sentido de si mesmos, de dignidade, de capacidade de superação da população visando desincentivar as massas a aderirem a algum projecto político racional, baseado no bom senso e que beneficia a comunidade, o mesmo traço de carácter da psique nacional que antes servia para a promoção de falsos desígnios nacionais é agora usado como arma de destruição psicológica das populações.

É outra forma de colheita perversa que é extraída da população. Não sendo Portugal nenhuma nação excepcional, e estando a ser sujeito a esta terapia dupla cancerígena que na psiquiatria se designa por ciclotímia, os portugueses são convidados para mostrarem uma outra e mais diferente faceta do seu pior disfarçada do seu melhor. São convidados a serem arrogantes, iludidos, convencidos que são melhores do que são e que “tudo está bem”, são convidados a destruírem-se por via da auto complacência e do constante fechar de olhos cívico.

“O progresso moral não é um privilégio natural das elites nem é adquirido por acaso ou por sorte, mas através do trabalho de si mesmo - diariamente.” Epicteto

“O progresso moral não é um privilégio natural das elites nem é adquirido por acaso ou por sorte, mas através do trabalho de si mesmo – diariamente.”
Epicteto

Este comportamento subversivo das elites portuguesas baseia-se numa dupla traição ao país que faz o favor de as aturar.

Uma face da dupla traição consiste na recusa das elites portuguesas em reconhecer-se no país em que nasceram. Consideram ofensivo que alguém as associe a essa condição, embora em publico raramente o afirmem. Escondem-se por detrás duma camada de pseudo sofisticação (geralmente plastificada e importada do estrangeiro) querendo obter com isso uma inferiorização do outro (o cidadão comum ), dessa forma manifestando uma admiração servil pelo “estrangeiro” e por tudo o que de lá vem, seja bom , mau ou talvez. Esta falsa sofisticação tem como objectivo humilhar a população e camuflar a aversão que as elites portugueses sentem em relação ao país.

A outra face da traição consiste na recusa das elites portuguesas em aliarem os seus interesses pessoais, ou do grupo de membros das elites em que coexistem, num projecto comum relacionado com o país. Por detrás de toda a retórica vazia e destituída de significado que as elites portuguesas abundantemente produzem, na realidade detestam o país e detestam a ideia de um projecto comum.

Somente abrem duas excepções a esta regra.

a) quando o projecto político comum, tem como objectivo criar uma ditadura e mantê-la;

b) quando se avista um qualquer pote de ouro no horizonte (Expansão marítima, Descobrimentos, Conquista de Marrocos, Brasil, Angola, entrada na Europa, etc…) e aí iniciam-se as operações de propaganda ciclotímica para arregimentar a população a participar em mais uma loucura vagamente desorganizada cujo “custo-benefício” demonstra sempre ser favorável aos interesses das elites.

Uma nova embalagem designada por ” desígnio nacional” é confeccionada, e a população é convocada a colaborar em mais uns esquemas de curto prazo. Elogia-se abundantemente a população  visando cooptá-la a participar.

Nesta concepção de mundo feudal mais ou ou menos cristalizado, as elites portuguesas desejam manter os seus privilégios ilegítimos, sem incómodos alguns fazendo “acordos” com os seus protectores internacionais. O que oferecem em troca é a manutenção das populações em estado dócil e até exportar os que estiverem a mais para os protectorados para serem mão de obra barata, recebendo em troca das potências europeias ou continentais, uma política de não interferência nas coutadas medievais portuguesas.

Ao menos, com os inimigos, a traição jamais aparecerá. Marco Aurélio.

Ao menos, com os inimigos, a traição jamais aparecerá.
Marco Aurélio.

Actualmente este evangelho é baseado nos sermões dados a população acerca da importância da prosperidade individual, dos privilégios selectivos para apenas meia dúzia de castas gordurentas, mais os respectivos sequazes e lacaios e suportado por critérios totalmente aleatórios pelos quais um grupo pode oprimir e excluir outro.

Esta particular forma de opressão é um dos mais graves crimes que são cometidos contra o espírito humano.

Contra a essência da alma de uma pessoa. Contra a população portuguesa.

A resposta da generalidade da população portuguesa tem sido a seguinte: “…mas eu apenas quero que me deixem sozinho e em paz!”

Se a população portuguesa escolher mesmo viver sozinha e em paz, irá mesmo ser posta de lado e irá mesmo viver sozinha em paz e excluída de qualquer assunto que lhe diga respeito.

Para todo o sempre.

Esta… “estratégia” … tem dado fracos resultados em Portugal.

Uma mudança impõe-se.

