A elite de poder como oligarquia decadente e corrupta

Numa *classificação de sistema-mundo dividido em Estados-core, Estados semi-perifericos e Estados-perifericos, parecia ser claro ao autor da ideia poder-se afirmar que a actual elite de poder mundial oligárquica estaria a preparar a imposição de fato de tal visão mundo como o padrão a seguir no relacionamento entre países.

Esta é uma das contribuições da elite mundial oligárquica. Impor o conceito de subserviência total de quase todos os Estados como novo conceito operacional nas relações entre países e populações.

Um mínimo olhar de relance, sobre notícias e acontecimentos pelo planeta,confirma este desejo mórbido das “elites de poder”.

Como a “elite de poder” deseja sempre piorar as coisas, só Estados periféricos com a dimensão de vassalos e clientes já não chegam para as ambições desta “elite de poder”.

Um novo protótipo de Estado que se posicione numa dimensão inferior à de um Estado periférico, parece ser um dos novos objectivos.

A irmandade de Nemesis concluiu e especulou metaforicamente que esta elite mundial oligárquica já foi ultrapassada pelos acontecimentos.

Já existe Portugal.

Um Estado inclassificável. O “Estado” a que isto chegou.

O ” Estado-Nação ” em que até a venalidade e a corrupção são incompetentes e seriam classificadas, acaso fossem avaliadas por uma qualquer agencia de rating especializada em avaliar corrupção, como sendo da classe de rating ” lixo”.

Historicamente, a elite de poder portuguesa é a única responsável por séculos de “O Estado a que isto chegou”.

Lamentavelmente, para os interesses da oligarquia, esta está enganada e vai perder e perder muito e com graves danos.

Lamentavelmente, para os interesses da oligarquia, esta está enganada e vai perder e perder muito e com graves danos.

Para ” mostrar “serviço internacional” a elite de poder portuguesa tem desenvolvido coisas abjectas como “isto” nos tempos recentes. É um “road-show” para mostrar as suas qualificações profissionais às outras elites de poder mundiais.

A vaidade incompetente da elite de poder portuguesa afirma: ” estou aqui, olhem para o pior que conseguimos fazer que é pior que o que vós conseguis fazer“.

SERVILISMO - PÉS

Esse é o objectivo internacional desta classe parasita. Serem uma nota de rodapé obscura e narcisista no grande livro histórico da genealogia mundial das elites de poder.

Um “tour de force” permanente tentando demonstrar aos amos e mestres internacionais que é a vitoriosa vencedora do ultimo lugar na escala da divisão do trabalho, do poder, e da influencia, demonstrando sempre isso da forma mais subserviente possível.

CORRUPÇÃO POLÍTICA EM GERALComo a elite de poder portuguesa se comporta como uma oligarquia, mas uma oligarquia ainda mais estúpida e destrutiva que as oligarquias “normais”, os seus tiques são ainda mais bizarros e aleatoriamente desprovidos de qualquer sentido.

Um deles é a absoluta incapacidade de produzir qualquer forma de autocrítica que tenha como objectivo a correção dos seus próprios crimes e das suas próprias deficiências.

Rejeita sempre qualquer substituição de pessoal nas esferas de poder que a possa regenerar.

Se esta gente se acha a melhor, porque iriam admitir que há melhor que eles? O benchmark são eles próprios, não a situação…

oligarquia-  MontesquieuUm dos exemplos históricos sintomáticos disto foram as pretensas substituições de elites de poder.

Um produto de marketing político e social cujo objectivo foi a venda da ideia à população  que teria existido uma hipotética limpeza regenerativa do sistema político-social- economico) que terá ocorrido algures entre o dia 25 de abril  de 1975 ate ao dia 26 de abril de 1974. E em alguns anos posteriores.

Quase 4 decadas passadas compreende-se que o novo foi e apenas é o antigo recauchutado, sendo que os resultados catastróficos são sempre antigos, mas em pior, sempre em pior.

Esta limpeza imaginária do sistema político-social-económico ocorreu nessa data e posteriormente gerou que, ao pior do antigo regime que a população tinha que aturar sucedeu o pior desse regime, conjugado com o pior deste.

eca de queiroz - politicos e fraldas

É um upgrade do pior. Uma fusão de extremos péssimos.

