9 thoughts on “A elite portuguesa como geração “Eu”

  1. Irmão Ateredominatus,

    O desprezo que esta gente (e os seus esbirros) destila pelos seus concidadãos é algo visceral e que está gravado no código genético destas pessoas. Podemos até falar em desprezo e ódio à população que é de casta e não de classe.

    Igualmente confrangedor é ver a quinta coluna dentro da classe média a adoptar os tiques e preconceitos dos seus amos e senhores, na ilusão de que a imitação lhes dará direito a bilhete de primeira classe. Não passam de “poseurs” patéticos que presidem à morte lenta da sua própria forma de vida.

  2. A apatia generalizada é o reflexo da percepção do “eu”. No confronto consigo próprio o individuo procura a aceitação, esta necessidade adultera a interpretação.
    Na impossibilidade de uma resposta estruturada a uma qualquer solicitação o cidadão procura um padrão moral que o apazigúe, algo definido como intrinsecamente “bom”, algo que sinta como palpável, ignorando a perversidade desta sua acção. Este comportamento é tão só o principio da sua própria destituição.

    Achei o seu post muito lúcido.

    • Não me querendo substituir ao Irmão Ateredominatus na sua resposta mas tenho que afirmar claramente que é possível ter uma resposta estruturada a tudo isto.

      Este espaço baseia-se no princípio que há respostas e a Irmandade de Némesis é a prova de que o princípio é válido. Pode não ser é fácil ou agradável mas isso é uma questão de ordem diferente e reflecte a falta de convicção e empatia que atormenta o nosso país.

      • Sim, concordo que existe uma interpretação abrangente e uma resposta estruturada a para tudo isto, agora não acredito num qualquer processo de convencimento que não implique uma construção, mudar de opinião não é nem pode ser o objectivo máximo.

  3. Irmão Harmódio

    Decidi usar a expressão classe num alusão à expressão celebre ” luta de classes”. Verdadeiramente talvez seja mais apropriado falar de “casta” em vez de classe,mas a alusão à expressão ” luta de classes” visava fazer recordar algo que aparenta estar esquecido, mas não deveria estar.
    Que existe luta de classes.
    É também evidente que a alusão é apenas usada como citação, nada mais.Quem quiser pensar que a alusão visa propagadear ou defender os diversos ” ismos” políticos-partidários que lutam pela concessão em exclusivo do uso da palavra, age de má fé ou ignorância e não será tolerado caso comente aqui.

    “There’s class warfare, all right, but it’s my class, the rich class, that’s making war, and we’re winning.”

    Quem afirmou o acima transcrito publicamente chama-se Warren buffet e é a 2ª maior fortuna mundial e o maior investidor em mercados do planeta.
    Quem quiser retirar conclusões faça-o. Quem recusar retirar conclusões deixe-se estar.

    Quanto à 2ª parte da mensagem relacionado com os quintas colunas que nos enxameiam é-me impossível estar em desacordo.
    Ainda estão na fase que é descrita na citação que colocarei abaixo:

    “It is difficult to get a man to understand something when his job depends on not understanding it.” – Upton Sinclair

    Ainda existem muitas pessoas na classe média que se recusam a entender porque estão convencidas que o desentendimento lhes trará benefícios futuros ou a alguns, benefícios mais rápidos e atuais.

    Recordo o seguinte:

    “Roma não paga a traidores nem aos que assassinam os seus generais”.

    Quintus servilius Caepio, General romano.

  4. Irmão Ateredominatus,

    Sem dúvida que qualquer pessoa que interprete a luta de classes como um apelo a qualquer cromeleque partidário ou “-ismo” histórico age de má fé. O meu comentário era no sentido de apontar uma diferença de significados. Uma casta é estanque enquanto uma classe pode pressupor alguma mobilidade social (coisa que no presente seria a maior falsidade possível e entra na retórica propagandística do “mérito”). Mas percebo perfeitamente o significado da metáfora especialmente quando um dos mais destacados membros da elite a utiliza de forma descarada.

    Esperemos que as quintas colunas que infectam a classe média se apercebam a tempo do erro de acreditar que são imunes ao que se passa. Que entendam de uma vez por todas que os cidadãos estão todos juntos neste barco.

    Mas aconteça o que acontecer a Irmandade de Némesis estará sempre cá. É eterna e incorruptível.

    • Irmão Harmódio

      A imunidade foi violentamente retirada aos cidadãos. O ato de violência ainda reveste mais gravidade porque foi feito em segredo e por conspiração, utilizando a traição aos princípios de cidadania e democracia para o fazer.

      Os cidadãos, por culpa própria e por boa fé, depositaram a sua confiança em quem tinha jurado protege-los e proteger a democracia. Agora pagam um preço social, económico e político excessivamente elevado para o que alguma vez mereceram ou deveriam merecer pagar.

      As quintas colunas julgam que não o são e julgam que estarão protegidas. Enorme erro.

      O Enclave é eterno.
      A irmandade de Némesis é incorruptível, e está acima e fora da podridão que enxameia o ambiente.
      Recusamos a posição de ” bacteriologicamente puros” e não a procuramos.Mas estamos fora e somos outra coisa inteiramente diferente.

  5. Aqueles que adoptam os tiques e maneirismos dos que os oprimem pensam que serão escolhidos para ir no “barco da salvação” – que precisamente os mesmos que os desprezam e oprimem lhes irão, afinal, deitar a mão. É de facto anedótico.
    É curioso que não se possa falar de luta de classes (ou limitações à propriedade privada, etc.) sem a coisa ser diluída dentro de um qualquer “ismo” que sufoca e mata o debate à partida. Os tabus andam aí…
    Bem-hajam por este espaço.

    • Os ismos servem para defender quem tem algo investido neles. Para quem domina estruturas que são identificadas e aceites como um “ismo”. Para todos nós, cidadãos normais, são um empecilho à compreensão e à acção. É essa liberdade que torna a Irmandade de Némesis algo precioso para nós.

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