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Uma conversa social

Imaginemos uma conversa social. Um qualquer cidadão desintoxicado ou despoluído dos vírus das oligarquias dispersos pelas elites de poder toma a iniciativa da conversa e decide explicar aos outros incautos cidadãos presentes que a “elite de poder “ se recusa a considerá-los como seus iguais.

Juntando o insulto à injuria, explica seguidamente que as elites olham para a população como “ inferior”, “carne para canhão”, peso morto”.

Dando mais um salto de fé e correndo o risco de incorrer nas iras dos infernos negros sociais, explica que as elites de poder e as oligarquias que as controlam apenas entendem e respeitam força e que apazigua-las não traz, nem a curto nem a longo prazo, quaisquer resultados.

As elites e as oligarquias encaram o apaziguamento como fraqueza e quem o faz como fraco, recusando compromissos e negociação.

Numa conversa social, a tendência imediata dos felizes cidadãos sociais que nela participam (e eles são tantos, os felizes…) é de estupefacção, incredulidade e rejeição.

Numa conversa social existe poeira mental e ela assenta. Quando isso acontece, os cidadãos felizes entram em discordância com o cidadão despoluído dos vírus das oligarquias disseminados pelas elites de poder; o tal que explica a realidade com lentes pragmáticas e especificas.

Com a rejeição nos olhos e o escândalo na alma discordam. A inércia mental está instalada e rejeitam sair da alegoria da caverna onde vivem, recusam pensar que existem diferenças e alternativas e recusam, num acto de vaidade intensamente estúpida, admitir que estão enganados e que a realidade não é o conto de fadas que lhes tem sido alimentado.

Neste tipo de conversa social, entra em cena um pequeno exército de taxinomias, classificações, rotulagens. Mas não é um pequeno exército qualquer.
As rotulagens tem que ser simplistas e inferiorizantes, autorizadas pelo departamento de burocracia hipócrita do cérebro de cada cidadão feliz e atribuídas a alguém que por acaso está ali – o conveniente bode expiatório.

Um arco íris surge e o alivio de consciências brevemente perturbadas pela visão da pílula vermelha em vez da pílula azul emerge no final do arco íris.

O cidadão despoluído que se prestou à explicação passa a ser classificado de acordo com a taxinomia… ” pessoa com complexos de inferioridade “ e que está inferiorizada pela sua posição social, política ou económica.

E assim os “bons espíritos” da cidadania responsável ficam sossegados e a próxima ida ao Centro comercial decorre sem sobressaltos.

A Igreja da taxinomia politicamente correcta agradece os donativos feitos pelos fiéis.

A migração dos refugiados sírios

Estamos no final de 2015 e o império central alemão decidiu fazer compras.

Adquiriu um aditivo económico para a sua sociedade. O nome do aditivo económico chama-se ” refugiados migrantes sírios”. O aditivo vem embalado em doses de um milhão de pessoas, embora o Império central alemão só deseje usar 80% da embalagem.

Aos 80% da capacidade foi dada a ordem de parar. Tal como um comboio em movimento não pára imediatamente quando são acionados os travões também um aditivo económico sob a forma de migrantes sírios não pára imediatamente de chegar e deverá ultrapassar a estimativa de carga prevista.

E o orçamento de um milhão cumpre-se.

Quem paga os custos de transporte?

Parece ser fácil de acreditar que simples migrantes pobres de um país em guerra reúnam as quantidades de dinheiro necessárias para fazer tão perigosa e longa viagem, mas que importa: o drama é televisionado.Tem sido vendido como um processo orgânico organizado pelos próprios migrantes, uma espécie de empreendedorismo orgânico com raízes populares…

A população alemã tem uma idade média de 46 anos. Pior, só o Japão. O céu é azul, o sol nasce e este admirável milagre surge: um influxo de um milhão de pessoas para aditivar a economia do império central alemão (e ajudar a baixar a média etária da população).

Provérbio alemão : Small saints too work miracles.

Provérbio alemão : Small saints too work miracles.

Qual é a posição dos restantes micro impérios europeus?

Os restantes micro impérios europeus ficaram surpresos com o descaramento económico aditivado dos alemães, especialmente a França e a Inglaterra dado que são uns dos principais criadores e incentivadores da confusão na síria.

Forçados pelas circunstancias decidiram, a contra gosto também receber umas gramas de aditivação económica (depois de, no caso inglês, terem inicialmente recusado…) e organizaram um sistema de quotas para distribuir as sobras do aditivo pelos restantes países que fazem parte do império central europeu.

Qual é a posição dos micro estados vassalos que fazem parte do Império central?

Os restantes micro estados vassalos dividem-se em duas categorias: os que estão em rota geográfica directa para a Alemanha e as republicas oligárquicas das bananas como Portugal.