A limpeza imaginaria do sistema propagandeada pelas elites gerou uma nova corrida em direcção ao fundo esperando-se lá chegar depressa e com força.

Como verdadeiramente nenhuma substituição de elites caducas por novas elites dinâmicas ocorreu nessa data e anos subsequentes, ou ocorreu nos últimos 20 ou 400 anos ou nos últimos 150 ou 30, nenhum auto correção orgânica de comportamentos desta gente ocorreu.

Nenhum esforço de melhoria ética e de comportamentos ocorreu.

Apenas ficou o mesmo com nova roupagem: uma intensificação alargada dos mesmos vícios decadentes, o mesmo vicio da corrupção exponencial, a mesma tendência para um comportamento destrutivo que destrói recursos e desperdiça oportunidades

A mesma decadência de comportamentos, o narcisismo como forma de estar e a corrupção como forma de agir são as trademarks deste ecossistema de doentes psicopatas.

C WRIGHT MILLS - REVOLUCAO-CONTRA REVOLUCAOA partir do dia 26 de Abril de 1974, o nepotismo foi recauchutado, a pseudo cultura de mérito foi reembalada em caixas novas podres como as antigas, o amiguismo rasteiro foi elevado á categoria de privilegio de classe, o compadrio passou a ser uma forma democrática de convivência política e económica .

Gordos caciques gordurosos passaram a ser o novo ” must”.

Uma actualização com o novo software da corrupção surgiu patrocinada pela nova emergente elite recauchutada: a fusão corporativa dos vícios do Estado novo com as novas praticas da democracia subvertida.

Que estranho é que a ditadura de extrema direita tenha conseguido derramar o seu fel corrupto para lá das portas do 25 de abril de 1974.

Estranho ou nem por isso?

Queremos, enquanto sociedade, continuar a querer viver dentro um país em que o nepotismo é considerado um bem a preservar?

Queremos, enquanto sociedade, continuar a tolerar a promoção de falsas culturas de mérito em que quem as promove está convenientemente defendido em sinecuras corporativas privadas ou publicas dos sobressaltos laborais e pessoais que a generalidade da população sofre?

Queremos enquanto sociedade, tolerar o amiguismo politico-pessoal-economico-social de um conjunto de parasitas que nada contribuem para o país e apenas destroem recursos e desperdiçam oportunidades?

O Enclave diz não.

A Irmandade de Némesis diz não.

"Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto"

“Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto”

* Wallerstein é citado como exemplo. Apenas isso.

** Declaração de interesses:

1 – Deve evitar concluir-se que as afirmações contidas neste texto são declarações de apoio a posições nacionalistas de extrema direita, posições nacionalistas de tipo monárquico, ou da extrema esquerda portuguesa ou a quaisquer outros grupos que defendam o nacionalismo doentio e agressivo como forma de relacionamento entre este pais e outros países e entre a população deste país e a população de outros países.

2 – Deve evitar-se concluir que pelo exposto acima, que o texto defenda ou pretenda defender qualquer teoria globalista.

3 – A Irmandade de Némesis rejeita a traição social, a desonra patrocinada por uma elite de poder, corrupta e venal, a indiferença perante o que acontece, a amoralidade da classe dirigente.

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8 thoughts on “A elite de poder como oligarquia decadente e corrupta

  1. As pessoas são vitimas de uma classe dominante mas onde será que começa a responsabilidade individual? Será que em alguma altura a capacidade intelectual é elemento diferenciador? O desinteresse generalizado é o reflexo da opressão? A revolução que queremos é compatível com o direccionamento que de uma forma subliminar instigamos?

    • Sem querer tomar o lugar de resposta do irmão Ateredominatus quer-me parecer que um apelo a uma “responsabilidade individual” faz pouco sentido. Vejamos se não é isso que se faz todos os dias para participar em “grandes actos de revolta” como assinar petições, andar em manifestações que não têm qualquer projecto político real ou de forma ainda mais abjecta participa na farsa coreografada que são os comícios partidários. Nada disto produz qualquer alteração real. A elite de poder sabe isto. Daí ter institucionalizado estes mecanismos legais de “participação”. Qual é a responsabilidade individual? Validar tudo isto?