Os que estão em rota directa ficaram furiosos com tudo isto e tentaram bloquear a passagem dos aditivos sírios por razões óbvias de custos próprios, segurança,diferenças fundamentais religiosas, etc.

A republica oligárquica das bananas vulgo Portugal pôs-se em bicos de pés e exige também capitalizar esta situação mostrando querer a sua parte (seja ela qual for). Que venham, dizem os corajosos portugueses, porque as elites portuguesas (entendidas no sentido mais depreciativo do termo) estão paralisadas de medo com a demografia portuguesa.

Criaram uma sociedade oligárquica e iníqua semelhante à anterior ditadura (as excepções são eleições com candidatos pré definidos e escolhidos pelas oligarquias e pouco mais) e agora admiram-se pelos resultados que criaram. Colocada em situação de incapacidade para conseguir obter rendimentos que lhe permitam encetar projectos de vida decentes, a maior parte da população tem que escolher não ter filhos ou emigrar.

Esta é a solução das elites oligárquicas que é a solução dos traidores abjectos: “importar activos”, prometer condições e postos de trabalho que não são oferecidos a quem cá está  e promover activamente a discriminação.

Porque é que esta ideia é imbecil?

A imbecilidade desta ideia é simples: integrar muçulmanos é algo de impossível.

Como se engana as populações com a ideia da importação de aditivos económicos humanos?

Por um lado afastam a contestação da população europeia a eles mesmos, tornando-se “úteis”. Importa-se um potencial perigo e a população europeia convence-se que precisa dos actuais políticos e dos actuais regimes sociais para os defender do perigo – estes migrantes.

Cria-se um problema artificial e depois oferece-se a “solução para o problema que se criou. O “problema económico interno” derivado de uma economia que não cresce será “resolvido“ chamando” migrantes e autorizando-os a virem.

Quais são as posições oficiais das tribos da esquerda política e da direita política?

Patéticas, demagógicas e oportunistas.

A tribo da esquerda política faz a sua demagogia costumeira afirmando que todos os que queiram vir devem vir e serem sustentados, hipocritamente sabendo bem que isso é impossível, mas assim colocam no “tribunal da opinião pública” preocupações táticas e estratégicas na outra tribo.

A tribo da direita política faz a sua demagogia costumeira manifestando-se compreensiva com a situação e prometendo aceitar emigrantes desde que com quotas estabelecidas e sendo despachados para todos os lados da Europa.Secretamente deseja imigração porque isso permite esmagar ordenados, e assim agradar à oligarquia empresarial que faz de proxeneta privilegiada da tribo da direita política e de protectora e ofertante de futuros lugares em “sítios”.

fertility rates - europe

https://rwer.wordpress.com/2015/09/07/european-fertility-the-real-population-problem/

A imagem mostra um dos verdadeiros problemas e o que está por detrás das ideias do império central alemão.Taxas de fertilidade em declínio desde os anos 60 na Alemanha.

A republica oligárquica das bananas vulgo Portugal está bem classificada. Considerando que temos sido assolados pela mais desastrosa oligarquia que alguma vez existiu e o trabalho de destruição da mesma tem séculos, não décadas, temos bons resultados demográficos. Ainda existimos.

Mas, mais uma vez, as soluções das elites são estas: em vez de se criar empregos, que ajudem a fomentar crescimento populacional, criam-se migrantes muçulmanos para virem para a Europa…

Quais são os resultados económicos e sociais desta política?

No Império central alemão o influxo de um milhão de aditivos irá baixar os seus próprios custos salariais e meter mais pressão sobre os seus cidadãos que agora terão tendência a sentirem-se distraídos pela migração e pela concorrência laboral que está traz e começarem a contestar a presença de migrantes deixando assim o governo alemão em paz provisória, noutros assuntos.

Na república oligárquica das bananas vulgo Portugal a linha é a mesma: baixar custos salariais, meter pressão sobre quem já trabalha levando as pessoas a aceitarem trabalhar por menos. (Isto num país com 30% de desemprego real é obra…)  No caso das aldeolas no interior do país que querem desesperadamente receber migrantes o objectivo é evitar que os caciques locais percam o rendimento ilegítimo que obtém devido a “falta de massa critica” para se continuar a sustentar certos locais deste país e certas formas de fazer as coisas.

Desemprego real 2015 Portugal

Quem são os migrantes demograficamente?

Segundo as estatísticas europeias, 2/3 são jovens solteiros entre os 18-36 anos.

Quando existe um problema de dívida e uma economia em declínio , eleva-se o numero e o valor dos bens em circulação( Pump up the assets). Pessoas jovens e saudáveis cujos governos de origem não tiveram tempo, disposição ou inclinação para as educar melhor, irão servir para reparar uma economia e uma sociedade em declínio.

Perverso? Nojento? Asqueroso? Lesivo da dignidade humana e da ética?

Claro que sim, mas este é o preço que pagamos por deixarmos as oligarquias movimentarem-se com relativo à vontade.

Os oligarcas portugueses afirmam que a população portuguesa tem culpa. Devemos acreditar neles?

A culpa é um sentimento horrível. Cola-se às pessoas como um pesadelo interminável, nada produz de redenção eficaz e traz sempre más consequências para quem sente culpa.

É um sentimento que, na maior parte dos casos, é inútil e leva a que as pessoas ainda se sintam pior do que já estavam, sem que exista “de facto” qualquer justificação séria que o individuo deva apresentar a si próprio e que o ajude a sair deste mau estado de espírito.

Reagindo a este sentimento negativo os indivíduos tentam fugir das consequências negativas do aparecimento deste sentimento. As pessoas mentem acerca de si mesmos e de outros e escondem a culpa de si e dos outros. Algum código moral, ético ou imaginário, verdadeiro ou falso, humanamente realista e possível de realizar ou uma armadilha do ego verdadeiramente impossível e irrealista de obter são consideradas pelo individuo como tendo sido grosseiramente violadas, e pior ainda se o tiverem sido em sociedade e tal tenha sido visto. As pessoas sentem-se envergonhadas pelos seus sentimentos de culpa (exclusão ao comportamento dos psicopatas…).

Todas as empresas organizadas como religiões e todas as religiões organizadas como empresas imprimiram nos seus seguidores sentimentos de culpa.

À cabeça deste pequeno exército de notários que certificam culpas de acordo com os regulamentos criados para servir quem quer obter Poder, encontra-se a Igreja católica que inventou o dogma agostiniano. Segundo a doutrina do pecado original, quando nascemos somos pesados, certificados e carimbados para expedição pela empresa de serviço postal “santificado” que entrega pessoas para começarem a viver, como sendo já culpados dos pecados anteriores cometidos antes de nós, pelos nossos pais e pela humanidade.

A Humanidade chegou a horas ao sitio errado e comeu uma maçã. Uma serpente ficou aborrecida com isso e a Queda do Homem aconteceu.
Faz-nos pensar o que teria acontecido se o Homem tivesse comido a serpente e ignorado a maçã. A face da indústria agro pecuária mundial seria certamente diferente.

images

Da mesma maneira que na trilogia cinematográfica “Star Wars” a Força é forte numa família, em Portugal a “Força “ da culpa é forte nos portugueses. Aparenta ser a única coisa que é forte em Portugal, excepção à corrupção (e a necessidade que o país e a sua população sentem em continuar a conceder “credito moral e ético” às elites portuguesas e continuarem a seguir os projectos políticos e económicos baseados nas loucura desregrada das elites portuguesas, cujos prejuízos são depois enviados para a população pagar).

A “força da culpa” em Portugal apresenta características de doutrina do pecado original.
O cidadão português, quando nasce, assim o consideram os repelentes oligarcas que assombram este local, é considerado como sendo um pecado original, uma coisa que tem que carregar culpas.
Nem é cidadão, de resto, mas apenas vassalo ou súbdito e tem culpa.

Devemos acreditar neles? Devemos aceitar que somos coisas que carregam culpas?
Certamente que não.

Um exercício mental e ético que todos os portugueses devem fazer consiste em recusar carregar culpas fabricadas ou inventadas ou aceitar diminuições no seu estatuto pessoal e político enquanto pessoa que nasceu e vive aqui.

Princípios de Némesis.

“Trabalharemos incansavelmente, até ao último irmão, para conservar aquilo que de bom existe. Para reconstruir o que já não existe. Para criar o que deveria existir. Tudo para manter viva a chama de uma cultura e civilização dignas desse nome, que os cidadãos sintam de novo orgulho em fazer parte. “”

 Better a serpent than a stepmother! Euripides (Nota Nemésis: parece ser claro que Eurípides tinha problemas familiares)

Better a serpent than a stepmother!
Euripides
(Nota Némesis: parece ser claro que Eurípides tinha problemas familiares)

Porque infelizmente dispõe de terreno fértil, os nossos repelentes oligarcas, plutocratas, Kakistocratas, “a ralé” que nos tenta degradar sempre que pode; semea e planta a culpa num local onde, infelizmente esse sentimento negativo já existe para dar e vender.

O efeito é óbvio.

A população portuguesa, cheia de complexos de culpa históricos, reais ou imaginários vive aterrorizada de forma subconsciente e move-se como um fantasma vivo que procura descansar sem nunca o conseguir.
O cidadão português é colocado num estado de confusão psicológica permanente, sempre mais diminuído e inferiorizado do que aquilo que na realidade é ou alguma vez foi (esta é uma das razões que ajuda a explicar porque é que qualquer português emigrante se sente” livre” e liberto destas grilhetas e produz mais e melhor fora deste ambiente putrefacto – os sentimentos de culpa fomentados pelas elites oligárquicas portuguesas não fazem os seus ramos chegar tão longe).