      O desinteresse generalizado é um tema que já abordámos aqui várias vezes e tem várias faces. Por um lado é óbvio que o nível de politização das pessoas é fraquíssimo (para não dizer não existente) mas por outro sempre foi isso que se quis. Falta de informação e acima de tudo falta de participação. Basta ir qualquer bairro normal tocar às portar e falar com as pessoas sobre os seus direitos e deveres para perceber que a ignorância é quase total. Não há nem nunca houver qualquer tipo de educação cívica ou política porque as forças políticas e económicas que herdaram “isto” da outra senhora no fundo não discordavam em nada da visão elitista e exclusivista que as elites sempre tiveram da actividade política. Passámos a ter uma “democracia” por decreto, sem qualquer mudança real que lhe desse substância.

  2. “Elite de poder é diferente de classe dominante.”

    Em que medida?

    “Combater a atual elite de poder usando só a responsabilidade individual para o fazer é fútil.”

    Apelar ou comunicar com o individuo parece-me uma condição essencial.

    “E queremos mesmo um revolução?”

    Tem razão, qual é o seu/vosso conceito de revolução?

    • Penso que o irmão Ateredominatus tentou tornar que claro que há uma diferença substancial entre o que poderíamos designar de “servos de elite” e a “elite de poder em si”. Afinal de contas todas as burocracias precisam de um conjunto de servos para poderem continuar a funcionar. São no fundo as pessoas que olham de cima para baixo para o resto da população porque convenceram-se (e foram incentivadas nessa ilusão) que estarão mais próximas do topo da pirâmide que do que da sua base – qualquer análise organizacional claro que prova que são apenas peões substituíveis e de uma casta inferior aos seus mestres mas auto-ilusão é algo que funciona bem quando no dia-a-dia não se está sujeito ao pior que o regime tem para oferecer.

      Como tentei dizer na minha resposta ao comentário anterior a comunicação é uma daquelas ferramentas muito sobrevalorizadas nos dias que corre. Sim as pessoas claramente precisam de saber o que se passa mas não se devem fechar em eternos debates que não levam a lado nenhum – isto deveria ser óbvio já que o cidadão médio que passa a sua vida a ouvir comentadores e a falar com os outros sobre o que ouviu não tem qualquer poder de influência sobre os temas que discute. O debate circular é uma das ferramentas de poder da elite. Mais que falar é preciso mudar, mais que debater é preciso fazer, mais que qualquer teoria é necessário que as pessoas assumam (a começar por si próprias) que são merecedoras de muito mais do que aquilo que obtêm de um regime decrépito que nada fará por elas. É esse o foco da irmandade, quebrar de vez este individualismo paralisante que a cada ano nos deixa mais vulneráveis aos grupos de poder que de desorganizados não têm nada.

      Quanto a revoluções todos sabemos que são bichos papões que servem para amedrontar as pessoas… não nos critiquem muito porque senão virão os demónios do inferno devorar as vossas crianças. Mas qunato a isso só posso responder nas palavas de um homem bem mais eloquente que eu “É um argumento dos aristocratas, esse dos crimes que uma revolução implica. Eles esquecem-se sempre dos que se cometiam em silêncio antes da revolução”.

      A Irmandade não esquece os crimes. Nunca.

  3. população que está entre os grupos: 9% da população
    populaçao muito pobre ou excluida:: 10% da população
    população em geral: 70% da população
    classe dominante : 10% da população
    elite de poder: 1% da população
    1% da população está a usar engenharia social e económica para alterar a estrutura acima,

    Estão convencidos que a nova estrutura será:
    elite de poder: 1% da população
    Resto: 90%
    9% restantes: são os lacaios, serventuários, propagandistas, gestores de topo e administradores do novo sistema, cortesãos e cortesães, membros da classe artistica e (cinema, rádio, televisão, internet, publicidade), membros da classe política, padres da economia , padres da religião, membros da sociedades secretas( para os 90%,não para os 1%)

    A irmandade de Némesis está convencida que a nova estrutura nunca será isto.

    Comunique com o “individuo” e explique-lhe isto.

    Tenho que terminar por aqui esta bizarra cavaqueira. Estarei ausente algum tempo.
    O Irmão harmódio continuará se para tal estiver disposto.
    Boa noite.

  4. Pingback: A elite de poder portuguesa vs a classe dominante | Enclave

  5. Pingback: As sombras mudam de posição | Enclave

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