E geração após geração, milhões de pessoas em Portugal sentem culpas, próprias, de terceiros, de familiares, do céu estar azul ou nublado, de fazer Sol ou cair chuva, quer as culpas sejam verdadeiras ou falsas.
Um “mercado” da culpa é assim generosamente cultivado. As pessoas acordam de manhã e sentem culpa, um sentimento insidioso, que congela os ossos e petrifica a alma logo pela manhã, como um nevoeiro maldito que recusa afastar-se da cabeça das pessoas, à chegada dos primeiros raios de sol.

Entranha-se, estranha-se e detesta-se.

Vão almoçar e sentem culpa por causa do almoço ou de outra coisa qualquer, o pretexto não importa. Jantam e sentem culpa por terem almoçado. Ou por outra razão qualquer.

mercado da culpa portugues

Este ambiente putrefacto, pantanoso, psicologicamente terrível beneficia somente os inimigos da justiça e de uma sociedade como uma civilização da qual valha a pena fazer parte.

Devemos rejeitar a culpa por acções que nunca autorizamos que fossem feitas em nosso nome nem aceitar pagar por dívidas que nunca foram negociadas em nosso nome.

Sendo necessária em qualquer sociedade a existência de uma elite, constitui uma ofensa mortal a existência da actual elite política, social, económica, empresarial e as marionetas que controlam dentro do sistema político, fora dele e nas empresas.

A promoção destas putrefacções que as actuais elites portuguesas cultivam quase como uma religião e a sua disseminação por toda a sociedade portuguesa são perigosas.

Os lacaios da oligarquia trabalham a favor disto e são perigosos para o resto da população.

Alguns dos resultados?
Uma sociedade injusta, imoral, sem ética, com diferentes compartimentalizações e segmentos de ordem e justiça, consoante se é rico e poderoso ou não se está nessa categoria.

É só isto que os oligarcas, os plutocratas, os kakistocratas tem para oferecer. Culpa e diferentes graus de justiça/injustiça para a população e isenções para si próprios dos deveres de vida em comunidade.

Devemos acreditar neles? Certamente que não.

Devemos detestá-los? Certamente que sim.

Devemos aceitá-los? Certamente que não.

Devemos combate-los?  É um imperativo ético.

Contemplação como realidade

Na nossa sociedade moderna há uma notável aversão á introspecção pessoal. Vivemos de tal forma absorvidos pela nossa realidade social que nos esquecemos que em última análise somos mais do que a soma das nossas interacções com outras pessoas ou com objectos. Esta habituação social induz muitas vezes o erro de atribuir a causalidade das nossas acções a terceiros, em particular pessoas colectivas (estados, empresas, igrejas, clubes, etc). E claro que ninguém poderá, em boa fé, negar o extraordinário poder que estas pessoas colectivas exercem nas nossas realidades mas é preciso lembrarmo-nos que existe um campo de acção e contemplação que é apenas e só nosso, individual e não partilhável. Ou seja existe um espaço nas nossas vidas que apenas nós podemos preencher e perguntas a que apenas nós podemos responder. Depois de admitirmos que temos uma esfera que é apenas nossa torna-se necessário enterrar, de uma vez por todas, o mito que esse espaço e essas perguntas são apenas curiosidades intelectuais para quem tem tempo ou recursos. Antes pelo contrário são esses dois elementos, e a forma como lidamos com eles, que produzem quem somos realmente, geram o nosso verdadeiro “eu”.´

"Each of us assumes everyone else knows what HE is doing. They all assume we know what WE are doing. We don't...Nothing is going on and nobody knows what it is. Nobody is concealing anything except the fact that he does not understand anything anymore and wishes he could go home." - Philip K. Dick

“Each of us assumes everyone else knows what HE is doing. They all assume we know what WE are doing. We don’t…Nothing is going on and nobody knows what it is. Nobody is concealing anything except the fact that he does not understand anything anymore and wishes he could go home.” – Philip K. Dick

A hostilidade declarada que muitos têm ao conceito de interioridade, perpetuada durante anos ou décadas, leva a uma mentalidade de irresponsabilidade e inconsequência já que quem acredita que nada do que acontece depende das suas acções ou escolhas tem poucos incentivos a assumir compromissos – muitos chegam ao extremo de negar que possuam qualquer tipo de escolha, descrevendo a sua realidade como apenas experienciando o que outros criam. Torna-se assim clara a “genealogia” da ideia de impotência e da projecção dos nossos sonhos e esperanças em terceiros. Começamos a entender porque é que necessariamente a esfera política é incapaz de satisfazer as ambições de tantos cidadãos. A política, tal como a praticamos actualmente, assenta sobre a negação do individuo, da sua abdicação de poder pessoal e a sua transmissão a uma entidade mais ou menos abstracta (partido político, facção, ideologia, etc) a troco de uma promessa de realizar aquilo que cada um de nós espera. Será este mecanismo inerentemente perverso? Não necessariamente. Numa democracia representativa saudável este processo serve um propósito honesto e honrado, atingir compromissos em questões abrangentes que nenhum individuo pode esperar resolver sozinho. Ou seja, num sistema representativo saudável estamos perante uma transmissão de poder revogável, pontual e limitada. O problema surge quando a transmissão de poder se torna absoluta quer em termos de tempo ou âmbito. O caminho de todos os abusos começa com a asserção de intemporalidade do poder transmitido ou com a criação de um âmbito “total” que, por teoricamente representar o poder transmitido de todos os cidadãos, não conhece limites.

O Homem sem vida interiorSe isto é verdade qual o porquê da insistência dos cidadãos na exclusividade de soluções colectivas irreflectidas? Em boa parte porque há um grau de absolvição moral que pode ser encontrado num sistema anónimo e que não responde bem às aspirações dos indivíduos. Se as coisas correrem mal a culpa não será minha enquanto individuo porque eu não consigo influenciar o funcionamento de organizações complexas muito além do meu nível de poder. Isso de alguma forma liberta o individuo, que passa a abandonar todas as suas responsabilidade enquanto ser humano porque teoricamente cumpriu o seu dever cívico. Deixa de ser necessário comtemplar o nosso interior e analisar a nossa posição e podemos começar a encarar o “outro” com um mero objecto com o qual interagimos – algo que nega a dignidade quer do objectificador quer do objectificado. Ao descarregar as nossas dúvidas, preocupações e obrigações num sistema que sabemos que não pode responder às nossas necessidades estamos a dar-nos licença para nos abstrairmos da realidade, para nos abstrairmos de nós próprios. É nesta altura, em que abandonámos o nosso “eu” real, que todas as nossas actividades se transformam em escapes pouco saudáveis. A procura bem-estar material degenera numa fome que não pode nunca ser satisfeita, o prazer transforma-se em algo que não é apreciado mas procurado de forma compulsiva, a crítica transforma-se num processo meramente destrutivo (um fim em si mesmo e não uma ferramenta) e o apoio aos outros algo meramente pontual para satisfazer uma consciência profundamente culpada. E tudo isto porque negámos a nossa interioridade. Porque nos recusámos a parar e desligar um pouco do mundo para reflectir e comtemplar as perguntas base de qualquer corrente filosófica digna desse nome: o que somos, onde estamos, quem somos e o que devemos fazer.

“... it’s just business, it’s politics, it’s the way of the world, it’s a tough life and that it’s nothing personal. Well, fuck them. Make it personal." - Richard K. Morgan

“… it’s just business, it’s politics, it’s the way of the world, it’s a tough life and that it’s nothing personal.
Well, fuck them.
Make it personal.” – Richard K. Morgan

É preciso voltar a abraçar a ideia que aquilo que somos não é reflectido apenas pelas nossas lealdades sociais (e como tal exteriores a nós próprios). Somos essencialmente definidos pelas respostas que damos a questões muito básicas e pelas acções que essas respostas geram. E não falamos aqui de respostas no molde político tradicional. Não se trata de nos diluirmos a nós próprios dentro do grupo A ou B mas sim das acções e escolhas que estão dentro do nosso campo de acção individual, aquele que é apenas nosso, que reflecte a nossa dignidade e que ninguém nos pode tirar. É aí que jaz a nossa essência e tal essência só pode ser perdida ou abandonada de forma voluntária. É isso que fazemos quando nos recusamos a contemplar e a agir, negamo-nos a nós mesmos.

A formação da opinião pública

As pessoas gostam de acreditar que a sua opinião sobre política, economia e assuntos sociais é baseada só e apenas nos factos. Há algo de “nobre” em acreditarmos que somos neutros face a assuntos que desconhecemos mas que quando nos explicam os factos somos capazes de tomar uma decisão justa mas sem paixões inflamadas. Mas em que medida é que nos conseguimos (ou queremos) realmente distanciar de tudo o que nos rodeia para tomar uma decisão neutra? Até que ponto conseguimos sequer obter informação correcta sobre todos estes temas? Até que ponto estaríamos de facto dispostos a levar esta linha de questionamento sem temer o que pudéssemos encontrar?

"Raros são aqueles que decidem após madura reflexão; os outros andam ao sabor das ondas e longe de se conduzirem deixam-se levar pelos primeiros." - Séneca

“Raros são aqueles que decidem após madura reflexão; os outros andam ao sabor das ondas e longe de se conduzirem deixam-se levar pelos primeiros.” – Séneca

Seremos de facto neutros à partida face a todas as questões? Dizer que sim implicaria que a) não temos qualquer experiência prévia que influencie a nossa decisão e b) somos imunes ao meio onde nos movimentamos e às opiniões que vemos circular à nossa volta. Se a primeira condição é uma impossibilidade empírica e relativamente fácil de aceitar a segunda já obriga a algum grau de introspecção. Todos nascem num determinado contexto que é determinado pelas condições e preferências daqueles que nos rodeiam de forma directa ou indirecta. Logo não há uma neutralidade inicial, existe sim uma predisposição, maior ou menor consoante o grau de independência do individuo face ao grupo (familiar, social, profissional), para aceitar posições e opiniões que coincidam com que aquilo que o nosso meio considera válido. Conseguimos aceitar que grande parte da nossa visão do mundo é determinada sem qualquer contributo nosso? Conseguimos pensar em nós mesmos como sendo, em grande medida, seres racionais que apenas absorvem valores e opiniões que alguém antes colocou à nossa frente? Ou seja, conseguimos abdicar da nossa crença que somos seres com um elevado grau de autodeterminação?

"Logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados. " - Friedrich Nietzsche

“Logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados. ” – Friedrich Nietzsche

Poder-se-á dizer que a nossa visão e opiniões não são apenas formadas pelo meio em que por casualidade nos encontramos. Que existe um processo mais activo de recolha de informação por parte do individuo e que esse processo é que em última análise determina de facto aquilo que pensamos e defendemos. Será mesmo assim? Para entender bem a questão e os processos internos e externos que ela implica é preciso olhar para dois elementos diferentes. Em primeiro lugar é preciso verificar se a informação que pesquisamos sobre qualquer tema tem suficiente força emocional para se sobrepor às “nossas” posições originais. Neste ponto temos que introduzir na nossa análise um pouco de “matemática emocional”. É preciso “calcular” o conjunto de benefícios que são acumulados quando aceitamos a opinião do meio e aqueles que podem ser acumulados quando se adopta uma visão dissonante da maioria – este modelo comportamental tem uma base realista e como tal pressupõe que a maioria (mas não todos) tende a adoptar, consciente ou inconscientemente, o traje ideológico/social/político que mais o beneficie quer em termos de aceitação pelos seus pares quer em termos de ganhos materiais concretos. Dizer que sim ao que o nosso meio nos transmite (filtrando adequadamente a informação que vamos recolhendo) trás consigo benefícios tangíveis. Dentro do nosso grupo já que passamos a ser vistos como alguém que “entende das coisas”, que é ponderado e moderado, que entende o que é a realidade e consequentemente seremos levados mais a sério. Além de garantir uma boa integração a concordância indica também a quem mantém o sistema a funcionar (seja qual for o sistema) que estamos disponíveis para defender o status quo, que não iremos abanar demasiado o barco, que seja qual for a realidade empírica estaremos disposto a ignorá-la e seguir os ditames que nos transmitem. Por outro lado dizer que não ao que nosso meio nos transmite coloca-nos à margem dos nossos pares já que em maior ou menor grau as nossa posições serão diferentes, terão nuances, serão mais excêntricas. Em suma: sairão dos limites do curral intelectual. É fácil ver para que lado a balança de ganhos pende.

"The aim of public education is not to spread enlightenment at all; it is simply to reduce as many individuals as possible to the same safe level, to breed and train a standardized citizenry, to put down dissent and originality. " - H.L. Mencken

“Conformity—the natural instinct to passively yield to that vague something recognized as authority.” – Mark Twain

Existem aqueles que apesar de tudo têm ainda integridade suficiente para reconhecer que o que lhes é transmitido pelo meio poderá não estar correcto ou ser mesmo pouco ético. Poderão mesmo resistir activamente ao que os seus pares lhe transmitem como “verdade”. Nesse caso este cidadão íntegro terá que partir numa demanda por nova informação. Tem que procurar histórias, interpretações e análises que correspondam de facto ao que ele experiencia. E aqui entramos no campo da capacidade individual de recolher e filtrar a informação que não é transmitida por laços sociais directos – especificamente aquela informação que não deriva de contacto pessoal e nesta categoria estão as tvs, os jornais, os livros, os blogues, etc. Estamos em águas familiares em que sabemos que é preciso questionar muito seriamente a posição e credibilidade dos criadores e divulgadores de informação. Isto torna-se especialmente urgente em países como Portugal que promovem uma cultura de endogamia mal encoberta em quase todas as posições de produção de conteúdos. É preciso estar alerta face a contaminações da informação por interesses pessoais, familiares, amizades de longa data entre outras formas de influência indevida. Dado o reduzido número de informação disponível em língua portuguesa e estas limitações à credibilidade da pouca informação que existe é caso para dizer que quem se limite ao material em português verá os seus horizontes tão severamente limitados que a sua demanda por explicações que fujam ao controlo do nosso meio social, político e económico se torna impossível.

Pascal - truth quotesNo fim desta pequena análise do nosso contexto e das nossas características pessoais podermos acreditar que, nas presentes condições, existe uma verdadeira opinião pública interessada em estar informada? Os indícios que discutimos parecem apontar precisamente para o oposto. Não é do interesse do cidadão questionar o que lhe é transmitido. Em muitos casos não lhe será sequer possível construir qualquer narrativa alternativa para que vê. O que fazer com esta conclusão? Devemos começar por admitir perante nós próprios que os termos em que actualmente se discute a nossa sociedade não são nossos. São um legado sobre o qual, individualmente, não temos qualquer controlo. Daí a frustração que muitos poderão sentir ao ver a estagnação das respostas oficiais apresentadas pelos grupos considerados como socialmente válidos (que possuem status, que são “levados a sério”, que possuem os recursos para recompensar socialmente). Que a procura por respostas que fujam a essa estagnação é acima de tudo algo que tem que partir do individuo. Que esse individuo terá que ser motivado por algo mais que apenas uma lógica de custo-benefício. Terá que possuir a inclinação pessoal para a acção ética. Trata-se de um processo heróico, uma verdadeira demanda épica que requer indivíduos com um conjunto de aspirações pouco comuns apesar de serem mais necessárias que nunca. Só saindo dos moldes pré-fabricados poder-se-á encontrar qualquer tipo de verdade e acima de tudo de justiça. O leitor terá coragem para tanto?

Limpar a lama

Há muito tempo que a Irmandade de Némesis avisa os leitores do enclave para o risco da criação de bodes expiatórios como forma de escape de energia e tensões sociais e hoje temos o exemplo perfeito. A produção teatral que está hoje a ser encenada com toda a pompa e circunstância na Assembleia da República a propósito de bancos e banqueiros encaixa perfeitamente neste quadro mental e político decrépito.

"Não há inocentes; só aqueles que ainda não nasceram ou os que já estão mortos podem aspirar à inocência" - Stig Dagerman

“Não há inocentes; só aqueles que ainda não nasceram ou os que já estão mortos podem aspirar à inocência” – Stig Dagerman

Num regime onde o que une as elites é uma pertença social e onde a comunicação entre os membros dessa elite atravessa, fácil e diariamente, as linhas partidárias todos querem dar prova de ser valentes defensores do cidadão e da justiça. Os ilustres deputados, quais defensores dos pobres e oprimidos numa fábula medieval, esmeram-se em perguntas ultra pertinentes para mostrar que a) eles são puros, b) condenam tudo o que terá passado e c) estão do lado do cidadão comum.

"Princípio: uma coisa que demasiadas pessoas confundem com "interesse" " - Ambrose Bierce

“Princípio: uma coisa que demasiadas pessoas confundem com “interesse” ” – Ambrose Bierce

Há alguns problemas com esta versão das coisas. Quando se quer apurar a verdade de algo não se nomeiam 24 pessoas para o fazer, nomeia-se um responsável. Quando se quer obter a verdade não se transmite a investigação em directo e a cores para todos verem, as audiências fazem-se à porta fechada. E em último lugar dá-se poderes a quem investiga para de facto fazer alguma coisa, seja punir ou recompensar. Assim sendo parece que objectivo é mesmo dar um espectáculo ao país, um pouco de circo. E ao mesmo tempo ilibar a classe política como um todo para ficar bem claro ao ingénuo cidadão que tudo isto é muito lamentável mas foi algo que sempre esteve completamente fora do alcance do poder político prevenir.

bureaucracy_quoteA baixeza e manipulação que o regime faz destas situações é inqualificável na sua falta de consideração para com o cidadão. É um insulto à inteligência da nação. A Irmandade de Némesis está atenta. Os Irmãos levantaram o véu das farsas operáticas que o regime e as suas instituições teceram sobre a realidade. Não seremos enganados. Não queremos uma vítima sacrificial para satisfazer os deuses, queremos uma justiça completa e total. Só nessa base poderá Portugal reerguer-se.

A Irmandade de Némesis rejeita o teatro parlamentar como forma de se estar na vida pública.

A Irmandade de Némesis não compactua com a elite de poder.

A Irmandade de Némesis está com o cidadão.